segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

E lá vem novos desafios......... o Infantil III

Ui! Novos desafios pra agitar a Minha Casinha Feliz estão na área! Julia está crescendo e é praticamente uma moça! Já vai para o Infantil III. A mãe babona aqui está se derretendo.................. e também está apavorada!!!!!!

Sim, apavorada, sim! Gente, ela tem livro didático esse ano!!!!! Eu fiquei bege quando vi na lista! Quando comprei o tal livro, aí que me espantei: logo de cara vai começar a ter contato com as letras! Vi várias tarefinhas no livro que eram sobre letras....... ai, ai, ai.......... Eu já estava ansiosa com a passagem para o Infantil III porque será outra professora, outra rotina e também porque é o último ano da Julia nessa sede da escola (ano que vem vai pra escola dos "grandes"). Depois que vi  o livro fiquei apavorada.

Aí quinta-feira passada teve reunião com a coordenação para informar aos pais as mudanças pedagógicas que acontecem no Infantil III. Eu estava ansiosa por essa reunião. Descobri que a Julia vai ter "dever de casa" todo dia....... vai começar a ter "responsabilidade". Mas o que estava me preocupando era o fato de já ter o alfabeto na história. Que eu me lembre, eu aprendi na alfabetização com a cartilha "A Casinha Feliz" (que foi a inspiração para o nome do blog). A primeira pergunta que fiz na reunião foi: "o que é esperado da criança ao final do Infantil III?" Graças à Deus é apenas reconhecer as letras que ela mais tem contato no dia-a-dia como a primeira letra do próprio nome. Ufaaaaaaaaaaaaaaaaa! A coordenadora falou que algumas crianças podem terminar o ano escrevendo seu nome com letra de forma, mas que isso não é obrigatório. 



Mas mesmo assim eu continuei preocupada. Então, sábado, fui conhecer a professora nova da Julia. Eu já "conhecia de vista" e gostei muito dela no nosso primeiro contato, é muito simpática e segura. Eu falei pra ela da minha preocupação e ela me disse que tem uma filha da idade da Julia que também vai fazer Infantil III e que ela, como mãe, também está apreensiva, que isso é normal, porque a gente sempre acha que elas são bebês ainda........ realmente, o meu grande medo é tudo isso ser demais pra Julia....... será que estou subestimando minha menina? Na saída fui dar um beijo na Alê, professora dela no Infantil II e ela me tranquilizou dizendo que a Julia está sim preparada para os desafios que tem pela frente.

Mas, chegando em casa, fui ler um pouco sobre alfabetização, porque não tinha opinião formada sobre o assunto. Encontrei muitas coisas interessantes. No site da Revista Escola, encontrei um artigo de Regina Scarpa (coordenadora pedagógica da Fundação Victor Civita) que fala algumas coisas interessantes sobre alfabetização na Educação Infantil:

 (...) alguns educadores receiam a antecipação de práticas pedagógicas tradicionais do Ensino Fundamental antes dos 6 anos (exercícios de prontidão, cópia e memorização) e a perda do lúdico. Como se a escrita entrasse por uma porta e as atividades com outras linguagens (música, brincadeira, desenho etc.) saíssem por outra. Por outro lado, há quem valorize a presença da cultura escrita na Educação Infantil por entender que para o processo de alfabetização é importante a criança ter familiaridade com o mundo dos textos. 

Na Educação Infantil, as crianças recebem informações sobre a escrita quando: brincam com a sonoridade das palavras, reconhecendo semelhanças e diferenças entre os termos; manuseiam todo tipo de material escrito, como revistas, gibis, livros, fascículos etc.; e o professor lê para a turma e serve de escriba na produção de textos coletivos. 

Realmente, é impossível não haver nenhum tipo de contato com a escrita durante a Educação Infantil. Ano passado, na sala de aula da Julia, tinham algumas coisas escritas, afixadas nas salas de aula, como a rotina diária, por exemplo. Eles não sabem ler, mas todo dia viam as palavras. Ainda no mesmo artigo,  Regina Scarpa, conclui dizendo:
 
Para que os alunos aprendam a ler e a escrever, é preciso que participem de atos de leitura e escrita desde o início da escolarização. Se a Educação Infantil cumprir seu papel, envolvendo os pequenos em atividades que os façam pensar e compreender a escrita, no final dessa etapa eles estarão naturalmente alfabetizados (ou aptos a dar passos mais ousados em seus papéis de leitores e escritores)".

Isso me deixou mais segura em relação a esse contato da Julia com as letras. Na verdade é praticamente o primeiro passo de um longo processo. Junto com o manuseio de livros, as contações de histórias e a própria curiosidade dela em entender esses símbolos que nos cercam, ela vai começar a se habituar a esse mundo novo pra ficar apta a se alfabetizar. Li em uma dissertação de mestrado (perdão, não consigo encontrar a referência agora) que não existe idade para aprender a ler e escrever e que esse processo de leitura e escrita começa cedo.

Concluí que na verdade, ler e escrever, como tudo na vida da criança, deve ocorrer no tempo dela. Algumas vão conseguir mais cedo e outras mais tarde. Mas a coordenadora, na reunião, frisou que o tempo de cada criança é respeitado. Tomara que sim! No mais, é encarar o desafio de estimular a Julia nesse aprendizado. Para que ela possa ter prazer com a leitura e a escrita no futuro. Isso é a base de tudo!


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