sábado, 26 de fevereiro de 2011

Brincando de escolinha!

Acho o maior barato ver a Julia brincando. Quando ela está brincando de casinha, noto que ela faz com as bonecas exatamente como eu faço com ela. Agora vez por outra ela brinca de escolinha com as bonecas.

Ela senta e diz: "silêncio, gente, olha o que eu trouxe pra vocês hoje." Ou então diz: "João, presta atenção." Normalmente isso acontece quando eu não estou por perto, mas fico só escutando e rindo sozinha. A atividade que ela mais faz com os "alunos" dela é contar história. Pega um livro e primeiro canta a mesma música que as professoras cantam na escola:

"Eu vou te contar uma história, agora, atenção!
Que começa aqui no meio da palma da tua mão
Bem no meio tem uma linha ligada ao coração
Quem sabia dessa história antes mesmo da canção?  
Dá tua mão, dá tua mão, dá tua mão, dá tua mão."

Depois ela abre o livro e começa com: "era uma vez...." e vai inventando a história. A cada página que ela passa, ela vira o livro e mostra para todos os "alunos". E assim ela vai até o fim. Quando termina a história ainda diz: "quem gostou bate palmas." Hoje eu peguei um livrinho dela e li a história. Em seguida ela "leu" pra uma das "filhas" dela, quase do mesmo jeito que eu tinha contado pra ela.



Eu fico só espiando e achando graça. Presto atenção na articulação das palavras, na entonação que ela usa. E fico impressionada como no faz-de-conta, ela repete tudo o que vê no dia-a-dia. E aí é mais um motivo para eu ter cuidado nos exemplos que estou dando com minhas atitudes.
 
Mas o melhor da brincadeira de escolinha é que ela, através da repetição do que acontece por lá, me mostra que as atividades escolares são prazerosas pra ela. Se bem que isso eu já sabia, porque ela adora a escola e dá trabalho é na hora de ir embora. Também gosto quando ela começa a repetir o que acontece por lá para eu ficar mais por dentro da rotina de sala e poder conversar com ela a respeito, puxar assunto e me mostrar interessada pelo dia dela. Fora que essa brincadeira dela de contar histórias é um ótimo incentivo à leitura e faz com que ela tenha maior intimidade com livros e letras.

Eu me lembro que eu amava brincar de escolinha com minhas bonecas e que, como eu não tinha quadro negro em casa, usava o lado de dentro da porta do meu guarda roupa (levava carão toda vez que a mamãe me flagrava na brincadeira...rsrsrsrs). Uma grande amiga minha de infância, a Karyne, tinha quadro negro em casa e também uma mesinha com cadeirinhas, então brincar de escolinha na casa dela era tudo de bom. Tenho ótimas recordações, a ponto de me lembrar do cheiro do armário onde a mãe dela guardava a caixa de giz e o apagador. Pretendo dar um quadro negro pra Julia, vou só esperar que isso faça parte da rotina dela de aula. A mesinha com as cadeirinhas ela já tem. E vou me preparar pra aprender muito com minha "professorinha".
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sábado, 19 de fevereiro de 2011

Coleira Infantil

Eu vi coleira infantil pela primeira vez quando fui à Disney em 1988. Na verdade eram duas pulseiras, uma no pulso da criança, outra no pulso do responsável, unidas por um fio daqueles tipo de telefone. Achei muito legal e útil quando se trata de "crianças abençoadas."

Já tinha até procurado pra Julia, mas ainda não tinha achado. Mas minha cunhada Naná nos deu uma de presente que é uma mochilinha de macaco que prende no tórax da criança, um barato! Igualzinha a da foto abaixo:



Mas existe uma controvérsia em relação ao uso desse tipo de acessório. Algumas pessoas acham que é como tratar as crianças como animais e que os pais usam por pura comodidade. Fui procurar alguma coisa sobre o assunto e encontrei o seguinte:

As psicólogas Rosane Cristina Pereira Spizzirri e Andréia Almeida Schneider (...) apesar de serem contra o acessório, entendem que, em situações isoladas, pode ser uma alternativa. A utilização frequente da guia, porém, pode representar problemas em impôr regras aos pequenos. 

— Quando ocorrem falhas no processo de imposição e aprendizagem de limites, entram em cena instrumentos paliativos como esse. Sou contra o uso, se o dispositivo encobrir uma dificuldade na educação das crianças — explica Rosane.

Mais do que discutir se a “coleira” pode gerar traumas para as crianças, Andréia enfatiza a importância do contexto familiar no qual elas estão inseridas. A psicóloga se preocupa com o processo de terceirização da educação dos filhos:

— O acessório deve ser usado com moderação e orientação. O mais importante é o funcionamento da família.

Gerar traumas pelo uso da coleira????? Affffffffff....... tão pensando em amarrar as crianças no quintal com elas é??? Pelo amor Deus, tudo é uma questão de bom senso! Regras a gente impõe, mas experimenta enfrentar um aerporto lotado, ter que fazer check in com uma criança querendo correr o tempo todo. Ou fazer compras de Natal em shopping lotado (não é o local mais adequado pra levar uma criança, mas às vezes a mãe não tem outra opção). Eu fico doida nessas situações, até porque a Julia me cega e digo sem medo da polêmica que a coleira é muito bem vinda sim! Não vou ficar usando em todo canto, mas vou usar quando achar conveniente. Melhor a Julia "presa" na coleira que a Julia perdida no shopping ou roubada por um estranho (não gosto nem de pensar).

No fim de semana passado então, resolvi inaugurar a novidade. Fui para o shopping com a Julia e coloquei a coleira pra testar. Ela adorou a novidade, adorava me puxar pela coleira como um cachorro grande puxa seu dono........... rsrsrsrsrsrsrs.............. pronto, agora quem considera um absurdo o uso da coleira vai me matar!

Mas o mais interessante foi observar a reação das pessoas. Eu estava me sentindo a própria Xuxa porque eu passava e era seguida por muuuuuuuuitos olhares.  A maioria deles curiosos com a novidade! Tinha gente que ria, tinha gente que cutucava o vizinho pra olhar também. Fui parada por uma mãe que correu atrás de mim pra perguntar onde eu tinha comprado! Se teve alguém que criticou eu não sei e sinceramente pra mim não faz a menor diferença. Estou segura da minha escolha e da educação que dou pra Julia. Tão segura que sei que nível de maturidade ela tem pra seguir regras e quando eu devo intervir de forma mais ostensiva em nome da segurança dela.
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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Desfralde 2

Em outubro falei aqui sobre desfralde, que a Julia estava mostrando sinais de que estava preparada mas que eu não estava afim de encarar o desafio naquele momento.

Mas, ano novo, vida nova! Quando as aulas recomeçaram resolvi que mandaria a Julia sem fralda pra escola. Ela adorou a novidade e todo dia fazia questão de dizer que queria ir de calcinha e ainda ía no guarda roupa escolher a que queria. Começou a voltar da escola sem fralda também e não tive problemas até agora.

Pouco tempo depois percebi que não fazia sentido sair pra passear levando ela de fralda. Começou em um final de semana em que fomos ao supermercado e eu resolvi testar como seria ela ir sem fralda. Foi tudo bem mas depois de fazermos as compras, não voltamos logo pra casa. Fomos almoçar e no restaurante, quando sentiu vontade, pediu pra ir ao banheiro. Eu espoquei de orgulho, claro!

Nesse mesmo fim de semana fomos ao shopping e mais uma vez ela foi sem fralda. Levei uma muda de roupa limpa na mochila dela, fiquei um pouco preocupada de ter um "acidente" mas foi tudo tão tranquilo que percebi que de fato Julia tem o total controle dos esfíncteres.



Desde então ela vai pra todo canto sem fralda. E eu estou tão confiante que não levo mais nem muda de roupa. E ela tem correspondido às expectativas. Esse fim de semana ela fez xixi na roupa no shopping, mas foi apenas porque estava tão fascinada brincando no parquinho que não queria sair pra fazer xixi. Mas tudo bem, conversei com ela, expliquei que  é legal sair pra fazer xixi e que depois ela pode voltar pra brincar e comprei um shortinho pra ela trocar. Tudo resolvido.

Porém, se pra xixi estava tudo bem, pra cocô o negócio estava complicado. Ela não aceitava sentar pra fazer de jeito nenhum, nem no troninho, nem no sanitário. Fazia em pé na calcinha mesmo. Mas essa semana ela nos surpreendeu. Segunda-feira, quando Claudio foi buscá-la na escola, ela pediu pra fazer cocô e fez sentadinha no vaso. Uma moça! Hoje fomos visitar uma amiga e lá também ela pediu pra fazer cocô e fez no vaso! Estou tão feliz e orgulhosa!

O processo todo foi muito tranquilo, sem pressões, sem cobranças. Fomos sentindo o tempo da Julia, observando os sinais dela e deixando que ela mesma tomasse a decisão de desfraldar. Claro que ainda podem acontecer acidentes, mas acho que faz parte! Não adianta brigar com a criança, só cria um problema onde não existe. Não pressionamos a Julia, não nos desgatamos com um desfralde difícil e estamos muito felizes com o resultado. Agora vamos esperar ela dar sinais de que está pronta para o desfralde noturno, mas sem pressa, no tempo dela!
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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Como vou viver sem minha coca cola zero????

Uma das minhas principais resoluções de ano novo foi fazer uma mudança de hábitos. Deixar de ser sedentária, comer melhor (e menos!), emagrecer......... difícil, né?

Difícil, mas eu estou conseguindo. Um dia de cada vez. Claro que as vezes eu escorrego, mas é como diz o Claudio, o importante é não se abater pelos escorregos e seguir em frente. Estou caminhando praticamente todos os dias, estou comendo verduras, diminuindo a quantidade de carboidratos e açucares da minha vida. É preciso uma força de vontade enorme, mas eu estou motivada!

Só que hoje levei um balde de água fria na cara! Eu sou viciada em coca cola zero. Aqui em casa SEMPRE tem coca cola zero gelada na geladeira. Tomo todo dia no almoço e às vezes no jantar também. Adoro e não estava nem um pouco afim de abrir mão desse meu vício, pelo menos não agora..............

Mas aí Claudio me falou de um estudo publicado recentemente que diz que o consumo frequente de refrigerantes "zero" aumenta em 61% o risco de eventos vasculares como avc e infarto. Quase eu infartei na hora que soube da notícia!!!!!!!!!!! E agora, como vou viver sem minha coca cola zero????



Agora que essa mudança de hábito vai ser difícil mesmo..... mas tenho que mudar, não posso vacilar. Minha pressão é alta, meu pai morreu de infarto aos 44 anos, a família da minha mãe todinha tem colesterol alto, fora os casos de infarte e avc...........

Já estou até prevendo as "crises de abstinência" sem minha coca cola zero de todo dia........ sinceramente, tem comidas que só descem com coca-cola.............. já sei que vou ter dor de cabeça pela falta da cafeína....

Mas não vou ficar triste não! Se faz mal, paciência! Vou deixar de tomar e pronto! Eu consigo, eu sou mais forte que esse vício!
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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Volta às aulas!

Volta às aulas é um momento tão gostoso né? Reencontrar os amigos, compartilhar as aventuras das férias, conhecer a nova professora........... a expectativa pelos novos desafios que estão à frente dá um frio na barriga! Eu adorava a volta às aulas. Ficava folheando meus livros novos, arrumava meus cadernos....... tenho boas lembranças desse tempo.

As aulas da Julia recomeçaram pra valer dia 25 de janeiro. Graças à Deus ela não teve o menor problema de adaptação. Chega e já corre pra dar um beijo na professora, não olha nem pra trás. Mesmo que eu fique rondando por lá (se eu pudesse passava o dia observando de longe) e ela me veja, não chora, não pede pra ficar comigo ou pra ir embora. Aliás, ir embora da escola é algo que ela faz muito contrariada.

Acho que isso tem a ver com a personalidade dela e também com o fato de ela ser uma criança muito segura. Nós não cansamos de dar amor pra ela. Aqui o tempo todo temos beijos, abraços, risadas, elogios, declarações de amor. Eu até costumo dizer que a Julia tem sim um problema de auto-estima: a dela é muito elevada. 



Outra coisa que acho que ajuda é a confiança que passo pra ela em relação à escola. Eu estou sempre por lá observando. Claro que nem tudo é perfeito, nem tinha como ser! Mas no geral acho que acertam na maior parte das coisas. E procuro sempre passar pra Julia a imagem da escola como algo muito positivo! Gosto de conhecer os amiguinhos dela e de brincar com eles. Adoro quando ganho montes de beijos variados! Converso com ela sobre o dia, pergunto das tarefas, procuro me inteirar da rotina dela pra puxar assunto. E ouço com atenção o relato dela, valorizando as pequenas descobertas e conquistas do dia-a-dia.

E assim procuro criar a cultura de que a escola é um lugar muito interessante. Às vezes pergunto a ela se posso ir pra turminha dela, normalmente ela diz que não e eu fico com aquela cara  de quem está frustrada......... aí que ela acha a escola interessante mesmo, porque é um "território só dela".

Para as mães que estão passando pelo momento de adaptação dos filhos, digo apenas que tenham certeza que a escola é um local maravilhoso pras crianças e que vai proporcionar experiências novas que eles não teriam ao nosso lado. Tendo essa certeza e depois de escolher bem a escola, passar essa segurança pra criança é a chave do sucesso.Conversem com a criança, mostrem interesse pelas atividades dela na escola, procurem conhecer  seus amiguinhos pelo nome e valorize as conquistas diárias. Conheçam a professora, conversem com ela mesmo que informalmente sempre que possível. Em pouoco tempo a criança que chora  porque não quer entrar na escola, vai  começar a chorar porque não quer sair da escola. E se prepare pra passar vergonha, a Julia já me fez passar muitas, dando escândalo porque não queria ir embora......... eu achava que todo mundo olhava pra mim me criticando por achar que eu maltratava minha filha em casa!
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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

É tempo de renovação!

Tenho andado muito afastada daqui, mas isso porque a vida está corrida demais. É tempo de renovação na minha casinha feliz, renovação em muitos sentidos.

A dinâmica da casa mudou completamente com a chegada do Claudio. A casa está mais alegre e movimentada. Julia e eu estamos muito mais felizes.

Mas não posso negar que esses dias também tem sido um pouco tensos, até minha alergia na mão voltou (sempre que fico tensa a mão começa a coçar desesperadamente). Mas não é pra menos., meu trabalho está super puxado e eu fui "convidada" a aumentar 5 horas semanais à minha carga horária (que já era de 40h). Estou pra pirar porque o carro do Claudio ainda não chegou e eu estou sendo a motorista dele e da Julia. Vivo no trânsito, já comprei um carregador veicular pro meu netbook porque o trabalho não pode parar (se alguém aí for da AMC, Polícia Rodoviária ou Detran eu quero dizer que morro negando que trabalho no trânsito!)

Claudio também está correndo muito. Começando a organizar a agenda dele e a definir os rumos que vai tomar agora. Ele tem um potencial enorme e é super bem visto no meio, então graças a Deus as portas estão se abrindo e nós estamos sendo recompensados por todo o sacrifício do ano passado. Vejo como ele está feliz e realizado, como a auto-estima dele está elevada e isso compensa tudo!

Estamos também procurando fazer uma mudança de hábitos. Éramos sedentários demais. Começamos a fazer caminhadas e a controlar um pouco a alimentação. Sem exageros pra ser uma coisa consistente e viável, uma reeducação alimentar mesmo. É como o Claudio tuitou um dia desses: "um hábito não deve ser jogado pela janela. Ele deve descer a escada devagar, degrau por degrau." Já me sinto melhor com essas pequenas mudanças, agora é só esperar o resultado na balança.........rsrsrsrsrrs................ são longos 24kg pra perder até voltar ao corpo que eu tinha quando casei.

Esse é o momento também pra dar uma geral na casa. Estamos jogando fora muitos papéis velhos (como a gente junta papel!) e também separando o que a gente não usa mais pra doar, assim a gente abre caminho pra coisas novas!



Mas é isso: é tempo de renovação, de tomar novos rumos, novos caminhos, hora de colher os frutos do que plantamos e de preparar o futuro que queremos! E nós vamos chegar lá!
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