segunda-feira, 19 de setembro de 2016

"Chatos!"

"Mamãe, sabe quanto é meninos + meninos? Chatos! Todos os meninos são chatos!"

Essa é a conclusão da Julia, do alto de seus 8 anos.....  Estou registrando aqui porque dou 4 anos (ou menos) pra ela mudar de opinião.

Não, não quero que ela comece a namorar com 12 anos de idade (ou menos). Mas, como dizia Luiz Gonzaga, "toda menina que enjoa da boneca é sinal de que o amor já chegou ao coração."

Ano passado ela teve um" paquerinha". Na verdade, um amiguinho de sala que também tinha um afeto por ela (Pedro Henrique, um fofo que tem uma mãe nota 10). Eles começaram a andar muito juntos e ele ligou algumas vezes aqui pra casa convidando a Julia pra brincar na casa dele (ela nunca foi). Claudio quase morre de ciúmes mas eu levei com naturalidade. Num passeio da escola, os dois foram juntos, de mãos dadas. Como não valorizei e nem proibi, a paquera acabou naturalmente e ela voltou pra esse estágio de detestar meninos,  que me faz rir pra caramba! 






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sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Com (pouco) açúcar, com (muito) afeto

Com pouco açúcar e com muito afeto, procuro fazer o lanche da Julia da escola (Alice tem o lanche da própria escola, não preciso mandar). Não, nem sempre é possível e muitas vezes Julia leva biscoito de leite industrializado. Mas, sempre que dá, eu faço. 

Bolos variados (sem cobertura) e biscoitos doces e salgados estão na lista. As vezes mando maçã (a única fruta que ela come, ó ceus!). Mando também pêta com iogurte. Tem dias que ela leva castanha de caju e queijo coalho..... Já não compro mais biscoito recheado e achocolatado não entra na lancheira. Salgadinhos industrializados nunca foram opção (não que elas não gostem, mas eu não compro). Como as meninas aqui não são fãs de suco, nem mando. A bebida é água mesmo... quer melhor?

Com a Julia, o desafio à criatividade é grande. Ela tem um paladar muito restrito, muito parecida comigo na idade dela. Sanduíche só come uma vez perdida e se for somente de queijo. E depende do pão. Pão de forma nem pensar. Patê, manteiga e requeijão estão fora da lista dela. Determinadas texturas ela não suporta. Nada com molho ela tolera. Mesmo bolo de chocolate com cobertura de chocolate, com muita frequência, ela deixa boa parte da cobertura (eu fico sempre de olho porque eu amo e passo pra dentro). Até bolo de cenoura ela me pede sem cobertura....

E por que eu tenho o cuidado de fazer bolo e biscoito se é muito mais prático comprar? Porque estamos procurando comer comida de verdade em casa. Estamos procurando reduzir os industrializados, nada radical demais, apenas cortando os excessos. Já ajuda. Mesmo o biscoito caseiro tendo açúcar, a quantidade é bem menor que no industrializado, além de não ter corantes e conservantes. E não, eu não acredito piamente nos rótulos que dizem o contrário. 

Além disso, fazer o lanche é uma forma de carinho. Elas ficam super felizes quando sabem que eu fiz. Adoram me ajudar também (atrapalham mais que ajudam, mas é uma farra). E quando a receita tem história então?

Ontem mesmo teve bolo com história. Carregado de lembranças (para mim) e de referências (para elas). Peguei o caderno de receitas da mamãe e fiz a receita intitulada BOLO MOLE (MAMÃE). 

Era a receita da minha avó Carminha, bisavó das meninas. Elas não a conheceram pessoalmente, mas tiveram a oportunidade de  ouvir falar um pouquinho dela. E puderam se deliciar com o carinho em forma de receita que ela deixou para minha mãe, que passou para mim.

O bolo ficou uma delícia! Não durou 24 horas! Como postei fotos no facebook, muita gente me pediu a receita. Segue então, com o nome modificado por mim:

BOLO MOLE DA BIVÓ CARMINHA

4 ovos
3 xícaras de açúcar
1 colher de sopa de manteiga
2 copos de leite
1 pires de queijo ralado ou côco (fiz com queijo coalho)
8 colheres de sopa de farinha de trigo

Bate-se tudo no liquidificar e leva-se ao forno pré aquecido em forma untada e enfarinhada.

Com certeza essa receita será repetida muitas vezes! Na próxima vou fazer com queijo e côco.

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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Cocô na calcinha

Outro dia, já habituada à falta de privacidade no banheiro que impera na minha vida, fui fazer xixi no banheiro das meninas, Com platéia, óbvio. 

Acontece que eu estava menstruada, coisa rara de acontecer por conta do Mirena (melhor coisa que inventaram!). E, como é raro, Alice nunca tinha visto. Ou pelo menos não lembrava....

Mas, bastou que eu baixasse a calcinha que os olhinhos observadores notaram algo marrom (era só uma borrinha no absorvente). Ela então apontou para minha calcinha e soltou:

- Mamãeeee você fez COCÔ na calcinhaaaa!!!!!!!!!!!!!!!

Bem alto, enfatizando bem as sílabas, me acusando mesmo!

E aí, como explicar pra uma criança de 3 anos o que é menstruação? Tentei, mas acho que ela continua achando que fiz nas calças....
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terça-feira, 23 de agosto de 2016

"Que merda, Manuella!"

Alice brincando com as amiguinhas depois da dança. Eu, perto dela, conversando com outras mães e observando a brincadeira das crianças. 

De repente, entram numa disputa por brinquedos e aquela voz tão doce, do alto dos seus 3 anos de idade, solta:

- Que merda, Manuella! 

Buraco pra me enterrar? Tinha não..... Todo mundo ouviu....  Fazer o quê? Claro que nessa idade, se ela disse isso, ela aprendeu em casa. E sim, a culpa, foi da mãe. Euzinha mesmo que tenho a boca suja! Que vez por outra solto "merda" na frente das meninas. Não me orgulho nem um pouco, mas é um hábito tão antigo que nem sei como controlar.   

Nesse momento, as mães perfeitas aqui, devem estar dizendo: "ah, mas você tem que mudar, você tem que dar o exemplo."

Que eu tenho que dar o exemplo eu sei. Mas na hora do saco cheio, soltar um sonoro " merda" ajuda a aliviar a tensão. Minha mãe não dizia um palavrão, achava horrível e me repreendida toda vida que eu falava um, não adiantou nada. Julia desde pequena escuta, mas não tem costume de falar (pelo menos não na minha frente). Sei que isso não é justificativa, por isso mesmo vou tentar aliviar minha boca...  

Mas prometer que não digo mais palavrão na frente delas, não prometo! Não sou perfeita e nem pretendo ser...  E também acho que vez por outras elas têm que soltar um "merda"  pela vida sim! 
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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

"Quase-pré-adolescente"

Eu já havia sido alertada por uma amiga, mas preferi achar que era exagero..... Ai a Julia chegou aos 8 anos e vi que a cabeça já começa a mudar nessa idade, sinalizando que grandes mudanças vêm por aí...

Julia ainda é uma doce criança. Meiga e carinhosa, adora colo. Mas em alguns momentos vem com cada resposta atravessada... Além disso, quer que eu dê satisfação de tudo que faço. Se atendo uma ligação, ela quer saber quem era e qual o assunto, se estou resolvendo alguma coisa no computador, ela quer saber o que é... Eu tenho procurado combater, mas também não posso tolher completamente pois discordar dos pais e desafiá-los faz parte do processo de crescimento e auto conhecimento. Mas tem horas em que só respirando fundo...

Outro dia, ela veio me falar do Estatuto da Criança e do Adolescente, toda cheia de si. Eu disse a ela que o estatuto que funciona aqui em casa é: "papai e mamãe mandam, Julia e Alice obedecem". Avisei que se ela não estivesse satisfeita, ela poderia reclamar. Se a justiça achasse que ela estava sendo maltratada aqui em casa, ela iria para um orfanato e que não seria legal como o das Chiquititas. Sim, usei de toda a minha "psicologia infantil". Me julguem. Não maltrato, não espanco, mas disciplino. 

Em relação às respostas atravessadas, ontem mesmo, depois de um dia cansativo, eu vinha conversando com o Claudio no carro. Havia feito várias coisas durante o dia, dentro e fora de casa. Comentei com o Claudio que não havia parado em casa, na verdade uma força de expressão, porque saí várias vezes de casa (e o tempo em que estive em casa, fiz várias coisas). Julia então se meteu na conversa:

- Engraçado que hoje a tarde alguém estudou Ciências comigo... quem foi? Era uma pessoa muito parecida com a mamãe.... Mamãe, se não era você que estava em casa estudando comigo, era quem? Eu acho que você parou em casa sim....

Respirei fundo e fiquei calada.... estava cansada demais para explicar e preferi não dar uma resposta ríspida... Acho que a Julia se encaixa bem na classificação que ela mesma criou: "quase-pré-adolescente". 

Fico pensando que se ela ainda nem entrou na adolescência e já está assim, quando entrar será que eu vou aguentar? Eu fui uma adolescente bem chatinha, confesso. No início da adolescência tinha resposta pra tudo, na ponta da língua.... será que vou morder essa minha língua comprida agora? Mamãe deve estar rolando de rir.....


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terça-feira, 26 de julho de 2016

Borei!

Alice, quando cansa de ser bebê (ela não faz muita questão de crescer), resolve fazer tudo sozinha e não quer ajuda pra nada. Ontem estava saindo com as duas e,  na hora de entrar no carro, Alice quis subir sozinha na cadeirinha. Do chão da garagem pra cadeirinha, claro: ela é atrevida. 

Eu tentei ajudar mas ela não deixou. Começou a demorar demais e eu, impaciente, soltei:

- 'Bora', Alice! 

Ela então terminou rapidamente de subir, sentou na cadeirinha, olhou pra mim e disse:

- Borei! 
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segunda-feira, 11 de julho de 2016

Alice, a astuciosa

Alice tem me surpreendido bastante com o vocabulário e a astúcia. Depois que completou 3 anos, o vocabulário dela deu um salto tremendo e ela tem usado e abusado de adjetivos e advérbios nas frases. Procura falar corretamente e quando eu corrijo alguma palavra, ela aprende logo (confesso que morro de pena porque nada mais fofinho que vocabulário de bebês).

Semana passada, estávamos no carro, indo para mais um passeio de férias e as duas conversavam comigo. Elas já sabem que quando estou dirigindo, em alguns momentos, quando preciso me concentrar pra não errar o caminho, por exemplo, peço pra ficarem caladinhas. Também sabem que detesto brigas no carro (naquele espaço fechado brigas me deixam doida!).

Julia então resolveu falar o que Alice tinha aprontado em casa mais cedo:

- Mamãe, sabia que a Alice estava fazendo bobeira em casa? Vou te contar o que ela fez: sabe aquele vaso amarelo....

Alice, imediatamente, interrompeu a Julia na maior autoridade:

- Buia, a mamãe tá dirigindo!


Como é que fica séria? Caí na gargalhada e mesmo a Julia me contando a "bobeira", eu não tinha mais moral pra brigar, estava desarmada!
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