quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Validando sentimentos

Há um tempo atrás li que a gente não deve subestimar os sentimentos de uma criança. Tipo, se ela cai e chora, não adianta dizer que não foi nada, que não doeu. Se ela está com medo de fantasma, não adianta dizer que isso não existe. Esse tipo de atitude só prolonga o choro e faz a criança não sentir a segurança e proteção nos pais.

Comecei a testar isso com a Julia. Quando ela cai ou se machuca e chora, eu pego no colo, faço carinho e digo: "doeu, não foi?" O choro passa bem mais rápido, ela percebe que eu compartilho a dor dela, que entendo o que ela tá passando, se sente confortada. Quando ela quer, por exemplo, brincar até mais tarde e já está na hora de dormir porque no dia seguinte tem escola cedo e ela então ensaia uma birra, eu uso a mesma tática, digo que sei que ela quer brincar e explico o porquê não pode naquele momento. A minha negativa "desce" bem mais fácil.


Ontem mesmo usei essa tática. Passamos na padaria e ela queria pipoca a todo custo mas estava em falta. Aí começou o choro. Quando usei a tática ela parou de chorar e ouviu minha sugestão. Simples assim!

Tá certo que nem sempre é tão fácil e também nem sempre eu me lembro de usar a tática. Mas quando eu me lembro, facilita e muito minha vida!
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