sexta-feira, 30 de setembro de 2011

As voltas que o mundo dá ou estou de volta pro meu "aconchego"

Hoje é meu último dia de trabalho na empresa onde trabalho há quase dois anos. Foram dois anos muito bons, vendo pontos de vistas um pouco diferentes e numa experiência maravilhosa que me permitiu trabalhar em home office (calma, pra quem lembra que no meu perfil eu falei que sou dentista, não precisa achar que faço o pessoal abrir a boca no meio da minha sala de estar! Eu trabalho com auditoria, somos o computador e eu!)

Foram dois anos de amizades novas, de desafios novos. Mas o mundo é bem redondinho e a empresa onde eu trabalhava antes (e onde fiquei durante quase 5 anos) comprou a carteira da empresa atual! Quando a notícia se espalhou foi uma tensão enorme. Como será que tudo vai ficar? Quem vai ser aproveitado? Foram tantas dúvidas, tantas "conversas de bastidores"...........  a "rádio peão" funcionou com toda força! Alguns amigos vimos saírem logo da empresa mas a maioria ficou até o fim.

E finalmente chegou o dia de mudar de empresa! A partir de segunda-feira estou na empresa onde já trabalhei, onde montei uma equipe (que já mudou um bocado, muitos saíram pra crescer em outros lugares) e onde tenho amigos. Mas apesar de ser um ambiente "conhecido" estou super ansiosa. A empresa sofreu muita mudança nesse tempo que estive afastada e vou ter que reaprender muita coisa. E toda mudança gera ansiedade, né?

E até ontem eu não tinha certeza se seria contratada. Imaginem minha tensão!!!! Mas graças à Deus deu tudo certo. Acho que o que contribuiu foi o fato de eu ter saído de lá "numa boa", sem deixar pendências, sem deixar mal entendidos. E é assim que estou saindo da empresa atual também. Porque acho que quando a gente se compromete a fazer um trabalho tem que fazer bem feito, tem que se dedicar e é assim que eu procuro agir. Saio, mas não fecho a porta!

Imagem retirada de:
carlosalmo.blogspot.com


E agora vou em direção a novos desafios, de cabeça erguida e pronta pra encarar as dificuldades do dia-a-dia! Boa sorte a todos os amigos que estão se preparando pra superar os novos desafios também! O dia de despedidas está sendo difícil, esquisito...... mas temos que passar por ele, né? E viva o início de um novo ciclo!!!!!
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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Terror Noturno

O terror noturno é de fato um terror. Quem tem um filho que passa por isso sabe bem o que estou dizendo. Julia vez por outra tem crises.

Para quem nunca ouviu falar nisso e não faz a menor idéia do que estou falando, vou reproduzir um texto que encontrei no Baby Center sobre o assunto:

O que é terror noturno? 
Os terrores noturnos acontecem com pelo menos 5 por cento de todas as crianças, e podem começar já aos 9 meses de idade. São um transtorno do sono misterioso, que ocorrem quando a criança está numa fase em que dorme profundamente, mas não sonha.

Durante uma crise de terror noturno, a criança pode chorar, gritar, gemer, sentar na cama e se debater. Mesmo que ela esteja de olhos abertos, não sabe que você está ali e não se acalma. A crise pode durar alguns minutos ou até mais de meia hora, e, depois que passa, a criança volta a dormir. No dia seguinte, não vai lembrar de nada.

Mas isso não é um pesadelo?

Os pesadelos ocorrem durante a fase do sono conhecida como REM (movimento rápido dos olhos), que é quando as pessoas sonham. Depois de um pesadelo, a criança tem idéia do motivo de estar assustada, e depois dos 2 anos começa a explicar o sonho.

Outra coisa que acontece com os pesadelos é que a criança pode ficar com medo de voltar a dormir, e no dia seguinte consegue se lembrar de que teve um sonho ruim.

O que eu posso fazer na hora do terror noturno?

É claro que seu primeiro instinto vai ser tentar acalmar seu filho, mas é bem possível que nada que você faça adiante (afinal, ele está dormindo). O que dá para fazer é ficar por perto para garantir que ele não se machuque. Os especialistas recomendam nem mesmo falar com a criança ou pegá-la no colo, porque isso pode prolongar o episódio.

Em 15 ou 20 minutos, seu filho deve se acalmar sozinho e voltar a dormir. É uma situação que costuma ser desesperadora para os pais: ver a criança ali tão assustada e não poder fazer nada. Mas é melhor, dizem os especialistas, não tentar acordá-la. Console-se ao saber que pelo menos ele não vai lembrar de nada depois.

Há algo que eu possa fazer para evitar que o terror noturno aconteça?

Sim, há várias medidas que você pode tomar para diminuir a chance de seu filho sofrer dos terrores noturnos. Em primeiro lugar, veja se ele está dormindo o suficiente. Crianças que ficam cansadas demais têm mais tendência a passar por terrores noturnos.

Para fazer com que ele durma mais, prolongue a soneca da tarde, deixe-o dormir um pouco mais de manhã ou então coloque-o na cama mais cedo à noite. E capriche no ritual da hora de dormir, para ajudá-lo a se acalmar.

Os terrores noturnos costumam acontecer na primeira metade da noite. Por isso, uma estratégia, se nada mais estiver funcionando, é dar uma leve acordada na criança de uma a duas horas depois de ela ter adormecido -- cerca de 15 minutos antes do horário em que as crises costumam acontecer. Com isso, o padrão de sono é alterado e há a possibilidade de o episódio de terror noturno ser evitado. 

Quando Claudio voltou de Ribeirão Preto Julia tinha com mais frequência e acho que a frequência maior podia estar relacionada com duas coisas: re-adaptação à rotina com o pai e medo dele ir embora de novo (ela no começo não entendia que o pai não iria mais viajar). Agora as crises dela espaçaram, mas não desapareceram.

É muito difícil pra mãe acompanhar aqueles minutos de angústia sem fazer nada e eu confesso que, mesmo já tenho lido sobre o assunto e identificado as características, muitas vezes ficava me perguntando se não eram apenas pesadelos e se eu não estava "inventando" algo pra tornar minhas noites em claro mais "glamourosas".

Mas aí, para eliminar todas as minhas dúvidas, Julia, há uns dias atrás, me presenteou na mesma noite com uma crise de terror noturno e um pesadelo! Primeiro foi o terror noturno: foram uns 15 minutos se debatendo, gritando, choramingando até se acalmar e dormir. Eu nesse tempo fiquei tentando evitar que ela se machucasse porque de fato é a única coisa que posso fazer. Depois que ela se acalmou eu voltei pra minha cama na doce ilusão que dormiria o resto da noite.

Mas, quando eu estava no melhor do meu sono, ela grita de novo, me chamando. Cheguei no quarto e ela me contou o pesadelo que teve e me pediu pra ficar com ela. Bem diferente, né? Deitei na bicama e tive que ficar de mãos dadas com ela (meu ombro fica imprestável no dia seguinte) e ela o tempo todo me chamava, acho que pra não me deixar adormecer antes dela. 

Imagem retirada de: vejasp.abril.com.br
 
Depois dessa noite de terror (mais pra mim que pra ela, tenho certeza!), aprendi a diferenciar um do outro. A minha esperança é que com o tempo melhore. Enquanto isso, melhor eu me acostumar com noites mal dormidas....... vida de mãe, né?
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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Dia de festa: o blog está completando 01 aninho!

Sim, hoje o blog está completando 01 aninho!!!!!!!!! Obaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!! Estou muito feliz com isso. Foi muito bom durante esse ano colocar meus pensamentos em forma de palavra escrita: me fez refletir e me ajudou a tomar decisões. 

Imagem retirada de: http://babydicas.com.br


Quando escrevo sobre algo, penso, penso, procuro ler sobre o assunto e acabo ficando com aquelas informações guardadinhas pra usar quando preciso. E isso tem me ajudado bastante. E o melhor é a troca de idéias, algumas vezes por meio dos comentários do blog, outras vezes pelo facebook, pelo twitter, pelo orkut ou pessoalmente!. É sempre bom ouvir outras opiniões, ver outras vivências e outras visões sobre o mesmo assunto: abre nossos horizontes!

Então quero agradecer o carinho de todos e a paciência com minha corujisse sem fim e dizer que espero sinceramente que vocês continuem me ajudando a refletir nessa minha louca vida de esposa, dona de casa, profissional e, acima de tudo, mãe! Valeu, gente!
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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Momento mãe coruja 3

Eu sou coruja assumida e não nego. Estive babando uns dias atrás com a Julia soletrando o nome dela: "joooota, uuuuuuu, ele, iiiiiiiiii, aaaaaaaaaaaa". 

Confesso que achei a coisinha mais bonitinha, ela toda concentrada dizendo as letrinhas e não podia encontrar com ninguém da família que pedia pra ela dizer como escreve o nome dela. #mãebabona

Mas hoje, vou colocar o motivo do meu orgulho aqui pra vocês verem:




A baixinha tem 3 anos e 4 meses! É ou não é pra inflar de orgulho????




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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Brincando feito criança

Esse fim de semana tivemos a chance de voltar no tempo e brincar feito criança. Estávamos na minha sogra e, para distrair as crianças, minha cunhada Naná inventou de jogar Uno.

Uno uma conversa, era mesmo o bom e velho can-can (que eu conheci como mau-mau e jogava com um baralho comum). Sentamos Claudio, Naná, Kika e eu com Julia e Artur mas as duas crianças cansaram logo até porque a primeira partida foi muito longa (e emocionante).

Imagens retiradas de: aovivobr.com e brinquedosraros.com.br


Mas nós quatro nos divertimos demais e até esquecemos de tomar conta das crianças durante um bom tempo. Os quatro sentados no chão, no meio da sala. Fazia tempo que eu não ria tanto, de forma tão expontânea e descontraída. Todo mundo com estratégias (que nem sempre davam certo, né Naná?), todo mundo vigiando pra evitar roubo enganos no jogo......

Às vezes é bom fazer programas assim totalmente despretensiosos! A gente acaba se divertindo muito mais!
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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O descaso com a segurança das crianças

Eu fico impressionada como tem gente que ainda se descuida da segurança das crianças. Tem pai e mãe que se esquecem do seu papel de proteger os filhos e os deixam à própria sorte. Crianças que morrem carbonizadas por estarem sozinhas trancadas em casa, crianças que ingerem material de limpeza que estava ao alcance delas, crianças que andam sem cadeirinha de proteção e muitas vezes em pé dentro dos carros.....

No dia seguinte ao afogamento da Julia (que como contei terminou tudo bem porque eu estava atenta) fomos almoçar no shopping. Na praça de alimentação tinha um casal com duas filhas, uma que devia ter uns 5 anos e outra que devia ter 2 anos. Elas começaram a brincar e de repente começaram a escalar a grade de proteção (estávamos no segundo andar) do shopping. Na hora que vimos, foi um alerta geral na nossa mesa. Nós não sabíamos quem eram os pais e gritamos, tanto para as meninas descerem, como perguntando quem eram os pais. Todo mundo ao redor olhou e os pais, que estavam conversando numa mesa em frente ao local onde as meninas estavam subindo, se alertaram para o que estava acontecendo.

As meninas foram então para a mesa com os pais e nós continuamos o almoço. Pouco tempo depois, as meninas já estavam soltas pelo shopping novamente e ficavam correndo por trás da mesa dos pais e também escalando novamente a grade de proteção. A mãe tinha saído e o pai conversava calmamente no celular, sem nem virar o rosto para ver onde elas estavam. Se uma delas escorrega ou se passa um estranho e leva uma delas?

Eu sei que mesmo eu, que presto atenção na minha, não estou livre (que Deus proteja minha filha) de um problema desses. Mas com certeza, quando a gente fica vigilante, a chance de algo ruim acontecer diminui drasticamente. Eu sei que criança cega a gente. Eu mesma já "perdi" a Julia numa loja de brinquedos enquanto recebia o pacote, mas procuro evitar situações onde não posso prestar atenção no que ela está fazendo e, quando não dá pra evitar, parto pra coleira infantil. Mas sinceramente, quando estou com a Julia, priorizo a segurança dela e não meu divertimento. Acho que é uma questão de percepção da responsabilidade de mãe.

Imagem retirada de: cb.sc.gov.br


Em relação às meninas no shopping, acredito que tenha terminado tudo bem. A mãe chegou e sentaram pra almoçar e nós fomos embora nesse momento. Eu tive vontade de ir falar com os pais mas como poderia (e provavelmente seria) mal recebida e mal interpretada, não me meti. E sinceramente, será que iria adiantar? Acredito que não pois mesmo depois de todo o alvoroço que fizemos e de eles terem tirado as meninas de cima da grade, elas continuaram com a mesma brincadeira perigosa e os pais continuaram sem prestar atenção no que estava acontecendo. Sei que acidentes acontecem e que ninguém está livre deles. O que me revolta é a negligência que normalmente (normalmente = na maioria das vezes) está envolvida nesses casos.
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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O dia que a Julia se afogou....

Foi sábado. Estávamos num churrasco na casa de amigos e a Julia desde que chegou foi pra piscina. Ela simplesmente ama água e faz natação desde 1 ano e 3 meses de idade (Santa Natação!).

Ela estava o tempo todo de bóia, aquelas redondas que se coloca ao redor do corpo. Eu gosto que ela fique de bóia mesmo em piscina que "dá pé" pra ela porque tenho medo que ela escorregue e não consiga levantar e essa piscina era funda (na altura do peito do Claudio). 

Julia nadava de um lado para o outro bem satisfeita e eu sentada próximo à borda só observando, sem tirar o olho 1 minuto. Aí ela resolveu brincar de pular da escada da piscina: subia até o degrau mais alto e pulava com a bóia na cintura de costas pra piscina mesmo. Fez isso uma, duas, três vezes.......... lá pela vigésima, a bóia escorregou e foi parar no meio das pernas dela e quando ela pulou, ela acabou dando uma cambalhota e ficando de cabeça pra baixo dentro da piscina.

Imagem retirada de: new-social.com

Momento de pânico, eu me levantei correndo pra socorrer. Mas não é que a danadinha se safou sozinha?! Ela se desenroscou da bóia e nadou até a borda (que não estava longe). Isso tudo enquanto eu corria na direção dela. Como eu vi que ela se safou, não pulei na piscina (de roupa e tudo) e fui por fora até onde ela estava. Mas como ela ainda é pequena, não tinha força pra se segurar na borda. Ela tentava dar o impulso mas não conseguia e a mãozinha não encontrava um ponto de apoio. Eu só entendi isso quando cheguei na borda e vi a Julia com os dois olhos bem arregalados, afundando de novo........ Acho que nunca mais na vida esqueço essa cena!

Puxei pelos braços e tirei da água. Ela saiu tossindo muito e nem chorou na hora porque não tinha ar. Depois que conseguiu respirar, começou a chorar. Eu abracei, coloquei no colo, falei que estava tudo bem e chamei o Claudio. Sentamos com ela e eu falei que fiquei muito feliz porque ela conseguiu se sair, que ela está nadando muito bem e que ela poderia voltar pra piscina se quisesse, só não podia fazer brincadeira perigosa. Ela ficou um tempo no meu colo e depois quis voltar pra piscina. Brincou até o por-do-sol.

Graças à Deus ela não ficou com medo. Acho que entendeu o porque de ter se afogado (e se Deus quiser vai ter mais cuidado) mas não ficou traumatizada. E eu achei ótimo porque ela quis voltar pra piscina. Não quero que ela tenha medo, quero que ela tenha cuidado e quero que ela aprenda de fato a nadar, é mais segurança pra ela e mais tranquilidade pra mim.

Foi um susto e tanto e só tenho a agradecer a Deus (acima de tudo) e à tia Jayna, professora dela de natação, que com certeza está fazendo um ótimo trabalho, senão a Julia não teria chegado sozinha até a borda.
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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Reflections of Motherhood

Olha aí........... Minha Casinha Feliz internacional! Para desenferrujar o inglês do Ibeu (é o novo!), uma reflexão muito bacana que minha amiga Sarah do Overdose de Esmalte (que além de viciada em esmaltes é também a super mamãe do Duduzinho) compartilhou no twitter!


Me identifiquei demais com as frases! Acho que eu diria a maioria delas pra mim mesma! E vocês?
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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Eu disse pra revidar!

Disse mesmo! Na hora do sangue quente eu disse pra Julia revidar. Julia não é de levar desaforo pra casa, ela se defende e defende os amigos quando o opositor é do mesmo tamanho ou maior que ela. A Rozana, professora dela, já me falou que vê a hora os meninos se juntarem pra bater nela. Mas, apesar de saber se defender, quando o opositor é uma criança menor, a Julia não faz nada, ela respeita como se tivesse medo de machucar. Isso eu já vi acontecer várias vezes, o máximo que ela faz é me chamar pra eu intervir mas de fato ela não bate e eu acho isso muito bacana até porque aqui a gente não incentiva a violência, muito pelo contrário, a gente diz que é bobeira e incentiva o diálogo sempre.

Mas, na escola, tem uma menininha que anda torrando a paciência da Julia enquanto ficam brincando depois da aula. A menininha em questão tem 3 anos (acabou de completar), mas está no Infantil II e a Julia está no Infantil III (e a Julia acha que as crianças que estão no Infantil II são bebês......rsrsrsrs). Mas a menina é "uma benção". Sobe em tudo e gosta de se meter no meio das brincadeiras dos outros pra atrapalhar. Eu não digo nada e procuro orientar a Julia a ser educada sempre. Por exemplo, outro dia a Julia estava brincando no escorregador e ela, sempre que via a Julia se sentando para descer, tratava de subir pelo escorregador (não pela escada) e muitas vezes parava no meio. Eu sempre ensinei a Julia que quando tem um amiguinho no escorregador ela não deve descer para ninguém se machucar, então a Julia ficava pedindo licença à menina e ela insistia em ficar no meio. A "santa mãezinha desse anjo" nesses momentos está sempre sentada num banco, mexendo no iphone, e não está nem aí para o que os filhos (tem um menino mais velho também) estão fazendo. Eu procuro não me meter, acho que as crianças tem que resolver entre elas mesmo, mas confesso que tenho vontade de chegar na mãe e tomar o iphone da mão dela pra ver se ela se lembra de orientar os filhos......

Bom, esse comportamento da menininha de atrapalhar as brincadeiras da Julia já vinha se repetindo há uns dias até que um belo dia a menininha jogou areia na Julia. Julia não fez nada, só veio pra perto de mim e contou (meio chorosa) o ocorrido. A mãe da menininha, do meu lado, nem se mexeu, continuou  brincando com o iphone e eu fiquei com o sangue fervendo. Meu sangue ferveu não pelo fato dela ter jogado areia na Julia, isso é coisa de criança e a minha filha pode fazer também. O que me irritou foi a mãe não ter atitude nenhuma porque embora seja coisa de criança, a mãe tem que orientar, tem que falar que não se joga areia (e nem coisa nenhuma) nos outros e pedir à filha pra pedir desculpas pelo que fez. Eu acho que isso era o mínimo!

Julia ficou extremamente chateada com o ocorrido, primeiro porque estava com sono e depois porque ela estava toda linda com a roupa rosa de ballet e a roupa ficou suja de areia. Ela veio pra casa chorando e reclamando o tempo todo que a amiguinha fez bobeira....... Aquilo foi me irritando de um jeito que eu não aguentei e falei: "da próxima vez que ela fizer alguma bobeira com você, você faz com ela também. Nunca seja a primeira a fazer, mas se ela fizer com você, pode fazer com ela." 

Imagem retirada de:
abismodasvaidades.blogspot.com


Disse e não me arrependo. Já em casa, bem mais tarde, quando o pai chegou, contou pra ele ainda com a voz bem chateada e não gosto de ver minha filha assim. Se tivesse sido um caso isolado, eu nem daria atenção. Inclusive uma vez Julia chegou em casa com a cabeça cheia de areia e quando eu perguntei o que tinha acontecido, ela me falou numa boa que um amiguinho tinha jogado areia nela. Mas o caso é que essa menina vem repetidamente afrontando a Julia e a mãe faz de conta que não está vendo nada. Como jamais eu vou tomar satisfações com a criança, autorizei a Julia a revidar, assim as duas se entendem. Fiz certo? Não sei, mas fiz o que meu coração mandou na hora.
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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A Princesa e o Príncipe

Era uma vez, uma princesa muito bonita, de lindos cabelos dourados e cacheados, que vivia em seu palácio à espera de um príncipe. Um dia, um belo príncipe, de cabelos também dourados e grandes olhos verdes, veio de uma terra muito distante conhecer a princesa e os dois foram felizes para sempre durante uma semana, brincando muito e fazendo muita bagunça por onde passavam.

Essa é a história da Princesa Julia e do Príncipe Peter. Começamos a chamá-los assim porque a Julia, do alto dos seus 3 anos e vivendo intensamente no mundo da imaginação, se dizia a princesa do príncipe papai. Além disso, sempre que vamos a um casamento, ela diz que é o casamento da princesa (isso porque viu o casamento do príncipe William comigo). Aí tínhamos o casamento de uma prima pra ir ela disse que também ía se casar com o príncipe papai. Eu fui explicar que não, que o papai era meu príncipe e que quando ela crescesse ela ía encontrar o príncipe dela e aí sim ela iria casar. Pra que eu fui falar isso? Ela abriu o berreiro dizendo que queria casar logo (assanhadinha, né?) aí eu, pra me livrar do choro, falei que ela ía conhecer o príncipe Peter (filho da minha prima) no casamento da tia Roberta. Então ela passou a dizer pra todo mundo que o Peter era o príncipe dela e ele também começou a dizer que a Julia era a princesa dele. Mas, quando ele "queria casar" ela não queria e quando ela queria, ele não dava bola!



Não, eu não estava incentivando minha filha a "namorar". Ela não tem idade pra isso e  nem encarou dessa forma. Mas acho legal ela vivenciar a fantasia das histórias de princesa, acho que faz parte do desenvolvimento dela da mesma forma como ela dizer que é a Smurfette ou brincar de mãe ou professora das bonecas dela, ou se maquiar para me imitar. Eu também tinha meus "príncipes" quando era criança e nem por isso pulei etapas. Lembro até de um coleguinha que todo dia me acompanhava até o carro na saída da escola. Quando chegava lá ele me dava um beijo no rosto e minha mãe pedia um beijo no rosto dela também, pra quebrar qualquer tipo de insinuação de namoro, era algo bem infantil, bem puro mesmo.

Resumindo, Julia e Peter passaram uma semana inteira na maior farra, na maior brincadeira, curtiram muito a presença um do outro. Julia não foi à escola durante toda a semana que ele esteve aqui: achei que era válido, eles quase não tem oportunidade de se encontrarem e estavam se dando muito bem. E é tão bom essa convivência em família, né? Eu tenho ótimas lembranças das férias quando ía pra casa da mãe dele e apesar da distância (sempre moramos muito longe uma da outra) ela e a irmã dela são primas muito próximas. Agora o príncipe voltou pra casa e com certeza vão sentir saudades um do outro, mas, quem sabe, nas próximas férias, eles se encontram novamente para brincar?
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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O dia em que quase enlouqueci.....

Foi ontem. Faltou pouco para eu enlouquecer. Sinceramente, minha profunda admiração a quem tem muitos filhos porque eu não sei se sobrevivo a dois dias de caos.............

O negócio foi o seguinte: Julia não foi pra escola, ficou em casa para esperar os primos Peter (4 anos) e Caroline (9 anos) que vinham brincar com ela. Peter mora em São Paulo e Caroline no Canadá, são filhos de duas primas minhas (irmãs entre elas) muito queridas e vieram para o casamento da tia da Carol (que também é minha prima).

Eles fizeram a festa aqui, passaram a tarde tomando banho de mangueira, correram, brincaram de massinha, espalharam brinquedo por toda a minha varanda e pelo quintal também. Comeram pipoca (e derrubaram um bocado no chão), tomaram sorvete (e melaram a varanda inteira), jogaram água pra todo lado, foi uma farra! A festa deles foi um barato mas minha casa ficou um caos........... 



E ontem o pai da Carol ía chegar de viagem e eu tinha que levá-la ao aeroporto. Quem disse que eu conseguia colocar o trio embaixo do chuveiro???? Precisei mandar 1 milhão de vezes..........  enquanto eles se entendiam por lá (a Carol manda neles e também dá banho, é uma babá quase perfeita) eu fui juntar os brinquedos espalhados..........

Quando voltei ao banheiro, não vi muito progresso no banho, estavam brincando..... ai meus sais! Aí fui agilizar o resto do banho e tirá-los do chuveiro. Meu banheiro ficou  todo molhado e eu ainda tive que desembaraçar 3 cabelos nada fáceis, além de vestir os dois menores, procurar um sapato que combinasse com a roupa da Carol, juntar a "bagagem" deles............ 

Tomei um banho correndo (e sem nenhuma privacidade porque a toda hora entrava um no banheiro) e me vesti........ fui colocar a cadeirinha extra no carro para o Peter mas descobri que ele não cabe nela! Lá fui eu tirar a cadeirinha do carro (ô serviço ingrato) e dar um jeito de colocá-lo só com o cinto de segurança (fazer o quê? eu sei da importância do assento de elevação, mas não tinha opção, eu estava sozinha com os três). Todos dentro do carro, peguei um trânsito absurdo para o aeroporto. Chegamos lá o pai da Carol tinha acabado de desembarcar. Aí você pensa: "pronto, a Carol foi com o pai para a casa da avó, os dois menores se acalmaram e o resto da noite foi de paz, né?"

Ledo engano! Carol não foi com o pai, foi comigo pra me "ajudar". Coloquei os 3 dentro do carro e resolvi passar umas caixas que estavam atrás do meu banco para o bagageiro, na hora que abri a porta do bagageiro, a chave do carro desmontou. Eu montei de novo, entrei no carro e.............. o carro não ligava! Os meninos começaram a conversar em alto volume (eles não tem cordas vocais, eles tem tuítas, tenho certeza) e eu já nervosa. Liguei pro Claudio, contei o ocorrido e ele me falou que o decodificador da chave provavelmente tinha caído e que eu tinha que achar e recolocar ou chamar o socorro do seguro..........

Enquanto isso os meninos continuavam a conversar no volume máximo. Eu resolvi então procurar o decodificador e graças à Deus, achei no portaa malas do carro. Recoloquei o negócio e o carro ligou....... ufaaaaaaaaaaa! Saímos de lá e fomos direto para uma pizzaria encontrar com minhas tias e primas e o trio no carro conversando cada vez mais alto até que começaram a brincar de gritar. Isso mesmo: GRITAR! Imagina dirigir no trânsito de 6 e meia da noite com 3 pestinhas crianças gritando no seu ouvido???? Sabem o que fiz? Comecei a gritar também! Entrei na brincadeira deles, ora. Eles eram maioria, adiantava eu pedir pra se calarem? Eu ía era me estressar, então fomos nós quatro, felizes, gritando pelas ruas da cidade. Se alguém achou que só tinha doido no carro, só posso dizer que estava certo!

Depois da pizza fomos todos para a casa da minha tia e por lá a Julia se abancou. Ficou para dormir e me mandou embora. Só tem 3 anos, mas como já falei aqui, ela é veterana em dormir fora de casa então pra dormir na casa da minha tia foi facinho! Eu é que cheguei em casa e fiquei morrendo de saudade........... precisava ser tão bandoleira minha pequena?
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