segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Pai

Julia é apaixonada pelo pai e o pai é apaixonado por ela. É uma relação muito bonita a dos dois. São cúmplices nas traquinagens e eu que sou a chata que acabo com as brincadeiras perigosas, eu que sou a chata que mando diminuirem a agitação pra dormir...........

Não tenho ciúmes dessa relação, porque sei muito bem que tenho o meu espaço e que ninguém toma. Ela olha pro pai e diz que ele mora no coração dela, comigo ela não diz (mas eu sei que eu moro também). O pai é o príncipe e ela é a princesa........ e eu sobro, quando muito sou a bruxa! Ou o lobo!


Outro dia, Claudio estava se arrumando pra trabalhar e, quando a Julia percebeu, correu pra porta para trancar dizendo: "papai, você não pode ir trabalhar." Ele se derrete todo, é assim que ela consegue as coisas com ele.......rsrsrsrsrsrs. Para completar, ela olhou pra mim e disse: "tchau, mamãe, vai trabalhar." Eu posso com isso? Caí na gargalhada! Até porque sei que nós duas somos muito cúmplices e que temos um amor incondicional uma pela outra.

Acho muito especial essa relação deles e procuro cultivá-la. Durante todo o ano em que Claudio passou fora, tudo que nós duas íamos fazer eu incluía a lembrança dele. Sempre colocava ela ao telefone com ele também e ela, apesar de tão pequena, não perdeu o referencial de pai. E hoje eu vejo os dois juntos e vejo a troca deliciosa que eles fazem: um aprende com o outro e um torna o outro melhor. Quero que ela tenha sempre essa relação mágica com ele, de cumplicidade, amizade, respeito, orgulho....... eu quero que ela tenha com o pai dela tudo o que eu não pude ter com o meu, que morreu tão cedo. 

Sinto muita falta, mas muita mesmo, de tudo que poderia ter sido se meu pai não tivesse morrido tão cedo. Esse é um assunto que não é bem resolvido pra mim. Durante anos, apesar de sabe que ele tinha morrido, esperava que ele voltasse. Muito louco, né? E muito sofrido também. Talvez por isso que eu invista tanto na relação da Julia com o pai, talvez por isso que eu o chame tanto pra participar mais e mais ativamente do dia a dia dela. Quero que, quando adulta, Julia possa dizer que passou momentos maravilhosos com o pai e tenha sempre lembranças mágicas desses momentos com o "príncipe" dela. Quanto ao meu pai, sei que um dia vou reencontrá-lo e que o abraço vai ser longo, para compensar tanto anos de saudades!
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4 comentários:

Jamille disse...

Sabe o que eu dizia pra Clarice: "Pode curtir, mas se lembre que este marido é meu!". "Eu sei, mãe. Mas tu disse que me emprestava até eu achar o meu príncipe, né?". Tomara que ache...e que seja príncipe (íntegro, bonito, romântico e fiel...) Ops!!!É o dela, né?rsrsrsrsrsrs....

Syl - Minha Casinha Feliz disse...

Adorei, Jamille, mas a Julia não admite que eu diga que o pai dela é meu príncipe, eu aguento? Mas só temos que pedir a Deus que elas achem príncipes, como nós achamos, né? Beijos!

Dayse disse...

hahahaha, adorei o post. Este problema de principe eu nao terei, eu sou a princesa, ops, rainha do Gaël, kkkkkkkkkkkk....

Syl - Minha Casinha Feliz disse...

De fato, Dayse, vc é a princesa! Mas qdo vc tiver uma menina, vc vai ver, vai ficar em segundo plano......rsrsrsrsrsrsrs