sábado, 19 de fevereiro de 2011

Coleira Infantil

Eu vi coleira infantil pela primeira vez quando fui à Disney em 1988. Na verdade eram duas pulseiras, uma no pulso da criança, outra no pulso do responsável, unidas por um fio daqueles tipo de telefone. Achei muito legal e útil quando se trata de "crianças abençoadas."

Já tinha até procurado pra Julia, mas ainda não tinha achado. Mas minha cunhada Naná nos deu uma de presente que é uma mochilinha de macaco que prende no tórax da criança, um barato! Igualzinha a da foto abaixo:



Mas existe uma controvérsia em relação ao uso desse tipo de acessório. Algumas pessoas acham que é como tratar as crianças como animais e que os pais usam por pura comodidade. Fui procurar alguma coisa sobre o assunto e encontrei o seguinte:

As psicólogas Rosane Cristina Pereira Spizzirri e Andréia Almeida Schneider (...) apesar de serem contra o acessório, entendem que, em situações isoladas, pode ser uma alternativa. A utilização frequente da guia, porém, pode representar problemas em impôr regras aos pequenos. 

— Quando ocorrem falhas no processo de imposição e aprendizagem de limites, entram em cena instrumentos paliativos como esse. Sou contra o uso, se o dispositivo encobrir uma dificuldade na educação das crianças — explica Rosane.

Mais do que discutir se a “coleira” pode gerar traumas para as crianças, Andréia enfatiza a importância do contexto familiar no qual elas estão inseridas. A psicóloga se preocupa com o processo de terceirização da educação dos filhos:

— O acessório deve ser usado com moderação e orientação. O mais importante é o funcionamento da família.

Gerar traumas pelo uso da coleira????? Affffffffff....... tão pensando em amarrar as crianças no quintal com elas é??? Pelo amor Deus, tudo é uma questão de bom senso! Regras a gente impõe, mas experimenta enfrentar um aerporto lotado, ter que fazer check in com uma criança querendo correr o tempo todo. Ou fazer compras de Natal em shopping lotado (não é o local mais adequado pra levar uma criança, mas às vezes a mãe não tem outra opção). Eu fico doida nessas situações, até porque a Julia me cega e digo sem medo da polêmica que a coleira é muito bem vinda sim! Não vou ficar usando em todo canto, mas vou usar quando achar conveniente. Melhor a Julia "presa" na coleira que a Julia perdida no shopping ou roubada por um estranho (não gosto nem de pensar).

No fim de semana passado então, resolvi inaugurar a novidade. Fui para o shopping com a Julia e coloquei a coleira pra testar. Ela adorou a novidade, adorava me puxar pela coleira como um cachorro grande puxa seu dono........... rsrsrsrsrsrsrs.............. pronto, agora quem considera um absurdo o uso da coleira vai me matar!

Mas o mais interessante foi observar a reação das pessoas. Eu estava me sentindo a própria Xuxa porque eu passava e era seguida por muuuuuuuuitos olhares.  A maioria deles curiosos com a novidade! Tinha gente que ria, tinha gente que cutucava o vizinho pra olhar também. Fui parada por uma mãe que correu atrás de mim pra perguntar onde eu tinha comprado! Se teve alguém que criticou eu não sei e sinceramente pra mim não faz a menor diferença. Estou segura da minha escolha e da educação que dou pra Julia. Tão segura que sei que nível de maturidade ela tem pra seguir regras e quando eu devo intervir de forma mais ostensiva em nome da segurança dela.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

9 comentários:

Anônimo disse...

Mais interessante talvez seria dar a mão à sua filha... simples, barato e nem um pouco traumatico.
Sua mão tem a mesma função da coleira (limitar) com um beneficio a mais: o contato que vc tem com ela, não só físico, mas também emocional, já que exige que vc disponha de mais atenção a ela.

Syl disse...

Se vc leu bem, a regra aqui em casa é dar a mão! A coleira é pra situações muito específicas. Pra vc ter uma idéia, outro dia fui fazer um pagamento no banco. A Julia não fica quieta ao meu lado e quando olhei havia uma completa estranha abraçando e beijando minha filha. Fiquei super preocupada e nem consegui fazer o pagamento. Então em situações assim, a coleira será usada sim, sem medo de traumas! Não é porque uso a coleira vez por outra que não tenho contato físico com minha filha. Nossa ligação e nossa relação de confiança é muito mais intensa que em muitas famílias cuja mãe não usa coleira e passa o dia "se dedicando" aos filhos.

Camila Jaqueto disse...

Com certeza esse anônimo aí de cima não tem filhos.... Minha filha detesta dar a mão para qualquer pessoa, e olha que ela tem 1 ano e 5 meses. Não adianta. POr isso comprei a coleirinha. Não tem nada a ver com falta de afeto, pelo contrário, tem a ver com muito afeto porque é uma forma de segurança e proteção.

Syl - Minha Casinha Feliz disse...

Camila, é exatamente isso que penso: é segurança e proteção! Atualmente uso cada vez menos a coleira pois a Julia já tem um maior entendimento, mas ainda assim em alguns momentos acho uma excelente opção!

Beijos e venha sempre por aqui compartilhar suas experiências!

Alyne disse...

Ai gente por favor!!! Como tem seres ignorantes nesse mundo... afff. Olha, desculpe, mas eu tive q rir qdo vc falou q ela é quem levou vc pra passear. E isso é muito verdade... a criança nessa fase da Júlia procura "independência", querem fazer tudo sozinhos, não é mesmo? Qdo damos a mão pra criança geralmente ela é "arrastada" pq se distrai com TUDO o q vê pela frente (ainda mais num shopping) e vai ficando pra trás, com a guia de segurança a criança está sempre na frente e o fato de ver o responsável sempre atrás de si passa a sensação de ser capaz de conduzir e, ao contrário do q dizem, acho isso muito positivo pra criança. Com certeza ela teve uma sensação muito prazerosa ao perceber q podia estar "no controle da situação". E quer saber isso é muito melhor do q ter q ficar ameaçando castigos e dando broncas para q a criança fique quieta e perto. Esse anônimo aí do comentário com certeza tem mais q duas mãos para q uma fique exclusivamente segurando a mão da criança por todo passeio.

Syl - Minha Casinha Feliz disse...

Alyne, a cena foi engraçadíssima mesmo! Eu mesma fico rindo quando relembro.

E vc disse uma grande verdade: conseguir que uma criança fique quieta por meio de broncas e castigos é que não é legal!

Beijos e venha sempre por aqui!

Anônimo disse...

acho que cada um com seus costumes, existem varios tipos de pessonalidade infantil, e cada mãe e que sabe qual e a melhor maneira de proteger seu filho, eu uso a coleira na minha filha e não vejo nada de errado.

rosemeri disse...

APROVADÍSSIMA,EU NÃO TENHO A COLEIRA,MAS TO DOIDINHA PRA COMPRAR,TENHO UM FILHO ESPECIAL QUE ME DEIXA LOUQUINHA, E ISSO NÃO É FALTA DE CUIDADO E MUITO MENOS POR NÃO QUERER TOMAR CONTA DELE,ALIÁS NÃO FAÇO OUTRA COISA SENÃO TOMAR CONTA DOS MEUS 2 FILHOS,PORÉM É MUITA ENERGIA DESSE PEQUENO QUE JÁ CONSEGUIU SUMIR ATÉ EM UMA POUSADA COM APENAS UMA OLHADA QUE DEI PARA O LADO,MINHA SORTE E QUE TODO MUNDO O CONHECIA,ETA GAROTINHO BEM RELACIONADO!!!!E ESSA FOI UMA DAS VEZES QUE SE TIVESSE UMA COLEIRINHA ALI,COMPRARIA NA HORA!!!!LIGA NÃO PARA ESSAS PESSOAS QUE ADORAM CRITICAR,VAI VER QUE ELAS NEM TOMAM CONTA DOS FILHOS OU DISPOE DE BABÁS 24 HORAS POR DIA!!!!SUPERAFAVORDACOLEIRINHA!!!!!

luciana ledo disse...

Sim... fazer o check in no aeroporto lotado é extremamente tenso e principalmente no meu caso que tenho gêmeos. Meus filhos já tem 5 anos e pena o acessório não servir mais para essa idade. Vou viajar com eles sozinha (por sinal a viagem será para eles) e estou preocupadíssima com os trâmites do aeroporto, com toda certeza eu usaria o acessório e antes que alguém critique, mantenho um relacionamento de muito amor e afeto com meus filhos e quanto às regras tenho certeza que faço o meu melhor, agora, por mais que você converce e oriente é impossível evitar que duas crianças, curiosas, cheias de saúde e disposição (graças à Deus) não Se interesse por algo diferente que possa ver e se afaste de você, principalmente em locais cheios de "novidades". Acho que em situações específicas o acessório é muito bem vindo sim. Claro que como tudo na vida, nesse caso também o bom senso deve ser usado.