quinta-feira, 23 de abril de 2020

Quarentena

Estamos em 23 de abril de 2020 e em quarentena voluntária desde 15 de março devido à Pandemia do Coronavirus. O coronavírus foi um vírus que surgiu na China e rapidamente se espalhou pelo mundo, deixando um rastro de morte por onde passou. A Europa está em lockdown, as pessoas só podem sair para supermercado, farmácia ou para ir ao médico. Aqui no Brasil estamos em distanciamento social, o comércio, as igrejas, as clínicas e as escolas estão fechados, mas não há restrição para as pessoas saírem às ruas, apenas a recomendação para que evitem.

Claudio está sem trabalhar, saiu apenas para fazer umas três cirurgias de urgência. As meninas estão sem ir à escola, tiveram aulas on line e um monte de tarefas até dia 08/04, em seguida veio a Semana Santa e entraram de férias do dia 13/04 até 30/04. O governador do estado, Camilo Santana, decretou que o fechamento das escolas será até dia 04/05, mas acho muito difícil as escolas reabrirem nessa data, visto que a previsão é que os meses de maio e junho serão os mais difíceis no Brasil (e Fortaleza é uma das cidades com maior número de casos).

Eu estou saindo de casa apenas 1 vez por semana, para ir ao supermercado. Dispensei minha empregada e minha faxineira, então todo o serviço doméstico está sendo feito por mim. Não está fácil, eu não tenho costume de fazer, mas consegui criar uma rotina de trabalho. Coloco uma playlist no Spotify, ligo a caixinha de som e encaro o trabalho. O dia de faxina (sexta-feira) é o pior, termino exaurida, cheia de dor muscular. Mas, apesar de puxado, não me queixo do trabalho, dou graças à Deus ter uma casa pra limpar e comida na mesa, pois tem muita gente passando necessidade, principalmente os trabalhadores informais que, de repente, ficaram sem renda. Aqui, como temos uma reserva financeira, estamos com alguma tranquilidade, embora não saibamos quando a vida voltará minimamente ao normal (se é que voltará ao que costumávamos chamar de normal).

Alterno dias de bom humor e esperança com dias de angústia. As meninas estão sentindo a proibição de sair de casa e a falta dos amigos, em alguns momentos brigam demais. Mas também estamos redescobrindo o prazer da leitura em família, fazemos alguns jogos também. Desde que entramos em distanciamento social, as meninas só saíram de casa uma vez: fomos a pé para uma clínica na rua paralela à nossa, tomar a vacina da H1N1. Fomos os 4 de máscara. Foi muito bom poder ver a rua e esticar as pernas. Estamos evitando pedir comida fora, a não ser a pizza da Julia, que vai para o forno. Toda sexta-feira, Claudio e eu comíamos sushi, mas desde março estamos evitando por ser um alimento cru. Nem sanduíche temos coragem de pedir por causa da manipulação.

A ida semanal ao supermercado virou uma operação de guerra. Saio de máscara e cabelo preso, ao entrar no supermercado tem um funcionário oferecendo álcool em gel para os clientes passarem nas mãos. Nos caixas, há uma marcação no chão, indicando a distância que os clientes devem ficar dos outros na fila. O operador de caixa fica protegido atrás de uma estrutura de acrílico e passa álcool em gel nas próprias mãos após cada atendimento. Aliás, álcool em gel é item raro em supermercado e sua compra é limitada a 2 ou 3 unidades por cliente. Água sanitária também. O coronavirus é um vírus que possui uma camada de gordura em sua estrutura e essa camada se desfaz, matando o vírus, na presença de álcool, hipoclorito de sódio ou sabão.

Ao chegar em casa, subo com as compras e uso a porta social do apartamento (na minha rotina normal usava a da cozinha para chegar com compras). Na porta social, entramos pela varanda, onde coloquei uma arara de roupas e tem espaço para deixar sapatos, bolsa, chave do carro, tudo que usei na rua, é a chamada área suja da casa. Vou tirando as compras das embalagens e entregando ao Claudio que coloca na mesa da sala (vidro) ou da cozinha (pedra) e dá um banho em tudo com solução de hipoclorito de sódio. Todas as compras são higienizadas dessa maneira. Nunca na minha vida imaginei que um dia iria lavar pacote de arroz com água sanitária.... depois que entrego tudo a ele, desço com o carrinho para colocar no local correto e, ao entrar em casa, borrifo solução de hipoclorito no solado do meu sapato e no chão da entrada. Tiro roupa e sapato na varanda e vou para o banheiro lavar as mãos, tirar óculos e máscara e lavar. Penduro a máscara para secar e vou ajudar o Claudio a terminar de higienizar as compras e guardar. As sacolas do supermercado ficam na varanda até a semana seguinte. O vírus permanece viável por até 5 dias no plástico então, na semana seguinte, colocamos as sacolas para uso como saco de lixo. Depois de tudo higienizado e guardado, vou tomar banho. Começo umedecendo levemente o rosto e o cabelo e lavo com sabonete líquido para só depois deixar correr água e lavar com shampoo pois o shampoo não é tão eficiente contra o vírus.

Não tem sido fácil essa mudança de hábitos e esse isolamento. O contato com a família tem sido feito apenas por videochamada ou por grupo de whatsapp. Aliás, o whatsapp é fonte de memes intermináveis e de conversas maravilhosas, como a da minha turma da faculdade, numa sexta a noite, que começou despretensiosa e terminou nas melhores gargalhadas da quarentena até o momento, com grandes revelações!

Mas vamos vivendo um dia de cada vez. Uma rede de solidariedade tem se formado na cidade para ajudar os mais necessitados. Mas, como tudo nesse Brasil polarizado, a briga política se instalou. O presidente, com medo da crise econômica inerente ao isolamento social, incita as pessoas a saírem de casa e levarem vida normal. O ministro da saúde, Mandetta, muito centrado e baseado em evidências científicas, recomenda o isolamento social e, por discordar do presidente, foi destituído do cargo. O embate entre as pessoas está formado e os defensores do presidente perdem qualquer noção da realidade que estamos enfrentando... é impressionante ver gente com formação na área da saúde defendendo a volta à normalidade, quando em vários países do mundo há uma proibição de sair as ruas e nos EUA estão morrendo em média de 1800 pessoas por dia devido ao coronavírus. Enfim, não está fácil, é desgastante a situação e mais desgastante ainda a briga política. Mas vamos sobreviver!

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segunda-feira, 13 de abril de 2020

Sobre transições

O ano de 2019 foi um ano de grandes transições aqui em casa. Julia entrou no Fundamental 2 e Alice entrou no Fundamental 1. 

Julia fechou o fundamental 1 com chave de ouro e sendo mais uma vez a primeira da sala. Como nos enche de orgulho, minha menina grande! Não exigimos nota, mas exigimos responsabilidade e damos as condições para que ela estude. O resultado é apenas consequência. Em 2019 entrou no fundamental 2 e mudou farda, mudou a turma (a partir do 6o. ano, ocorre a formação da Turma Olímpica, com os melhores alunos) e mudou completamente a rotina. Tudo muito mais puxado, o volume de tarefas e provas é muito maior, passou a ter vários professores e a ter prova toda semana, sem descanso... Mas ela foi tirando de letra e eu fui soltando. A partir do meio do ano, já nem tomava conhecimento do assunto que ela estava estudando. 

Mas essa mudança, no início, estava me deixando apavorada. Eu vinha conversando com ela desde o segundo semestre de 2018. Tinha medo não só da mudança de rotina, mas também porque iria passar a ter contato com adolescentes de todas as idades e cabeças... minha menina ainda tão pequena aos meus olhos.... fui preparando com conversas sobre o que ela poderia ver, ouvir... fui orientando.... e entreguei nas mãos de Deus. Graças a Deus, até agora, ela vem sem maiores problemas. Ela e a BFF Sabrina entraram juntas na turma Olímpica e fizeram novas e boas amizades. Mas essa entrada na adolescência da Julia têm sido também marcada por alguma instabilidade emocional. Se a gente estica um pouco a brincadeira com ela, cai no choro.... Ama conversar comigo, mas durante o ano passado demonstrava uma carência exagerada. Acho que estava sentindo que a infância estava chegando ao fim e não queria perder os "privilégios" de criança. Esse ano melhorou um pouco nesse aspecto e parece estar mais madura e entender que a irmã vive outro momento (mas mesmo assim se troca com irmã e briga com ela por qualquer besteira). Julia simplesmente ama ficar no celular assistindo séries e tive que colocar um app de controle no celular dela para limitar tempo de uso... Acho que limitar tempo de tela é o maior desafio das mães dessa geração....

Alice, em 2019, entrou no fundamental 1. Meu pingo de gente passou a usar a "farda dos grandes" e até a fazer prova. Entrou lendo lindamente e saiu melhor ainda, esperta como ela só! Ela é a menor da turma dela, a mascote, mas é viva que só ela! Brinca de igual pra igual e se dá muito bem com as meninas e com os meninos. A festa de DR do ABC dela em dezembro foi linda! E ela estava realizada, se sentindo uma princesa e sendo o centro das atenções na família. Esse ano, no 2o. ano, começou super bem, com uma professora maravilhosa. Ela adorou a professora de cara! Alice também está mais madura, crescendo mesmo!

Em janeiro deste ano fizemos uma viagem maravilhosa por Alagoas que incluiu os Cânions do São Francisco, a Foz do São Francisco e as piscinas naturais de Maragogi. As duas aproveitaram tudo da viagem, curtiram demais, mergulharam soltas e felizes (elas morriam de medo dos peixes e corais), fizeram trilha no meio da caatinga e tomaram muito banho de rio. Fiquei surpresa pois elas costumavam ser muito medrosas. Inclusive quando estivemos no México em dezembro de 2018 elas não quiseram mergulhar e a Alice deu o maior trabalho no cenote, com medo. Mas em Alagoas elas aproveitaram demais!

Estão crescendo, minhas meninas, e ando muito orgulhosa das pessoinhas que estão se tornando!


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domingo, 8 de julho de 2018

Amor pela barriga - fazendo lanchinhos para as meninas!

Quer forma mais singela de demonstrar amor do que cozinhar para quem você ama? E eu amo fazer os lanchinhos das meninas. Faço, congelo e vou descongelando conforme vou precisando. Pego receitas em blogs, troco receitas com quem também gosta de fazer lanchinhos para os filhos e aos poucos vou montando meu livro de receitas. A maioria é de receitas fáceis de fazer, que as meninas podem me ajudar. 

Como meu estoque de lanchinhos andava zerado, hoje resolvi dar um adianto - não fiz mais porque faltaram ingredientes. Aí como eu publiquei no instagram as fotos dos biscoitinhos que fiz, recebi algumas mensagens pedindo as receitas. Vamos lá:


BISCOITO DE QUEIJO

2/3 de xícara de farinha de trigo
1/2 xícara de queijo coalho ralado
manteiga até dar liga (+ 2 colheres de sopa)

Misture os ingredientes, amasse, prove o sal e modele. Asse em forno médio até dourar. 

Esse eu faço de 6 receitas por vez. Aí asso a metade da massa e a outra metade congelo enrolada em filme plástico. Julia ama e faz sucesso na escola também!


BISCOITO DE CACAU

300g de manteiga
1 xícara de açúcar
1/2 colher de chá de sal
1 colher de sobremesa de essência de baunilha
2 ovos
3 e 1/2 xícaras de farinha de trigo
1/2 xícara de cacau em pó

Bata o açúcar, a manteiga e o sal até obter um creme claro e fofo. Acrescente a baunilha e os ovos uma a um, batendo sempre.
Aos poucos, acrescente a farinha e o cacau, batendo até misturar bem.
Modele e asse em forno pré-aquecido. 

Esse é o favorito da Alice! E eu tenho aquelas maquininhas de modelas biscoitos então a cada hora ela me pede um formato diferente, é uma curtição! Ele rende bastante então faço uma receita e asso a metade e congelo o restante da massa também enrolada em filme plástico.


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quinta-feira, 10 de maio de 2018

O processo de alfabetização

Uma das fases que acho mais encantadoras nas crianças é quando entram no processo de alfabetização. Primeiro descobrindo as letras, depois começando a ligar as sílabas... e quando começam a ler placas nas ruas acho irresistível. Parece que de repente dá um "click" e tudo começa a fazer sentido e as pequenas tagarelas não param de ler placas!

Com a Julia foi sofrido até o "click": ela pegou uma professora muito ruim no infantil 4 e uma inexperiente no infantil 5. Juntou com a minha ansiedade de mãe de primeira viagem e tivemos sofrimento por aqui... Mas graças a Deus ela pegou uma professora excelente no 1o. ano e aí a evolução foi impressionante!

Já com a Alice tudo fluiu mais fácil, embora ela tenha pulado o Infantil 3. Quando ela concluiu o infantil 2, achei melhor tirar da creche-escola e colocar na mesma escola da Julia, por uma questão de logística. Na nova escola ela foi avaliada e acharam que ela se encaixaria muito bem no infantil 4. Eu estava morrendo de medo mas a escola me passou segurança e matriculou na turma da professora que pedi (a Cris, que havia sido professora da Julia no infantil 2 e em quem eu confio plenamente). O resultado foi que ela entrou na escola sem nunca ter escrito o nome dela e saiu com uma escrita espontânea super legal para a idade. Ela ainda é a mascote da turma. É a mais nova e a menor, mas se relaciona super bem com os colegas e está equiparada no aprendizado e na maturidade.... E o mais importante: está feliz e empolgada com a escola. Agora no infantil 5 ela também está com uma professora maravilhosa e, de repente, ainda em março, eu vi o "click" acontecer! Quando eu menos esperava ela começou a ler placas, me pegando totalmente de supresa! 

Eu agora me divirto pedindo pra ela ler placas na rua. Quando está de mal humor não lê nenhuma mas em geral ela mesma procura as placas pra ler! Está uma graça escrevendo também! E eu sigo babando e curtindo essa fase linda!
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sábado, 27 de janeiro de 2018

Sobre filas e privilégios

Nessas férias, aproveitei o tempo livre e levei as meninas para tirar a segunda via do RG delas. As fotos do RG que usavam estavam irreconhecíveis pois eram muito pequenas quando tiraram a primeira via e eu queria aproveitar e incluir os números dos CPF's delas.

Fomos um dia à tarde, no posto mais próximo de casa, na Assembléia Legislativa. Levamos a tarde inteira para resolver isso (chegamos lá um pouco antes de 1 da tarde e saímos faltando 5 minutos para 5 da tarde)... E é porque eu estava com todos os documentos solicitados e as fotos dentro do padrão exigido. Metade desse tempo, esperamos num saguão do prédio anexo da Assembléia. Prédio moderno, bonito, com piso de granito e um saguão enorme. Entretanto, não havia uma cadeira pra sentar e nem água para beber. Vi, junto com a gente, idosos e gestantes sentados no chão, no calor. As meninas, obviamente, reclamaram, principalmente a Alice, e foi difícil segurar as pontas na fila. Fiquei indignada, afinal, aquela é a casa do povo e o povo estava sendo super maltratado! Duvido que algum deputado se dignasse a pegar aquela fila! Para eles todo o conforto que aquele prédio pode oferecer e para o povo apenas o desconforto e o desrespeito....

Depois entramos para uma sala pequena, apinhada de gente, com um atendimento super lento... Pelo menos pudemos esperar sentadas e havia água para beber.... Finalmente, depois de muita espera, conseguimos resolver tudo. Saí de lá super cansada, as meninas mais ainda... Elas estavam com fome pois não haviam lanchado (o local mais próximo para comprar lanche era atravessando a avenida e eu nem podia sair da fila e nem deixar a Julia ir comprar só).

Levei as duas para nossa pastelaria preferida e enquanto esperávamos pelos pastéis aproveitei para conversar com elas. A experiência da fila foi sem dúvida muito ruim, mas decidi que serviria como um choque de realidade. Comecei perguntando o que elas acharam da fila. Elas reclamaram e falaram que era uma falta de respeito (são minhas filhas mesmo!). Eu então disse: "e vocês já perceberam como nós somos privilegiadas?" 

Elas não entenderam nada e eu continuei: " tem gente que pega filas assim toda vez que precisa ir ao médico. E muitas vezes é fila no sol. Ali a gente estava na sombra, não estávamos sujeitas a assalto e embora não tivesse cadeira, o chão era mais ou menos limpo, dava pra sentar.... tem gente que pega fila assim na rua, debaixo de sol e se quiser sentar vai ser na calçada suja e quente e tudo isso pra conseguir uma consulta com um médico.... tem gente que passa dias numa fila como essa pra conseguir matricular os filhos numa escola pública e às vezes nem consegue vaga... a gente passou apenas umas horaa na fila.... será que a gente pode se queixar da vida?"

Alice não entendeu, nem tem idade pra isso, mas a Julia entendeu sim. Dias depois mandei pra ela no whatsapp uma reportagem de pais acampando na fila para matricular os filhos numa escola estadual....  Acho importante dar um choque de realidade às vezes. Elas estão acostumadas a ter um conforto de classe média que a maioria da população não pode ter e isso é tão normal na vida delas que acabam não tendo a noção do que está além dos muros de casa.... Mas ter é essa noção é preciso, ensinar a elas a ter empatia pelo sofrimento alheio é preciso, acredito que é por aí que começamos a deixar filhos melhores para o mundo....
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Quando a saia justa tem outro sobrenome....

Julia está numa idade em que dormir na casa das amigas (ou as amigas dormirem aqui em casa) é um dos programas prediletos.

No começo das férias, a Sabrina, uma das BFF's dela, veio dormir aqui. Tudo tranquilo, elas brincaram bastante e já estava ficando tarde. Como eu queria ir dormir e sabia que nem tão cedo a brincadeira delas ía terminar, chamei as duas para um lanchinho para eu dormir tranquila. Fiz leite com chocolate e peguei alguns biscoitos que ela gostam e sentei na mesa da cozinha com elas. Na TV elas escolheram assistir Família Adams e eu achei que estava tudo bem....

Aí no começo do filme a Mortícia anuncia para a família que está grávida novamente. A Wandinha então vira e diz: "é, eles transaram..." Eu tive esperança de que elas nem tivessem escutado, mas elas escutaram... e a Sabrina, vira pra mim e diz: "tia, o que é transar?"

Eu não tinha saída.... fui pega desprevenida numa pergunta difícil.... e da filha alheia! Saia mais justa que essa eu desconheço... 

Eu então disse: "é como os pais fazem os bebês...". Ela olhou pra mim com uma cara de interrogação... A Julia sei que entendeu porque já conversamos abertamente sobre como os bebês são feitos, mas eu não tinha a menor ideia do quanto a Sabrina sabia e muito menos do quão profundo a mãe dela gostaria que ela soubesse desse assunto agora. Como ela continuava com a carinha de interrogação, eu falei: "é quando papai e mamãe namoram". Ela se deu por satisfeita e continuou lanchando e assistindo o filme....

Aí fui mandar um whatsapp pra mãe dela contando o fato. Graças a Deus somos muito amigas e eu pude ser muito sincera e clara sobre o que aconteceu... Imagina se é alguém que eu mal conheço?

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quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Pérola Bilíngue

A escola das meninas esse ano adotou o sistema bilíngue. Alice com muita frequência solta algumas palavras em inglês, misturando os dois idiomas.

Outro dia eu estava dando banho nela e ela começou a contar em inglês. one, two, three, four .... sixteen, seventeen, eighteen, nineteen, TENTEEN!

Claro que eu caí na gargalhada ao ver que ela usou o mesmo raciocínio que havia usado quando aprendeu a contar em português e veio como famoso dezedez! E como é que corrige uma pérola dessas?
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