sábado, 11 de dezembro de 2010

4 coisas que todo filho gostaria que os pais soubessem

A revista Crescer trouxe um artigo muito interessante: "4 coisas que todo filho gostaria que os pais soubessem."

Em diversos momentos do dia a dia, o seu filho não vai verbalizar sutilezas que, além de ajudarem em seu desenvolvimento, também são prova do seu amor por ele. Confira algumas delas:

- Preste atenção em mim, e não apenas no que estou fazendo de errado.
Claro que você quer educá-lo da melhor forma possível, e o tempo todo está fazendo isso, mas divida o tempo que fica com ele para apenas... CURTI-LO! Não importa a quantidade de horas que você está ao lado dele (mesmo!), mas, sim, o que acontece durante esse período. Seja espontâneo. Se você não é do tipo que rola no chão, há diversas outras formas de você mostrar que se preocupa com ele, como um bom bate-papo, um jogo de videogame, um livro lido a dois. O que faz diferença é você estar inteiro naquela hora.

Ah, e é tão gostoso curtir minha pequena! Adoro! O momento do banho à noite é sagrado pra isso! Brincamos, cantamos, ela "implica" comigo e eu com ela............ é um barato! E nos fins de semana temos mais momentos pra isso. Adoro conversar com ela e entrar no mundinho de fantasia lindo para onde só ela sabe me levar! Outro dia ela disse que eu era a filha e ela era a mamãe, adorei! Hoje no meio da conversa ela olhou pra mim e disse: "mamãe, você é muito linda". Preciso dizer que me derreti???

Não me peça para ficar quieto quando estou com raiva, permita que eu fale o que estou sentindo.
É difícil mesmo ver como seu filho tão pequeno pode estar tão abalado com alguma situação de que não gostou. Mas explodir e não deixar a criança expressar o que está sentindo faz com que ela se sinta desamparada por perceber a ira dos pais. Assim, ele se vê obrigado a guardar aquele sentimento para não ver os pais bravos. Isso pode trazer problemas de comportamento no futuro ou, ainda, regressões em seu desenvolvimento, como voltar a sujar as calças quando já largou as fraldas. Ajude a criança a lidar com a raiva, por meio do diálogo e do seu amor.

Acho que aí é aquela história de validar sentimentos que já comentei. Não ignorar o que a criança está sentindo (raiva, frustração) mas conversar para que ela saiba lidar com esses sentimentos. Difícil? Muito! Nem nós adultos sabemos lidar sempre com nossos sentimentos...... mas vida de mãe não é fácil, né?

- Eu já sei que errei e estou arrependido. Não precisa ficar tão bravo comigo.
A ocasião mais complicada para dar uma punição em uma criança por mau comportamento é quando ela já está realmente arrependida do que fez. Se ela ficou triste com sua atitude errada, isso significa que sua consciência está viva e sadia. Além do que ela aprendeu errando. Ter essa consciência é o melhor impedimento para a repetição do erro. Ao perdoá-la, você ensinando-a a lidar com a culpa e aprendendo o sentimento de perdão. Nesses momentos a criança entende que você se preocupa com ela e o ama muito, independente do que possa acontecer. Isso é amor incondicional.  

Ah, isso me lembra minha mãe. Muito sábia. Quando eu tinha 12 anos, fiquei com nota baixa no boletim em Matemática. Foi a primeira vez que isso aconteceu na minha vida. Ela conversou comigo, me fez entender meu erro. Poderia ter me dado um castigo imenso que seria cancelar a viagem à Disney prometida para aquele ano e com a qual eu sonhava há muito tempo. Mas ela manteve a promessa e nós viajamos. O resto da minha vida escolar eu fui uma aluna exemplar. Inclusive, no terceiro ano, somente uns 10 alunos passaram "por média" e eu estava entre eles.

- Eu sei que você quer me proteger, mas eu posso tomar algumas decisões e ajudar em diversas coisas no dia a dia. Basta você me ensinar.
Aos poucos, você pode ajudar o seu filho a fazer as suas próprias escolhas em coisas simples, como escolher o tênis que quer usar, a escova de dentes do Batman ou do Buzz Lightyear. Toda vez que você deixa seu filho tomar uma decisão, ele sente que tem mais controle sobre sua vida, e é positivo. Ele vai passar a cooperar ainda mais para conseguir o controle que está constantemente procurando. Além disso, há muitas tarefas que a criança pode assumir, não só para ajudá-lo em casa, mas porque ele se sente importante em poder contribuir. Ele simplesmente precisa de você para lhe ensinar como fazê-las, seja na hora de arrumar a mesa, as gavetas, alimentar os animais de estimação.

A Julia já tem liberdade de fazer algumas escolhas sim. Coisas pequenas que não vão ter grande repercussão. Quando a decisão é mais importante, eu procuro conversar e mostrar meu ponto de vista, mas claro que tem as horas em que tenho que usar a imposição. Mas com carinho eu consigo fazer a imposição ser menos opressiva. Em relação a ajudar nas tarefas de casa, ela bem que tem vontade, mas ainda não dá, né? Mas sempre que vou ao supermercado ou ao banco e tenho que levá-la, primeiro pergunto se ela pode me ajudar, ela adora!
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