quinta-feira, 28 de abril de 2011

Medo de Cachorro

Eu tenho pavor, pânico mesmo de cachorro. Sempre tive não sei bem porque, já que nunca fui mordida, nem mesmo ameaçada de forma mais concreta, além dos meus devaneios medrosos.

Hoje quando estava pegando a Julia na escola, escutei uma gritaria na rua e de repente todo mundo que ía saindo de dentro da escola, entrou correndo e fechou o portão. Um cachorro enorme, rottweiller, se soltou de uma das casas da rua! Imaginem o pânico! Depois eu soube que a mãe de um coleguinha da Julia tinha acabado de colocar o filho no carro quando o cachorro foi pra cima dela. O segurança da escola então conseguiu chamar a atenção do cachorro pra tirar de cima dela, mas foi derrubado várias vezes pela fera.

Com muito custo os donos conseguiram segurar o rottweiller. Graças à Deus ninguém teve nenhum ferimento sério. Mas fico pensando o que poderia ter acontecido........... imagina se um cachorro desses pega uma criança?



Na hora que o cachorro se soltou, era para eu estar do lado de fora da escola, mas graças à Deus (e eu já agradeci muuuuuuito a Ele) cedi ao pedido da Julia de brincar um pouco no parquinho. Eu não sei reagir nesses momentos. Não consigo ficar relaxada em ambiente com cachorro, mesmo que seja um filhotinho, imagina se eu estivesse na rua com a Julia e um rottweiler!

Acho que é necessária uma reflexão dos donos de cachorro em geral para não colocar os outros em risco. Vez ou outra aparece na imprensa notícias de pessoas que foram muito machucadas ou mesmo mortas por cachorros assim. Se é pra ter um cachorro desses, que ele seja bem adestrado, bem tratado, que tenha espaço e tempo para correr e que não seja um animal estressado. Que os donos também entendam que as outras pessoas não são obrigadas a conviver com esses animais na rua e que cachorro é animal irracional, portanto não se pode garantir que ele não vá atacar alguém.

Mas além dessas reflexões, fiquei com outra coisa martelando na cabeça: a Julia ficou impressionada com a confusão. Ela veio até em casa falando no cachorro. Eu não quero que ela seja medrosa como eu, porque é muito desconfortável ficar estressada até com filhotinhos, mas também tenho que ensiná-la que com cachorro não se brinca. Falei pra ela que a gente não mexe com cachorro que não conhece, porque o cachorro não pensa e pode morder. Fiz certo? Não sei! Mas apesar de não querer que ela seja medrosa como eu, prefiro que ela seja medrosa do que afoita demais e acabe sendo atacada por uma fera dessas.
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