quarta-feira, 6 de julho de 2011

A difícil arte de impor limites.

Sim, dar limites é uma arte e exige muita paciência e muita segurança no que se está fazendo. Já comentei aqui como é difícil dar Não e acho que é difícil por toda a vida, com filhos pequenos ou grandes. Às vezes eu me pego querendo vacilar nos limites, me pergunto se eu não estou exagerando, se não estou sendo uma mãe muito proibitiva ou se estou repreendendo muito a Julia na ânsia de que ela seja uma criança educada, amável, respeitadora............. acho que todo mundo espera isso dos filhos, né?

E filho assim é lindo........ em comercial de margarina. Na vida real, eles vão ser respondões, mal educados e vão nos fazer passar vergonha. Alguns mais, outros menos, mas todos vão, isso é fato. Aí que entra a questão dos limites.

Julia está numa fase extremamente egocêntrica e respondona, terrível mesmo. No fim de semana passado, fomos saindo de casa e Claudio entregou na mão dela uma garrafinha de água mineral, dizendo que era para eles dois. Já no carro, Claudio pediu a garrafa a ela pra tomar um pouco e ela se recusou a dar, dizendo que era dela. Eita egocentrismo danado! Conversamos com ela, explicamos que é legal dividir, falamos bastante e, como nada resolveu, informamos a ela que nesse dia não teria parquinho (estávamos a caminho do shopping e ela ama o parquinho de lá).

Ela nem se importou, na verdade fez pouco caso do que dissemos. Quando estávamos chegando no shopping, Claudio "me relembrou" em voz alta que ela não iria pro parquinho. Ela primeiro ofereceu água ao pai, numa tentativa de se redimir. Como não resolveu, ela começou a chorar dizendo que iria sim, que nós éramos chatos e que ela iria contar pra tia Kika (agora quando ela contrariada ela ameaça contar pra alguém, ameaça recorrer a uma "instância maior").

Imagem retirada de: educador.brasilescola.com


Claudio então falou que iria contar até 3 para ela parar de chorar e que se ela não parasse, além de não brincar no parquinho, ela também não iria almoçar no shopping e nem passear, voltaríamos pra casa na mesma hora. No 3 ela se calou! Ficou bem mansinha, pediu desculpa e perguntou se iria para o parquinho. Nós desculpamos mas dissemos que ela não iria para o parquinho porque perdeu esse direito, não pelo escândalo, mas sim por negar água ao pai. Ela quis começar o chororô novamente mas nós voltamos a afirmar que iríamos pra casa se ela não parasse de chorar.

Ela parou de chorar, entramos no shopping e quando ela viu o parquinho falou: "olha, o parquinho, eu não vou hoje, né?" Entende que é uma beleza! Mas testa a gente também. Pensam que ela estava conformada? Que nada! Algum tempo depois ela voltou a perguntar ao pai se poderia ir pro parque e depois que ele se afastou um pouco, perguntou a mim. Obviamente mantivemos nossa posição. Mas fizemos de forma suave, sem raiva. Acho que deu pra ela entender bem que fez "bobeira" e que a gente não permite esse tipo de comportamento e que, mesmo com serenidade e calma, somos capazes de manter nossa posição e os limites impostos. Confesso que muitas vezes seria mais "fácil" ceder, mas sei que as consequências, boas ou ruins, das nossas atitudes virão no futuro.
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2 comentários:

Sarah disse...

é isso ai... educar é uma arte!
Dificil, mas nao impossivel, ne?
Beijooos,
Sarah

http://umaoverdosedeesmalte.blogspot.com

Syl disse...

Impossível não é, mas nos rende uns bons cabelos brancos! Haja tinta! rsrsrsrsrsrs Beijossssss