segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Sinceridade infantil

Crianças são tão sinceras, né? São umas fofas falando, mas tem horas que "matam" a gente com os comentários.

Semana passada fui ao salão cortar o cabelo e levei Julia comigo. O cabeleleiro partiu meu cabelo no meio de prendeu cada uma das metades com uma piranha. Julia olhou pra mim e falou bem alto: "mamãe, você parece a Chiquinha!"

Imagem retirada de: blogdodecio.com.br

Sim, a Chiquinha do Chaves................ quase morro de vergonha, o salão inteiro ouviu. Precisava ser tão sincera?????
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sábado, 29 de outubro de 2011

Lição do dia!

Sexta à noite. Marido e mulher conversam calmamente num restaurante. Lá pelas tantas, num dos hiatos de conversação, a mulher resolve perguntar se o marido gostou mesmo do cabelo dela, que ele já tinha comentado que tinha gostado assim que ela colocou os pés em casa chegando do salão, comentário que a deixou muito feliz, principalmente porque ele notou! 

Agora me diz: pra que perguntar o que ele já falou? Ele não já tinha dito que gostou???? Quem muito pergunta descobre o que não quer.....

Imagem retirada de: fotosdahora.com.br
M: Você gostou mesmo do meu cabelo?
H: Gostei sim!
M: Acha que ficou melhor assim mais curto mesmo?
H: Você cortou o cabelo????
M: Cortei sim.......
H: Ah, mas não dá pra notar porque você fez escova né? Aí o cabelo fica mais esticado...
M: Mas eu tirei uns 10 dedos do comprimento, por mais que a escova estique o cabelo, não fica do comprimento de antes... vc nem presta atenção em mim.......
H: Ah, eu presto atenção sim, mas é que vc chegou em casa, eu olhei pra você e vi o pacote completo, vi que você fez escova, mudou a cor do cabelo........
M: Faz UMA SEMANA que mudei a cor do cabelo..........

Alguém se identificou??? Parece até tirado de novela ou programa de humor né? Mas foi ontem, meu diálogo com o Claudio.......

Lição do dia: não pergunte demais ao marido, pode ser decepcionante.........
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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A Novela do Enem

Mais um capítulo na novela do Enem. Eu fico impressionada com tantas confusões envolvendo essa prova. Sinceramente, não lembro de nenhum vestibular tão conturbado.

Não estou aqui defendendo o Colégio Christus, estou aqui como expectadora da história. Fiquei impressionada com o ocorrido e ainda estou tentando entender como aconteceu.

Imagem retirada de: linkatual.com


O fato é que as questões eram iguais. Isso é indiscutível. Mas como foram parar na apostila da escola? Para mim houve vazamento, em algum ponto houve vazamento. Digamos que a escola tenha agido de má fé, digamos que tenha tido acesso de alguma forma às questões, sabendo que as mesmas estariam nas provas. Certo, nesse caso a escola é culpada. Mas se ela teve acesso é porque houve vazamento, houve falha no processo todo. Então a escola não é a única culpada. E eu custo a acreditar que uma escola tão tradicional e com tantos alunos, iria colocar as questões propositadamente para seus alunos tirarem vantagem disso. Sem levar em consideração o que prega a filosofia da escola, eu diria que seria no mínimo muita ingenuidade dos diretores achar que isso não viria a público.

Já li em vários locais que as questões estavam no banco de dados da escola, formado por questões sugeridas por  professores, alunos e ex-alunos e que por isso poderiam ser oriundas do pré-teste do Enem (que teve a participação de alunos do Colégio Christus). Vamos considerar que um aluno passou a informação da questão para a escola. Aluno é culpado e escola, se sabia a origem da questão, também é culpada. E o INEP? Culpado também. Criou um sistema de avaliação com uma falha grave: depender da ética de alunos diversos, sem conhecer o histórico e a personalidade deles para saber se merecem a confiança de ter alguma questão antecipada.

Se a escola é culpada, e isso a investigação da Polícia Federal vai esclarecer, ela vai ser punida (espero!). Mas não podemos esquecer a punição que está sendo dada à todos os alunos do Colégio Christus. A prova deles foi anulada e eles terão que refazer. Estou solidária demais à indignação deles. Eles têm culpa? Não!

Além disso, quem garante que somente eles tiveram acesso a essas questões? Ora, alguém pode ter compartilhado com um primo, um amigo, um vizinho de outra escola. E basta um pra quebrar o princípio da isonomia. Além disso, talvez algum aluno do colégio não tenha nem visto essas questões antes da prova. Acho que o mais lógico e justo seria anular as questões coincidentes. Claro que essa solução vai deixar algumas pessoas insatisfeitas, mas numa situação dessas é impossível agradar a todos. Só não se pode deixar que mais de 600 alunos sejam prejudicados por algo que eles não fiizeram.

E acho que já está na hora do governo repensar o Enem. Acho interessante a idéia do Enem, mas alguma coisa na fórmula precisa ser revista pois é óbvio que não está funcionando.....
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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Filosofando....

"Mamãe, quando a gente ganha, a gente ganha. Quando a gente perde, não tem problema. Pode ganhar outra vez, né? Não precisa chorar. Ninguém aqui é bebê............. todo mundo aqui é moça. Só quem fica chorando é bebê..."

Imagem retirada de: ipanema.com


Essa foi minha reflexão matinal, conduzida por Julia, à caminho da escola.
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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Julia - versão Cebolinha

Essa é a nova invenção dela: falar como o Cebolinha, trocando o "R" pelo "L". Isso é muito comum na idade dela, eu sei, além de ser muito bonitinho. O problema é que ela não falava assim. Quando menor ela simplesmente ignorava o "R" das palavras como Branca de Neve que virava "Banca de Leve". Com o passar do tempo, já estava conseguindo colocar o "R" no lugar certo em grande parte das palavras e em algumas permanecia ignorando-o.

Mas, de umas duas semanas pra cá, Julia começou a falar como Cebolinha. O número 3, por exemplo, ela falava "tês" e já estava falando praticamente "três" mas agora virou "tlês". Não acho que seja uma regressão no desenvolvimento: a aquisição de vocabulário dela é intensa e ela inclusive fala o português corretamente na grande maioria das vezes (algumas conjugações verbais são difíceis até pra adultos, né?). O desenvolvimento físico, motor e cognitivo como um todo está ótimo e dentro do esperado para a faixa etária.

Imagem retirada de: monica.com..br

Às vezes, quando escuto a versão cebolinha, tenho a sensação de que ela força um pouco a barra para falar daquele jeito. Mas isso é impressão minha, já perguntei ao Claudio e ele não tem essa mesma opinião. Na verdade, ele me chamou atenção para as ocasiões que ela troca os fonemas: quando é depois de vogal como em "hora", ela fala o "R" direitinho e quando é depois de consoante como em "grande" ela troca o "R" pelo "L".

Mas mesmo assim eu continuo achando que ela pode estar imitando algum amiguinho. O fato é que a Julia adora as amiguinhas da escola e imita os hábitos delas (os bons e os ruins). Como notei um certo esforço dela para colocar o "L" nas palavras, fiquei achando que poderia ser isso. Outro dia tive a nítida impressão de tê-la ouvido falar "grande" e pouco tempo depois ter dito "glande".

Vou ficar observando se o hábito persiste, acho que com o tempo vai sumir e também acho que é precoce levar para fonoaudióloga agora, já que é comum nessa idade essa troca de fonemas. Ela tem uma boa articulação das palavras e me parece posicionar a língua de forma correta então não vejo motivo para pânico. Alguém mais tem experiência com isso pra compartilhar? Gostaria de ouvir opiniões.....
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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Acidentes e Incidentes

Ontem a noite foi animada: saímos para uma reunião e na volta, Claudio parou para abastecer e o carro não pegou mais. Tentamos de todo jeito e aí ligamos para o socorro do seguro: "prego de bateria" (para os leitores que não são fluentes em cearensês, o carro pifou, era bateria).

Um incidente desses num posto de gasolina quase fechando, em uma região comercial às 10 da noite, não é uma experiência agradável. Enquanto estávamos encostados no carro, tive a nítida sensação que seríamos assaltados quando vi um tipo suspeito passando perto da gente. Pedi então ao Claudio pra gente ficar próximo à loja de conveniência: não que fosse muito mais seguro, mas era necessário mais disposição para assaltar no claro e onde tinha mais gente (duas funcionárias, na verdade).

Imagem retirada de: pt.dreamstime.com


Depois do que pareceu uma eternidade, chegou o rapaz pra dar carga na bateria do carro. Quando fomos andando em direção a ele, eu, o desastre em pessoa, torci meu pé no calçamento irregular e caí. Foi uma queda ridícula, em câmera lenta. Claudio, que viu como caí, perguntou como eu consigo cair em câmera lenta. Eu acho que é uma arte que se desenvolve ao longo do tempo, com tantas experiências em quedas.

Sim, eu tenho bastante experiência no assunto. Vira e mexe eu torço o pé (com o pé não acontece nada, meus ligamentos são meio frouxos mesmo) e vou ao chão. Ano passado eu levei um tombo no meio da rua e machuquei feio meu joelho. Ficou até inchado, fora a raladura enorme. Ainda hoje ele é escurecido no local e vai demorar a clarear. Agora mais ainda, já que a queda de ontem foi justamente em cima do mesmo joelho.

Esse ano mesmo, no dia que a Julia se afogou, eu levei um tombo também, em câmera lenta. Fora o dia que caí da cama e cortei o lábio, o dia que tropecei na caixa de ferramenta e cortei a perna e tive que ir pro hospital suturar, o dia que bati o quadril na quina da mesa da cozinha da mamãe... Eu sou, de fato, um desastre ambulante. Mas graças à Deus, apesar do incidente e do acidente, estamos todos bem! Ah, a Julia não estava com a gente, ela estava na casa da minha tia. Ainda bem, eu pude ficar mais relaxada e acabei dando risada de mim mesma!


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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Organizando os brinquedos

Nessa minha vida de quem está de mudança, tenho trabalho demais por fazer. O da vez é arrumar os brinquedos da Julia.

Eles estavam a maior bagunça e sem canto pra guardar. Ficavam num canto da sala e ela ía brincando e misturando tudo. Aí agora aproveitei que vou ter que mexer mesmo neles e criei coragem pra encarar uma mega arrumação (a última vez que fiz isso foi em dezembro). Tirei um bocado pra doar e organizei os que ficaram. Fiquei muito orgulhosa da Julia porque primeiro expliquei a ela que iria arrumar os brinquedos dela pra mudança e que iria pegar brinquedos que ela não usava mais pra dar pra crianças que não tinham brinquedos. Depois, peguei algumas bonecas que ela gostava muito mas que já não estava usando com frequência nas brincadeiras e perguntei se poderia dar. Ela disse sim! Achei lindo demais! Tomara que ela mantenha esse espírito de partilha e continue praticando o desapego ao longo da vida.

Minha sala estava mais ou menos assim (só que não tão organizadinho) Imagem retirada de: corposaun.com



Os brinquedos que ficaram, organizei por tipo: separei um milhão de  peças de quebra-cabeças e de jogos da memória, vesti bonecas (achar os sapatos delas é a parte mais difícil), empilhei panelinhas e pratinhos e contei talherzinhos........... ufa! Fiquei cansada!

Mas foi bom fazer essa organização. Difícil vai ser convencê-la a não mexer em tudo antes da mudança, mas vamos ver se consigo bons argumetos (e boas distrações). Ah, quem quiser vir ajudar, a casa está de portas abertas e ainda tem muita coisa pra encaixotar!
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terça-feira, 18 de outubro de 2011

Briga

Domingo presenciamos uma briga de dois contra um, briga de socos e empurrões. Foi em uma lanchonete, bem atrás da nossa mesa. Puxei logo a Julia para o meu lado e fiquei de queixo caído com a cena. Quem estava por perto e viu a cena também se impressionou.

Não, não foram adultos brigando, foram crianças. O incidente que iniciou a briga me impressionou e também a violência das crianças envolvidas. Atrás da nossa mesa tinha uma mesinha pequena com 3 crianças e uma babá. A Julia inclusive fez logo amizade com eles e estava brincando na mesa. A babá era dessas que a gente fica doida pra pedir o telefone e fazer uma proposta de salário, que não cabe no nosso orçamento, pra "tomar" da outra mãe de tão boa que era: cuidadosa com as crianças, atenciosa, entrava na fantasia e ainda recebia de bom grado outra criança que se juntasse pra brincar (ela brincou muito com a Julia e facilitou a interação dela com as 3 crianças).

Bom, as 3 crianças e a Julia estavam numa boa, sentadas na mesinha, conversando e pintando esculturas de gesso. Eram duas meninas (uma de uns 8 anos e outra de uns 2 anos) e um menino, que devia ter no máximo 6 anos (vou chamá-lo de menino de blusa vermelha). Aí um outro menino (aproximadamente 8 anos) que estava em outra mesinha (vou chamá-lo de menino de blusa branca) resolveu subir na grade que dava pra rua e pular. A babá  que estava com as 3 crianças viu a cena e falou pra ele não fazer isso porque podia se machucar. Ele não deu bola e subiu na grade pelo lado de fora e ficou pendurado. A babá das outras crianças então se levantou e pegou ele no colo tirando da posição perigosa que estava (de fato faltava muito pouco pra ele cair).

Só que o menino ficou indignado e começou a dar socos na babá. Nisso, o menino de blusa vermelha achou um absurdo a babá de sua irmã estar recebendo socos e se levantou pra defendê-la. Não que ela precisasse, ela era adulta e se quisesse parar o menino de blusa branca ela conseguiria facilmente. Mas ela não revidou, só tentou se livrar dos socos. O menino de blusa vermelha partiu com tudo pra cima do menino de blusa branca. Confesso que eu achei o máximo! Em geral crianças de classe média alta maltratam os empregados domésticos, mas esse partiu em defesa e eu tive vontade de aplaudir e dar um beijo nele!

O menino de blusa branca e um outro que estava com ele (menino de blusa verde) passaram então a bater no menino de blusa vermelha. A babá conseguiu separar os meninos e fazer o menino de blusa vermelha sentar. Eu não me contive e virei pra ele e falei que ele não se metesse com meninos mal educados porque ele era muito lindo (e era mesmo) e muito educado.

Mas os outros dois ainda ficaram provocando o menino de blusa vermelha, chamando pra briga, fazendo gestuais de luta e inclusive o menino de blusa verde chegou por trás do menino de blusa vermelha (acho que ía dar um tapa ou uma chulipa, não sei bem), só sei que quando vi a mão dele em direção à cabeça do menino, gritei "epa!" e falei muito séria, encarando mesmo, que ele não fizesse isso. 

Imagem retirada de: dantesantos.blogspot.com


Onde estavam as mães dessas crianças? Do outro lado da lanchonete, conversando e comendo, sem saber o que os filhos faziam. Depois desse episódio, o menino de blusa branca ainda subiu na mesma grade por um outro ponto e ficou em cima da "casinha do lixo" da lanchonete, tentando subir no muro da casa vizinha. Detalhe: muro com cerca elétrica! Ainda bem que ele não encostou na cerca (só não encostou porque não alcançou).

Eu fiquei impressionada com a falta de limites dessa criança e com a disposição para brigar e provocar. Quando ele chegou quis implicar com a Julia, mas quando me viu ao lado, acabou desistindo, deu só uma risada provocativa mas que ela não entendeu e eu me fiz de desentendida também e saímos de perto. 

Na hora que ele foi embora, pulou a cerca novamente e a mãe chamou atenção dele: não adiantou nada! Mas dessa vez ele não pulou a cerca de volta: ele saiu correndo pela rua, embora o segurança da lanchonete tenha tentado detê-lo.

Fico pensando como será essa criança no futuro. Possivelmente vai ser uma dessas pessoas que não respeitam regras e que se acham acima de tudo e de todos. Tem tudo pra aparecer em manchetes jornalísticas, como causador de acidentes de trânsito ou brigas. Lamentável.......
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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Porque sábado é dia de ser feliz!

Nada melhor que um programa despretencioso e animado em família, né? Fomos nós 3 então para a pracinha do Lago Jacarey. Já falei aqui que adoro esse programa!

Julia curtiu demais. Correu, pulou, brincou, andou de pônei, comeu pastel! O bom é que é um programa super familiar, baratinho, animado, divertido, variado e que agrada a todos.



Nós sentimos o ventinho bom no rosto, a alegria no coração e a satisfação de estarmos nos curtindo! Foi muito legal porque fomos só nós 3 mas o programa também é legal na companhia de amigos queridos.

Lamento apenas não termos muitas opções de entretenimento como essa. As praças por aqui em geral são sucateadas..... uma pena, são um ótimo local de convivência...... mas vamos aproveitar essa que é bem legal e estruturada (graças à organização dos moradores do bairro) e fazer mais vezes programas assim!
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sábado, 15 de outubro de 2011

Dia do Professor

Passando aqui no blog rapidinho só pra registrar minha profunda admiração por esse profissional tão importante e tão pouco valorizado.

Sou muito grata a todos os meus professores e alguns deles com certeza moram no meu coração para sempre! São pessoas que deixam marcas profundas, que mudam o rumo da nossa vida, que nos guiam, que abrem nossos horizontes.

Imagem retirada de: profwalber.blogspot.com


Sou também muito gratas às professoras  da Julia (as atuais e as passadas). O carinho com que desenvolvem o trabalho na educação infantil me encanta.

Que nossos governantes e nossa sociedade saibam valorizar esse profissional. O futuro do país está nas mãos deles!
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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Dia das Crianças!!!!!!!!!

O Dia das Crianças começou com uma ótima notícia: fomos ganhadoras no sorteio da Tip Toey Joey feito no Minha Mãe que Disse! Em breve Julia e eu estaremos por aí desfilando de sapatilhas iguaizinhas!!!!!!

Bom, depois da boa notícia, nossa programação foi no shopping já que nesse sol pra cada um não dá pra fazer nada ao ar livre depois de 1 da tarde (marido trabalhou até esse horário). Mas pra Julia é um programão! Ela estava super feliz, dançando e pulando. Depois do almoço ela pediu pra ir para o parquinho (aliás, ela começou a pedir assim que colocou os pés no shopping, depois do almoço a insistência ficou maior) e nós que não somos bestas nem nada somos pais amorosos e que fazemos tudo pra satisfazê-la, deixamos ela no parquinho e fomos para o cinema.

Quando saímos do filme, ela estava no parquinho toda fantasiada de Minnie, e brincando com outras crianças na maior satisfação. Quando nos viu fez festa e tratou logo de sair das nossas vistas, acho que com medo que a gente tirasse ela do parque. Deixamos mais uns minutinhos e depois tiramos e fomos lanchar.


Aí eu paguei TODOS os meus pecados! Claudio quis comer no Burguer King e eu fui para o McDonalds com a Julia. Atravessei toda a praça de alimentação e descobri que o McDonalds não era a sucursal do inferno não, era o próprio inferno! Lotado de gente, criança pra todo lado gritando e derrubando refrigerante, mães esbaforidas, pais reclamando que tinha gente furando fila (e não tinha, disso eu tenho certeza até porque se tivesse eu seria a primeira a reclamar!). Bom, depois de muito esperar na fila, com a Julia no colo por uma parte desse tempo, consegui pegar nosso lanche e atravessei a praça de alimentação equilibrando bandeja numa mão e na outra segurando a Julia pra não perder no meio da multidão. Já falei que a praça de alimentação parecia o centro da cidade em véspera de Natal?

No meio do caminho, Julia parou e começou a chorar. Eu pensei logo que alguém tivesse esbarrado nela ou tivesse pisado no pezinho dela e me abaixei com bandeja e tudo pra perguntar o que era. Acreditam que ela estava chorando porque queria se esconder do pai????? Eu mereço, né? Ela deve ter me pedido, eu não escutei e ela começou a chorar até porque estava cansada. Eu falei pra ela que não dava pra se esconder e continuei meu caminho puxando ela pelo braço. Finalmente chegamos na mesa e quando eu consegui começar a comer meu sanduíche, ela olhou pra mim e disse que estava apertada pra fazer xixi...... ô saudade da fralda....... larguei tudo na mesa, inclusive marido, e fui correndo para me espremer com ela dentro de uma cabine minúscula porque obviamente o banheiro família estava ocupado! Eu saí daquele banheiro pingando de suor!

Mas conseguimos terminar nosso lanche, rimos bastante, conversamos e o dia foi bem divertido, tanto que ela nem sentiu falta de presente (eu estava esperando o Claudio chegar em casa pra darmos juntos mas como a gente ía sair pra almoçar, resolvi deixar pra volta senão ía ser uma novela pra sair)! Julia chegou em casa capotada! E o dia das Crianças foi feliz!
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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Dia das Crianças????

O dia é supostamente das crianças mas deveria ser do consumo ou do comércio. É propaganda demais de brinquedo, é lançamento demais de brinquedo......... as crianças ficam enlouquecidas.

Julia fica de olho nas propagandas. Ontem à noite mesmo ela estava me pedindo as princesas, aquelas grandes que lançaram agora (porque pequenas já tinham lançado uns dois tipos pelo menos). Primeiro ela disse que queria a Aurora, depois ela disse que queria todas. Se eu fosse comprar todos os brinquedos que ela me pediu nos últimos dias, meu salário iria todinho exclusivamente pra isso (não sei nem se daria) e é porque a Julia não assiste muita tv.

Eu fico impressionada com a quantidade de acessórios de Barbie's e Polly's (e confesso que eu também tenho vontade de brincar com tudo) e a quantidade de bonecas semelhantes a elas. Se a gente pegar por exemplo o acessório piscina, tem da Barbie, da Polly, da Moranguinho.......... qual a necessidade de ter uma piscina de cada? De brinquedos de meninos (que eu não presto muita atenção) tem lava-jato e trenzinho de todo jeito. E os jogos? Tem o Detetive e o Clue (qual a diferença mesmo?) e suas variações como o Detetive 3D. Mas porque é mesmo que a gente precisa jogar de óculos pra se divertir? E o Monopoly tem tantas variações que não sei nem listar... Até o Pula-Pirata ganhou uma versão high-tech........... aguento isso não!!!!!

Fomos comprar no fim de semana passado os presentes dos sobrinhos. Na hora de escolher o da Letícia, parei na frente de uma prateleira que tinha uma variedade enorme de bonecas, todas da mesma linha, cada qual com uma "especialidade" diferente... no meu tempo as bonecas eram simplesmente bonecas. A mais "fantástica" que tive na idade pré-escolar foi uma Bate-Palminhas da Estrela (ô saudade da minha Bate-Palminhas)!

Imagem retirada de: retromotoca.wordpress.com
Hoje as crianças têm tanta variedade de brinquedos e também acesso tão fácil a eles que às vezes penso que não sentem o mesmo prazer que nós tínhamos ao ganhar brinquedos quando crianças. Lembro que uma vez ganhei no meu aniversário um jogo de pratinhos e xícaras da Hello Kitty. O plástico era até meio vagabundo, mas aquilo pra mim foi o máximo. Já maiorzinha, eu pedi à mamãe de Natal um jogo recém lançado: Sem Censura. Essa cena nunca saiu da minha cabeça: estávamos nas lojas Americanas, já na fila do caixa, quando eu criei coragem pra pedir. Eu já tinha visto na loja enquanto a mamãe escolhia alguns presentes. Fiquei tão feliz quando ela disse que compraria! Ela barganhou alguma coisa comigo na hora, nem lembro o que era, mas só de saber que eu iria ganhar o jogo de presente no Natal, compensava qualquer coisa!

Aqui em casa vou tentando frear o consumismo da Julia, é um trabalho árduo, mas pelo menos eu tento. Quando ela me pede o que vê na tv eu me faço de doida porque acho que não adianta argumentar muito com uma criança de 03 anos. Quando ela insiste muito eu digo que se eu tiver dinheiro a gente pode pensar em comprar. De dia das crianças, vamos dar um brinquedo que ela ganhou no aniversário mas que ainda não abriu (temos alguns ainda guardados). Ela vai adorar e nós também!
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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Coisas difíceis de explicar...

Outro dia estava pensando como é difícil explicar certas coisas às crianças. Às vezes queremos poupá-las da realidade, às vezes o entendimento delas ainda não é o suficiente para compreender e  às vezes ficamos envergonhados mesmo em dar certas explicações. Julia ainda não me deixou encurralada com nenhuma pergunta "cabeluda", a pior que ela me fez foi "o que é isso?" apontando para o sangue no meu absorvente e eu respondi: "a mamãe está menstruada, quando você crescer você também vai ficar" e ela se deu por satisfeita. Entretanto, tenho me visto sem saber como explicá-la porque a vovó Ecilda não acompanha as brincadeiras dela.

A mamãe tem Alzheimer e já não interage com a gente da mesma maneira e nem obedece mais a comandos. Então, se a Julia diz pra ela segurar uma boneca ou jogar uma bola, a avó permanece parada, olhando para o nada. É triste demais vê-la assim e é complicado contornar com a Julia porque ela pensa que a avó não quer brincar com ela, chora, fica zangada, se frustra............

Imagem retirada de: comumtoquederosa.blogspot.com

Aí resolvi dizer pra Julia que a vovó já está bem velhinha e que a cabecinha dela já está gasta e que por isso ela às vezes não entende o que a gente fala. Não sei se fiz certo, mas não sabia como explicar o que é Alzheimer para uma criança de 03 anos. Ora, se eu, do alto dos meus 35 anos não entendo como uma pessoa tão ativa, tão independente, com um bom nível cultural, que era professora universitária ficou assim, como vou explicar para a Julia?

É um abismo enorme entre neta e avó. Uma está evoluindo a cada dia, a outra, involuindo. Uma aprende com uma facilidade incrível e vai conquistando sua independência enquanto a outra depende dos outros até para comer. Uma tem a vida inteira pela frente e a outra tem alguns anos (?) com uma qualidade de vida muito questionável do ponto de vista de realizações pessoais, de vivências. E no meio estou eu, tendo que cuidar das duas, que organizar a vida das duas e tendo que aprender a conviver com todas essas diferenças... tento encarar como se a mamãe fosse uma criança (até porque não reconheço mais minha mãe naquela idosa frágil e dependente), mas não é fácil..... Se alguém tiver uma sugestão de como posso explicar à Julia o porque da vovó não brincar com ela, estou aberta a sugestões!
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domingo, 9 de outubro de 2011

Bodas de Lã

Ebaaaaaaaaaaaaa!!!! Hoje estamos comemorando nossas Bodas de Lã! São sete anos felizes (com altos e baixos, é claro), sete anos de muito companherismo, de muitas aventuras, risadas, histórias, choros, superações, mudanças de vida.

Imagem retirada de: cariricaturas.blogspot.com


Posso dizer sem medo que foram os melhores anos da minha vida porque foram desfrutados ao lado do homem que amo e que escolhi pra dividir a aventura de viver. E esses sete anos foram somente o começo: vem muito mais por aí!!!!!

Claudio, meu grande companheiro, te amo e te admiro demais, muito mais do que você possa imaginar! Obrigada por me escolher e aceitar como sua parceira de vida!
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sábado, 8 de outubro de 2011

Feliz Aniversário, meu amor!

Hoje é um dia muito especial porque é o dia do aniversário de uma pessoa muito especial: Claudio. Desde que ele entrou na minha vida que vejo tudo cor de rosa e quando não estou conseguindo, quando está tudo cinza, ele pinta de cor de rosa pra mim!



Ele é meu amor, meu companheirão, meu parceiro de vida, de momentos bons, de momentos difíceis. Parceiro de lutas e de sonhos e parceiro no nosso maior projeto: Julia! É  um homem por inteiro, meu super-homem que a cada dia me surpreende e me conquista.

Te amo muito, amor da minha vida! Que seu dia seja especial e que sua vida seja cada dia melhor, você merece!
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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Curtas

Julia estava conversando com a prima Letícia quando a Letícia disse: "eu tenho um cachorro". Como a Julia não queria ficar pra trás, ela na mesma hora disse: "eu também tenho um cachorro!"

Mas aí ela parou um pouco, pensou e disse: "não, eu não tenho cachorro, eu tenho formigas."

Explicação: moramos numa casa com um jardim que é o paraíso das formigas......... todos os vizinhos tem problemas com elas. Ah e nós não temos animais de estimação em casa.

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Julia estava em casa e eu falei pra ela que minha prima Diana iria levá-la ao cinema. Ela então vira pra mim e diz: "a tia Diana é a tia mais legal!"

Como a Diana é doida por ela e e iria adorar ouvir isso, liguei na mesma hora pra ela e disse: "Julia, fala pra tia Diana o que você me falou agora que ela vai ficar muito feliz e vai te levar pro cinema." Julia pegou o celular e falou: "tia Diana é a tia mais legal e mais bonita."

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Saímos para comer um crepe e Julia começou a mexer no brinco da namorada do meu irmão até tirá-lo  e derrubá-lo no chão. O local estava mal iluminado e nós ficamos logo apreensivos procurando o brinco. Claudio então chamou atenção da Julia dizendo que ela não pode mexer nas coisas dos outros assim, que agora tinha perdido o brinco e seria difícil achar. Ela então olhou para o pai e disse: "não se preocupe, papai."



Julia conversando sobre nossa mudança, falou que o quarto novo dela é rosa. Perguntei a ela quem foi que pintou o quarto de rosa. Julia não se apertou e respondeu: "o síndico". Onde essa menina já ouviu falar em síndico, meu Deus?

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Julia assistindo filme na TV e a vilã da história fazendo suas maldades. Julia bem apreensiva e com a voz super dramática, olha pra mim e fala: "oh, não! Ela é muito poderosa!" e ao final do filme ainda disse: "a história foi 'inquível', mamãe!"

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Vínhamos no carro e minha tia estava junto. Minha tia então conversando, vira pra mim e fala: "no dia das crianças, eu estou querendo dar..." mas não conseguiu completar a frase porque a Julia se antecipou dizendo: "...um presente pra mim".
 
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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Entre caixas e plástico bolha

Meus fins de semana agora são assim: entre caixas e plástico bolha. Vamos nos mudar (sim, estou mudando de casa e de emprego ao mesmo tempo, porque assim é mais divertido!) e como temos pouco tempo livre, já estamos encaixotando o que dá. 

Isso significa nos privar do uso de algumas coisas (tá, nem tanto, tem muita coisa que a gente não usava) e viver numa casa que tem mais caixas do que móveis. Não é divertido.......

Imagem retirada de: brasilblogado.com


Quando viemos morar nessa casa, imaginamos que jamais sairíamos daqui. Mas o mundo é bem redondinho e dá voltas e nós vamos sair dessa casa. Acho que minha ficha ainda não caiu, foram 7 anos morando aqui, a gente acompanhou a construção toda (quase todo fim de semana a gente vinha ver a obra e ainda trazia a família....... coitados!). Era tão bom chegar na casa ainda em construção e ficar sonhando com o futuro! E esse futuro foi muito bom!

Aí sábado passado fomos tirar as coisas do sótão. O sótão é quase do tamanho da casa e praticamente tinha outra casa lá em cima. Sinceramente, tinha coisa que eu nem me lembrava mais, tinha presente do nosso casamento ainda com o cartão carinhoso de quem deu. Foi preciso a colaboração do jardineiro e do ajudante dele pra tirar tudo lá de cima. Muita poeira, muitas caixas... a varanda ficou parecendo um campo de guerra. E aí chegou a difícil hora de praticar o desapego...

Nos desfizemos de um bocado de coisa, mas "descobrimos" muita coisa legal e o propósito agora é: se tem utilidade, se gostamos e se tem onde guardar, fica; se vai ficar em caixa, vamos dar outro destino. Não dá pra ficar guardando mil coisas que a gente nunca usa, né? A gente não pensava muito assim talvez por achar que nunca sairíamos daqui, mas agora aprendemos a lição. Fora que dá outra energia doar o que a gente não usa: quem recebe fica feliz e quem dá, leve.

Ainda temos muita coisa pra encaixotar....... e depois vem o trabalho de desencaixotar e arrumar tudo em seu devido novo lugar. Mas acho que o maior desafio é fazer isso com a Julia querendo ajudar. Nós até tentamos fazê-la participar, mas não dá pra ela ajudar em tudo, primeiro pela limitação de força física e segundo porque vidros e cristais estão proibidos pra ela por motivos óbvios. Aí quando ela não consegue ajudar, ela consegue "atrapalhar" ficando no meio do caos. Nesses momentos eu penso: minha mãe foi uma heroína! Ela encaixotou tudo sozinha pra fazer nossa mudança do Rio pra Fortaleza (até ganhou de "brinde" uma hérnia de disco, tadinha), sem meu pai pra ajudar (ele já tinha falecido) e com duas crianças pequenas dentro de casa. Como ela conseguiu? Não tenho a menor idéia, mas me inspiro nela pra encarar esse trabalhão que é fazer uma mudança!
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