terça-feira, 23 de agosto de 2016

"Que merda, Manuella!"

Alice brincando com as amiguinhas depois da dança. Eu, perto dela, conversando com outras mães e observando a brincadeira das crianças. 

De repente, entram numa disputa por brinquedos e aquela voz tão doce, do alto dos seus 3 anos de idade, solta:

- Que merda, Manuella! 

Buraco pra me enterrar? Tinha não..... Todo mundo ouviu....  Fazer o quê? Claro que nessa idade, se ela disse isso, ela aprendeu em casa. E sim, a culpa, foi da mãe. Euzinha mesmo que tenho a boca suja! Que vez por outra solto "merda" na frente das meninas. Não me orgulho nem um pouco, mas é um hábito tão antigo que nem sei como controlar.   

Nesse momento, as mães perfeitas aqui, devem estar dizendo: "ah, mas você tem que mudar, você tem que dar o exemplo."

Que eu tenho que dar o exemplo eu sei. Mas na hora do saco cheio, soltar um sonoro " merda" ajuda a aliviar a tensão. Minha mãe não dizia um palavrão, achava horrível e me repreendida toda vida que eu falava um, não adiantou nada. Julia desde pequena escuta, mas não tem costume de falar (pelo menos não na minha frente). Sei que isso não é justificativa, por isso mesmo vou tentar aliviar minha boca...  

Mas prometer que não digo mais palavrão na frente delas, não prometo! Não sou perfeita e nem pretendo ser...  E também acho que vez por outras elas têm que soltar um "merda"  pela vida sim! 
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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

"Quase-pré-adolescente"

Eu já havia sido alertada por uma amiga, mas preferi achar que era exagero..... Ai a Julia chegou aos 8 anos e vi que a cabeça já começa a mudar nessa idade, sinalizando que grandes mudanças vêm por aí...

Julia ainda é uma doce criança. Meiga e carinhosa, adora colo. Mas em alguns momentos vem com cada resposta atravessada... Além disso, quer que eu dê satisfação de tudo que faço. Se atendo uma ligação, ela quer saber quem era e qual o assunto, se estou resolvendo alguma coisa no computador, ela quer saber o que é... Eu tenho procurado combater, mas também não posso tolher completamente pois discordar dos pais e desafiá-los faz parte do processo de crescimento e auto conhecimento. Mas tem horas em que só respirando fundo...

Outro dia, ela veio me falar do Estatuto da Criança e do Adolescente, toda cheia de si. Eu disse a ela que o estatuto que funciona aqui em casa é: "papai e mamãe mandam, Julia e Alice obedecem". Avisei que se ela não estivesse satisfeita, ela poderia reclamar. Se a justiça achasse que ela estava sendo maltratada aqui em casa, ela iria para um orfanato e que não seria legal como o das Chiquititas. Sim, usei de toda a minha "psicologia infantil". Me julguem. Não maltrato, não espanco, mas disciplino. 

Em relação às respostas atravessadas, ontem mesmo, depois de um dia cansativo, eu vinha conversando com o Claudio no carro. Havia feito várias coisas durante o dia, dentro e fora de casa. Comentei com o Claudio que não havia parado em casa, na verdade uma força de expressão, porque saí várias vezes de casa (e o tempo em que estive em casa, fiz várias coisas). Julia então se meteu na conversa:

- Engraçado que hoje a tarde alguém estudou Ciências comigo... quem foi? Era uma pessoa muito parecida com a mamãe.... Mamãe, se não era você que estava em casa estudando comigo, era quem? Eu acho que você parou em casa sim....

Respirei fundo e fiquei calada.... estava cansada demais para explicar e preferi não dar uma resposta ríspida... Acho que a Julia se encaixa bem na classificação que ela mesma criou: "quase-pré-adolescente". 

Fico pensando que se ela ainda nem entrou na adolescência e já está assim, quando entrar será que eu vou aguentar? Eu fui uma adolescente bem chatinha, confesso. No início da adolescência tinha resposta pra tudo, na ponta da língua.... será que vou morder essa minha língua comprida agora? Mamãe deve estar rolando de rir.....


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terça-feira, 26 de julho de 2016

Borei!

Alice, quando cansa de ser bebê (ela não faz muita questão de crescer), resolve fazer tudo sozinha e não quer ajuda pra nada. Ontem estava saindo com as duas e,  na hora de entrar no carro, Alice quis subir sozinha na cadeirinha. Do chão da garagem pra cadeirinha, claro: ela é atrevida. 

Eu tentei ajudar mas ela não deixou. Começou a demorar demais e eu, impaciente, soltei:

- 'Bora', Alice! 

Ela então terminou rapidamente de subir, sentou na cadeirinha, olhou pra mim e disse:

- Borei! 
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segunda-feira, 11 de julho de 2016

Alice, a astuciosa

Alice tem me surpreendido bastante com o vocabulário e a astúcia. Depois que completou 3 anos, o vocabulário dela deu um salto tremendo e ela tem usado e abusado de adjetivos e advérbios nas frases. Procura falar corretamente e quando eu corrijo alguma palavra, ela aprende logo (confesso que morro de pena porque nada mais fofinho que vocabulário de bebês).

Semana passada, estávamos no carro, indo para mais um passeio de férias e as duas conversavam comigo. Elas já sabem que quando estou dirigindo, em alguns momentos, quando preciso me concentrar pra não errar o caminho, por exemplo, peço pra ficarem caladinhas. Também sabem que detesto brigas no carro (naquele espaço fechado brigas me deixam doida!).

Julia então resolveu falar o que Alice tinha aprontado em casa mais cedo:

- Mamãe, sabia que a Alice estava fazendo bobeira em casa? Vou te contar o que ela fez: sabe aquele vaso amarelo....

Alice, imediatamente, interrompeu a Julia na maior autoridade:

- Buia, a mamãe tá dirigindo!


Como é que fica séria? Caí na gargalhada e mesmo a Julia me contando a "bobeira", eu não tinha mais moral pra brigar, estava desarmada!
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terça-feira, 28 de junho de 2016

Alice faz 3!

Menininha do meu coração
Eu só quero você
A três palmos do chão
Menininha não cresça mais não
Fique pequenininha na minha canção
Senhorinha levada
Batendo palminha
Fingindo assustada
Do bicho-papão

Menininha, que graça é você
Uma coisinha assim
Começando a viver
Fique assim, meu amor
Sem crescer
Porque o mundo é ruim, é ruim e você
Vai sofrer de repente
Uma desilusão
Porque a vida somente é
Seu bicho-papão

Fique assim, fique assim
Sempre assim
E se lembre de mim
Pelas coisas que eu dei
E também não se esqueça de mim
Quando você souber enfim 
De tudo o que eu amei.
                                                 Toquinho





Alice hoje completa 3 anos. Mal acredito que aquela coisinha tão pequenininha e prematura já estão tão grande e sabida! E geniosa......... ah, como é geniosa!

Personalidade forte, não é dada como a Julia, ao contrário, é super desconfiada. Mas quando gosta de alguém, é um dengo só. Adora abraço, beijo e colo! Adora tanto que me deixa exausta. E se eu não dou atenção, ela começa a roçar nas minhas pernas e pés (eu simplesmente detesto que peguem no meu pé)...

Minha menininha que gosta de ser bebê, que não tem pressa de crescer. Vive no mundo da imaginação e faz traquinagens que até Deus duvida. Veio pra me ensinar tanta coisa.... Começou me ensinando que eu não tenho controle de tudo, me ensinou também que o amor nunca se divide mas sempre se multiplica. Me ensina todo dia que eu estou longe de ser uma mãe perfeita e que a maternidade é um desafio maior que o que eu supunha. É tão parecida e tão diferente da Julia e igualmente amada!

Alice, você está na melhor fase da vida. Espero que você curta plenamente a sua infância. Se eu pudesse, te congelaria desse tamanho pra curtir todas as fofurices dessa idade pra sempre (tá, antes de congelar, eu tiraria a parte da birra, ok? Quando você for mãe, vai me entender) Te amo demais, filha! Que Deus te abençoe e te guarde sempre!

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terça-feira, 21 de junho de 2016

O desfralde da Alice

Iniciamos o desfralde da Alice e confesso que não foi nada fácil! Diferentemente da Julia, ela não passa o dia inteiro na escola, então muitos "acidentes" aconteceram em casa. Depois, acho a Alice mais imatura do que a Julia era nessa idade. Nâo sei se é impressão minha, mas já faz um tempo que tenho essa sensação. Além disso, a Julia sempre teve a necessidade de ser independente, de ter autonomia, sempre fez questão de crescer. Alice não tem a menor pressa de crescer! Ela até gosta de fazer algumas coisas sozinha, mas nada de extraordinário. Diferentemente da Julia, ela não tem a necessidade urgente de conquistar a autonomia.... e isso se refletiu no desfralde....

Em alguns momentos, Alice aceitava o troninho numa boa, em outros, não queria ouvir falar. E isso tudo acontecia praticamente junto! Um dia, por exemplo, enquanto eu almoçava, ela fez xixi na calcinha. Eu não me levantei pra limpar, preferi terminar de almoçar (me julguem!). Enquanto eu terminava meu almoço, ela foi em direção ao quarto dela. Pouco tempo depois voltou e anunciou: "mamãe, Alice fez cocô e se enxugou." Dei a última garfada e levantei pra ver. Ela havia tirado o short e a calcinha e feito cocô no troninho. Dá pra entender?

Algumas vezes ía feliz pro troninho, em outras, dava escândalo e se agarrava em mim. Chegava a correr e se esconder.... Mas sempre que ía e fazia alguma coisa, ganhava parabéns e ficava feliz! Mas algumas vezes ía e não fazia nada e 2 minutos depois de levantar, fazia na calcinha..... 

O processo também foi atrapalhado por alguns episódios como virose com diarréia (aí não deixava só de fralda). Também não tinha coragem de levá-la pra dança sem fraldas porque é demorado (a gente ainda fica esperando a Julia que tem duas aulas) e a roupa é trabalhosa pra tirar. No meio desse processo de desfralde eu também peguei uma virose forte e deixei Alice de fralda o fim de semana inteiro por falta de condições de limpar o chão.

Quis até me preocupar, mas resolvi que não ía esquentar minha cabeça. Resolvi deixar que aos poucos ela deixasse as fraldas.... e não é que de repente, deu o "click" do desfralde nela? Ela então começou a ir sozinha pro troninho fazer tanto xixi como cocô, começamos a sair com ela sem fraldas e tem dado certo desde então. Ainda espero acidentes, mas agora estou bem mais animada e vendo uma luz no fim do túnel!
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quarta-feira, 18 de maio de 2016

"Papai desmaiou"

Ontem a noite, depois que dei banho na Alice, deixei-a um pouco na minha cama com o Claudio enquanto me preparava pra dormir. Quando voltei ao quarto, encontrei Claudio dormindo e Alice acordada.

Ela então olhou pra mim e soltou: "mamãe, o papai desmaiou!" 

Não aguentei o riso... De onde ela tirou esse vocabulário? 
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