quinta-feira, 30 de junho de 2011

Psicopatas na pele de pai e mãe

Fiquei sabendo de dois casos que me deixaram chocada: duas crianças se desentendem na escola e os pais de uma ameaçam a outra. Isso mesmo, os pais ameaçam o(a) coleguinha do filho(a). Para mim, são nada mais nada menos que psicopatas.

O primeiro caso já faz um tempo que soube, as crianças deveriam ter por volta de 8 ou 9 anos e uma esbarrou na outra ao se virar. No dia seguinte, o pai do que foi "agredido" invadiu a sala de aula para bater no "agressor". Eu conheço o "agressor" e ele é um doce de menino, incapaz de bater num colega de propósito. E a professora, que presenciou o caso, disse que de fato não foi intencional, ele foi se virar e não viu o colega.

O segundo caso eu soube fim de semana passado: em uma reunião de pais, a mãe de um colega foi falar com a mãe do outro, perguntando o que estava acontecendo que o colega todo dia batia no filho dela. A mãe do suposto "agressor" disse que estranhava muito essa informação pois a escola não tinha passado nada a esse respeito pra ela e a escola sempre passava tudo. A mãe da criança "agredida" então disse que o marido dela já estava ficando irritado com a situação e que estava vendo a hora ele "pegar" o filho da outra como já havia feito com um outro coleguinha. A idade das crianças: 6 anos.

Imagem retirada de thebagsblog.blogspot.com

Eu fiz uma cara de espanto, sem acreditar no que estava ouvindo. Como é que uma mãe ameaça outra criança e ainda diz com todas as letras que o marido dela vai "pegar" a criança?! Isso é covardia no mais alto grau além de uma total falta de senso. O resumo da história é que a criança "agredida" estava mentindo e não é a primeira vez que faz isso. Sinceramente, se fosse com a Julia, o mínimo que eu faria era um B.O. e corria o grande risco de eu meter a mão na cara do desgraçado.Eu não bato na minha filha e não admito que ninguém bata. Pra bater nela tem que bater em mim primeiro. E, se bater em mim, apanha porque eu não sou de levar desaforo pra casa.

Feito o meu desabafo, passada a raiva (na hora eu tive vontade de tomar as dores e ir "peitar" o cara), eu fico impressionada como as pessoas não entendem que faz parte do desenvolvimento das crianças brigar, bater, morder, apanhar, ser mordido........... não estou falando de bullying, isso é outra coisa, mas de intercorrências normais no dia-a-dia das crianças. Elas devem se resolver (a não ser que haja uma grande diferença de idade, porque aí entra a questão força) e os adultos não devem ficar tomando as dores por qualquer coisinha. Claro que se isso se torna algo repetitivo, se uma criança sempre bate ou morde a outra, aí sim tem que se tomar providências. Junto aos responsáveis.

Jamais chegar numa criança ameaçando.  Se for na escola, uma boa conversa com a professora e com a coordenação deve resolver o caso. Se necessário conversar até com o pai e com a mãe, mas nunca, nunca mesmo, ameaçar ou agredir a criança, é uma questão de bom senso. Será que isso é tão difícil assim de entender?
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terça-feira, 28 de junho de 2011

Amigos???? Que amigos????

Ontem vinha no fim da tarde com a Julia no carro, voltando pra casa, quando ela começou a conversar. Eu não estava entendendo o que ela estava falando e perguntei o que era. "Não é com você, mamãe, eu estou conversando." E aí eu comecei a questionar:

- Conversando com quem?
- Com  meus amigos....
- Que amigos?
- O Artur e o Mateus.
- O Artur e o Mateus da sua turminha (da escola)?
- Não!
- Ah, é outro Artur e outro Mateus?
- É....
- De onde eles são?
- De bem longe.........
- Eles estudam na sua escola?
- Não.
- Qual o nome da escola deles?
- Natal

Daí por diante eu mudei de assunto........... Será que minha baixinha arranjou amigos imaginários???? Fui ler um pouco sobre o assunto e vi que além de normal (isso eu já sabia), é desejável que a criança tenha amigos imaginários.

Imagem retirada de: maringa.odiario.com

 No site da Super Interssante encontrei o seguinte:

Para os pais, flagrar o filho no meio de um "monólogo exterior" pode surpreender, mas os especialistas garantem: é normal, saudável e aconselhável. Inclusive, Roberto Andersen, educador brasileiro membro da Academia de Ciências de Nova York, adverte que limitar a imaginação (o que inclui dizer "acabou esse tal de amigo imaginário!") é um incentivo ao déficit de atenção, déficit de cognição e memória parcial. Se você achou a opinião de Roberto muito radical, saiba que Freud, pai da psicanálise, e Piaget, papa da pedagogia, também defendiam que, por via das dúvidas, era melhor que o companheiro invisível participasse do jantar.

Tanto amigos particulares quanto aqueles mais coletivos, como Papai Noel, Coelho da Páscoa e vampiros, ajudam no desenvolvimento mental. Essa fantasia ajuda a capacidade de abstração, o que vai trazer benefícios em futuros boletins. Uma pessoa condicionada a acreditar somente no que enxerga sente mais dificuldade para entender o que é um átomo ou uma raiz quadrada, por exemplo.


Além de defender que 2 entre 3 crianças têm amizades imaginárias, Marjorie Taylor sugere que, por confrontarem constantemente suas opiniões com a do
amigo, sacam mais cedo que as outras pessoas têm crenças, desejos e intenções próprias. Outros cientistas descobriram que crianças de 4 a 8 anos que têm amigos imaginários produzem frases mais complexas do que as que não têm.

No O Globo encontrei algumas observações sobre como lidar com o assunto:

O que fazer
- Os pais podem participar da brincadeira, quando forem solicitados. Procure tratar com naturalidade e seriedade essa manifestação da brincadeira infantil, respeitando o espaço dado pela criança para que outros a compartilhem.
- Fique atenta à natureza dos conteúdos explicitados pela criança nas conversas com seu amigo imaginário. É uma forma de identificar sentimentos importantes e, dessa maneira, compreendê-la e ajudá-la.
- Caso seu filho a coloque na "conversa", aproveite para perguntar ao amigo imaginário sobre o que ele gosta, não gosta, se tem medo de alguma coisa. É muito provável que seu filho responda no lugar dele, dando chances a você de entender melhor como ele se sente.
- E atenção: Não deixe seus filhos mais velhos ou algum parente ridicularizarem a brincadeira, na frente da criança.
- A situação é considerada preocupante quando o coleguinha invisível passa a criar algum problema na família ou sofrimento real para a criança. E se continuar quando seu filho já estiver maior. Segundo Elizabeth Perez, "esse tipo de brincadeira se estende por um tempo, até que já não faz mais o mesmo sentido, por volta dos 6, 7 anos, e a criança pode utilizar-se de outros recursos e formas de manisfestar-se". Em caso de dúvida, converse com o pediatra e com um profissional especializado, como o psicólogo. 

Dicas importante
- Nunca "converse" com o coleguinha invisível sem seu filho tê-la chamado à conversa. Aceite a fantasia, mas não a estimule.
- Nada de usar o amigo imaginário para fazer barganhas ou como apoio para conseguir alguma coisa de seu filho, como dormir na hora certa, comer tudinho, lavar os dentes e outras atividades que ele normalmente cria dificuldades para fazer. 

É hora de procurar ajuda quando...
- Seu filho, mesmo estando em grupo, no colégio, na pracinha ou no clube, continuar brincando sozinho, ou melhor, com o amigo imaginário. Ou seja, quando a brincadeira começa a ocupar intensamente o imaginário da criança, não dando lugar para o estabelecimento de outras atividades, brincadeiras e relações interpessoais.
- O amigo imaginário começa a assumir proporções fantasmáticas, invertendo sua posição no imaginário da criança, passando a amedrontá-la e controlá-la, trazendo sofrimento para ela e sua família.
- A criança achar que tem os mesmos superpoderes do amigo imaginário e se colocar em situações de risco real.
- Ela maltratar outras crianças e animais domésticos, colocando a culpa no personagem do faz-de-conta.

Bem-vindos Artur e Mateus! 
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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Julia na missa

Outro dia falei aqui  que quero que a Julia tenha uma relação legal, de intimidade com Deus. Ela já tinha ido à missa algumas vezes, mas era muito pequena. Ontem resolvi levá-la, aproveitando a carona da minha sogra e da minha cunhada.

Eu já estava preparada para passar a missa andando atrás dela ou pedindo pra ela ficar caladinha, mas me surpreendi e muito. Eu perguntei primeiro se ela queria ir para a casa do Papai do Céu com a vovoinha e a tia Kika porque, como são companhias que ela gosta, seria mais fácil topar. 

Ela chegou lá e perguntou logo onde estava o Papai do Céu e se Ele falava. Eu expliquei que Ele falava sim, mas que de uma forma diferente, que Ele falava dentro do coração de cada um. Sei que ela não deve ter entendido nada, mas não podia dizer "sim, Ele fala" e ela ficar esperando ouvir a voz ou achar que o padre era Deus. E também não podia dizer que Ele não fala, quando na verdade ele "fala" pelo coração da gente.

Imagem retirada de: resgategrupodejovens.blogspot.com
Quando a missa começou ela perguntou quem estava falando e eu respondi que era o padre, que ele é muito amigo de Jesus e da vovó Tetê (minha tia que é freira e que de fato é amiga do padre que estava celebrando). Ela então disse que queria ver o padre e nós fomos lá pra frente. Curiosidade satisfeita, ela pediu pra voltar pro lugar dela. Daí pra frente, ela ficou prestando atenção no que acontecia: quando todos se levantavam ela levantava também e quando todos sentavam ela também sentava. Na hora da homilia dei uns adesivos pra ela colar num brinquedo e ela ficou tranquila.

Mas o que me surpreendeu mesmo foi na hora da Consagração: Kika, D. Angela e eu ficamos de pé mas as pessoas que estavam na fileira à nossa frente se ajoelharam. Julia então se ajoelhou, ajeitou o vestido e colocou as mãozinhas em posição de oração, em total respeito e concentração no que estava acontecendo. Eu quase caio pra trás quando vi e D. Angela não conteve o riso. Era a coisa mais linda ver aquela menininha na maior pureza em comunhão com o que estava acontecendo ao redor. Eu fiquei abismada!

A única hora que ela não quis participar foi na hora do Pai Nosso, mas acho que ela já estava cansada. Na hora da comunhão ela ficou super atenta, observando tudo, esticava até o pescocinho (ainda bem que não me perguntou o que as pessoas estavam "comendo"). No final ainda cantaram os parabéns pros aniversariantes e aí ela curtiu bastante. Já disse que semana que vem quer ir de novo! Vamos ver se o hábito de ir à missa vai se instalar...... quem sabe ela não leva o pai????
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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Medo de dentista

Hoje levei Julia pela primeira vez ao dentista........... sim, demorei pra caramba pra levar (não aconselho ninguém a fazer o que eu fiz, quanto mais demora a primeira vez, mais difícil fica), mas hoje finalmente ela foi. Tentei prepará-la para essa consulta mas não sei porque ela sempre teve rejeição à idéia. Expliquei o que iria acontecer e sempre falava com muita empolgação que iria levá-la para tia Grace (que é um doce e mega competente, foi minha professora, embora não pareça) e que o Artur (primo dela) ía sempre e gostava muito.

Eu percebi que no caminho ela já estava tensa. Quando nós chegamos ela me perguntou: "é aqui, mamãe, a tia Grace?" Ela nunca tinha me feito esse tipo de pergunta. Ficamos na sala de espera brincando e quando a paciente que estava no consultório saiu, Julia me perguntou umas 5 vezes se era a nossa vez. Nem sabia que ela tinha essa noção de que quando a outra criança saísse ela entraria......

Apesar do medo, ela entrou numa boa, se comportou, sentou na cadeira sem dar um pingo de trabalho, deixou examinar, fez a profilaxia........... mas está com mancha branca............. fiquei arrasada! E pra completar tem hipoplasia num molarzinho decíduo...... ô Jesus, repetindo minha história............ 

Ela estava achando o máximo os óculos que a tia Grace deu pra ela usar  

Fazendo a profilaxia
Ela deveria ter aplicado verniz com flúor mas não deixou..... tudo bem, melhor não forçar. Vou ficar aplicando flúor diariamente. Minha marcação na escovação dela vai ter que ser cerrada (e eu já comentei aqui que ela dá trabalho, quer escovar sozinha, não me deixa escovar direito). 

Saí de lá conversando com ela e falando que a tia Grace disse que a mamãe tem que escovar bem direitinho (ela agora adora essa expressão) os dentinhos da Julia e que depois de um tempo a gente vai voltar de novo lá pra tia Grace ver se os dentinhos estão bem escovados. Sabem o que ela falou??? "Eu não quero voltar na tia Grace". E é porque saiu de lá dando beijinho e tudo. Queria saber de onde vem esse medo, já que nunca, mas nunca mesmo, fizemos qualquer menção negativa à dentista ou médico aqui em casa (até porque seria dar um tiro no pé, né?).

Sei que ela ficou impressionada com o dia em que o Claudio drenou o abscesso dela. Ela inclusive faz igualzinho com as bonecas dela. Mas também ela fala que ficou boa porque o papai cuidou do "dodói" dela. E além disso, a rejeição dela em ir pra dentista é anterior ao episódio do abscesso. Então lá vou eu trabalhar ainda mais isso com ela, vou brincar de boneca no dentista pra ver se ela acaba com esse medo e encara de forma mais tranquila. Mais um serviço difícil................... vida de mãe, né?
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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Tem horas em que é melhor obedecer........

Já cheguei à conclusão que com a Julia tem horas que é melhor não discutir. Ela aprende mais com os erros e também eu me poupo de choros e explicações infindáveis, então (quando dá, obviamente) eu me abstenho de argumentar e deixo ela aprender com o erro.

Ontem tive uma dessas oportunidades. Ela me pediu leite com chocolate e completou: "sem água". Agora deu pra implicar quando me vê colocando água na mamadeira (mas como preparar leite em pó sem água?). Aí eu disse que sem água não dava certo. Ela insistiu que queria sem água e eu concordei, mas fui pra cozinha com a intenção de fazer exatamente como eu sempre faço.

Acontece que meu plano não deu certo, porque ela foi atrás de mim pra conferir se eu não ía mesmo colocar água............. fora o desaforo, eu achei o máximo a esperteza dela! Como ela estava na cozinha e eu não queria discutir, fiz exatamente o que ela pediu: leite sem chocolate. Peguei a mamadeira, coloquei as medidas do leite, a medida do chocolate, fechei e entreguei na mão dela.

Ela foi pro sofá, deitou e tentou de todo jeito tomar. Sacudia a mamadeira, mordia o bico........ pediu minha ajuda............ mas obviamente nada deu jeito. Eu então falei que se ela quisesse eu colocaria água e ela iria conseguir tomar.

tentando "beber" o pó

Fiquei super orgulhosa porque ela não deu o braço a torcer, continuou tentando até esgotar todas as possibilidades! Depois de uns 5 minutos (que na idade dela é uma eternidade) ela finalmente se convenceu (soube perceber que não adiantava insistir), me pediu pra colocar água e tomou o leite todinho. Sem choro, sem discursão!
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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Viva São João!

Eu sempre amei festa de São João, adoro o colorido das bandeirinhas, as comidas típicas...... mas há anos não curto uma. Pra não dizer que não curto, tenho ido às festinhas da Julia na escola, mas aí é só como espectadora.

Mas, apesar de não dançar na festinha da escola, como toda boa mãe coruja, adooooooooooooooooooro ver a performance da minha baixinha! Abaixo a apresentação desse ano. Ela ensaiou muito pouco porque faltou aula uma semana inteira por conta do abscesso e também porque como estou de férias, tenho aproveitado pra ficar com ela em casa.  Aí na filmagem, ela é a segunda criança da direita para a esquerda, de vestido azul e amarelo com laços vermelhos. Dêem um desconto na qualidade da filmagem, foi feita na máquina  fotográfica....


Fez bem direitinho, né? Ela sempre dança, nunca chorou, gosta de palco mesmo! E a mamãe orgulhosa fica na platéia, aplaudindo e sorrindo!
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segunda-feira, 20 de junho de 2011

As gratas surpresas da vida

A vida da gente traz muitas vezes gratas surpresas, né? Quando a gente menos espera acontece algo super legal que faz toda a diferença.

Esse fim de semana fomos para Guaramiranga. Claudio, Julia e eu somente, para nos curtirmos. Chegamos na sexta no fim da tarde, descansamos e à noite fomos para a pracinha. No dia seguinte, vimos que não éramos os únicos com criança na pousada e após o café da manhã nos aproximamos de um casal que estava com a filha mais ou menos da idade da Julia para que ela brincasse um pouco na pousada antes da gente sair para onde tínhamos programado.

O que a gente não sabia é que, o que estávamos supondo que fosse ser uma brincadeirinha de meia hora, iria se transformar num final de semana maravilhoso! Além da Julia ter se dado muito bem com a Isabella (a menininha  em questão), Claudio se afinou logo com o Alexandre (pai dela) e teve um companheiro pra cerveja, panelada, sinuca e pescaria o fim de semana inteiro! Eu como sou meio tímida, demorei um pouco pra me chegar na Regina (mãe da Isabella) mas quando começamos a conversar vimos que temos muita afinidade.


Ficamos as duas famílias curtindo o fim de semana na serra, fizemos programas maravilhosos. Julia adorou a companhia da Isabella e vice-versa. É bom fazer programas com casais com filhos da mesma idade porque o ritmo é o mesmo. Foram muitas gargalhadas, muitos momentos maravilhosos compartilhados!

Regina, Alexandre e Isabella, adoramos conhecer vocês! E que nossa amizade não fique só na serra! Conhecer vocês foi sem dúvida uma das gratas surpresas que a vida nos deu!
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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Deus...

À noite, antes de dormir, sempre convido a Julia a conversar com o Papai do Céu para agradecer o dia. Na verdade faço uma oração curtinha com ela. Ontem ela se recusou a fazer, disse que "só amanhã". Aí fui conversar com ela que era legal conversar todo dia com o Papai do Céu para agradecer tudo de bom que a gente tem, que muitas crianças não têm papai nem mamãe, não têm uma casa pra morar, não têm uma escola legal como dela e nem brinquedos para brincar. Mas ela continuou irredutível, não queria e pronto!

Aí fiquei me perguntando: como fazer uma criança de 3 anos entender o que é Deus? Como fazê-la compreender e crer no que não se pode tocar ou ver? Como fazer a Julia entender que nossa vida é assim graças a um Deus que nos ama? 

Sinceramente, esse é mais um assunto que me deixa perdida. Eu fui criada dentro da religião católica. Hoje em dia estou afastada mas até quero voltar a frequentar a igreja. Mas a questão não é essa, vai além. Conheço muita gente, mas muita gente mesmo que tinha por obrigação ir à missa e hoje em dia não passa nem perto (Claudio e eu estamos nesse grupo). Conheço também muita gente que frequenta a igreja e que passou da porta, esquece o "amai-vos uns aos outros como eu vos amei". Conheço crianças que sabem os nomes dos 12 apóstolos decorados mas que não vivenciam o amor de Deus dentro de casa. Não é nada disso que quero pra Julia. Pretendo levá-la à igreja sim, mas não quero que ela se torne uma pessoa que vai por hábito ou convenção social ou que saiba as passagens da Bíblia decoradas, mas que saia dali e deixe tudo pra trás, não coloque em prática os ensinamentos.


O que quero pra Julia é que ela tenha uma relação de intimidade com Deus, que saiba que nele está a fortaleza e que ela coloque em prática os ensinamentos dele........... mas como começar a dar essa noção a ela? Quanto ela já tem condições de entender? Se eu mesma vacilo na fé, como passar isso pra ela? Ai, ai, ai...... mais uma tarefa difícil........... vida de mãe, né?
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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Tirando mofo de toalhas de banho

Nessas minha férias de cinderela ao contrário (deixei o "glamour" da profissão pra virar dona de casa por 30 dias), tenho tido a oportunidade de aprender algumas coisinhas. Algumas beeeeem básicas como fazer arroz e feijão (eu confesso, eu não sabia, mas eu já contei aquiaqui e aqui que o Claudio é que era o "dono de casa").

Tenho até "me garantido". Ontem mesmo fiz o almoço todinho e foi devidamente aprovado pelo Claudio. Julia também já comeu minha comida e gostou o que me deu um grande alívio porque quando ela era bebê ela não comia as sopinhas que eu fazia nem por decreto!

Tadinha, comer minha sopinha era tortura pra ela e pra mim....
O fato é que a dor ensina a gemer e realmente chegou num ponto em que eu tinha que aprender a cozinhar. Devagarzinho eu vou aprendendo novidades, testando receitas............ vamos ver se eu pego gosto pela coisa (tomara!).

Mas não tenho aprendido somente a cozinhar não! Afinal, não só de cozinha se faz uma dona de casa prendada! Na verdade, no dia em que descobri como tirar cheiro de xixi de sofá, descobri também que o viangre tem mil e uma utilidades. Uma delas é tirar mofo de toalhas de banho.

Para isso basta colocar a toalha de molho em água morna (2 partes) com vinagre (1 parte). Mas, eu li também que leite fervendo tira mofo de toalha de banho. Como a Julia estava com uma toalha perdida por conta do mofo, resolvi testar. As duas dicas. De uma vez só! 



Dá pra imaginar o cheiro que ficou na toalha???? Depois de lavada duas vezes ainda estava fedendo a leite azedo........ mas depois da terceira lavagem ficou cheirosinha de novo e o mofo não saiu todo mas melhorou consideravelmente. Talvez, se eu fizesse novamente o processo (mas aí um de cada vez), o mofo saísse todinho. Mas, minha dúvida é: vale à pena???? Tempo e dinheiro, né?
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terça-feira, 14 de junho de 2011

Sorteio!

Minha amiga Sarah está com um sorteio maravilhoso no blog (Uma Overdose de Esmalte) dela: é o sorteio das coleções Garota da Capa (avon) e Fórmula Secreta (colorama).



Serão dois ganhadores e cada um ganhará as duas coleções! Eu já estou participando (doida pra ganhar)!

Quem quiser participar, clica aqui!!!!! Um luxo só!!!!!!!
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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Dia dos Namorados............ à três!

O Dia dos Namorados foi à três na Minha Casinha Feliz. Não podia ser diferente porque aonde vamos levamos nossa pequena. Além disso ela faz questão de dizer que é "namolada do papai" e inclusive está com mania de chamá-lo de "meu amor". Concorrência dentro de casa é osso, né?

Na verdade, a data do Dia dos Namorados nunca foi de muita comemoração pra gente não. Tivemos algumas comemorações muito legais, mas a gente se liga mais no nosso aniversário de casamento. Também detestamos ir pra canto lotado, então sair no dia dos namorados é um programa de índio pra gente....

Mas, apesar de ser super desligado, Claudio hoje me surpreendeu! Ele deu 24hs de plantão no sábado e ontem de manhã, antes de ir pra casa, passou pra comprar umas rosas  pra mim! Achei muito lindo o gesto dele porque sei o quanto ele estava cansado, doido pra chegar em casa! Me tocou mesmo. Foi engraçado porque quando ele chegou em casa me ligou pra eu abrir a porta (ele estava sem chave e sem o controle do alarme), eu levantei de olhos fechados (tinha dormido super mal à noite) e nem vi o que ele estava trazendo. Quando eu entendi até arregalei os olhos! E ainda tinha um cartãozinho com uma declaração de amor linda!


O resto do dia passamos dormindo............ foi o dia todo pra colocar o sono em dia........ até a Julia entrou na onda porque também não tinha dormido bem à noite (ela foi responsável por metade da minha noite ruim de sono). Dormimos no sofá mesmo.......... domingo preguiçoso, gostoso e sem compromisso!

À noite saímos com intenção de comer uma pizza........... tudo estava suuuuuuuuuuuuper lotado! Aí fomos pra Villa Rios, fazia tempo que a gente não ía lá. Eu que já tinha gostado (comentei aqui), me surpreendi mais ainda! Eles reformaram e ficou ainda melhor. O parquinho agora tem mais opções de brinquedos e uma monitora e, apesar do restaurante estar bem cheio, o serviço não deixou a desejar. Com certeza vamos comer lá com mais frequência porque a gente conseguiu conversar tranquilamente num ambiente gostoso enquanto a Julia se divertia. É um bom local pra ir com crianças. E foi uma ótima escolha pra comemorar o Dia dos Namorados à três!
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sexta-feira, 10 de junho de 2011

Coração de mãe sofre........

Coração de mãe sofre........... e muito! Ver um filho doente é um martírio. A Julia, graças à Deus, é muito saudável. Mas (sempre tem o 'mas') ela tem uma facilidade enorme de ter abscessos na pele......... basta uma picada de inseto ou uma feridinha..... tudo, tudo mesmo vira um abscesso nela.

Eu já tenho sofrido com isso mas dessa vez foi demais. Ela estava com um abscesso super "bem criado". Além de grande, deu febre nela (que não baixava facilmente com antitérmico) e ela estava mega incomodada. Então Claudio achou melhor levar pro hospital pra drenar. Dureza ver a bichinha se arrumando pensando que ía passear. Mas eu não quis dizer logo pra ela para evitar que ela ficasse sofrendo por antecedência. Conversamos com ela no carro, quando já estávamos chegando ao hospital.

Ela entrou no hospital tranquila, no meu colo. Depois passou pro colo do pai, deitou na mesa numa boa, sem chorar, sem querer levantar. Ficou conversando com os colegas do Claudio que estavam lá também, contou como ela fez o "dodói"....... só chorou quando o Claudio começou o procedimento, mas não deu escândalo nem se debateu. Fiquei super orgulhosa da minha pequena. Acho que foi porque a gente conversou com ela e explicou que era pra ela ficar boa e também porque foi o pai quem fez a drenagem. E, claro, a promessa de um brinquedo novo pra dar uma forcinha.

Mas doeu muito e fundo no meu coração ver a Julia tendo que se submeter a isso....... preferia mil vezes que fosse em mim...... e ainda tive que fazer cara de forte e ajudar a segurá-la, até porque nessas horas prefiro que eu mesma fique segurando pra dar mais força pra ela e ela não fica com sensação de abandono. Mas é difícil, difícil demais deixar o coração trancado na gaveta em casa pra ver esse tipo de cena. Imagino para o Claudio como deve ter sido ainda mais difícil escutar o choro dela e ter que continuar fazendo...... fiquei muito orgulhosa dele pois ele foi rápido e preciso pra ela sofrer o mínimo possível.



Mas ela é tão boazinha que logo que terminou parou o choro, ainda saiu dando tchau pra todo mundo. Depois ficamos na recepção do hospital conversando um pouco enquanto terminavam de autorizar o procedimento pelo plano de saúde e ela ficou numa boa, no colo do pai. Chegou em casa e ficou vendo filme da Barbie com a gente e hoje de manhã quando acordou perguntou logo pelo pai e disse: "ele cuidou de mim, mãe!"

Mas apesar de sofrido, foi um alívio para nós 3........... a dor dela diminuiu e muito! Tomara que fique boa logo para meu coração sossegar............. vida de mãe, né?
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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Aprendendo a lidar com dinheiro

Coisa difícil é lidar com dinheiro. Economizar quando a gente vê tanta coisa linda pra comprar é dureza. E pior que agora não precisamos nem sair de casa, os produtos invadem nossa casa pela internet, fácil demais comprar, só clicar!

Eu não me considero uma pessoa consumista, acho que sou relativamente controlada (mão de vaca, na verdade), mas confesso que acho difícil me planejar, guardar dinheiro com um objetivo....... nesse quesito acho que o Claudio dá de 10 a zero em mim, apesar de achar que ele é mais consumista. Aparentemente é uma contradição, mas é que ele tem mais desejos por bem materiais caros (agora mesmo só fala em trocar de carro), gosta de novidades eletrônicas mas por outro lado ele consegue ver longe e se planejar. Sempre tem dinheiro "embaixo do colchão".

No final, como dupla, acho que nós fazemos direitinho, temos um equilíbrio. Essa é a parte fácil, a parte difícil é ensinar isso à Julia.

Ensinar a economizar, a dar o devido valor ao dinheiro (nem mais nem menos do que ele merece), ensinar a não ser consumista............... eita que é tarefa demais! No mundo consumista em que vivemos, a gente acaba se contaminando, seduzidos pelas propagandas e pela facilidade em comprar, até sem sair de casa... agora imagina isso em cima das crianças! E os canais de programação infantil tem propaganda demais! A Julia às vezes para o que está fazendo para ver determinadas propagandas. Até agora ela não tem pedido os  brinquedos que vê na tv, mas acho que é porque ela ainda não entendeu que se pode comprar (no sentido que estão à disposição, desde que se tenha dinheiro) e eu evito andar em loja de brinquedos com ela. O que ela pede é pra ir ao Beach Park porque ela já entendeu que é possível pra ela.

Mas fico preocupada em como ensiná-la a ter uma relação saudável com o dinheiro. Com certeza ela vai ter uma mesada quando estiver um pouquinho maior e entender o conceito de dinheiro. No fim de semana ela ganhou um cofrinho da minha sogra e passa o tempo pedindo dinheiro a todo mundo.....rsrsrsrsrs........ mas por enquanto vou dando moedinhas já que ela está curtindo sentir o porquinho mais pesado e adora colocar dinheiro dentro dele. Quando estiver cheio vamos quebrar e levá-la para gastar como quiser (e o dinheiro der).



Outro dia o Claudio me mandou por email um texto da Icatu sobre dicas para educação financeira para crianças. 

Crianças e Finanças 

Quando se trata de crianças e finanças, a questão não é só a mudança no orçamento doméstico, mas também como ensiná-las a lidar com dinheiro. Este talvez seja o maior legado para seus filhos, pois de nada adianta deixar uma grande soma de herança se eles não souberem administrar o que receberam.

Bê-a-bá sobre finanças para crianças:

1- Gaste dinheiro só depois que recebeu.
Parece simples, mas criar seu filho com este conceito muito bem estabelecido vai ajudá-lo a ser um adulto sem dívidas.

2- Considere uma mesada.
Quando as demandas por compras aumentarem, seja por brinquedos, roupas, tênis ou saídas com os amigos, é hora de seus filhos começarem a pensar no próprio orçamento. Estipule uma mesada e dê conselhos sobre poupança para que eles façam as próprias escolhas de consumo e planejem compras de valor mais alto no futuro, mas nunca com mais dinheiro.

3- Não faça dessa conversa um tabu.
Educação financeira é como escovar os dentes, quanto antes seu filho aprender a lidar com dinheiro, mais cedo se tornará um hábito. Converse sobre receitas e despesas sem cerimônia.

4- Não é preciso ter muito dinheiro para ensinar seus filhos sobre investimentos
O dinheiro tem um valor no tempo, por isso, não basta guardar dinheiro. É preciso saber investir seus recursos de forma que eles não percam seu poder de compra. O conceito do investimento em ações, quando você é sócio de uma empresa, e o de poupança são fáceis de entender por uma criança.

5- Em algum momento você terá que dizer aos seus filhos que o banco “papai” fechou.
Haverá um momento em que seu filho precisará cuidar do próprio sustento. Será bom para ele e também para você, que precisará ter foco na aposentadoria que já estará mais próxima quando seu filho for adulto.

Mas para fazer tudo isso que está dito acima, primeiro temos que nos educar, né?
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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Medo do Não

O medo do não é um assunto bastante discutido. Muitos, mas muitos pais mesmo tem medo de dar não a seus filhos e sinceramente, mesmo aqueles que são bem resolvidos e impõem os limites necessários, vez ou outra vacilam pra dar não........

É difícil demais dar limites, é difícil demais dar uma negativa quando eles pedem com aquela carinha linda que nos diz que terem o que querem naquele momento é a garantia de felicidade eterna deles. Sim, as crianças fazem isso, elas são mestras em manipular os adultos, principalmente pai e mãe, e se encontram uma brecha...........

E como se não bastasse o medo de dar negativas aos filhos, agora também existe uma corrente de pensamento que é contra o uso da palavra NÃO nas conversas com as crianças. Argumentam que além de banalizar o não, a ênfase é justamente naquilo que não se quer que a criança faça/tenha/pegue/mexa.

Eu confesso que quando comecei a dar as principais negativas pra Julia, me deixei influenciar por esse tipo de pensamento, mas minha vida estava ficando difícil demais. Eu tinha que rapidamente raciocinar se era permitido ou não, o porquê de ser ou não permitido e ainda por cima arrumar uma forma de dar a negativa sem usar o não............ é demais pra minha cabeça!

Sinceramente, melhor facilitar. Além disso, penso que não é bom transformar o não em um tabu porque por mais que nós pais e mães tentemos evitá-lo de forma direta, a vida não tem pena e dá seus NÃOS bem redondos e de forma nada suave.


Agora, com a Julia não é não. Eu costumo explicar a razão do não, mas não fico me matando procurando um jeito de poupá-la dessa palavra. Afinal, é isso mesmo, uma palavra, e a Julia vai ter que aprender a lidar com ela! Melhor aprender em casa, né?
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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Férias........

Finalmente estou de férias! A última vez que me desliguei mesmo do trabalho foi na licença maternidade da Julia. Depois disso tirei 15 dias dos 45 que eu tinha por tirar quando eu estava na transição de uma empresa para outra, mas fiquei trabalhando em banco de horas para passar o trabalho para a amiga que ficou no meu lugar. Desses 15 dias eu só devo ter ficado sem trabalhar uns 3, mas usei  pra resolver umas pendências pessoais, ou seja, nada de descanso!

Eu estava muito cansada, muito mesmo, a ponto de interferir na minha produtividade. Estava trabalhando de 9 a10 horas por dia sem horário de almoço (alguém avisa aí que a Abolição foi em 13 de maio de 1888, por favor!). Agora vou aproveitar pra colocar algumas coisas em ordem, começando pela casa.



Hoje, primeiro dia de férias, fiz uma mega faxina na despensa! Limpei tudo, arrumei tudo e está muito melhor! E minha férias vão ser mais ou menos assim, até porque Claudio está trabalhando, então não poderemos viajar. Mas não acho ruim não, acho que organizar umas coisas em casa vai me ajudar a descansar a mente, fora que melhora o astral da casa! Bom, vamos ver até quando vou aguentar ficar de Amélia durante as férias. Ah, mas tenho um projeto muito importante para esse período: aprender a cozinhar (mas não contem pro Claudio, é segredo)! Depois venho contar minhas experiências culinárias!
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