quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

A necessidade nos torna criativos (as lembrancinhas de Natal)!

Novamente o Natal foi aqui em casa. Eu adoro! Acho que herdei isso de fazer festa em casa da mamãe, que quando era lúcida comemorava o Natal e todas as outras datas na casa dela. A diferença é que ela ía pra cozinha fazer tudo e eu não tenho a menor vocação pra pilotar fogão, mas mesmo assim adoro receber a família em casa e ver todos se curtindo, se divertindo...... isso me alimenta a alma. 



Bom, mas já falei aqui que não tinha comprado presentes pra família, tanto porque não tive tempo como porque tivemos gastos demais agora no fim do ano. Mas queria que a Julia desse uma lembrancinha para as tias e para as avós. Para dar um coisa qualquer, achei que era sem graça, até que recebi uma marmitinha de guloseimas de uma amiga e tive a idéia de preparar uma marmitinha com muito carinho pra todas, afinal são todas "formigas" pra doce mesmo...rsrsrsrsrsrsrsrs.......

Fiz então a arte para a tampa das marmitinhas assim:



Dentro coloquei quatro saquinhos: dois com palha italiana, um com biscoitinhos amanteigados e outro com bombons variados.


As marmitinhas fizeram o maior sucesso! Uma lembrancinha simples e baratinha, mas feita com muito carinho e que agrada a todas as idades.
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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O presente do Papai Noel!

Já comentei aqui sobre o presente que a Julia pediu ao Papai Noel. Mas com a loucura da minha mudança, fui comprar a bicicleta somente no dia 20 de dezembro. Acho sinceramente que dei sorte porque a possibilidade de não encontrar a bicicleta das princesas naquela altura do campeonato era alta! Mas Deus me ajudou e comprei.

A bicicleta ficou no bagageiro do carro do Claudio até dia 24. Enquanto arrumávamos a casa para a festinha de Natal à noite, minha sogra levou a Julia pra casa dela e nós tiramos a bicicleta do carro e escondemos em casa. Quando a Julia dormiu, Claudio colocou ao lado da cama dela, mas não dava pra saber o que era porque estava desmontada na caixa.

No dia seguinte, Julia acordou e foi no meu quarto me chamar. Normalmente ela não faz isso, ela grita "Mamanhêêê" e eu acordo e vou lá no quarto dela. Mas ela chegou de leve e me acordou toda delicada e disse assim: "mamãe, deixaram um presente do lado da minha cama".

Fomos então  Claudio e eu para o quarto dela e ela mostrou o pacote enorme, na maior ansiedade! Abrimos e Claudio montou a bicicleta, ela ficou toda feliz. A tarde, fomos à pracinha pra ela andar.

Julia praticamente não tinha andado de bicicleta pois ela herdou uma pequena do primo mas era com o pneu duro, muito ruim de andar. Mas chegou na pracinha e foi andando logo. Levou alguns tombos, chegou a chorar mas não desistiu de andar. O negócio é que a posição das rodinhas não estava legal, mas tinha uma família com uma menina de bicicleta nova também que levou ferramentas e Claudio consegui ajustar as rodinhas. 



Valeu à pena a correria pra comprar a bicicleta, ela andou muito, curtiu muito, ficou super feliz! E que o Papai Noel possa continuar sendo generoso com ela como sempre foi comigo e com Claudio. A magia do Natal na infância é algo que não se esquece!
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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

A loucura de fim de ano e.... Feliz Natal!!!!

Gente, o que é isso???? Todo ano a mesma loucura no fim do ano!!! Lojas e shoppings insuportavelmente lotados, trânsito louco, stress, atrasos, mil compromissos sociais (não dou conta nem da metade).......... ufa, estou cansada!

Eu ainda fiz mudança agora em dezembro, né? Só pra me complicar ainda mais.... e por conta da bendita mudança, até ontem não tinha comprado nem um palito de fósforo de presente de natal........ nem o presente que a Julia pediu ao Papai Noel......

Aí ontem juntei o restinho de energia que tinha e me mandei para o shopping com a Julia. Deixei a bichinha no guarda-menino parquinho indoor que eu ela adora e fui à guerra! Meu primeiro objetivo era encontrar a bicicleta das princesas porque afinal não ía querer que o sonho do Papai Noel se desfizesse aos 3 anos, seria muita crueldade. Confesso que estava morrendo de medo de não encontrar, mas na segunda loja que entrei, achei! Nem fui atrás de pesquisar preço: peguei primeiro, é minha!!!!!!!!!

Aí fui atrás de outros presentes. Ainda bem que fui super objetiva, já sabia o que iria comprar, mas mesmo assim sofri muito com lojas lotadas. Mas, o melhor dessa época de compras natalinas foi a sacada que eu tive para presentear tias e avós! Depois que o Natal passar eu conto aqui (não posso estragar a surpresa, as tias são leitoras assíduas do blog!).

Compras feitas, agora é arrumar a casa e esperar pelo grande dia. Julia está super ansiosa, diz o tempo todo que o Natal está chegando e está esperando pela bicicleta das princesas! Mas não podemos esquecer da razão de toda essa festa: o nascimento do Menino Jesus! Que Ele renasça em nossos corações não só no Natal, mas em todos os dias do ano novo. 

Imagem retirada de: culturamix.com

Um Feliz e Abençoado Natal a todos!
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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

1, 2, 3.............. e a (falta de) moral do pai!

Claudio é um pai maravilhoso, amoroso, participativo (nas horas boas e ruins), companheiro, se interessa pelo dia-a-dia da Julia, brinca com ela de igual pra igual, corre atrás dela ao redor da mesa, se esconde com ela dentro do guarda-roupa.....

O problema é que às vezes ele precisa encerrar a brincadeira e ela não quer entende e não leva à sério o que ele fala. E ele também não tem o cuidado de ir fazendo uma transição da brincadeira para a situação séria de comer ou tomar banho numa velocidade que ela aceite numa boa.

Aí, um dia desses, os dois estavam na maior brincadeira e ele mandou ela ir tomar banho. Ela nem deu bola pra ele e continuou na brincadeira. Ele então resolveu usar o método da contagem que costuma funcionar muito bem, pelo menos comigo. Eu aviso que vou contar até 3 e vou contando devagar, normalmente no 2 ela já me atende.



Claudio então começou a contar devagar: "um......................... dois......................." e a Julia na mesma hora completou bem rápido: "três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez!" Ainda bem que ela estava de  costas pra mim porque foi muito difícil conter a gargalhada!
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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Mudança? Não, obrigada!

Passando aqui rapidinho pra dizer que ando sumida porque estou afundada em meio à minha mudança....

No fim de semana passado comecei a trazer roupas de cama, de banho e nossas roupas e a arrumar tudo. Na terça-feira nossa mudança começou a vir (e só terminou na quarta). Eu ando super cansada, cheia de coisas pra resolver e ainda juntou com época de fim de ano que já é naturalmente estressante...

Imagem retirada de: oclerigo.blogspot.com
 
Ando dormindo onde encosto (e também sem me encostar) e para onde olho vejo caixas e mais caixas. Milhões de caixas, caixas que parecem se multiplicar durante a noite..... Será que daqui para o fim do ano consigo colocar a casa em ordem?

Tenho que ter esperança, o Natal está marcado pra ser aqui. Toda vez que olhos para as caixas tenho vontade de sair correndo ou de ter poderes como a Feiticeira e só mexer o nariz e todas as coisas irem para seus lugares! E, no meio de tudo isso, Claudio teve a coragem de pensar na nossa próxima mudança. Mudança? Não, obrigado! Não quero me meter nessa tão cedo, talvez nunca, o trauma está sendo grande!
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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Ecologicamente (in)correta

Sou  ecologicamente incorreta, não totalmente, mas sou. Não suporto quem joga lixo na rua, por exemplo. Eu coloco papel velho até no bolso e meu carro parece um lixão mas não jogo papel ou qualquer outra coisa no chão, espero encontrar uma lixeira.

Também sou contra queimadas e maus tratos a animais. Acho sim que a gente tem que procurar minimizar o impacto da civilização moderna sobre a terra, mas não estou disposta a abrir mão do meu carro e ir trabalhar de bicicleta ou de ônibus lotado. Nesse calor insuportável que faz aqui os 365 dias do ano, acho inviável ir trabalhar de bicicleta, a não ser que você trabalhe no sol, suando, aí já faz parte do pacote. Mas imagine chegar no escritório ou no consultório ou na sala de aula pingando de suor? E encarar o transporte público urbando do jeito que está não dá, só em caso de necessidade mesmo. Não que eu seja fresca, mas se todo mundo que usasse carro passasse a usar o transporte público, teria gente matando por um lugar pendurado na janela do ônibus.

Imagem retirada de:
eutocorrendo.blogspot.com

E tem coisas que eu juro que não entendo como podem fazer diferença. Por exemplo: sacolinha plástica no supermercado. Pelo menos aqui em casa, todas são muito bem reutilizadas como sacos de lixo, acho o tamanho muito bom pra usar na cozinha e nos banheiros. Claro que eu sei que tem gente que simplesmente joga as sacolinhas no meio da rua, mas aí é questão de educação, o problema não são as pobres sacolinhas. Porque se banissem todas as sacolinhas de supermercados, ainda assim eu usaria a mesma quantidade de sacos plásticos para acondicionar o lixo, com a diferença que estaria pagando diretamente por eles e eu sempre desconfiei que nessa guerra contra as sacolinhas há interesses dos fabricantes de sacos de lixo.

Outro dia vi uma reportagem sobre a reciclagem de garrafas pet. Uma fábrica transformava as garrafas em vassouras. Achei a idéia muito legal e usuaria essas vassouras se fossem boas. Mas, se o objetivo é reduzir a quantidade de garrafas pet no meio ambiente, não vejo como isso pode contribuir, afinal, um dia, as vassouras serão "aposentadas".

Sinceramente, acho que educar as pessoas para que não sejam tão consumistas, mudar as embalagens, enfim, mudar a cultura é a atitude mais eficaz. Eu procuro fazer a minha parte e procuro educar a Julia do mesmo jeito, mas, me desculpem os naturebas e ecoxiitas, eu não vou trazer minhas compras de supermercado em caixas de papelão, eu vou continuar trazendo em sacolinhas plásticas e vou continuar reutilizando as sacolinhas pra acondicionar meu lixo e vou continuar usando meu carro para ir trabalhar. Sou politicamente incorreta? Acho que dependo do ponto de vista. #prontofalei!
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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

A careca do papai e a imaginação!

Claudio está ficando "destelhado" e isso não passa desapercebido pela Julia (ele vai me matar por causa desse post). Eu então ensinei a ela que o papai é careca mas, como ele é 'menino', na cabecinha dela, ele é carecO.

Imagem retirada de: gartic.uol.com.br

Outro dia ele estava em casa sem camisa e a Julia estava brincando no colo dele. Ela então olhou pra ele e disse: "papai, você é careco, né?". Ele disse que sim. Ela então olhou para o peito dele e soltou: "você tirou cabelo daqui (apontou para a cabeça dele) e colocou aqui (apontou para o peito dele)?"

É muita imaginação,  né? Adoro! E foi uma gargalhada das boas!
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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A despedida da escola...

O ano letivo de 2011 começou cheio de expectativas pra mim. Até comentei aqui que estava ansiosa com os desafios que Julia teria à frente. Ela se saiu super bem no ano, aprendeu muito, se desenvolveu bastante, adquiriu um vocabulário rico e boas noções de matemática para a idade. E tudo foi de uma forma muito tranquila e natural para ela, sem cobranças. Ela é muito curiosa, adora aprender coisas novas e mostrar as novas descobertas é para ela uma grande diversão.

Mas, esse ano muitas coisas mudaram em nossas vidas, tomamos muitas decisões e no "pacote" veio a mudança de escola da Julia. Eu estava satisfeita com a escola em que ela estava, mas não estou disposta a atravessar a cidade todo dia. Eu estou cansada e estressada no trânsito e estou chegando tarde no trabalho todo dia. Começar o dia esbaforida não é legal...

Sei que racionalmente vai ser melhor pra todo mundo essa mudança de escola, mas confesso que não está sendo fácil pra mim. Julia entrou na escola atual ainda no berçário, eu chorei muito quando fui conhecer o local imaginando deixar minha bebê ali, mas não tinha alternativa. Mas lá ela foi muito bem cuidada e eu notava um carinho grande das professoras com ela. Ela adora a escola, adora os amiguinhos, é muito querida por todos e mais conhecida que farinha de terceira. Lá eu sei que se acontecer qualquer coisa eu vou ser comunicada na hora, sei que se ela se acidentar vai ter os primeiros socorros adequados e sei que de lá só sai comigo ou com o pai (até pra sair com as minhas cunhadas é um protocolo danado, embora eu tenha enviado por escrito autorização de saída com elas). Além disso, nós duas formamos um vínculo afetivo forte com as professoras e com os amiguinhos dela.


Enfim, agora é hora de me preparar e prepará-la também para a nova escola. É uma escola boa e tradicional como a atual, mas com uma abordagem diferente. O principal é que a Julia tem que se sentir bem e à vontade lá como se sente na escola atual e a escola ainda tem que conquistar minha confiança, como a escola atual conquistou. Acredito que tudo isso vai acontecer naturalmente mas eu sou ansiosa, fazer o quê, né? Também tenho que trabalhar bem com a Julia a ausência dos amiguinhos que ela ama tanto e mostrar como um ponto muito positivo (que de fato é) a oportunidade que ela vai ter de fazer novas amizades.



Enquanto isso vou curtindo os últimos dias da Julia na escola atual. As aulas já terminaram (e eu me acabei de chorar tanto no último dia de aula como na festinha de encerramento - abafa o caso!) mas ela está indo para a colônia de férias. Em breve vou entrar de cabeça na nova realidade, comprando fardamento e material escolar para o próximo ano letivo. E que venham os desafios do Infantil 4 e da nova escola!
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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Curtas 2

Claudio e eu estávamos na cozinha, ocupados em consertar o gelágua. Eu tinha pedido à Julia que ficasse na sala porque poderia molhar o chão e ela escorregar. 

Depois de uns dois minutos que estávamos na cozinha, escutei uma voz muito tristinha dizendo: "coitadinha de mim". Aí voltei pra sala e encontrei a Julia deitada toda encolhida, deitada no sofá e perguntei porque ela era coitadinha. Na mesma hora ela disse: "porque não tem ninguém aqui comigo!"
 
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Julia estava mexendo na cestinha onde deixo pentes, escovas e spray para cabelo dela e encontrou um spray desses que a gente usa quando dá alguma pancada ou está com dor muscular. Eu tinha usado nela uma vez uns dias atrás e esqueci na cesta. Aí ela pegou e começou a dizer que o dedo dela estava doendo e queria usar o spray (ela adora porque é geladinho). Ela insistia com o Claudio e ele dizia pacientemente que não podia até que eu cansei, peguei o spray,  mirei no dedo dela e fiz de conta que apertei. Não saiu nada (eu não fiz força nenhuma) e eu falei que tinha acabado. Ela então pegou o spray, sacudiu, virou para o pai e falou: "não acabou, papai, eu estou ouvindo o barulho."

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Julia já tinha brincado bastante e parecia cansada. Eu já tinha perguntado se ela queria tirar uma soneca, mas ela disse que não. Depois de algum tempo, ela deitou um pouco no sofá. Eu fiquei toda animada, achando que ela ía cochilar e perguntei bem baixinho: "você está cansada, meu amor, vai dormir um pouquinho?"

Na mesma hora ela respondeu: "não, eu estou só relaxando."
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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Mostra de Dança - Julia no ballet!

Esse fim de semana foi todo ocupado com a Mostra de Dança da escola da Julia. Foram dois dias de espetáculo, cada dia com duas apresentações de ballet, jazz e hip-hop. Minha pequena bailarina arrasou (sorry, vocês já sabem que sou coruja mesmo!) e participou das quatro apresentações com todo empenho e felicidade apesar do cansaço, uma verdadeira artista!

O espetáculo foi muito bonito, planejado com carinho mas, como envolvia crianças pequenas (de 3 a 12 anos se não me engano), alguns imprevistos aconteceram: criança que escorregou no palco, criança que não quis dançar, criança implicando com a outra no palco, criança que resolveu fazer gracinha no palco......... eu achei super engraçado porque tudo fez parte da espontaneidade delas!

Mas a Julia estava super concentrada, levando à sério mesmo. Ela adorou porque usou maquiagem e incorporou a bailarina profissional. Vibrei, me emocionei e fiquei cheia de orgulho da minha pequena.


A filmagem não está boa, foi feita da máquina fotográfica, mas dá pra ter uma idéia da razão do meu orgulho! Ela é a do meio, que está bem à frente.

O lado ruim do festival foi a briga entre mães por lugares na frente do palco. Lamentável o bate boca que presenciamos. Tem gente que realmente se acha superior aos outros e quer levar vantagem em tudo.........

Mas o saldo final foi muito positivo, cheguei em casa super cansada mas mega feliz! Ano que vem tem mais, se Deus quiser!
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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Alguém tem óleo de peroba aí?

É para lustrar a 'carinha de pau' que tenho aqui em casa! Julia estava brincando com uma escultura de gesso que ela pintou na pracinha. Brincadeira vai, brincadeira vem, a escultura caiu no chão e quebrou um pedacinho da base.

Ela viu que quebrou, comentou comigo e continuou brincando. Um tempo depois eu comecei a ouvir um barulho ritmado e fui ver o que ela estava fazendo. Ela estava batendo na escultura com o próprio pedaço que havia quebrado e se divertindo com o pó de gesso que caía no sofá..........

Imagem retirada de: idadecerta.com.br


Eu falei pra ela não fazer isso, que estava sujando o sofá, mas ela continuou. Eu então falei assim, dando a entender que ela iria limpar depois: "você está fazendo lambança, né? Quem vai limpar isso depois?" Ela então não titubeou e respondeu na lata, com toda a carinha de pau que Deus deu pra ela: "você, mamãe!"
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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Inventando com a mamãe: Sorteio Kit Refeição da Baby Boo

Inventando com a mamãe: Sorteio Kit Refeição da Baby Boo: Final do ano chegando, época de presentar os amigos queridos. Verão chegando, época de incentivar, mais ainda, as crianças a comerem muitas...
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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Seja um Papai Noel dos Correios!

Semana passada, no meio da minha correria habitual, tive a oportunidade de passar numa Agência dos Correios e finalmente participar da campanha Papai Noel dos Correios. Isso era algo que eu queria fazer há tempos mas acabava não passando nas agências....

Mas esse ano me comprometi seriamente a participar, afinal, foi um ano de muitas coisas boas e acho que nada melhor do que compartilhar nossa felicidade, né? 

No site dos Correios tem um pouco da história da campanha:

Papai Noel dos Correios 2011

O Papai Noel dos Correios é uma das principais campanhas natalinas de inclusão social do País. Realizada há 22 anos, representa o resultado da solidariedade brasileira.

Desde 2010, a Campanha Papai Noel dos Correios foi vinculada a um dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), denominado “Educação básica de qualidade para todos”. Dessa forma, na maioria dos Estados, além das cartinhas oriundas de crianças da sociedade, são recebidas cartinhas de crianças de escolas, abrigos, creches e núcleos sócio-educativos. Desenvolver a habilidade da redação de carta, de como endereçar, do uso do CEP e do selo postal são ações trabalhadas com as crianças. Mas se informe, pois, em alguns Estados, serão atendidas apenas as cartas remetidas pelas escolas e instituições citadas.

Para quem se interessou em participar, é facílimo: procure uma agência dos correios que esteja com as cartinhas (em Fortaleza estão na Agência Central e na Aldeota) e escolha uma cartinha. Seus dados serão anotados e você tem até o dia 05 de dezembro para entregar o presente na agência onde retirou a cartinha, já embalado e com a etiqueta que vem na carta afixada no pacote para que não haja problemas na identificação da criança (é super organizado!).
Imagem retirada de: ptcuritiba.org.br

As crianças em geral escolhem coisas simples e você pode escolher sua cartinha livremente, de acordo com sua condição de presentear. Eu escolhi a cartinha de um menino de 10 anos que pediu uma bola. Ele quer ser jogador de futebol para ajudar a família e está estudando (a idade regula com a série que cursa) e vem de uma comunidade muito pobre aqui da cidade. Tomara que ele fique feliz!
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sábado, 19 de novembro de 2011

Bater em Criança é Covardia!

Hoje, 19 de novembro, é o dia mundial de prevenção da violência contra crianças e adolescentes. E sim, uma palmadinha dói, no corpo e na alma dos nossos filhos. 

Imagem retirada de: http://leisecacontraapalmada.blogspot.com/

Todo dia eu faço uma promessa a mim mesma de não bater e tenho procurado não gritar também. É um dia de cada vez procurando manter a calma. Até agora eu tenho conseguido e você?
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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O Bicho Papão, a música e uma língua muito estranha.....

Outro dia, Julia estava assistindo um desenho animado que falava no bicho papão. Eu estava ocupada e só escutava o diálogo dos personagens e pensava que provavelmente Julia não fazia a menor idéia de quem era o tal bicho papão porque nós nunca falamos nele (aqui em casa os maiores vilões são o lobo mau e a bruxa malvada). Mas, eu estava enganada. E descobri isso graças à criatividade sem fim da Julia. Ela está numa fase de fantasiar muito: inventa histórias, personagens, músicas, línguas............

Línguas? Sim, línguas. Vez por outra ela começa a cantar numa língua estranha que só ela entende (ou não!) e que eu jamais ouso nem tentar repetir. Ela vai inventando palavras (e noto que algumas se repetem na música) e formando a melodia e ainda dança enquanto canta, uma verdadeira artista!

Imagem retirada de: brugueloonline.blogspot.com
Voltando ao bicho papão: já de noite, no mesmo dia do desenho animado, nós estávamos voltando pra casa e ela começou a cantar no carro. Misturava palavras em português e na língua esquisita dela. Aqui eu peço licença para fazer um pausa e falar [mode mãe coruja on]: ela falava o português lindamente, como se fosse uma descendente direta de Camões: "o bicho vai comê-lo", "ele vai pegá-lo" e por aí vai [mode mãe coruja off]. Aí, lá pelas tantas, ela solta: "...o bicho BABÃO vai te pegar....." 

Não, o bicho aqui em casa não come criancinhas, mas é bem nojentinho!
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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Papai Noel

Domingo levei a Julia para o programa típico desta época do ano: ir ao shopping passear e tirar foto com o Papai Noel. Ela curtiu muito a idéia, ficou impaciente para ir logo porque disse que estava demorando muito e fez questão de se arrumar bem perua linda, cheia de pulseiras e colares e anéis para conversar como bom velhinho.

Com o Papai Noel: ela já tinha tirado as pulseiras, anéis e colares porque atrapalham a brincadeira.

Assim que chegou na frente do Papai Noel, a primeira coisa que ela fez, antes de pedir presente ou dizer que foi uma menina obediente esse ano, foi estender as mãos para ele e falar: "olha minhas unhas!"

Depois que o Papai Noel viu as unhas dela e disse que estavam muito bonitas, ela então pediu o presente: "uma bicicleta rosa, das princesas com cestinha e rodinhas." O "papai noel" daqui de casa que trabalhe muuuuuuuito para o presente caber no saco.......
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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Tudo é uma questão de interesse

Julia já sabe bem o que a interessa e luta por isso. Por exemplo, ela adora ficar brincando na escola depois da aula com os amiguinhos e é difícil convencê-la a ir embora cedo. Outra coisa que ela adora é apostar corrida. Quando por algum motivo Claudio e eu estamos em carros separados, sempre "apostamos corrida" na volta pra casa e, claro, ganha quem está com ela no carro. 

Imagem retirada de:
colorirdesenhos.com

Ontem, eu fui buscá-la na escola e estava cansada e com um cisco no olho incomodando demais. Eu sabia que Claudio já estava a caminho de casa porque ele tinha me ligado. Então, assim que cheguei na escola, disse à Julia que a gente devia ir pra casa "rápido como um foguete" porque o papai também estava indo e aí nós ganharíamos a corrida. Ela estava doida pra brincar, porque essa semana inteira nós temos ido cedo pra casa. Ela então, parou, pensou um pouco e disse assim: "vamos deixar ele chegar primeiro dessa vez, tá?"
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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

"Foi o máximo!!!"

Julia está super engraçada, cheia de expressões na fala, com um vocabulário muito vasto. Além disso, ela gesticula muito e faz muita mímica facial, quase uma atriz!



Sábado nós fomos para o aniversário do irmãozinho de um amigo dela da escola. O aniversário foi muito bom e Julia curtiu demais. Não parou um minuto: corria, brincava, comia pipoca, algodão doce. Só passou na mesa pra me dar os sapatos (logo no comecinho da festa....) e depois pra me dar um pouquinho do algodão doce dela (já sabe que eu sou formiga!). Quase me mata de vergonha porque chegou perto do bolo com uma amiguinha e, não se contentando em ver, meteu o dedo no glacê da cobertura e lambeu, ainda bem que ninguém viu!

Por sinal, é muito bom ir pra aniversário e poder sentar com os adultos e conversar! Até pouco tempo ela não me deixava sentar um minuto mas agora nem me quer por perto.

Depois de toda a brincadeira, ainda foi difícil trazê-la para casa, fomos das últimas a sair do buffet. No carro, a caminho de casa, eu perguntei: "Julia, você gostou do aniversário do Pedrinho?" Ela me respondeu com um sonoro: "foi o MÁXIMO!". Eu aguento?????
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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O dia que minha mãe não me reconheceu

Já falei aqui que a mamãe tem Alzheimer. Não é nada fácil lidar com isso, principalmente porque eu não aceito, acho uma grande injustiça da vida com ela, comigo, com meu irmão..... Além disso, tem as dificuldades naturais da doença e tem horas que tenho vontade de correr pra longe de tudo isso.

Muitas pessoas a mamãe já não conhece. Na verdade, ela só conhece as pessoas do dia-a-dia dela. Muitas vezes eu chegava na casa dela e ela trocava meu nome, me chamava pelo nome de uma das irmãs dela. Outras vezes, me chamava de mamãe. Mas no fundo acho que ela sabia sim quem eu era, só não conseguia se expressar.

Ontem, estive lá durante a tarde. Eu fiquei na varanda conversando com minhas tias e a mamãe estava lá, sentada ao meu lado o tempo todo. Aí me levantei e fui até o quarto porque a Julia estava me chamando. Ela foi também e a cuidadora dela perguntou, na minha frente, se ela tinha gostado porque a filha dela estava lá. Ela disse que eu não estava, que não tinha me visto. Eu então perguntei a ela "e quem sou eu?" Ela olhou pra mim e disse: "não sei."

Imagem retirada de: bbel.uol.com.br


Aquilo me doeu no coração. Porque antes ela ou dizia meu nome ou dizia que eu era filha dela ou que era mãe dela. Mas agora ela simplesmente disse que não sabe quem eu sou.... Minha tia comentou que ela reclamou que fazia muito tempo que não me via. Minha tia, sabendo que a semana passada inteira eu fui almoçar com ela, disse: "mas ela não veio almoçar com você na semana passada, todos os dias?" Ela afirmou que não, que eu não tinha ido lá. Me dói muito saber que eu vou lá e ela não sabe quem eu sou. Até acho que ela sabe que sou alguém que tem uma relação especial com ela, mas vejo que isso tem ficado cada dia menos claro na mente dela. Eu falo com ela quando chego e ela fica apática, mas as cuidadoras sempre falam que quando eu chego ela fica mais calma. Muito triste ver minha mãe assim...
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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Celebrando a vida - a alegria do nascimento!

Ontem a Minha Casinha Feliz estava em festa, foi dia de celebrar a vida: nasceu mais um amado sobrinho, o Otavio, filho da minha prima-irmã Margaret.

Otavio foi ansiosamente esperado, com direito a contagem regressiva no Facebook feita pelas tias ansiosas e que dariam tudo pra estarem presentes nesse momento. Infelizmente, as tias tiveram que se contentar em acompanhar de longe, pois Otavio já nasceu cabra macho, mas cabra macho canadense.

Mas, a tecnologia do século XXI é essa coisa fantástica que nos torna próximos mesmo distantes, que nos torna presentes mesmo que de forma virtual. E graças à essa tecnologia, ficamos sabendo na hora o peso do Otavio, que nasceu super bem e logo em seguida vimos as primeiras fotos desse meninão tão esperado.



Das fotos divulgadas ontem mesmo, a que mais gostei foi justamente essa de cima. Pra mim, mostra a leoa-recém-parida-defendendo-a-cria! É a maternidade instintiva nos olhos da Margaret. É o amor incondicional e incomensurável de mãe pra filho.

Ety, o nascimento do Otavio me encheu de alegria (e foi difícil segurar o choro pra não pagar mico no trabalho!) e tenho certeza que ele será motivo de muitas alegrias pra vocês. Sei que a casa está muito mais alegre com a chegada dele e quero dizer que, quando eu crescer, eu quero ser igual a você: corajosa e destemida, pois ter um bebê depois de 10 anos em um país estranho não é pra qualquer uma. Qualquer dia apareço por aí pra cheirar, beijar, ver, pegar, apertar o Otavio, como fiz com a Carol quando bebê. Que Deus abençoe seus filhos lindos!
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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Tal mãe, tal filha!

Já comentei aqui que o MMqD fez um sorteio maravilhoso no Dia das Crianças de 20 pares de sapatilhas da Tip Toey Joey e que nós (Julia e eu) fomos felizes ganhadoras. Mas ainda não tinha mostrado o prêmio que recebemos no final da semana passada!




Não ficamos lindas? Julia achou a maior curtição ter uma sapatilha igual à minha! Tá se achando "gente grande."
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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Sinceridade infantil

Crianças são tão sinceras, né? São umas fofas falando, mas tem horas que "matam" a gente com os comentários.

Semana passada fui ao salão cortar o cabelo e levei Julia comigo. O cabeleleiro partiu meu cabelo no meio de prendeu cada uma das metades com uma piranha. Julia olhou pra mim e falou bem alto: "mamãe, você parece a Chiquinha!"

Imagem retirada de: blogdodecio.com.br

Sim, a Chiquinha do Chaves................ quase morro de vergonha, o salão inteiro ouviu. Precisava ser tão sincera?????
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sábado, 29 de outubro de 2011

Lição do dia!

Sexta à noite. Marido e mulher conversam calmamente num restaurante. Lá pelas tantas, num dos hiatos de conversação, a mulher resolve perguntar se o marido gostou mesmo do cabelo dela, que ele já tinha comentado que tinha gostado assim que ela colocou os pés em casa chegando do salão, comentário que a deixou muito feliz, principalmente porque ele notou! 

Agora me diz: pra que perguntar o que ele já falou? Ele não já tinha dito que gostou???? Quem muito pergunta descobre o que não quer.....

Imagem retirada de: fotosdahora.com.br
M: Você gostou mesmo do meu cabelo?
H: Gostei sim!
M: Acha que ficou melhor assim mais curto mesmo?
H: Você cortou o cabelo????
M: Cortei sim.......
H: Ah, mas não dá pra notar porque você fez escova né? Aí o cabelo fica mais esticado...
M: Mas eu tirei uns 10 dedos do comprimento, por mais que a escova estique o cabelo, não fica do comprimento de antes... vc nem presta atenção em mim.......
H: Ah, eu presto atenção sim, mas é que vc chegou em casa, eu olhei pra você e vi o pacote completo, vi que você fez escova, mudou a cor do cabelo........
M: Faz UMA SEMANA que mudei a cor do cabelo..........

Alguém se identificou??? Parece até tirado de novela ou programa de humor né? Mas foi ontem, meu diálogo com o Claudio.......

Lição do dia: não pergunte demais ao marido, pode ser decepcionante.........
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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A Novela do Enem

Mais um capítulo na novela do Enem. Eu fico impressionada com tantas confusões envolvendo essa prova. Sinceramente, não lembro de nenhum vestibular tão conturbado.

Não estou aqui defendendo o Colégio Christus, estou aqui como expectadora da história. Fiquei impressionada com o ocorrido e ainda estou tentando entender como aconteceu.

Imagem retirada de: linkatual.com


O fato é que as questões eram iguais. Isso é indiscutível. Mas como foram parar na apostila da escola? Para mim houve vazamento, em algum ponto houve vazamento. Digamos que a escola tenha agido de má fé, digamos que tenha tido acesso de alguma forma às questões, sabendo que as mesmas estariam nas provas. Certo, nesse caso a escola é culpada. Mas se ela teve acesso é porque houve vazamento, houve falha no processo todo. Então a escola não é a única culpada. E eu custo a acreditar que uma escola tão tradicional e com tantos alunos, iria colocar as questões propositadamente para seus alunos tirarem vantagem disso. Sem levar em consideração o que prega a filosofia da escola, eu diria que seria no mínimo muita ingenuidade dos diretores achar que isso não viria a público.

Já li em vários locais que as questões estavam no banco de dados da escola, formado por questões sugeridas por  professores, alunos e ex-alunos e que por isso poderiam ser oriundas do pré-teste do Enem (que teve a participação de alunos do Colégio Christus). Vamos considerar que um aluno passou a informação da questão para a escola. Aluno é culpado e escola, se sabia a origem da questão, também é culpada. E o INEP? Culpado também. Criou um sistema de avaliação com uma falha grave: depender da ética de alunos diversos, sem conhecer o histórico e a personalidade deles para saber se merecem a confiança de ter alguma questão antecipada.

Se a escola é culpada, e isso a investigação da Polícia Federal vai esclarecer, ela vai ser punida (espero!). Mas não podemos esquecer a punição que está sendo dada à todos os alunos do Colégio Christus. A prova deles foi anulada e eles terão que refazer. Estou solidária demais à indignação deles. Eles têm culpa? Não!

Além disso, quem garante que somente eles tiveram acesso a essas questões? Ora, alguém pode ter compartilhado com um primo, um amigo, um vizinho de outra escola. E basta um pra quebrar o princípio da isonomia. Além disso, talvez algum aluno do colégio não tenha nem visto essas questões antes da prova. Acho que o mais lógico e justo seria anular as questões coincidentes. Claro que essa solução vai deixar algumas pessoas insatisfeitas, mas numa situação dessas é impossível agradar a todos. Só não se pode deixar que mais de 600 alunos sejam prejudicados por algo que eles não fiizeram.

E acho que já está na hora do governo repensar o Enem. Acho interessante a idéia do Enem, mas alguma coisa na fórmula precisa ser revista pois é óbvio que não está funcionando.....
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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Filosofando....

"Mamãe, quando a gente ganha, a gente ganha. Quando a gente perde, não tem problema. Pode ganhar outra vez, né? Não precisa chorar. Ninguém aqui é bebê............. todo mundo aqui é moça. Só quem fica chorando é bebê..."

Imagem retirada de: ipanema.com


Essa foi minha reflexão matinal, conduzida por Julia, à caminho da escola.
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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Julia - versão Cebolinha

Essa é a nova invenção dela: falar como o Cebolinha, trocando o "R" pelo "L". Isso é muito comum na idade dela, eu sei, além de ser muito bonitinho. O problema é que ela não falava assim. Quando menor ela simplesmente ignorava o "R" das palavras como Branca de Neve que virava "Banca de Leve". Com o passar do tempo, já estava conseguindo colocar o "R" no lugar certo em grande parte das palavras e em algumas permanecia ignorando-o.

Mas, de umas duas semanas pra cá, Julia começou a falar como Cebolinha. O número 3, por exemplo, ela falava "tês" e já estava falando praticamente "três" mas agora virou "tlês". Não acho que seja uma regressão no desenvolvimento: a aquisição de vocabulário dela é intensa e ela inclusive fala o português corretamente na grande maioria das vezes (algumas conjugações verbais são difíceis até pra adultos, né?). O desenvolvimento físico, motor e cognitivo como um todo está ótimo e dentro do esperado para a faixa etária.

Imagem retirada de: monica.com..br

Às vezes, quando escuto a versão cebolinha, tenho a sensação de que ela força um pouco a barra para falar daquele jeito. Mas isso é impressão minha, já perguntei ao Claudio e ele não tem essa mesma opinião. Na verdade, ele me chamou atenção para as ocasiões que ela troca os fonemas: quando é depois de vogal como em "hora", ela fala o "R" direitinho e quando é depois de consoante como em "grande" ela troca o "R" pelo "L".

Mas mesmo assim eu continuo achando que ela pode estar imitando algum amiguinho. O fato é que a Julia adora as amiguinhas da escola e imita os hábitos delas (os bons e os ruins). Como notei um certo esforço dela para colocar o "L" nas palavras, fiquei achando que poderia ser isso. Outro dia tive a nítida impressão de tê-la ouvido falar "grande" e pouco tempo depois ter dito "glande".

Vou ficar observando se o hábito persiste, acho que com o tempo vai sumir e também acho que é precoce levar para fonoaudióloga agora, já que é comum nessa idade essa troca de fonemas. Ela tem uma boa articulação das palavras e me parece posicionar a língua de forma correta então não vejo motivo para pânico. Alguém mais tem experiência com isso pra compartilhar? Gostaria de ouvir opiniões.....
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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Acidentes e Incidentes

Ontem a noite foi animada: saímos para uma reunião e na volta, Claudio parou para abastecer e o carro não pegou mais. Tentamos de todo jeito e aí ligamos para o socorro do seguro: "prego de bateria" (para os leitores que não são fluentes em cearensês, o carro pifou, era bateria).

Um incidente desses num posto de gasolina quase fechando, em uma região comercial às 10 da noite, não é uma experiência agradável. Enquanto estávamos encostados no carro, tive a nítida sensação que seríamos assaltados quando vi um tipo suspeito passando perto da gente. Pedi então ao Claudio pra gente ficar próximo à loja de conveniência: não que fosse muito mais seguro, mas era necessário mais disposição para assaltar no claro e onde tinha mais gente (duas funcionárias, na verdade).

Imagem retirada de: pt.dreamstime.com


Depois do que pareceu uma eternidade, chegou o rapaz pra dar carga na bateria do carro. Quando fomos andando em direção a ele, eu, o desastre em pessoa, torci meu pé no calçamento irregular e caí. Foi uma queda ridícula, em câmera lenta. Claudio, que viu como caí, perguntou como eu consigo cair em câmera lenta. Eu acho que é uma arte que se desenvolve ao longo do tempo, com tantas experiências em quedas.

Sim, eu tenho bastante experiência no assunto. Vira e mexe eu torço o pé (com o pé não acontece nada, meus ligamentos são meio frouxos mesmo) e vou ao chão. Ano passado eu levei um tombo no meio da rua e machuquei feio meu joelho. Ficou até inchado, fora a raladura enorme. Ainda hoje ele é escurecido no local e vai demorar a clarear. Agora mais ainda, já que a queda de ontem foi justamente em cima do mesmo joelho.

Esse ano mesmo, no dia que a Julia se afogou, eu levei um tombo também, em câmera lenta. Fora o dia que caí da cama e cortei o lábio, o dia que tropecei na caixa de ferramenta e cortei a perna e tive que ir pro hospital suturar, o dia que bati o quadril na quina da mesa da cozinha da mamãe... Eu sou, de fato, um desastre ambulante. Mas graças à Deus, apesar do incidente e do acidente, estamos todos bem! Ah, a Julia não estava com a gente, ela estava na casa da minha tia. Ainda bem, eu pude ficar mais relaxada e acabei dando risada de mim mesma!


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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Organizando os brinquedos

Nessa minha vida de quem está de mudança, tenho trabalho demais por fazer. O da vez é arrumar os brinquedos da Julia.

Eles estavam a maior bagunça e sem canto pra guardar. Ficavam num canto da sala e ela ía brincando e misturando tudo. Aí agora aproveitei que vou ter que mexer mesmo neles e criei coragem pra encarar uma mega arrumação (a última vez que fiz isso foi em dezembro). Tirei um bocado pra doar e organizei os que ficaram. Fiquei muito orgulhosa da Julia porque primeiro expliquei a ela que iria arrumar os brinquedos dela pra mudança e que iria pegar brinquedos que ela não usava mais pra dar pra crianças que não tinham brinquedos. Depois, peguei algumas bonecas que ela gostava muito mas que já não estava usando com frequência nas brincadeiras e perguntei se poderia dar. Ela disse sim! Achei lindo demais! Tomara que ela mantenha esse espírito de partilha e continue praticando o desapego ao longo da vida.

Minha sala estava mais ou menos assim (só que não tão organizadinho) Imagem retirada de: corposaun.com



Os brinquedos que ficaram, organizei por tipo: separei um milhão de  peças de quebra-cabeças e de jogos da memória, vesti bonecas (achar os sapatos delas é a parte mais difícil), empilhei panelinhas e pratinhos e contei talherzinhos........... ufa! Fiquei cansada!

Mas foi bom fazer essa organização. Difícil vai ser convencê-la a não mexer em tudo antes da mudança, mas vamos ver se consigo bons argumetos (e boas distrações). Ah, quem quiser vir ajudar, a casa está de portas abertas e ainda tem muita coisa pra encaixotar!
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terça-feira, 18 de outubro de 2011

Briga

Domingo presenciamos uma briga de dois contra um, briga de socos e empurrões. Foi em uma lanchonete, bem atrás da nossa mesa. Puxei logo a Julia para o meu lado e fiquei de queixo caído com a cena. Quem estava por perto e viu a cena também se impressionou.

Não, não foram adultos brigando, foram crianças. O incidente que iniciou a briga me impressionou e também a violência das crianças envolvidas. Atrás da nossa mesa tinha uma mesinha pequena com 3 crianças e uma babá. A Julia inclusive fez logo amizade com eles e estava brincando na mesa. A babá era dessas que a gente fica doida pra pedir o telefone e fazer uma proposta de salário, que não cabe no nosso orçamento, pra "tomar" da outra mãe de tão boa que era: cuidadosa com as crianças, atenciosa, entrava na fantasia e ainda recebia de bom grado outra criança que se juntasse pra brincar (ela brincou muito com a Julia e facilitou a interação dela com as 3 crianças).

Bom, as 3 crianças e a Julia estavam numa boa, sentadas na mesinha, conversando e pintando esculturas de gesso. Eram duas meninas (uma de uns 8 anos e outra de uns 2 anos) e um menino, que devia ter no máximo 6 anos (vou chamá-lo de menino de blusa vermelha). Aí um outro menino (aproximadamente 8 anos) que estava em outra mesinha (vou chamá-lo de menino de blusa branca) resolveu subir na grade que dava pra rua e pular. A babá  que estava com as 3 crianças viu a cena e falou pra ele não fazer isso porque podia se machucar. Ele não deu bola e subiu na grade pelo lado de fora e ficou pendurado. A babá das outras crianças então se levantou e pegou ele no colo tirando da posição perigosa que estava (de fato faltava muito pouco pra ele cair).

Só que o menino ficou indignado e começou a dar socos na babá. Nisso, o menino de blusa vermelha achou um absurdo a babá de sua irmã estar recebendo socos e se levantou pra defendê-la. Não que ela precisasse, ela era adulta e se quisesse parar o menino de blusa branca ela conseguiria facilmente. Mas ela não revidou, só tentou se livrar dos socos. O menino de blusa vermelha partiu com tudo pra cima do menino de blusa branca. Confesso que eu achei o máximo! Em geral crianças de classe média alta maltratam os empregados domésticos, mas esse partiu em defesa e eu tive vontade de aplaudir e dar um beijo nele!

O menino de blusa branca e um outro que estava com ele (menino de blusa verde) passaram então a bater no menino de blusa vermelha. A babá conseguiu separar os meninos e fazer o menino de blusa vermelha sentar. Eu não me contive e virei pra ele e falei que ele não se metesse com meninos mal educados porque ele era muito lindo (e era mesmo) e muito educado.

Mas os outros dois ainda ficaram provocando o menino de blusa vermelha, chamando pra briga, fazendo gestuais de luta e inclusive o menino de blusa verde chegou por trás do menino de blusa vermelha (acho que ía dar um tapa ou uma chulipa, não sei bem), só sei que quando vi a mão dele em direção à cabeça do menino, gritei "epa!" e falei muito séria, encarando mesmo, que ele não fizesse isso. 

Imagem retirada de: dantesantos.blogspot.com


Onde estavam as mães dessas crianças? Do outro lado da lanchonete, conversando e comendo, sem saber o que os filhos faziam. Depois desse episódio, o menino de blusa branca ainda subiu na mesma grade por um outro ponto e ficou em cima da "casinha do lixo" da lanchonete, tentando subir no muro da casa vizinha. Detalhe: muro com cerca elétrica! Ainda bem que ele não encostou na cerca (só não encostou porque não alcançou).

Eu fiquei impressionada com a falta de limites dessa criança e com a disposição para brigar e provocar. Quando ele chegou quis implicar com a Julia, mas quando me viu ao lado, acabou desistindo, deu só uma risada provocativa mas que ela não entendeu e eu me fiz de desentendida também e saímos de perto. 

Na hora que ele foi embora, pulou a cerca novamente e a mãe chamou atenção dele: não adiantou nada! Mas dessa vez ele não pulou a cerca de volta: ele saiu correndo pela rua, embora o segurança da lanchonete tenha tentado detê-lo.

Fico pensando como será essa criança no futuro. Possivelmente vai ser uma dessas pessoas que não respeitam regras e que se acham acima de tudo e de todos. Tem tudo pra aparecer em manchetes jornalísticas, como causador de acidentes de trânsito ou brigas. Lamentável.......
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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Porque sábado é dia de ser feliz!

Nada melhor que um programa despretencioso e animado em família, né? Fomos nós 3 então para a pracinha do Lago Jacarey. Já falei aqui que adoro esse programa!

Julia curtiu demais. Correu, pulou, brincou, andou de pônei, comeu pastel! O bom é que é um programa super familiar, baratinho, animado, divertido, variado e que agrada a todos.



Nós sentimos o ventinho bom no rosto, a alegria no coração e a satisfação de estarmos nos curtindo! Foi muito legal porque fomos só nós 3 mas o programa também é legal na companhia de amigos queridos.

Lamento apenas não termos muitas opções de entretenimento como essa. As praças por aqui em geral são sucateadas..... uma pena, são um ótimo local de convivência...... mas vamos aproveitar essa que é bem legal e estruturada (graças à organização dos moradores do bairro) e fazer mais vezes programas assim!
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sábado, 15 de outubro de 2011

Dia do Professor

Passando aqui no blog rapidinho só pra registrar minha profunda admiração por esse profissional tão importante e tão pouco valorizado.

Sou muito grata a todos os meus professores e alguns deles com certeza moram no meu coração para sempre! São pessoas que deixam marcas profundas, que mudam o rumo da nossa vida, que nos guiam, que abrem nossos horizontes.

Imagem retirada de: profwalber.blogspot.com


Sou também muito gratas às professoras  da Julia (as atuais e as passadas). O carinho com que desenvolvem o trabalho na educação infantil me encanta.

Que nossos governantes e nossa sociedade saibam valorizar esse profissional. O futuro do país está nas mãos deles!
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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Dia das Crianças!!!!!!!!!

O Dia das Crianças começou com uma ótima notícia: fomos ganhadoras no sorteio da Tip Toey Joey feito no Minha Mãe que Disse! Em breve Julia e eu estaremos por aí desfilando de sapatilhas iguaizinhas!!!!!!

Bom, depois da boa notícia, nossa programação foi no shopping já que nesse sol pra cada um não dá pra fazer nada ao ar livre depois de 1 da tarde (marido trabalhou até esse horário). Mas pra Julia é um programão! Ela estava super feliz, dançando e pulando. Depois do almoço ela pediu pra ir para o parquinho (aliás, ela começou a pedir assim que colocou os pés no shopping, depois do almoço a insistência ficou maior) e nós que não somos bestas nem nada somos pais amorosos e que fazemos tudo pra satisfazê-la, deixamos ela no parquinho e fomos para o cinema.

Quando saímos do filme, ela estava no parquinho toda fantasiada de Minnie, e brincando com outras crianças na maior satisfação. Quando nos viu fez festa e tratou logo de sair das nossas vistas, acho que com medo que a gente tirasse ela do parque. Deixamos mais uns minutinhos e depois tiramos e fomos lanchar.


Aí eu paguei TODOS os meus pecados! Claudio quis comer no Burguer King e eu fui para o McDonalds com a Julia. Atravessei toda a praça de alimentação e descobri que o McDonalds não era a sucursal do inferno não, era o próprio inferno! Lotado de gente, criança pra todo lado gritando e derrubando refrigerante, mães esbaforidas, pais reclamando que tinha gente furando fila (e não tinha, disso eu tenho certeza até porque se tivesse eu seria a primeira a reclamar!). Bom, depois de muito esperar na fila, com a Julia no colo por uma parte desse tempo, consegui pegar nosso lanche e atravessei a praça de alimentação equilibrando bandeja numa mão e na outra segurando a Julia pra não perder no meio da multidão. Já falei que a praça de alimentação parecia o centro da cidade em véspera de Natal?

No meio do caminho, Julia parou e começou a chorar. Eu pensei logo que alguém tivesse esbarrado nela ou tivesse pisado no pezinho dela e me abaixei com bandeja e tudo pra perguntar o que era. Acreditam que ela estava chorando porque queria se esconder do pai????? Eu mereço, né? Ela deve ter me pedido, eu não escutei e ela começou a chorar até porque estava cansada. Eu falei pra ela que não dava pra se esconder e continuei meu caminho puxando ela pelo braço. Finalmente chegamos na mesa e quando eu consegui começar a comer meu sanduíche, ela olhou pra mim e disse que estava apertada pra fazer xixi...... ô saudade da fralda....... larguei tudo na mesa, inclusive marido, e fui correndo para me espremer com ela dentro de uma cabine minúscula porque obviamente o banheiro família estava ocupado! Eu saí daquele banheiro pingando de suor!

Mas conseguimos terminar nosso lanche, rimos bastante, conversamos e o dia foi bem divertido, tanto que ela nem sentiu falta de presente (eu estava esperando o Claudio chegar em casa pra darmos juntos mas como a gente ía sair pra almoçar, resolvi deixar pra volta senão ía ser uma novela pra sair)! Julia chegou em casa capotada! E o dia das Crianças foi feliz!
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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Dia das Crianças????

O dia é supostamente das crianças mas deveria ser do consumo ou do comércio. É propaganda demais de brinquedo, é lançamento demais de brinquedo......... as crianças ficam enlouquecidas.

Julia fica de olho nas propagandas. Ontem à noite mesmo ela estava me pedindo as princesas, aquelas grandes que lançaram agora (porque pequenas já tinham lançado uns dois tipos pelo menos). Primeiro ela disse que queria a Aurora, depois ela disse que queria todas. Se eu fosse comprar todos os brinquedos que ela me pediu nos últimos dias, meu salário iria todinho exclusivamente pra isso (não sei nem se daria) e é porque a Julia não assiste muita tv.

Eu fico impressionada com a quantidade de acessórios de Barbie's e Polly's (e confesso que eu também tenho vontade de brincar com tudo) e a quantidade de bonecas semelhantes a elas. Se a gente pegar por exemplo o acessório piscina, tem da Barbie, da Polly, da Moranguinho.......... qual a necessidade de ter uma piscina de cada? De brinquedos de meninos (que eu não presto muita atenção) tem lava-jato e trenzinho de todo jeito. E os jogos? Tem o Detetive e o Clue (qual a diferença mesmo?) e suas variações como o Detetive 3D. Mas porque é mesmo que a gente precisa jogar de óculos pra se divertir? E o Monopoly tem tantas variações que não sei nem listar... Até o Pula-Pirata ganhou uma versão high-tech........... aguento isso não!!!!!

Fomos comprar no fim de semana passado os presentes dos sobrinhos. Na hora de escolher o da Letícia, parei na frente de uma prateleira que tinha uma variedade enorme de bonecas, todas da mesma linha, cada qual com uma "especialidade" diferente... no meu tempo as bonecas eram simplesmente bonecas. A mais "fantástica" que tive na idade pré-escolar foi uma Bate-Palminhas da Estrela (ô saudade da minha Bate-Palminhas)!

Imagem retirada de: retromotoca.wordpress.com
Hoje as crianças têm tanta variedade de brinquedos e também acesso tão fácil a eles que às vezes penso que não sentem o mesmo prazer que nós tínhamos ao ganhar brinquedos quando crianças. Lembro que uma vez ganhei no meu aniversário um jogo de pratinhos e xícaras da Hello Kitty. O plástico era até meio vagabundo, mas aquilo pra mim foi o máximo. Já maiorzinha, eu pedi à mamãe de Natal um jogo recém lançado: Sem Censura. Essa cena nunca saiu da minha cabeça: estávamos nas lojas Americanas, já na fila do caixa, quando eu criei coragem pra pedir. Eu já tinha visto na loja enquanto a mamãe escolhia alguns presentes. Fiquei tão feliz quando ela disse que compraria! Ela barganhou alguma coisa comigo na hora, nem lembro o que era, mas só de saber que eu iria ganhar o jogo de presente no Natal, compensava qualquer coisa!

Aqui em casa vou tentando frear o consumismo da Julia, é um trabalho árduo, mas pelo menos eu tento. Quando ela me pede o que vê na tv eu me faço de doida porque acho que não adianta argumentar muito com uma criança de 03 anos. Quando ela insiste muito eu digo que se eu tiver dinheiro a gente pode pensar em comprar. De dia das crianças, vamos dar um brinquedo que ela ganhou no aniversário mas que ainda não abriu (temos alguns ainda guardados). Ela vai adorar e nós também!
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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Coisas difíceis de explicar...

Outro dia estava pensando como é difícil explicar certas coisas às crianças. Às vezes queremos poupá-las da realidade, às vezes o entendimento delas ainda não é o suficiente para compreender e  às vezes ficamos envergonhados mesmo em dar certas explicações. Julia ainda não me deixou encurralada com nenhuma pergunta "cabeluda", a pior que ela me fez foi "o que é isso?" apontando para o sangue no meu absorvente e eu respondi: "a mamãe está menstruada, quando você crescer você também vai ficar" e ela se deu por satisfeita. Entretanto, tenho me visto sem saber como explicá-la porque a vovó Ecilda não acompanha as brincadeiras dela.

A mamãe tem Alzheimer e já não interage com a gente da mesma maneira e nem obedece mais a comandos. Então, se a Julia diz pra ela segurar uma boneca ou jogar uma bola, a avó permanece parada, olhando para o nada. É triste demais vê-la assim e é complicado contornar com a Julia porque ela pensa que a avó não quer brincar com ela, chora, fica zangada, se frustra............

Imagem retirada de: comumtoquederosa.blogspot.com

Aí resolvi dizer pra Julia que a vovó já está bem velhinha e que a cabecinha dela já está gasta e que por isso ela às vezes não entende o que a gente fala. Não sei se fiz certo, mas não sabia como explicar o que é Alzheimer para uma criança de 03 anos. Ora, se eu, do alto dos meus 35 anos não entendo como uma pessoa tão ativa, tão independente, com um bom nível cultural, que era professora universitária ficou assim, como vou explicar para a Julia?

É um abismo enorme entre neta e avó. Uma está evoluindo a cada dia, a outra, involuindo. Uma aprende com uma facilidade incrível e vai conquistando sua independência enquanto a outra depende dos outros até para comer. Uma tem a vida inteira pela frente e a outra tem alguns anos (?) com uma qualidade de vida muito questionável do ponto de vista de realizações pessoais, de vivências. E no meio estou eu, tendo que cuidar das duas, que organizar a vida das duas e tendo que aprender a conviver com todas essas diferenças... tento encarar como se a mamãe fosse uma criança (até porque não reconheço mais minha mãe naquela idosa frágil e dependente), mas não é fácil..... Se alguém tiver uma sugestão de como posso explicar à Julia o porque da vovó não brincar com ela, estou aberta a sugestões!
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domingo, 9 de outubro de 2011

Bodas de Lã

Ebaaaaaaaaaaaaa!!!! Hoje estamos comemorando nossas Bodas de Lã! São sete anos felizes (com altos e baixos, é claro), sete anos de muito companherismo, de muitas aventuras, risadas, histórias, choros, superações, mudanças de vida.

Imagem retirada de: cariricaturas.blogspot.com


Posso dizer sem medo que foram os melhores anos da minha vida porque foram desfrutados ao lado do homem que amo e que escolhi pra dividir a aventura de viver. E esses sete anos foram somente o começo: vem muito mais por aí!!!!!

Claudio, meu grande companheiro, te amo e te admiro demais, muito mais do que você possa imaginar! Obrigada por me escolher e aceitar como sua parceira de vida!
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sábado, 8 de outubro de 2011

Feliz Aniversário, meu amor!

Hoje é um dia muito especial porque é o dia do aniversário de uma pessoa muito especial: Claudio. Desde que ele entrou na minha vida que vejo tudo cor de rosa e quando não estou conseguindo, quando está tudo cinza, ele pinta de cor de rosa pra mim!



Ele é meu amor, meu companheirão, meu parceiro de vida, de momentos bons, de momentos difíceis. Parceiro de lutas e de sonhos e parceiro no nosso maior projeto: Julia! É  um homem por inteiro, meu super-homem que a cada dia me surpreende e me conquista.

Te amo muito, amor da minha vida! Que seu dia seja especial e que sua vida seja cada dia melhor, você merece!
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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Curtas

Julia estava conversando com a prima Letícia quando a Letícia disse: "eu tenho um cachorro". Como a Julia não queria ficar pra trás, ela na mesma hora disse: "eu também tenho um cachorro!"

Mas aí ela parou um pouco, pensou e disse: "não, eu não tenho cachorro, eu tenho formigas."

Explicação: moramos numa casa com um jardim que é o paraíso das formigas......... todos os vizinhos tem problemas com elas. Ah e nós não temos animais de estimação em casa.

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Julia estava em casa e eu falei pra ela que minha prima Diana iria levá-la ao cinema. Ela então vira pra mim e diz: "a tia Diana é a tia mais legal!"

Como a Diana é doida por ela e e iria adorar ouvir isso, liguei na mesma hora pra ela e disse: "Julia, fala pra tia Diana o que você me falou agora que ela vai ficar muito feliz e vai te levar pro cinema." Julia pegou o celular e falou: "tia Diana é a tia mais legal e mais bonita."

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Saímos para comer um crepe e Julia começou a mexer no brinco da namorada do meu irmão até tirá-lo  e derrubá-lo no chão. O local estava mal iluminado e nós ficamos logo apreensivos procurando o brinco. Claudio então chamou atenção da Julia dizendo que ela não pode mexer nas coisas dos outros assim, que agora tinha perdido o brinco e seria difícil achar. Ela então olhou para o pai e disse: "não se preocupe, papai."



Julia conversando sobre nossa mudança, falou que o quarto novo dela é rosa. Perguntei a ela quem foi que pintou o quarto de rosa. Julia não se apertou e respondeu: "o síndico". Onde essa menina já ouviu falar em síndico, meu Deus?

***********************************************************************************

Julia assistindo filme na TV e a vilã da história fazendo suas maldades. Julia bem apreensiva e com a voz super dramática, olha pra mim e fala: "oh, não! Ela é muito poderosa!" e ao final do filme ainda disse: "a história foi 'inquível', mamãe!"

 ***********************************************************************************

Vínhamos no carro e minha tia estava junto. Minha tia então conversando, vira pra mim e fala: "no dia das crianças, eu estou querendo dar..." mas não conseguiu completar a frase porque a Julia se antecipou dizendo: "...um presente pra mim".
 
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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Entre caixas e plástico bolha

Meus fins de semana agora são assim: entre caixas e plástico bolha. Vamos nos mudar (sim, estou mudando de casa e de emprego ao mesmo tempo, porque assim é mais divertido!) e como temos pouco tempo livre, já estamos encaixotando o que dá. 

Isso significa nos privar do uso de algumas coisas (tá, nem tanto, tem muita coisa que a gente não usava) e viver numa casa que tem mais caixas do que móveis. Não é divertido.......

Imagem retirada de: brasilblogado.com


Quando viemos morar nessa casa, imaginamos que jamais sairíamos daqui. Mas o mundo é bem redondinho e dá voltas e nós vamos sair dessa casa. Acho que minha ficha ainda não caiu, foram 7 anos morando aqui, a gente acompanhou a construção toda (quase todo fim de semana a gente vinha ver a obra e ainda trazia a família....... coitados!). Era tão bom chegar na casa ainda em construção e ficar sonhando com o futuro! E esse futuro foi muito bom!

Aí sábado passado fomos tirar as coisas do sótão. O sótão é quase do tamanho da casa e praticamente tinha outra casa lá em cima. Sinceramente, tinha coisa que eu nem me lembrava mais, tinha presente do nosso casamento ainda com o cartão carinhoso de quem deu. Foi preciso a colaboração do jardineiro e do ajudante dele pra tirar tudo lá de cima. Muita poeira, muitas caixas... a varanda ficou parecendo um campo de guerra. E aí chegou a difícil hora de praticar o desapego...

Nos desfizemos de um bocado de coisa, mas "descobrimos" muita coisa legal e o propósito agora é: se tem utilidade, se gostamos e se tem onde guardar, fica; se vai ficar em caixa, vamos dar outro destino. Não dá pra ficar guardando mil coisas que a gente nunca usa, né? A gente não pensava muito assim talvez por achar que nunca sairíamos daqui, mas agora aprendemos a lição. Fora que dá outra energia doar o que a gente não usa: quem recebe fica feliz e quem dá, leve.

Ainda temos muita coisa pra encaixotar....... e depois vem o trabalho de desencaixotar e arrumar tudo em seu devido novo lugar. Mas acho que o maior desafio é fazer isso com a Julia querendo ajudar. Nós até tentamos fazê-la participar, mas não dá pra ela ajudar em tudo, primeiro pela limitação de força física e segundo porque vidros e cristais estão proibidos pra ela por motivos óbvios. Aí quando ela não consegue ajudar, ela consegue "atrapalhar" ficando no meio do caos. Nesses momentos eu penso: minha mãe foi uma heroína! Ela encaixotou tudo sozinha pra fazer nossa mudança do Rio pra Fortaleza (até ganhou de "brinde" uma hérnia de disco, tadinha), sem meu pai pra ajudar (ele já tinha falecido) e com duas crianças pequenas dentro de casa. Como ela conseguiu? Não tenho a menor idéia, mas me inspiro nela pra encarar esse trabalhão que é fazer uma mudança!
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