sábado, 5 de março de 2011

Quem não vive pra servir, não serve pra viver.

Dei uma sumida aqui do blog novamente. Dessa vez, além da correria habitual, ainda tive um grande susto. Minha querida tia Eneyda, que é minha segunda mãe, passou mal e foi para o hospital. Assim  que eu soube, corri pra lá. 

Foram dias puxados porque ela passou quase 48 horas "internada" na emergência por falta de leito. Ela estava no melhor hospital particular daqui, Claudio estava de plantão lá e mesmo assim foi uma novela simplesmente porque os hospitais estão super lotados de virose e dengue. Durante o dia eu ficava "de plantão" ao lado dela, em pé porque, como na emergência não é permitido acompanhante, não tem nem um banquinho pra gente se encostar.

Mas depois de uma espera cansativa, conseguimos o leito pra ela. Graças à Deus ela agora está se recuperando em um apartamento super confortável.

Em meio a todo esse sufoco, o que mais me chamou atenção foi todo o carinho e atenção dedicados a ela por muita gente. Tia Eneyda é solteira e não tem filhos. Quem socorreu na hora do aperto foi uma vizinha dela que só saiu do hospital depois que eu cheguei (eu só fui avisada do que estava  acontecendo no dia seguinte).

Durante o dia muitas pessoas passaram por lá para vê-la. E nos dias seguintes também. A situação mobilizou todos os sobrinhos, as irmãs, os primos e os amigos que se ofereceram para ajudar no revezamento de acompanhante do hospital, inclusive durante a noite. Foi muito bonito ver todo esse carinho.

Mas tudo isso tem uma razão de ser: tia Eneyda é uma pessoa muito doce, educadíssima e que faz tudo pra ajudar a todo mundo. Ela é delicada no trato com todos e sempre disponível para ajudar a quem estiver precisando. Como ela sempre diz: "quem não vive pra servir, não serve pra viver." E agora, depois de servir a muita gente, está colhendo os frutos, com as pessoas se disponibilizando para serví-la.

Essa é uma lição que vou levar comigo o resto da vida. Quando a gente planta amizade, compaixão e ajuda ao próximo, a gente colhe tudo isso e muito mais na hora da necessidade. Espero poder colocar em prática e ensinar à Julia também.
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Um comentário:

Diana disse...

Não é a toa que a chamo de minha fada madrinha!!! To aqui chorando só em lê teu post! Amo aquela mulher!!!

PS: ME AVISA DA PROXIMA VIU?