sexta-feira, 29 de julho de 2011

Estou me sentindo ludibriada.....

Sim, estou me sentindo ludibriada. Sempre ouvi dizer que meninas são tranquilas, comportadas, obedientes, são umas bonequinhas que se comportam como mocinhas e que meninos são moleques, danados, sapecas, sobem em tudo, mexem em tudo..............

Mas a minha menininha é uma moleca! Ela tem uma energia impressionante e não fica parada um instante. Em casa ela não anda, ela corre. Pra ela, sofá não é um lugar de sentar e sim um pula-pula caseiro (e é porque eu vivo brigando com ela por pular no sofá). Ela sobe em tudo, escala tudo, mexe em tudo e vive se machucando!

Imagem retirada de:
naomordamaca.com

Tem horas que eu penso que vou surtar: ontem, por exemplo, enquanto eu estava tentando me concentrar no trabalho, ela levou um escorregão e um tombo no chão que ela molhou enquanto "lavava" a "louça" dela. Eu já tinha dito que não podia ficar descalça e de fato ela foi pra varanda brincar com as chinelas nos pés, mas tirou rapidinho. Caiu de bumbum no chão, chorou um pouco e voltou para a mesma brincadeira........... e eu atrás mandando ela se calçar.........

Mais tarde, ela subiu numa cadeira que eu já tinha avisado várias vezes que não era pra subir. Minha faxineira viu e disse: "Julia, você vai cair." Foi só ela fechar a boca que eu ouvi o choro. Ela caiu e chorou bastante (estava com sono também). Eu peguei no colo, acalentei pra acalmar e levei pro quarto pra ver se ela dormia um pouquinho. Ela se levantou e disse: "mamãe, eu quero pular no sofá". Eu posso com essa criaturinha???

E ontem foi um dia em que ela nos surpreendeu! Na noite anterior ela foi dormir por volta de 10 horas, embora já estivesse com sono há muito tempo (não se entregava) e acordou antes das 7 da manhã. Passou o dia inteiro em atividade intensa (inclusive as que relatei acima) e, já de noite, quando eu pensei que ela fosse capotar de cansaço, ela chega correndo aqui na sala me chamando pra ir passear. De fato, combinamos com minha sogra de dar uma saída e ela foi toda animada. Eu apostei que em 5 minutos ela estaria dormindo no carro mas, apesar de termos rodado bastante, ela ficou o tempo inteiro acordada. Quando chegamos na pizzaria foi direto brincar no parquinho, fez logo amizade e brincou bastante no pula-pula. A "bateria" só "descarregou" lá pras 11 da noite. Às oito da manhã de hoje, ela estava acordadíssima. Onde está o botão "off" dessa criaturinha??? Se alguém souber, por favor me avisa!!!!!!

Claro que como ela estava com sono, em alguns momentos ela ficava extremamente enjoada e irritada, mas não se entregava. Nunca vi lutar tanto contra o sono! Mas quer saber? Cansa, me tira do sério às vezes porque eu não consigo me concentrar no trabalho, mas eu adoro! Adoro ver as molecagens dela, as descobertas, a vivacidade! Adoro ver a energia dela pra encarar o mundo: é sinal de saúde!! E quem ainda acha que meninas são comportadas e calminhas está precisando rever seus conceitos (ou conhecer a Julia).
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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Quando o feitiço vira contra o feiticeiro....

Passei por maus bocados ontem com a Julia. Eu estava trabalhando em casa e ela vendo tv do meu lado mas passava o tempo se mexendo, parecia que estava sentada em cima de formiga, e bateu algumas vezes no meu modem. Eu pedi um monte de vezes pra ela ter cuidado e não bater até que uma hora eu estava sem paciência e avisei que se ela batesse novamente, ficaria sem ver tv até o pai chegar (faltava ainda umas duas horas pra ele chegar em casa). Ela bateu mais uma vez o pé no meu modem e eu desliguei a tv no meio do episódio de Lazy Town. Mas se arrependimento matasse...........

Imagem retirada de: aimeumetabolismo.blogspot.com

Eu tive vontade de voltar atrás no castigo durante todo o tempo em que ele durou. Ela ficou sem tv, mas o castigo maior foi meu. O feitiço virou contra o feiticeiro porque eu desliguei a tv e chamei pra ela sentar no meu colo pra gente conversar e ela não quis mais sair do meu colo. Só que eu estava trabalhando, então tive que ficar com ela no colo e toda torta pra alcançar o computador. Depois que ela resolveu sair do meu colo, foi mexer em tudo e também não parava de falar. E passou o tempo me fazendo perguntas. Imagina ter que se concentrar no que se está fazendo com uma criança de 3 anos insistindo pra saber se eu quero cheirar o repelente ou se ela pode varrer o chão com a vassourinha dela! Haja paciência pra tanta verborragia!!!!!!

E quando ela passou para a fase das brincadeiras potencialmente perigosas? Eu tinha que ficar concentrada no trabalho e de olho nela pra dizer pra parar com a brincadeira! Eu juro que quase surto!!!!

Se eu ligasse a tv, tenho certeza que ela ficaria bem quietinha, até porque estava no horário dos programas que ela mais gosta, mas eu não podia né? Voltar atrás num castigo é sinalizar que ela pode fazer tudo o que quiser porque eu não cumpro mesmo os castigos prometidos, é educar a Julia pra ser um adulto irresponsável e inconsequente. Então, de uma próxima vez, eu tenho que pensar um pouco mais no castigo que vou impor. Enquanto isso, vou arcando com as consequências de uma má escolha que transformou o castigo dela num castigo muito maior pra mim. Fazer o quê, né? Vida de mãe...........
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terça-feira, 26 de julho de 2011

Sorteio! (2)

O Overdose de Esmalte está com um sorteio novo maravilhoso!!!!! São 4 esmaltes lindos de viver da Kiko Milano, uma necessaire perfeita pra guadar esmaltes e afins e um esmalte Blue Poá da Sancion Angel (os dois últimos ítens pra quem for seguidora no blog e no twitter, eu sou!)

Imagem retirada de: overdosedeesmalte.com


Para participar é bem facinho, dá um lida aqui!  Eu já estou participando!
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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Desculpa, mãe.............

"Desculpa, mãe...." essa é, talvez, a mais frequente frase da Julia. E isso me atormenta porque ela sabe como fazer....... a voz é manhosa, chorosa.......

Normalmente ela pede desculpas depois de ter sido chamada atenção e vem me dando um abraço. Eu fico pra morrer com aquela vozinha e com aquele biquinho, mas trato de me lembrar que essa cena acontece depois de eu ter pedido pra ela fazer/não fazer algo por 1 milhão de vezes e ela não ter me atendido....... a consequência é que eu me zango e ela pede desculpas (e muitas vezes volta a fazer o que estava fazendo). E o pior é na maioria das vezes eu me sinto culpada por brigar com ela....... e quando é de forma repetitiva então, eu só falto morrer!

Imagem retirada de: baixaki.com.br

Nós costumamos dizer a ela com frequência que pedir desculpas e voltar a fazer a mesma coisa não adianta, mas parece que as palavras não têm surtido efeito. Eu sei que nessa idade, esse tipo de coisa, eles não assimilam na primeira vez..... mas e na milésima? Já dava pra começar a assimilar, não? Sinceramente, não sei mais como fazê-la entender isso. Porque ela entendeu que quando se faz coisa errada ou quando se magoa alguém, se pede desculpa, mas está usando isso de forma errada............. porque pede desculpas pra gente não brigar ou não colocar de castigo, mas logo depois volta a fazer o que não devia. O pedido de desculpas dela é como o "pedir penico" da minha infância........... mas como ensinar que quando pedimos desculpas estamos reconhecendo nosso erro e assumindo a responsabilidade por suas consequências e nos comprometendo a não repetir mais? Como ensinar que o pedido de desculpas deve surgir de um sentimento maior que é a empatia pelo outro?

Tá, eu sei que a Julia só tem 3 anos, mas acho que desde cedo devo incutir essa percepção nela. Entender que o mundo não gira ao nosso redor e que tudo que fazemos tem consequências (boas e/ou ruins) e que devemos arcar com elas e que temos que ter humildade para reconhecer nossos erros (ufa!), faz parte do pacote de ensinamentos que quero passar pra ela. Fácil? Não, difícil demais, não sei nem por onde começar, mas vou descobrir! Vida de mãe, né?
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sexta-feira, 22 de julho de 2011

Dormindo sozinha na própria cama

Já contei aqui que desmontamos o berço da Julia e que ela queria uma cama rosa. Compramos uma cama branca com a cabeceira rosa e ela ficou toda empolgada com a cama nova e eu toda feliz por finalmente conseguir tirá-la do meu quarto.

Embora eu adore dormir sentindo o cheirinho dela, a noite não é fácil porque ela roda na cama como um ponteiro de relógio e me chuta o tempo todo. Isso sem contar as vezes que fala durante a noite. Eu ando um caco e estou precisando realmente dormir melhor. 

Aproveitamos a empolgação dela em ser "moça" e ter a própria cama rosa, como as princesas, para fazer a transição de forma tranquila. Ela ficou super feliz quando montaram a cama e, ainda hoje, todo mundo que chega aqui em casa ela leva no quarto dela pra mostrar a cama rosa. 

Na primeira noite, coloquei a Julia na cama e ela me deu boa noite e me pediu pra apagar a luz. Eu expliquei que ía pro meu quarto mas que se ela precisasse de mim ela poderia me chamar. Confesso que fui pro quarto orgulhosa dela, mas com o coração apertadíssimo em deixá-la sozinha no outro quarto. Mas não demorou muito, ela me chamou pedindo água. Já fazia um tempo que ela estava com esse costume de beber água à noite, antes de dormir. Pior que fica bebendo de pouquinho, haja paciência!



Levantei, dei água e me deitei. Repeti o processo mais umas 5 vezes até que ela me pediu pra deitar na bicama. Deitei e perguntei se ela estava com medo, a resposta foi imediata: "claro que não, mamãe!"

Achei muito interessante a atitude dela porque sei que ela estava com medo. Ela está nessa fase de ter medo de monstro na hora de dormir, tem medo principalmente do lobo. Mesmo na minha cama, se cobria dos pés à cabeça pro lobo não pegá-la. O bom foi que, por via das dúvidas, ela aproveitou pra me perguntar: "mamãe, aqui no meu quarto não tem lobo, né?" Eu reforcei que não tinha lobo, que eu não deixava o lobo entrar e que estava ali pra protegê-la. Jamais digo que isso não existe, não adianta, melhor eu ser a super heroína que espanta todos os monstros: passa mais tranquilidade e confiança pra ela nessa fase de imaginação muito fértil em que ela ainda não sabe separar o real da fantasia.

Bom, o resultado foi que dormi na bicama, mas dormi super bem porque ela dormiu a noite toda e não me chutou. Também não ficou rodando na cama, parece que entendeu que o espaço é menor. De um lado colocamos grade mas do outro não, se ela cair, cai na bicama. Por incrível que pareça, ela não caiu nenhuma vez até agora. Ainda estou dormindo na bicama, mas já expliquei pra ela que daqui uns dias eu vou ficar com ela até ela adormecer e depois vou para meu quarto e que se ela precisar é só me chamar que eu volto. Na verdade, estou só esperando as aulas recomeçarem para a rotina dela se regularizar porque como ela está indo dormir muito tarde, eu não aguento esperar ela dormir pra ir pra minha cama e acabo dormindo logo na bicama. A vantagem é que tenho esse tempo pra ela se ambientar no quarto dela e também para que eu possa ir cortando o cordão umbilical aos poucos para ser menos traumático pra mim!.
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terça-feira, 19 de julho de 2011

OVERDOSE DE ESMALTE: Minha unha quebrou, e agora?!

Esse post é uma dica mara! Unhas quebradas não mais!

OVERDOSE DE ESMALTE: Minha unha quebrou, e agora?!: "Semana passada uma das minhas unhas quebrou feio! Não foi láaaa no 'toco', até dava pra cortar meeega curtinha.... ( e já estava até na hor..."
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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Mais um fim de semana na serra!

Huummmm adoramos ir pra serra! Friozinho, paisagens bonitas, comida boa........... o Maciço de Baturité é tudo de bom (menos Capistrano, onde trabalhei, ô terra quente e esquecida...... muita gente sofrida).

Infelizmente, depois que a Julia nasceu, não tivemos muitas oportunidades de ir à serra, até porque ano passado Claudio estava fora. Mas esse ano estamos tentando tirar o atraso. Já comentei aqui como foi boa nossa ida mês passado, das amizades que fizemos. Dessa vez nossos queridos amigos não puderam ir e nem minhas cunhadas, então fomos só nós 3 para um passeio muito íntimo e não menos cheio de boas surpresas.

As pousadas que já conhecemos estavam lotadas (férias - detesto lotação de férias) então Claudio foi pesquisar outras pousadas na região e encontrou a Le Rêve. Nós não conhecíamos nem de ouvir falar (ô vergonha!) mas reservamos um chalé lá mesmo. Ela fica na estrada de Mulungu, perto do trevo para Guaramiranga. Fica  a dica de um lugar excelente para se hospedar na serra. Quando nós chegamos, já me chamou atenção a gentileza e a disponibilidade dos funcionários. Sim porque em muitas pousadas os funcionários não são bem treinados ou estão de mal humor trabalhando....... ninguém merece, né? Além disso fiquei encantada com o tamanho do quarto e do banheiro do chalé. A vista não pudemos apreciar logo porque chegamos à noite.

Como estávamos cansados, resolvemos jantar na pousada mesmo. Foi a melhor decisão que tomamos: a cozinha da pousada é simplesmente DIVINA! Nós comemos o filé fundido que é um filé alto com queijo, acompanhado de massa caseira frita. Não sei nem descrever como estava bom! De sobremesa pedimos um crepe de nutella como morangos. A foto é uma maldade:


Só esse jantar já valeu a descoberta do local!!!! Mas a paisagem também é linda. E a serra estava do jeito que a gente gosta: frrriiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!! Fomos ao Tramonto ver o pôr do sol mas não tinha sol! Mesmo assim valeu porque estava bem frio, com neblina e eu tomei o chocolate quente de lá que eu adoro e a Julia ainda se fartou de comer a batatinha chips de lá, é uma delícia!


Na volta ainda pensamos de mais tarde jantar na praça de Guaramiranga, mas a rua principal estava fechada para os carros e um flanelinhas nos falou que nas épocas de muito movimento eles fazem isso para facilitar o trânsito de pessoas. Como nós detestamos lotação (e deu pra imaginar como a praça estaria apinhada de gente), fizemos o "sacrifício" de jantar na pousada novamente. E não nos arrependemos!

No domingo, nosso programa foi o mesmo da vez passada: o Pesqueiro Guaramiranga. Claudio e Julia se divertiram pescando e nós comemos novamente o atolado de carne de sol que é uma delícia!


Adoro passeios assim em família, acho que servem pra fortalecer nossos laços e vínculos. E, com certeza, de fins de semana como esse trazemos na bagagem muito amor e lembranças inesquecíveis!
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terça-feira, 12 de julho de 2011

E aos poucos o bebê dá lugar à criança!

É, estou ficando sem bebê em casa............ primeiro foi a fralda, depois foi a chupeta............ agora foi a vez do berço.

O bercinho tão lindo, que Claudio usou quando bebê, que nós arrumamos com tanto carinho........... foi uma sensação estranha desmontá-lo ontem. Ficamos lembrando de quando montamos, tanta expectativa de vê-la dormindo nele. Tantas vezes, mesmo de madrugada, fiquei em pé ao lado dele, velando o sono da minha bebê. O berço é cheio de boas lembranças!

Essa foto do berço da Julia foi tirada na primeira vez que montamos o enxoval - quanta expectativa!
 
Tudo bem que a Julia não dormia nele há tempos: desde que Claudio foi para Ribeirão Preto ela estava dormindo na cama comigo porque ela começou a acordar um milhão de vezes a noite eu precisava dormir. Mas eu entrava no quarto dela e ele estava ali, indicando que eu tinha um bebê em casa. Agora não tem mais.

No lugar do berço, uma cama. E não é uma mini cama, é uma cama em que eu posso dormir tranquilamente. Ela está super empolgada com a cama nova. Disse que queria uma cama rosa e nós compramos uma branca com a cabeceira rosa pra ela ficar satisfeita. Ela conta pra todo mundo que ganhou uma cama  nova e que vai dormir sozinha no quarto dela.  Vamos ver se vai mesmo, né?
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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Tirando risco de lápis do rosto das bonecas

Lá vem mais uma dica de dona de casa prendada! Estou me superando a cada dia, o que a maternidade não faz com uma pessoa, né? Ainda bem que a mudança é sempre pra melhor!

Bom, dessa vez a "arte" da Julia foi "maquiar" a boneca. Pegou a boneca novinha que ganhou no aniversário e pintou as bochechas com lápis de cor. Eu quase tenho um treco quando vi, ainda mais que eu estava com o sono mega atrasado e minha paciência já tinha ido pro espaço.

Enfim, dei um carão nela, falei que isso não se faz, que eu já falei muitas vezes que a gente só risca papel e que ela ía passar uma semana sem ver a boneca. Peguei álcool e tentei remover os riscos mas foi mesmo que não ter passado nada. Guardei a boneca e deixei o assunto pra lá.

Mais tarde, resolvi pesquisar e encontrei que para tirar risco de caneta em boneca, usa-se vinagre e água. A outra dica que vi foi passar acnase (aquele creme para cravos e espinhas) e deixar a boneca no sol, mas com esse "sol pra cada um" que temos aqui, fiquei com medo de a borracha da boneca ficar esbranquiçada ou ressecar..........

Bom, o rabiscado não era de caneta e sim de lápis de cor mas o que eu teria a perder? E lá fui eu fazer a mistura de vinagre (usei de vinagre de álcool) e água quente e com um chumaço de algodão, esfreguei no rabiscado. E não é que saiu? Olhem aí o antes e o depois:


O efeito colateral é o cheiro de vinagre, mas como já falei aqui, o que tira cheiro de vinagre é água, então passei um pano úmido e a boneca ficou cheirosinha novamente!
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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Brincando de detetive............

Brincar de detetive é a principal brincadeira aqui em casa. O mistério a ser resolvido é sempre o paradeiro de algum objeto, de preferência eletrônico. Julia esconde e Claudio e eu procuramos, feito doidos!

Imagem retirada de:
portaldomaranhao.blogspot.com


Ela está terrível, esconde tudo, mas tudo mesmo. Fora o que ela deixa cair dentro do sofá (o sofá é chaise e aí tem um espaço, quase um buraco negro, quando está aberto ótimo pra Julia deixar cair tudo dentro). Outro dia foi o repelente, a gente ía pra serra e eu fiquei horas procurando. Já tinha pedido pro Claudio comprar outro quando viesse pra casa mas ele esqueceu e, já na hora de sair pra serra, ele teve uma luz e foi certeiro no esconderijo.

Há algumas semanas, Claudio me pediu emprestado a extensão do modem. Eu fui logo onde tinha deixado e era o canto mais limpo. Procurei feito louca, em todos os lugares possíveis (até dentro do sofá) e nada....... Depois de uns dias, encontrei, por acaso, no "bagageiro" da motoca da Julia. Taí um lugarzinho que eu nunca ía procurar! Meu celular vive indo parar nas bolsas da Julia, quando toca eu fico feito barata tonta procurando. No dia que descarregar dentro de uma das bolsas dela é melhor eu comprar outro porque pra eu achar vai demorar, ela tem uma coleção de bolsas e todas vivem cheias de brinquedos dentro.

Agora foi a vez dos controles remotos. Quer coisa mais chata que ter que levantar pra mudar o canal da tv? Quando eu era criança, pelo menos era daqueles botões de girar e eram poucos canais. Agora, além da infinidade de canais, o botão receptor é bem pequenininho, um saco de apertar! Pois eu fiquei dois dias tendo que usar os benditos botõezinhos porque os controles tinham sumido. Procurei em todo canto, Claudio pegou uma lanterna pra enxergar bem dentro do sofá e nada................... Encontramos dentro de uma mochila da Julia (que ela raramente usa), junto com outros cacarecos. Sherlock Holmes e Poirot fariam a festa aqui em casa!
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quarta-feira, 6 de julho de 2011

A difícil arte de impor limites.

Sim, dar limites é uma arte e exige muita paciência e muita segurança no que se está fazendo. Já comentei aqui como é difícil dar Não e acho que é difícil por toda a vida, com filhos pequenos ou grandes. Às vezes eu me pego querendo vacilar nos limites, me pergunto se eu não estou exagerando, se não estou sendo uma mãe muito proibitiva ou se estou repreendendo muito a Julia na ânsia de que ela seja uma criança educada, amável, respeitadora............. acho que todo mundo espera isso dos filhos, né?

E filho assim é lindo........ em comercial de margarina. Na vida real, eles vão ser respondões, mal educados e vão nos fazer passar vergonha. Alguns mais, outros menos, mas todos vão, isso é fato. Aí que entra a questão dos limites.

Julia está numa fase extremamente egocêntrica e respondona, terrível mesmo. No fim de semana passado, fomos saindo de casa e Claudio entregou na mão dela uma garrafinha de água mineral, dizendo que era para eles dois. Já no carro, Claudio pediu a garrafa a ela pra tomar um pouco e ela se recusou a dar, dizendo que era dela. Eita egocentrismo danado! Conversamos com ela, explicamos que é legal dividir, falamos bastante e, como nada resolveu, informamos a ela que nesse dia não teria parquinho (estávamos a caminho do shopping e ela ama o parquinho de lá).

Ela nem se importou, na verdade fez pouco caso do que dissemos. Quando estávamos chegando no shopping, Claudio "me relembrou" em voz alta que ela não iria pro parquinho. Ela primeiro ofereceu água ao pai, numa tentativa de se redimir. Como não resolveu, ela começou a chorar dizendo que iria sim, que nós éramos chatos e que ela iria contar pra tia Kika (agora quando ela contrariada ela ameaça contar pra alguém, ameaça recorrer a uma "instância maior").

Imagem retirada de: educador.brasilescola.com


Claudio então falou que iria contar até 3 para ela parar de chorar e que se ela não parasse, além de não brincar no parquinho, ela também não iria almoçar no shopping e nem passear, voltaríamos pra casa na mesma hora. No 3 ela se calou! Ficou bem mansinha, pediu desculpa e perguntou se iria para o parquinho. Nós desculpamos mas dissemos que ela não iria para o parquinho porque perdeu esse direito, não pelo escândalo, mas sim por negar água ao pai. Ela quis começar o chororô novamente mas nós voltamos a afirmar que iríamos pra casa se ela não parasse de chorar.

Ela parou de chorar, entramos no shopping e quando ela viu o parquinho falou: "olha, o parquinho, eu não vou hoje, né?" Entende que é uma beleza! Mas testa a gente também. Pensam que ela estava conformada? Que nada! Algum tempo depois ela voltou a perguntar ao pai se poderia ir pro parque e depois que ele se afastou um pouco, perguntou a mim. Obviamente mantivemos nossa posição. Mas fizemos de forma suave, sem raiva. Acho que deu pra ela entender bem que fez "bobeira" e que a gente não permite esse tipo de comportamento e que, mesmo com serenidade e calma, somos capazes de manter nossa posição e os limites impostos. Confesso que muitas vezes seria mais "fácil" ceder, mas sei que as consequências, boas ou ruins, das nossas atitudes virão no futuro.
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segunda-feira, 4 de julho de 2011

A verborragia (e a saudade da chupeta)

Eu já comentei aqui que um dos efeitos colaterais da Julia ter deixado a chupeta foi a verborragia. Mas ultimamente ela tem se superado, fala, fala, fala e não deixa ninguém falar. 

Eu acho lindo (mode mãe coruja on) algumas palavras do vocabulário dela: termônetro (termômetro), fruti-fruti (tutti-frutti), ôbinus (ônibus), Môkina (Mônica), pítia (pizza), lôlo (tudo que é dourado, caixa lôla, cabelo lôlo, batom lôlo, brinco lôlo)............ me divirto com a criatividade dela em modificar as palavras para facilitar a pronúncia (mode mãe coruja off).

Mas, como tudo que é demais é veneno, essa verborragia toda tem horas que me deixa enlouquecida. Eu sinto que ela fala por falar: inventa histórias sem pé nem cabeça, compridas e muitas vezes sem fim, isso sem contar as várias vezes que me chama ou chama o pai só por chamar.

Só como exemplo, um diálogo recente. Estávamos no carro e Claudio desceu pra pegar um papel, nós duas ficamos no carro:

-Mãe, nós vamos descer?
-Não, meu amor.
-Mãe, nós vamos sair?
-Não, meu amor
-Mãe, nós vamos pro shopping?
-Não, meu amor.
-Mãe, nós vamos pra casa?
-Não, meu amor.
-Mãe nós vamos dar tchau?
-Não, meu amor.
-Mãe, nós vamos dar a sandália? (olhando para o próprio pé)
-Não, meu amor.
-Mãe, nós vamos dar a outra sandália? (olhando para o outro pé)
-Não, meu amor.
-Mãe, nós vamos dar a cadeira?
-Não, meu amor.............

Imagem retirada de: podscrer.blogspot.com


Sábado passado saímos nós 3 para almoçar e depois fomos a várias lojas, procurar uma cama para ela. Eu fui no banco de trás do carro, do lado dela (um pedido desse de filha é difícil negar, né?) e ela falava sem parar. Por várias vezes tive que pedir pra ela se calar um pouquinho pra eu poder conversar com o Claudio, para podermos raciocinar....

Chegou a um ponto que eu pedi pelo amor de Deus pra ela se calar um pouquinho, eu precisava de um repouso, de silêncio: meu ouvido esquerdo estava doendo! Eu ouvia um "plim, plim, plim" lá dentro. Claro que ela não se deu por vencida e continuou falando e mesmo em casa, já de noite, meu ouvido ainda doía........ Claudio, dando uma gargalhada, me perguntou: "está com saudade da chupeta??"

Deus que perdoe, mas juro que cheguei a ter saudades da chupeta, que deixava ela caladinha no carro.............. meu ouvido que o diga!
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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Ô coisa boa é avó!!!!!!! (2)

Já falei aqui como acho muito legal a relação da Julia com as avós, principalmente com a minha sogra. Dona Angela inventa mil brincadeiras e acha tudo que a Julia faz muito lindo e engraçado. Faz simplesmente tudo que a Julia quer. Para livrar a Julia dos castigos, não tem como ela!

Essa semana, eu deixei a Julia no banheiro, dando banho na Barbie na banheira das bonecas. Estava arrumando a sala quando comecei a sentir a casa muito cheirosa. Quando cheguei no banheiro a Julia tinha usado um vidro inteiro de condicionador infantil para dar banho na Barbie............. o tapete anti derrapante estava mais liso que sabão de tanto condicionador no chão (o vidro estava praticamente cheio, só tinha sido usado uma vez). 

Claro que eu quase tenho "um troço". Briguei com a Julia, falei que isso não se faz, que não se estraga as coisas assim, que tudo custa dinheiro e que pra comprar as coisas papai e mamãe trabalham muito. Não sei se ela entendeu o que eu falei, mas com certeza percebeu que fez besteira........ Ela me pediu desculpas, mas mesmo assim mantive o castigo: uma semana sem brincar no banheiro.

Algumas horas depois do ocorrido, conversando com a D. Angela ao telefone, contei pra ela o ocorrido. Primeiro ela começou a rir, da traquinagem da neta! Depois me disse que ficou com pena por conta do castigo. E encontrou uma solução para eu não reclamar mais com o gasto de condicionador e a Julia poder dar um mega banho nas bonecas em paz: vai comprar um condicionador bem baratinho pra Julia usar nas bonecas.

Imagem retirada de: eloynunes.zip.net

Adoro essa relação das duas! Acho que avó é pra isso mesmo: pra contornar as situações e pra fazer o que o neto quer! E a avó da Julia é "expert" no assunto! Ela podia me adotar como neta também, né?
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