segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Entre caixas e plástico bolha

Meus fins de semana agora são assim: entre caixas e plástico bolha. Vamos nos mudar (sim, estou mudando de casa e de emprego ao mesmo tempo, porque assim é mais divertido!) e como temos pouco tempo livre, já estamos encaixotando o que dá. 

Isso significa nos privar do uso de algumas coisas (tá, nem tanto, tem muita coisa que a gente não usava) e viver numa casa que tem mais caixas do que móveis. Não é divertido.......

Imagem retirada de: brasilblogado.com


Quando viemos morar nessa casa, imaginamos que jamais sairíamos daqui. Mas o mundo é bem redondinho e dá voltas e nós vamos sair dessa casa. Acho que minha ficha ainda não caiu, foram 7 anos morando aqui, a gente acompanhou a construção toda (quase todo fim de semana a gente vinha ver a obra e ainda trazia a família....... coitados!). Era tão bom chegar na casa ainda em construção e ficar sonhando com o futuro! E esse futuro foi muito bom!

Aí sábado passado fomos tirar as coisas do sótão. O sótão é quase do tamanho da casa e praticamente tinha outra casa lá em cima. Sinceramente, tinha coisa que eu nem me lembrava mais, tinha presente do nosso casamento ainda com o cartão carinhoso de quem deu. Foi preciso a colaboração do jardineiro e do ajudante dele pra tirar tudo lá de cima. Muita poeira, muitas caixas... a varanda ficou parecendo um campo de guerra. E aí chegou a difícil hora de praticar o desapego...

Nos desfizemos de um bocado de coisa, mas "descobrimos" muita coisa legal e o propósito agora é: se tem utilidade, se gostamos e se tem onde guardar, fica; se vai ficar em caixa, vamos dar outro destino. Não dá pra ficar guardando mil coisas que a gente nunca usa, né? A gente não pensava muito assim talvez por achar que nunca sairíamos daqui, mas agora aprendemos a lição. Fora que dá outra energia doar o que a gente não usa: quem recebe fica feliz e quem dá, leve.

Ainda temos muita coisa pra encaixotar....... e depois vem o trabalho de desencaixotar e arrumar tudo em seu devido novo lugar. Mas acho que o maior desafio é fazer isso com a Julia querendo ajudar. Nós até tentamos fazê-la participar, mas não dá pra ela ajudar em tudo, primeiro pela limitação de força física e segundo porque vidros e cristais estão proibidos pra ela por motivos óbvios. Aí quando ela não consegue ajudar, ela consegue "atrapalhar" ficando no meio do caos. Nesses momentos eu penso: minha mãe foi uma heroína! Ela encaixotou tudo sozinha pra fazer nossa mudança do Rio pra Fortaleza (até ganhou de "brinde" uma hérnia de disco, tadinha), sem meu pai pra ajudar (ele já tinha falecido) e com duas crianças pequenas dentro de casa. Como ela conseguiu? Não tenho a menor idéia, mas me inspiro nela pra encarar esse trabalhão que é fazer uma mudança!
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2 comentários:

Sarah - Overdose de Esmalte disse...

Olha... só em pensar em mudança já me dá arrepios!
Pense numa coisinha pra eu nao gostar de fazer (e já fiz bem mais do que gostaria).
Enfim, boa sorteeeeeeee!!!

Beijos!
Sarah

Syl - Minha Casinha Feliz disse...

Vou precisar de sorte mesmo! É coisa demais pra encaixotar!!!!! Mas se quiser ajudar, a casa está de portas abertas, viu?

Beijos!