quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Interrompemos nossa programação....

"Tan-tan-tan-tan-tan-tantan-tantan/Tan-tan-tan-tan-tan-tantantantaaaaan" (imagine a musiquinha do plantão da globo). Interrompemos nossa programação internacional para uma notícia de última hora:




Precisa dizer mais alguma coisa????

Felizes, muito felizes!!!!!
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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Voltando!

Depois de muitos dias sumida, estou de volta! Fomos à Disney com a Julia (meu irmão com minha sobrinha e minha cunhada com meu sobrinho também foram) e de lá não tive tempo nem disposição de escrever.

Já falei aqui que não é fácil viajar com criança pequena. Agora achei mais fácil viajar com a Julia (graças à Deus porque na volta foram 34 horas até chegarmos em casa - depois relato esse absurdo). Ela estava empogadíssima com tudo e ficou super feliz quando descobriu que iria dormir no avião (santa inocência!). Como ela está maiorzinha, coopera mais nos momentos críticos como embarque e desembarque.

Saímos de Fortaleza no começo da tarde e fomos pra Guarulhos. Lá fizemos check-in novamente na Delta (sem as malas que foram despachadas direto para Orlando) e confesso que nunca vi tanta desorganização numa fila de check-in na minha vida! Por orientação dos funcionários entramos em 3 filas diferentes.... depois de um tempão conseguimos fazer o check-in e corremos para o embarque. Como estávamos com crianças, nos colocaram na preferencial para passarmos pela Polícia Federal. Ainda bem, porque depois que passamos não deu tempo nem de comprar água pras crianças, já tivemos que embarcar. 

Por falar em Polícia Federal, achei algo muito curioso: a última viagem internacional que fiz foi antes do 11 de setembro, então estava meio por fora das normas de segurança, principalmente para os EUA que são super rigorosos. Li em vários sites que pra se levar medicação, era necessário levar receita médica. Alguma pessoas diziam até pra levar em inglês (achei um absurdo pois os médicos brasileiros não são obrigados a saber inglês, embora seja altamente recomendado por questões de atualizações profissionais). Enfim, levei na mão alguns remédios que poderíamos precisar e todos eles com receita pra evitar problemas ao entrar nos EUA. Acontece que não tive nenhum problema ao entrar lá com os remédios, mas tive ao sair do Brasil! Fui barrada na fiscalização e foi pedido receita de um hixizine (que aqui não precisa de receita para comprar) e ainda verificaram se estava lacrado. Ainda bem que eu estava com a receita em mãos e ele estava completamente lacrado, do jeito que saiu da farmácia. Ainda quiseram barrar os todynhos que levei pra Julia, mas expliquei que ela não come nada no avião e me liberaram.

O hixizine ainda gerou uma situação engraçada: nós levamos na bagagem de mão porque eu estava com medo da Julia não dormir no avião por estar super excitada. Como ele dá sono, poderia ser a salvação da lavoura porque nada pior que passar a noite viajando com uma criança cansada e superexcitada que não consegue dormir. Não foi preciso dar a ela, ele voltou do jeito que foi, lacrado. Mas acontece que em algum momento eu comentei com ela que iríamos todos tomar um remedinho pra ajudar a dormir (Claudio e eu fomos de relaxante muscular) e ela não esqueceu disso. De instante em instante me perguntava que horas ía tomar o remedinho pra dormir e eu já morta de vergonha. Comentei até com o Claudio que se ela não parasse de perguntar íam chamar o Conselho Tutelar pra prender os "dopadores de criança".

Meninas fazendo caras e bocas no aerporto de Detroit após uma tarde e uma noite de viagem


Bom, a ida foi cansativa mas foi boa! Os aeroportos americanos são muito bem sinalizados e os funcionários foram muito educados e muitos deles, muito simpáticos, brincaram até com as meninas (embora elas não tenham entendido nada). Chegar ao hotel foi facílimo com o GPS e o resto da viagem foi maravilhosa. Aos poucos vou contando a experiência.
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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

A Cartinha para o Papai Noel

Eu já sabia o que a Julia queria ganhar de Papai Noel: um patinete. Ela queria, eu não! Primeiro que ela tem uma bicicleta que ganhou no Natal passado e anda pouco (pra andar precisamos levar para a pracinha) e segundo que eu tenho medo de patinete na idade dela, medo dela se machucar, e terceiro porque acho um negócio muito do sem futuro.

Mas sempre, sempre que eu perguntava, ela dizia que queria um patinete. Aí ela assistiu o filme da Barbie a Princesa e a Popstar e adorou e, naturalmente, depois de ser bombardeada por comerciais em canais infantis, começou a pedir as bonecas do filme (são duas: a princesa e a popstar). Eu então comecei a dizer que achava que ela deveria pedir as bonecas ao Papai Noel. Depois de dizer algumas vezes em ocasiões bem distintas, na segunda-feira, enquanto almoçávamos, eu disse a ela que já era tempo de fazer a cartinha para o Papai Noel pedindo o presente.

Ela mais uma vez disse que queria o patinete mas eu disse que ano passado o Papai Noel já havia dado um presente grande (bicicleta) e que era melhor ela pedir um pequeno pra dar chance do Papai Noel trazer um presente grande pra outra criança senão não caberia no trenó. Na verdade, a minha insistência nas bonecas é porque estamos indo para os EUA essa semana e lá cada boneca custa U$26,90 (aqui eu vi por R$120,00) então queria aproveitar a oportunidade. Mas a Julia, que não é besta, disse que queria a boneca da princesa, a boneca da popstar, a carruagem e o castelo. Me lasquei, né? Mas já disse a ela que peça os outros ítens à avó e aos tios.

Voltando à cartinha, no fim da tarde fomos escrevê-la. Primeiro disse a ela que escrevesse do jeito que ela achasse certo. Eu só ditei o texto. E saiu assim:

Papai Noel, eu queria ganhar a Barbie a Princesa e a Popstar. Julia



Depois, eu escrevi o mesmo texto, da forma correta, em outra página e pedi pra ela ler. Ela leu e depois em uma nova página, reescreveu a cartinha, sem olhar meu modelo. Dessa vez eu ajudei em algumas palavras, destacando as sílabas na hora de falar. E saiu assim:



Achei tão bonitinho! E acho que está bom. O importante é melhorar sempre, né? Sem cobranças!
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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

O Infantil 4!

O Infantil 4 foi um verdadeiro desafio aqui em casa, não só pra Julia, mas principalmente pra mim. Ela mudou de escola e tivemos que nos adaptar às diferenças entre o que estávamos acostumadas e as regras da nova escola.

De cara já digo que algumas regras da nova escola eu não concordo (como a rigidez no horário de entrada - vi acontecer com criança de 02 anos) mas acho que a partir do momento que eu optei por colocar minha filha lá, tenho que seguir as regras. Posso (e devo) questioná-las, mas tenho que seguí-las.

Em seguida, senti diferença no acesso à professora. Não sei definir bem se isso foi um problema específico da professora dela ou é generalizado em toda a escola até porque essa avaliação do acesso à professora é subjetivo (uma mãe que quase não precise ou não queira ter acesso, não vai se queixar nunca). Sei que a professora dela, embora no início do ano tenha me dado a impressão de ser muito querida pelos ex-alunos, também me passou a sensação de ser um pouco mais rígida que o quê eu espero de uma professora de educação infantil.

O ano começou e Julia recebia elogios em geral e a professora me sinalizou a questão do comportamento dela quando contrariada (a bichinha é valente). Esse é um calo que já trago desde o Infantil 2 e que venho trabalhando (parece que agora está dando resultado). Mas nesse segundo semestre, a professora começou a me sinalizar que a Julia precisava trabalhar mais a leitura e a escrita. Sim, A LEITURA E A ESCRITA! E sim, ELA SÓ TEM 4 ANOS! Eu cheguei a perguntar mais de uma vez à professora se ela tinha nível pra passar para o Infantil 5, tamanha cobrança que senti.

O nível dela é o seguinte: nas atividades de escrita espontânea, ela muitas vezes coloca no meio das palavras letras que não pertencem a palavra. Algumas vezes faz letras espelhadas (mas se perguntar se está certa, ela corrige na hora). No geral, escreve mais ou menos certinho (troca algumas letrinhas, nada mais natural). A leitura está começando a se desenvolver, mas segundo a professora, tem criança lendo com fluência na sala dela.


Eu fui me sentindo péssima com isso tudo, com essa cobrança. Porque sou eu quem acompanha todas as tarefas da Julia. Se algo não estava bem, era sinal que eu não estava sabendo conduzir. E isso foi me estressando e eu fui (ó céus, como eu fui burra!) cobrando mais da Julia e, consequentemente, estressando-a. Sim, porque, eu estou longe de ser uma pessoa zen, eu sou toda trabalhada no stress e na agonia. E quanto mais eu cobrava, mais ela se estressava e mais dificuldade tinha. Aí eu me estressava ainda mais e depois ainda me cobria de culpa. Inferno, né?

E aí que as férias foram chegando e as tarefas de casa acabaram (na última semana não tivemos mais tarefas) e eu vi que a leitura e a escrita foram fluindo mais naturalmente, sem pressões. Por coincidência, ainda tive uma longa conversa com mães de duas amiguinhas dela que me relataram algum tipo de problema semelhante. E eu fui concluindo que provavelmente a atitude da professora tinha muita relação com isso. Primeiro que comparar uma criança com outra não se faz, né? O correto é comparar a criança com ela mesma, pra ver seu desenvolvimento. Depois que numa mesma sala, temos crianças com quase 1 ano de diferença de idade (na sala dela temos um caso de 11 meses de diferença) e nessa idade isso é muito relevante.

Na festinha de encerramento do ano letivo, todas as turmas fizeram exposição dos projetos trabalhados em sala e olhando os trabalhos dos amiguinhos da sala dela e de outras salas, pude ver que o nível é mais ou menos o mesmo. E fui concluindo que essa pressão toda é desnecessária, só prejudica ao invés de ajudar.

Julia agora, quando quer, pega seus livrinhos (de frases curtas, bem adequados para as primeiras leituras) e lê. Eu fico observando, ajudo quando ela precisa e acho que o resultado final é muito positivo. E esse fim de semana, vi minha sobrinha lendo. Ela é 1 ano e 9 meses mais velha que a Julia e acabou de concluir o Infantil 5 em uma escola top da cidade. O nível de dificuldade que ela tem é semelhante. Ela lê um pouco mais fluente, mas tem 1 ano a mais de aprendizado.

Minha conclusão no atual momento é que vou ficar de olho. A professora vai mudar e quero observar melhor pra separar o que era cobrança exagerada da professora e o que era cobrança exagerada da escola. Ficar de olho e acompanhar a Julia de perto, acho que é a melhor opção. E estar aberta a possibilidade de mudanças, caso as coisas não saiam a contento! Agora é esperar pelo Infantil 5!
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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A Lenda, a emoção, a mãe coruja e a filha também!

O título desse post parece o samba do crioulo doido, eu sei. Mas me explico: ele é sobre o festival de dança da Julia.

Não foi um festival qualquer, foi um musical, A Lenda, baseado na história da Pocahontas. E foi lindo, foi emocionante, foi estupendo!!!!!!

Mas pra falar do musical, tenho que voltar um pouco no tempo, pra abordar todos os aspectos que me fazem ficar hoje com saudades e já esperando ansiosamente pelo próximo. E aí começamos em fevereiro desse ano, quando fui matricular a Julia no ballet: ano passado ela fazia na escola mas como mudou de escola esse ano, tive que procurar outro local pra ela fazer.

Então, perto de casa, encontrei o Núcleo de Dança Xênia Skeff e lá matriculei a Julia na turminha de iniciação à dança e no baby sapateado. Eu só não imaginava que seria tão bom! Nós fomos muito bem recebidas e acolhidas e tanto ela como eu fomos formando amizades, apesar da minha timidez. Eu ainda me animei e entrei no jazz e no sapateado. Quando as nossas aulas terminavam, nós sempre ficávamos pelo menos mais uma hora, ela brincando e eu conversando. E eu comecei a observar que as alunas lá se sentiam muito bem, eram de fato uma família. E comecei a observar que as maiores (ou "as grandes", como a Julia costuma chamar) também se interessam pelas pequenas e vibram com elas. Julia começou a fazer amizade com meninas de todas as idades e isso não era exclusividade dela, mas acontecia com todas as pequenas. 

A Xênia é um caso a parte. Tem um amor enorme pelo que faz, se dedica de corpo e alma. Ela conhece cada aluna, cada mãe, cada pai, cada irmão. Conhece até o Artur, primo da Julia, pelo nome. Inacreditável, né? E olha que o Artur não é o único primo que não faz parte do núcleo que ela conhece! É uma pessoa carismática e que cativa a todos. E mães e alunas vestem mesmo a camisa do núcleo e tem orgulho de fazer parte!

Então, agora no segundo semestre, começaram os ensaios. E com a proximidade da data do festival eles foram se intensificando, foram além dos horários das aulas, chegaram até a fins de semana e feriados. E eu adorei!!!! Ver todas ensaiando ía dando uma expectativa muito boa e ía me fazendo sentir ainda mais parte de tudo aquilo. Foi cansativo (principalmente pra quem dançou, né?) mas foi gratificante!


No primeiro dia, fiquei com a Julia nos bastidores. Primeiro que era o primeiro grande espetáculo dela (a mostra de dança do ano passado foi muito mais simples, nem se compara) e segundo que ela tinha que trocar de roupa rapidamente e eu precisava ajudar. Sim, trocar de roupa, porque apesar de só ter 4 anos, ela dançou dois números! Deu pra sentir o orgulho????

Nos bastidores tivemos um telão pra assistir, mas não é a mesma coisa de estar na platéia, né? Então considero que nem vi nada no primeiro dia (até porque eu não conseguia identificar ninguém pelo telão). Mas no segundo dia, duas grandes amigas que fiz dançando e mães de amigas da Julia me tranquilizaram pois estariam com duas funcionárias delas nos bastidores que poderiam fazer a troca de roupa da Julia. Como dizia minha mãe, "quem tem amigo não morre pagão." Eu fui então cheia de espectativa pra platéia para assistir e me emocionei muito! O espetáculo foi super bem produzido e as bailarinas se esmeraram! Deram um show mesmo. Não foi só a minha não, foram todas. E quem acompanhou os ensaios e viu as dificuldades sendo superadas ficou maravilhado com o desempenho delas.

Em relação à Julia, não preciso nem dizer que ela arrasou, né? Era lontra e coruja e fez bem direitinho. Claudio e eu inclusive ficamos impressionados porque na coreografia das corujas, o sapato dela desamarrou e ela continuou dançando. Nas aulas de sapateado, quando o sapato desamarra ela fica com raiva, só quer os cadarços muito apertados. Mas no palco ela deu um show, não deixando de dançar apesar do imprevisto dos cadarços. Compromisso com o que faz é também algo que ela está aprendendo com a dança!

Agora estamos com saudades do Musical! Ficaram muitas coisas boas entre ensinamentos e amizades. E em 2013, se Deus quiser, estaremos mais uma vez participando do Musical da família Xênia Skeff!
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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Bienal Internacional do Livro do Ceará

O feriado de 15 de novembro foi super animado na Minha Casinha Feliz. Começamos o dia bem cedinho, no ensaio para o Festival de Dança da Julia que já vai ser na próxima semana. Ela ensaiou bastante essas últimas semanas, aliás, todos os que vão participar, e confesso que hoje no ensaio me emocionei vendo o quão bonito vai ficar e como o esforço de todas valeu à pena.

Depois do ensaio, fomos dar uma voltinha na Bienal do Livro. Acho que todos os moradores de Fortaleza sabem do evento que está acontecendo no Centro de Eventos. E o evento está enorme!

Imagem retirada de: http://www.bienaldolivro.ce.gov.br

Infelizmente, o estacionamento do Centro de Eventos precisa ser melhor organizado, o trânsito lá dentro estava confuso e viam-se muitos carros mal estacionados. Como nós, motoristas cearenses, somos mal educados, ouvi vários avisos pelo sistema de som do Centro de Eventos pedindo para motoristas retirarem seus carros que estavam atrapalhando a saída de outros. Acredito que quando fizerem a pintura de chão demarcando as vagas, esse problema será amenizado. Depois de muita paciência dentro do carro, conseguimos uma vaga e estacionamos. Mas como o ensaio tinha terminado já por volta de 1:30 da tarde e ainda demoramos no almoço (até decidirmos o que almoçar e onde, foi uma eternidade), chegamos tarde à Bienal. A programação infantil estava quase terminando. Aconselho a quem for com criança chegar cedo porque a programação infantil é variada e super interessante para os pequenos.

Passeamos então na feira, a procura de livros infantis. Sinto que Julia está precisando aumentar sua coleção de livrinhos e queremos estimular o interesse pela leitura nela. Na feira, vi muitos livros das princesas (Julia já tem aos montes) e muitos livros com histórias protagonizadas por personagens de desenhos animados como Dora, a aventureira e Meu Amigãozão. Além de livros da Polly, da Barbie, dos Carros, do Toy Story.... tudo muito comercial, com mensagens às vezes duvidosas. Alguns inclusive eram livros publicados em Portugal, com uma linguagem que não faz parte da realidade das nossas crianças. Eu já estava decepcionada com a feira até que encontrei o que procurava. Tudo bem, talvez eu não tenha encontrado antes por não ter procurado direito, mas vamos combinar, procurar com criança no meio daquela multidão (tinha momentos em que eu nem conseguia andar) não era propriamente uma coisa fácil. Mas conseguimos comprar alguns livrinhos pra ela de frases curtas e temas adequados, bons para que ela leia sozinha. Para quem pretende procurar livros, aconselho não fazê-lo com criança por perto (deixa com o pai em outra atividade ou mesmo fazendo um lanche). A conclusão do passeio é que a Bienal é um programa que continua valendo à pena, tomara que no fim de semana a gente consiga ir novamente!
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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Preconceito e Discriminação

Eu não acompanho novelas atuais (só as antigas pelo Viva, quando dá), mas não fico imune às propagandas e aos comentários em todo canto então acabo sabendo mais ou menos o que se passa nas tramas (e acabo assistindo a última semana e entendendo a novela inteirinha). Salve Jorge eu também não acompanho mas sempre vejo comentários por aí.

Aí essa semana o Vídeo Show mostrou a cena em que a mãe do Theo (que é feito pelo Rodrigo Lombardi) e a mãe da Morena se conhecem. Elas estão conversando e a mãe do rapaz, após contar que o marido também era militar como o filho, pergunta o que o pai da futura nora fazia. A mãe dela então rasga e diz que ele era um traste e que não sabe o que ele faz da vida hoje, se está preso, se morreu e tal....

Obviamente a mãe do galã faz uma cara meio de espanto, meio de crítica....... agora atire a primeira pedra aquela mãe que não faria! Porque, vamos combinar, você cria seu filho com todo amor e carinho, com todo o sacrifício que a tarefa exige e vê que ele vai se casar com uma moça que ele mal conhece e que tem uma família desestruturada, que o pai era um criminoso, que a mãe dela foi mãe solteira na adolescência e ela também. Você receberia a notícia fazendo festa??? Eu não! Quem quiser me chame de preconceituosa e aguarde pra morder a língua no futuro mas eu penso assim mesmo. #prontofalei

Vou me explicar melhor, começando pela palavra preconceito: ao pé da letra o preconceito é o conceito que a gente faz da pessoa, baseado em nossas experiências prévias, antes de ter dados suficientes (conhecer) pra avaliar com clareza e imparcialidade. E isso todo mundo faz! É instintivo, é até um mecanismo de autodefesa. Ou vai me dizer que se você vem numa rua deserta à noite e em sua direção vem um rapaz mal encarado você não muda de calçada? Pois isso é o preconceito: com suas vivências prévias, você assume que existe um alto risco de ser assaltada por um rapaz mal encarado numa rua deserta à noite.

Mas precisamos diferenciar o preconceito da discriminação. Essa sim é muito, muito ruim. A discriminação é quando a gente não tem respeito ou empatia por alguém e considera essa pessoa inferior por ser diferente da gente em algum aspecto. Aí pode ser pela opção sexual diferente, pela raça diferente, pela religião diferente, porque a pessoa é gorda, porque a pessoa é magra......... ihhhhhhh, tem discriminação demais no mundo!

Mas como os dois conceitos (preconceito e discrimação) se confundem, eu vivia dizendo que eu jamais seria "preconceituosa" como a mãe do galã da novela. E dizia isso exatamente porque minha mãe tinha esse tipo de pensamento e eu achava o fim (oh, adolescência!). Foi a Julia nascer e eu me vi com os mesmos pensamentos da minha mãe, até conversei sobre isso com o Claudio.

Não estou dizendo que a moça (ou qualquer pessoa real que viva a mesma situação) não presta porque nasceu nessa família desestruturada. Não estou dizendo que ela não presta porque foi mãe solteira e muito menos que ela não presta porque o pai é um marginal ou porque ela mora na favela. Apenas estou dizendo que a reação da mãe do noivo foi muito natural e que eu teria a mesmíssima reação. Teria porque a gente quer poupar os filhos de problemas, de desilusões e porque a gente sabe que uma pessoa que não cresceu num ambiente saudável do ponto de vista afetivo tem tudo para ter problemas. Ah, mas pais casados não necessariamente fornecem um ambitente afetivamente saudável para os filhos. Sim, é verdade. Mas o fato dos pais serem casados (mas casados de corpo e alma, com respeito, amor, enfim, o pacote todinho de um casamento equilibrado), terem trabalhos/empregos/carreiras tradicionais, ou melhor dizendo, legais, são alguns indícios de uma família estruturada. Por outro lado, uma pessoa que cresceu na condição que a personagem da novela "cresceu" tem maiores probabilidades de ter problemas emocionais mais à frente. Embora (e eu faço questão de frisar pra não ser mal interpretada), uma mãe solteira possa perfeitamente prover um ambiente muito mais equilibrado do ponto de vista emocional que muitos pais casados. É apenas uma questão de se analisar as probabilidades (avaliar com base nas experiências prévias).

Imagem retirada de:
pauloliberalesso.wordpress.com

No fundo, no fundo, acho que o que vale mesmo é conhecer a pessoa de perto, sabe? Pra não ter discriminação. Porque preconceito sempre existe (e nem sempre é ruim), mas se a gente der uma chance de conhecer a pessoa, fica mais fácil acolher e não discriminar e se aproximar mais ou se afastar por questões de afinidades e não de discriminação. Mas fazer de conta que a situação da novela é normal e que a mãe do galã é que é a errada porque teve uma reação preconceituosa é politicamente correto demais pro meu gosto, ou melhor, é hipocrisia demais pro meu gosto! E eu continuo com meus preconceitos, mas sempre combatendo minhas discriminações e abominando a hipocrisia do politicamente correto!
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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

A Magia do Natal está chegando!

Sim, estamos em novembro e o Natal está na porta........ tá, nem tão na porta assim, mas pelo menos no portão, admitamos! O fato é que montamos nossa árvore de Natal esse fim de semana. Talvez cedo demais mas, do meu ponto de vista, na data que seria possível. No final de novembro vamos viajar, então, até a viagem, vou estar feito doida aprontando tudo que falta para a viagem e ajeitando tudo que tenho que deixar organizado por aqui: contas pagas e a pagar, orientações para as cuidadoras da mamãe, despensa minimamente abastecida para quando voltarmos, já que vou praticamente direto do aeroporto para o trabalho... Além disso, agora em novembro, teremos ainda o Festival de Dança da Julia antes da viagem (ela vai dançar em dois números - orgulho no último!). E vamos chegar de volta faltando 10 dias para o Natal. Então ou a gente montava esse fim de semana ou iríamos ficar mais um ano sem árvore de Natal.

E eu amo árvores de Natal! Fico hipnotizada com aquelas luzinhas e bolinhas. Quando eu era criança, da idade da Julia, tínhamos árvore de Natal em casa mas era bem sem gracinha do ponto de vista de uma criança. Depois, quando mudamos pra Fortaleza, minha mãe não armava mais árvore pois mal terminava novembro a gente viajava e só voltava no fim de janeiro. Mas aí eu tinha a árvore da casa da minha tia em Minas pra curtir (e era sempre linda!). Depois, quando começamos a passar o Natal aqui, minha mãe ainda demorou a se render aos meus apelos por uma árvore até 1993, quando ela finalmente resolveu comprar uma. Eu já estava uma coroa, mas curti demais. Quando casei (2004) minha mãe nos deu a árvore (a mesma comprada em 1993) e nós usamos essa árvore até a Julia nascer (2008). Depois que ela nasceu, eu não usei mais coitada porque, vamos combinar, né, ela já estava devendo ao subsolo fazia tempoooo.

E aí que não compramos mais árvore: grana curta, criança pequena pronta pra derrubar a árvore ou colocar todos os enfeites na boca.... ela ía curtindo as dos shoppings. Ano passado quis comprar, mas estávamos de mudança então achei melhor adiar. Aí esse ano Claudio e eu nos empolgamos juntos e empolgamos a Julia também!

Compramos uma árvore enorme (2,10m) e um mooooonte de enfeite e montamos a árvore à 8 mãos (Claudio, Julia, Artur e eu). Claudio e eu montando e as duas crianças atrapalhando ajudando. 

Ah, mas o resultado final só mostro no Natal!!!!

O resultado ficou legal. Não é uma árvore linda, chic, mas é uma árvore que vai fazer os olhinhos da Julia brilharem no Natal e que vai tornar nossa Noite Feliz e Mágica!
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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Mais pérolas!

Outro dia Julia reclamou: "Mamãe, o papai tá demorando muito!" Eu expliquei que era porque ele estava trabalhando e antes que eu novamente me prolongasse na explicação do porque papai e mamãe precisam trabalhar (eu dou essa explicação quase que diariamente) ela me cortou dizendo: "ele tá trabalhando pra ganhar dinheiro, né? Mas não precisa, mamãe, ele já tem muito!"

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Julia é alucinada pela minha sogra, pede todo dia pra ir pra casa dela. Aos fins de semana sempre quer que a avó venha dormir aqui. Um dia desses, a gente saindo pra ir para a escola eu falei na minha sogra (não lembro o porque) e Julia mandou o recado: "mamãe, diz pra vovoinha que eu te amo ela!" Declaração de amor linda pela avó, né?

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Julia estava brincando com os primos de pirata, monstro ou outra coisa do gênero e veio chamar o pai para voltar à brincadeira: "vem, papai, ele está prestes a matá-lo". A língua portuguesa agradece!

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Julia estava reclamando alguma coisa com o pai e ele não deu muita bola. Ela então chegou perto de mim se queixando: "mãe, aquele teu marido não entende nada que eu falo!"

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Estávamos num aniversário e Julia, depois de brincar muito, disse que estava com sede. Eu então disse que ía pegar água pra ela mas continuei conversando. Ela então vira pra mim e diz: "mãe, eu tô com sede, cadê o agueiro?". E quando o garçon veio com uma bandeja cheia de copos com água, ela saiu correndo em direção a ele gritando: "agueiro, eu quero água!"
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terça-feira, 16 de outubro de 2012

Tirando Visto Americano em Recife

Fomos à Recife no começo do mês tirar o visto americano. É chato, é burocrático mas a viagem no fim das contas foi boa porque aproveitamos pra descansar e conhecer o apartamento da minha prima que está morando lá.

O primeiro passo para quem quer tirar o visto é preencher um formulário bem grandinho no site do consulado. O formulário é todo em inglês mas não é difícil de preencher. Preencher 1 formulário é tranquilo; legal é preencher 5, com crianças brincando e brigando ao lado. O resultado é que Claudio preencheu meu nome errado (acreditem, ele consegue errar meu nome e minha data de nascimento!). Mas enviamos um email para o consulado e no dia seguinte deram a resposta e meu caso foi solucionado. A dica na hora de preencher o formulário é: vá salvando o formulário a cada página preenchida porque se a conexão cair você não precisa começar tudo novamente. Em seguida você paga a taxa do visto e só quando o pagamento da taxa for confirmado (pode ser por cartão de crédito ou boleto bancário) é que você consegue agendar entrevista.

Agora, para tirar o visto, é preciso fazer dois agendamentos: o primeiro no CASV (Centro de Atendimento ao Solicitante de Visto) e outro no consulado. Essa nova metodologia foi implantada em maio desse ano e vem pegando muita gente de surpresa. Nós fizemos em dois dias, mas acho que dá pra fazer em um dia só (sendo um de manhã e o outro à tarde e o vôo de volta sendo num horário beeeeeem distante da hora marcada no consulado porque, tenha certeza, você vai tomar um chá de cadeira). Na hora de agendar é bom ter atenção pois o Claudio quando foi agendar, fez primeiro o agendamento no consulado para só depois o site avisar que precisava agendar no CASV (sim, o site é confuso).

Nossa marcação no CASV foi à tarde, chegamos com uns 15 minutos de antecedência e não tinha fila (mas já ouvi falar de filas gigantescas por lá). No CASV, eles checam os passaportes, confirmam dados pessoais como endereço, email e telefone e colhem as digitais e fotografias (e no meu caso corrigiram meu nome com base no passaporte). O site do consulado informa que crianças (não me recordo o limite de idade) não precisam comparecer para tirar o visto e é verdade, mas não esqueça de levar uma foto da criança 5X7 de boa qualidade, tirada nos padrões estabelecidos pelo consulado. Quando você preenche o formulário tem que enviar o arquivo de uma foto e você pode levar essa mesma foto impressa para o CASV. O ideal é procurar um local que já esteja acostumado a tirar fotos para o visto: lá eles tem cuidados com detalhes como a distância, o fundo, a presença de acessórios que possam atrapalhar e fornecem o arquivo e as fotos impressas, então você envia o arquivo na hora do preenchimento do formulário e leva a mesma foto impressa ao CASV.

Estou frisando esse ponto porque meu irmão não levou a fotografia da minha sobrinha. Na verdade, ele achou que estava comigo e eu achava que estava com ele (e até agora não encontramos as benditas fotos, êta povinho desorganizado). Ao chegarmos ao CASV, os funcionários então fizeram todo o processo conosco (é super rápido) e nos deram 1 hora para providenciar a foto da minha sobrinha. Nós então procuramos um orelhão (não pode entrar com celular e nenhum eletrônico, mesmo no CASV) para ligar pra minha prima e pedir pra ela enviar o arquivo da foto (Claudio tinha salvo no computador, graças à Deus). Como não conseguimos ligar, pegamos um taxi (na rua lateral do CASV tem um ponto de taxi e na própria avenida passa táxi com muita frequência) e fomos até o apartamento dela. Chegamos lá passamos o arquivo para um pen-drive e voltamos correndo. Na volta, pedimos ao motorista pra nos deixar numa gráfica que tínhamos visto na mesma avenida do CASV. O pessoal da gráfica era muito simpático, mas pouco eficiente. A impressão não ficou boa e eles tiveram que ir num comércio ao lado para cortar a foto (pode uma gráfica não ter tesoura ou guilhotina???). 

Saímos correndo, para atravessar a avenida tivemos que usar a passarela (eu estava morrendo de medo de assalto, mas melhor ser assaltada que morrer atropelada) e chegamos no consulado faltando uns 2 minutos para o prazo encerrar. Não aceitaram a foto porque de fato a qualidade estava ruim. Eu perguntei se eles pegariam o arquivo do meu pen-drive já que eles íam tirar foto da foto (sim, isso mesmo, tiram foto da foto!). Não aceitaram pegar o arquivo direto do pen-drive e nos deram mais 1 hora para resolver. Saímos então à procura de uma lan house que a funcionária do CASV indicou e 3 quarteirões depois encontramos, numa rua tranversal, uma "biboquinha" que anunciava foto 3X4. Entramos e o rapaz, muito solícito, imprimiu o arquivo no tamanho que queríamos. A foto enfim foi aceita pelo CASV e no dia seguinte pudemos ir ao consulado. O cuidado que friso para quem vai ao CASV é de não andar com nada que chame atenção (relógios, brincos, cordões) pois embora não haja problemas em entrar com esses ítens no CASV, a região é meio barra pesada. Quando estávamos voltando com a fotografia da minha sobrinha, entramos em uma concessionária de carros pra evitar cruzar na rua com um grupo de 4 rapazes muito suspeitos que ainda passaram olhando, mesmo a gente tendo entrado na loja.

No Consulado chegamos com 40 minutos de antecedência e esperamos um tempão na fila antes de conseguirmos entrar. Eles recomendam que não se pode levar celulares, eletrônicos e bolsas, mas vi muitas mulheres com bolsas lá. De qualquer forma, lá vizinho tem uma lan house com guarda volumes e o pessoal do consulado mesmo indica o serviço. Na entrada do consulado, passamos por detector de metais e nossos pertences por rx, igual o procedimento nos aeroportos. E lá dentro a gente entrega os passaportes e aguarda a chamada que é ALEATÓRIA. E tome chá de cadeira! Depois de muita espera, fomos finalmente chamados, conferiram nossas digitais e nossos dados e fomos encaminhados para a entrevista. Me fizeram duas ou três perguntas, não me pediram comprovação de nada (levei duas pastas com documentos meus e do Claudio), perguntaram ao meu irmão qual a profissão dele e pediram a declaração de imposto de renda e não perguntaram nada ao Claudio. Nossos vistos foram aprovados e 1 semana depois nossos passaportes com vistos chegaram em casa.



Agora é só esperar o dia de embarcar!!!
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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Bodas de Papoula!

Salve 09 de outubro! Em 09 de outubro de 2004, Claudio me fez a mulher mais feliz do mundo ao afirmar, perante Deus e pessoas queridas, que queria passar o resto de seus dias ao meu lado!

Tá, a montagem tá meio breguinha, mas o amor é lindo e brega assim mesmo!


Dia inesquecível, emoções únicas, felicidades eternas. Eternas sim pois apesar das dificuldades, apesar dos dias ruins e das tristezas que a vida nos apresenta, somos felizes! Somos uma só alma sem perder nossa individualidade, somos um só e nos complementamos. 

Claudio, te amo sempre e a cada dia mais! E que venham mais muitos anos de comemoração!
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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Sinceridade Infantil 2

Hoje é o aniversário da minha prima Diana e ontem, conversando sobre isso com a Julia (que está animadíssima para apagar as velas), surgiu o assunto idade. Ela primeiro perguntou quantos anos a tia Diana estava fazendo. Minha prima que é muito gaiata, respondeu que estava fazendo 15 (mentira, ela está fazendo 30 pronto, entreguei!). 

Imagem retirada de: anormal-anm.com

Julia então perguntou quantos anos minha tia, que estava com a gente, tinha. Diana, que não é besta nem nada e querendo ter uma aliada no objetivo de diminuir a idade, respondeu rapidamente que minha tia tem 60 anos. Julia então soltou: "eita, ela tá velha, né?" 

Imagine se ela soubesse a idade verdadeira da minha tia... ía me matar ainda mais de vergonha com o excesso de sinceridade...
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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Piquenique no Passeio Público

Domingo fizemos uma programação diferente: um piquenique no Passeio Público. O Passeio Público (ou Praça dos Mártires - nome oficial)  "é a mais antiga praça da cidade de Fortaleza, Ceará. Além da bela vista para o mar, o praça possui como atrativos naturais diversas árvores centenárias, como o famoso baobá plantado por Senador Pompeu em 1910. Seu nome atual foi definido em 11 de janeiro de 1879 pela Câmara Municipal de Fortaleza." (fonte: Wikipedia)

Imagem retirada de: ceara.pro.br

O lugar é belíssimo e foi restaurado em 2007. Até então, após anos dourados em que foi ponto de encontro da sociedade, estava sendo um famoso ponto de prostituição em Fortaleza. Eu já tinha ido após a restauração, mas em outra proposta, um passeio adulto. Aí ouvi uma amiga falar de lá, li em alguns blogs sobre os piqueniques que as famílias estavam fazendo no local e resolvemos experimentar. Chamamos minha cunhada e meu irmão com Artur e Letícia e falei também com a Fernanda mãe da Aninha (que é a melhor amiga da Julia). A Nadja (minha cunhada) falou com a Sandra (mãe Lucas, melhor amigo do Artur) e a turma estava formada!



Eu levei uma colcha de cama grande e grossa para forrar o chão e levamos guloseimas que fazem sucesso entre a criançada: sucos, achocolatados em caixinhas, iogurtes, biscoitos, bolo, sanduíche, pão de queijo. Levamos também bicicletas e patinetes e a festa estava feita.

Por falar em festa, estava havendo lá um aniversário de criança. Eu achei a idéia genial pois dá a oportunidade a várias crianças (e adultos também) de conhecerem um local super agradável que faz parte da história da nossa cidade.

As crianças correram, bateram fotos em cima de árvores, andaram de bicicleta e com certeza adoraram o passeio diferente. Nós adultos sentamos no chão e conversamos naquele ambiente relaxante. O local está precisando ser mais bem cuidado (infelizmente) mas está perfeitamente frequentável e conta com a segurança da Guarda Municipal. Acho inclusive importantíssima a presença de famílias no local para que não caia em decadência novamente. E que as pessoas divulguem o local e cobrem uma boa manutenção da prefeitura pois lugares assim na nossa cidade são raros e extremamente necessários. Julia adorou o programa e no mesmo dia à noite estava pedindo para fazer outro piquenique lá. Com certeza, este é um bom programa para todas as idades!
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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Sobre a eterna (e chata) discussão parto normal X cesárea...

Sinceramente, essa discussão me cansa! Sim, acho sim que a mulher deve ter o direito de escolher e ponto. Mas sim, também acho que informação é fundamental.

Não devemos julgar as decisões alheias, acho que devemos julgar as nossas decisões. Refletir e mudar se acharmos necessário. Também acho que podemos expor nossas opiniões, podemos debater. Mas para debater é necessário que estejamos abertas a outros prismas, outras vertentes da mesma situação.

Eu fiz cesárea eletiva. Sou extremamente bem resolvida em relação a ela, foi uma escolha. Mas gosto de ler sobre tudo relacionado à maternidade e adoro ler relatos de nascimento (seja por qual via for). Alguns relatos de partos normais me encantam, outros me aterrorizam. Uma vez li um relato de uma mãe pariu no box do banheiro, de quatro. Parto humanizado? Do meu ponto de vista não. Mas isso é o MEU ponto de vista. O nascimento da Julia não foi um evento frio, sem emoção, muito pelo contrário. Estava cercada de pessoas queridas, brincamos o tempo todo e eu fui bastante esclarecida sobre os procedimentos que seriam adotados e todas as minhas dúvidas foram tiradas. Isso pra mim é humanização.

Imagem retirada de: bemquesequis.wordpress.com

Mas entendo que algumas pessoas possam se frustrar ao desejar o parto normal e não conseguirem (não estou entrando nos méritos dos motivos). Desejos frustrados são difíceis de engolir. E entendo e admiro a luta dessas pessoas para que outras não passem pelo mesmo. Mas, minha admiração para aí na maioria das vezes.

Isso porque o que costumo ver são pessoas amargas e que não admitem opiniões em contrário. Já vi mulheres dizendo que as mulheres não devem ter o direito de escolha. Isso pra mim é ditadura! Já vi apelarem pra tudo, até pra religião. Isso pra mim é falta de argumentos! Da mesma forma que considero que as mulheres devem ter o direito de escolha pelo parto normal (e isso foi o ponto mais batido pelas mulheres que veementemente criticaram a decisão do cremerj de proibir os partos domiciliares no Rio de Janeiro), considero que as mulheres devem ter o direito de escolha pela cesárea. É direito de escolha e escolha pressupõe duas ou mais opções.

Já vi gente criticar os médicos que querem ter suas vidas organizadas, com horários. E quem não quer? Imagine você ser convocada pelo seu chefe de madrugada pra uma reunião? Ou pra fazer um relatório? Você iria? Eu não! Sim, médico é gente como a gente! Médico tem família, tem compromissos, médico come, dorme. Médico tem direito à descanso!!!! Fico pensando, imagine uma médica que tem que atender a um parto normal e não consegue ir pegar o filho de 4 anos na escola??? Já pensaram a criança lá, chorando? Nem todo mundo tem outra pessoa pra ir pegar na escola (eu não tenho!). Medicina não é sacerdócio, sacerdócio é coisa de padre. E, pasmem, os padres também tem horários porque precisam descansar! Então, não coloquemos a culpa das cesáreas nos "médicos malvados que querem ter horário organizado", ok? Quer ter parto normal? Pois encare a possibilidade (grande possibilidade, eu diria) de ter com o plantonista, de ter com outra doula (ou com nenhuma), de não ser acompanhada por quem você conhece e confia. Quer apostar que metade da militantes (no mínimo) desisitem?

Mas, ainda quer ser militante do parto normal? Então colabore para a INFORMAÇÃO e deixe as mulheres escolherem e serem felizes com suas escolhas. Acredito sinceramente que a diminuição da taxa de cesáreas no Brasil é importante. Mesmo tendo ESCOLHIDO cesárea, não posso deixar de concordar que existe um excesso de cesáreas. Mas, para que a gente diminua esse índice, é preciso uma mudança cultural. Mudança profunda. E a base dessa mudança deve ser o acolhimento, a empatia e principalmente a informação. Críticas e julgamentos estão dispensados. Ditaduras estão dispensadas. Argumentos vazios e intolerância são dispensados. Informação e respeito ao direito de escolha são as melhores estratégias!
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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

A astúcia tem cachinhos no cabelo e me chama de mamãe!

Eu estava no meu quarto, trabalhando e Julia entra e diz, com o dedinho em riste: "mamãe, você não pode ir pra sala hora nenhuma, tá? Mesmo se você ouvir um barulhão!"

Claaaaaaaro que na hora eu pressenti que ela estava com planos de fazer algo que desaprovo. Quando ela quer fazer algo que não deve (como colocar o dedo no nariz) pede para eu olhar para o outro lado ou sai do meu campo de visão. 

Imagem retirada de: marcosliba.com.br

Perguntei a ela se ela ía fazer alguma coisa que eu já pedi pra não fazer. Ela respondeu que não com a cabeça, com a carinha mais desconfiada da face da Terra (tem como não achar linda?). Insisti (ô mãe chata!) e perguntei se ela iria me desobedecer. Ela respondeu com a cabeça que sim e eu fiquei morrendo de vontade de rir. Imaginei que ela quisesse pular no sofá, é um dos divertimentos prediletos dela e um dos mais proibidos (além da questão da educação, acho um perigo essa brincadeira). Mas segurei o riso e falei que quando eu falo que não pode uma coisa, não pode nem quando eu estou e muito menos quando eu não estou. Porque se não for assim eu não posso confiar nela. 

Alíás, esse é um ponto que ando vez por outra debatendo com ela. Nunca pensei que fosse tão difícil fazê-la entender que o comportamento tem que ser igual na minha presença e na minha ausência.

Outro dia eu estava conversando com ela sobre a música 'Ai se eu te pego'. Ela aprendeu com uma amiguinha da escola (a gente não escuta esse tipo de coisa em casa) e adora cantar. Eu expliquei a ela que essa música não é adequada pra ela, que é música de adulto além de ser feia. Não satisfeita, ela disse que acha a música bonita. Eu então argumentei que é uma questão de gosto, mas que de qualquer forma não quero que ela cante porque não é adequada para a idade dela. Ela então disse que a amiguinha X canta a música (ai meu Deus, as comparações). Cortei logo dizendo que o quê a X canta é problema da mãe dela. Mas que ela (Julia) é minha responsabilidade e que eu tenho o dever de educá-la e orientá-la.

Ela então, pra concluir o assunto, disse: "tá certo, mamãe, eu não canto mais essa música, só quando você não estiver comigo." É astuciosa ou não?
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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Dia dos Pais na Minha Casinha Feliz (2012)

O Dia dos Pais por aqui começou cedo: na quinta-feira foi a festinha na escola. Uma festinha rápida, às 07:30 da manhã na sala de aula e um café da manhã depois. A princípio foi um stress porque Claudio começa a trabalhar às 07:00 e nós soubemos da festa 3 dias antes, mas ele conseguiu reagendar algumas coisas e foi pra festinha. Não podia faltar, né?

Julia estava uma felicidade só. Chegou na escola de mãos dadas com o pai e um sorriso de ponta a ponta. Aliás, não sei quem estava mais feliz: ele ou ela. Eu fiquei de "penetra" dentro da sala de aula fotografando os milhares de sorrisos dos amores da minha vida.



O presente do papai nós tínhamos comprado na segunda-feira e eu pedi segredo à Julia. Eu sei que guardar segredo não é o ponto forte dela, mas ela estava indo muito bem até que, na quinta-feira à noite, quando o pai chegou em casa, ela não aguentou e pediu pra dar o presente: como recusar?

Peguei então o presente que estava guardado e Julia deu. Ele adorou!


No domingo almoçamos em casa com minha sogra e depois minhas cunhadas vieram pra cá. Foi um dia feliz, em família.

Para o Papai da Julia, desejo que ele continue presente, amoroso, brincalhão, moleque, disciplinador, exemplar. Que Deus o ilumine sempre nessa doce tarefa de ser pai! Para o meu pai, a saudade é imensa e não se aplaca com o tempo, mas sei que um dia vamos nos encontrar e vou poder dar o abraço que tanto desejo. Que Deus abençoe todos os pais!
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terça-feira, 7 de agosto de 2012

A primeira pergunta embaraçosa a gente não esquece - PARTE 2 (e espero que final)

Já falei aqui sobre a primeira pergunta embaraçosa da Julia e de como eu me saí da saia justa. Eu, mãe inocente, achava que estava tudo bem, assunto encerrado e tal.

Mas eis que um belo dia, uma amiga postou uma foto nossa grávida no facebook (estivemos grávidas na mesma época) e isso me deu saudades.... e por conta da saudade do meu barrigão e do orgulho enorme que eu tinha dele, resolvi postar algumas fotos também.

E aí que a Julia viu as fotos (vez por outra ela vê fotos no facebook) e perguntou: "mamãe, eu estava na sua barriga?". Eu tranquilamente (santa inocência!) respondi que sim. Ela então solta a bomba: "mamãe, eu quero ver a foto do papai colocando a sementinha na sua barriga..."

Oi??? Como assim??? Alguém pára o mundo que eu quero descer!!!!!! 

As imagens que provocaram a curiosidade!

Depois de alguns segundos de completa mudez, vácuo cerebral e pânico absoluto, eu respondi candidamente que não tinha essa foto. Ela perguntou porque e eu falei que não tinha. Pronto, ela se conformou. Simples assim!
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segunda-feira, 30 de julho de 2012

A primeira pergunta embaraçosa a gente não esquece!

Julia está com 4 anos e 2 meses. Quero deixar a idade registrada para no futuro contar pra ela quando as perguntas embaraçosas começaram.

Estávamos nós duas almoçando num self-service com minha sogra e uma irmã dela (uma senhora de mais de 80 anos) e Julia falava sem parar. Ela ultimamente tem me dito com alguma frequência que a gente deveria ter um bebê, na verdade dois: um menino e uma menina (oi?) e ela devia estar falando nisso ou então estava falando que ela já foi pequena e já morou na minha barriga (esse assunto tem sido recorrente). De fato eu estava distraída e não lembro exatamente o que ela estava falando. Então de repente ela olha pra mim e pergunta: "mãe, como eu fui parar dentro da sua barriga?"

Imagem retirada de:
sirleneazevedo.e-familyblog.com

Momento de pânico! P-Â-N-I-C-O! Tive a impressão que minha sogra ficou com vontade de rir (provavelmente da situação embaraçosa em que eu me encontrava e se eu estivesse no lugar dela teria gargalhado!). Eu então respondi: "o papai colocou uma sementinha na barriga da mamãe".

Ela ficou com aquela cara pensativa, igual a do pai, e aí eu posso me preparar que vem bomba! Olhou pra mim e disse: "sementinha???" 

Pronto! Só falta a Julia do alto dos seus 4 anos e 2 meses me dizer que essa história de sementinha é balela! Ou que ela não é planta pra ter semente! Antes que isso acontecesse eu disse: "sim, seu pai colocou na minha barriga uma sementinha de Julia e aí vc cresceu, cresceu e virou a Julia e nasceu. Ainda bem que foi sementinha de Julia, já pensou se tivesse sido de maçã?"

Ela então deu uma gargalhada e começou a imaginar, falando alto o que seria de mim se tivesse sido uma semente de maçã ou de melancia.... ufaaaaaaaaaaaaaa! O assunto morreu aí!!!!

Mas sinceramente não sei se fiz certo. Assim, dizer que foi uma sementinha até acho que foi legal, não deixa de ser verdade e está ao alcance do entendimento dela. O problema foi colocar a maçã no meio... Mas eu já disse que estava em pânico? E se ela perguntasse como ele tinha colocado a sementinha? Ali no meio do restaurante e na frente de duas senhoras??? E minha sogra depois ainda olhou pra mim e disse: "isso é só o começo!" Meu Deus, me ilumina pra responder essas perguntas!!!! Vida de mãe, né?
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quinta-feira, 26 de julho de 2012

Peter Pan

O fim de semana foi bem cultural aqui na Minha Casinha Feliz. Além de irmos ao cinema, fomos também ao teatro. Dessa vez assistimos à montagem feita pela Comédia Cearense para o clássico Peter Pan, no Teatro Arena.

A história do menino que não queria crescer e sua aventura com os irmãos Wendy, João e Miguel, além dos Meninos Perdidos, encanta a crianças e adultos e prende a atenção durante os 70 minutos de duração. A caracterização dos personagens é muito bacana e os toques de comédia fazem com que pouquíssimas crianças tenham medo do Capitão Gancho.

O elenco ao final do espetáculo

Julia curtiu muito, bateu palmas acompanhando as músicas, torceu por Peter Pan, vaiou o Capitão Gancho e adorou tirar fotos com todos os personagens.



É um programa excelente para as crianças, além de criar nelas o gosto pelo teatro. A peça estará em cartaz ainda no mês de agosto, sempre aos domingos às 17hs, no Teatro Arena (Rua João Carvalho, 630 - Aldeota). Recomendo!
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segunda-feira, 23 de julho de 2012

Valente

Sábado fizemos um programa familiar dos que mais gostamos: cinema! Claudio não foi, estava de plantão, mas meu irmão, minha sobrinha, minha cunhada e meu sobrinho também foram.

Escolhemos assistir Valente, a história de uma princesa que foge um pouco aos padrões. O filme se baseia numa antiga lenda celta e conta a história da princesa Merida, de longos cabelos ruivos e cacheados (amei!) que ficam rebeldes durante todo o filme (amei! amei!).

Imagem retirada de: http://lessp.com.br

Merida deveria seguir a tradição e se casar com um dos 3 pretendentes de clãs amigos, o que ganhasse sua mão num torneio. Mas ela se rebela contra isso e o filme se desenrola numa história muito bacana, que prende a atenção das crianças e dos adultos. 

Além dos momentos dramáticos, onde Merida tenta consertar o problema que causou por sua rebeldia e impulsividade, o filme também tem momentos cômicos, principalmente com a participação dos irmãozinhos trigêmeos de Merida: Harris, Hubert e e Hamish.

Ver uma princesa de cabelos cacheados e rebeldes me encantou, principalmente por causa da ditadura dos lisos (não adianta ninguém falar que cachinhos estão na moda porque só o que vejo são mulheres alisando as madeixas). E uma princesa que luta ativamente pelo que deseja, sem ficar esperando o príncipe encantado é bom demais. 

A animação é bem feita. Assistimos em 2D porque a Julia passa o tempo todo tirando os óculos em filme 3D, acho que fica cansada. Mesmo assim o filme encanta, inclusive aos meninos (tem muita ação), e em 3D deve valer à pena para crianças maiores. Além disso, o filme tem apenas 1h e 30 min de duração, na medida certa para princesinhas impacientes como a minha! Recomendo demais!
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quinta-feira, 19 de julho de 2012

Uma Década de Muito Amor!

Hoje está fazendo 10 anos que Claudio e eu começamos a namorar. Passa um filme na minha cabeça de como foi nosso início de namoro: eu o vi pela primeira vez uns dias antes, num barzinho da moda. Ele foi até a mesa onde eu estava, porque tínhamos muitos amigos em comum, e eu não consegui tirar os olhos dele, nunca mais.

Alguns dias depois nos encontramos novamente porque meu irmão e a irmã dele estavam se formando, eram da mesma turma e muito amigos. Foram várias festividades da formatura, até que finalmente, no baile de formatura, começamos a namorar. E desde então não nos largamos mais.


São 10 anos de muito amor, muitas descobertas juntos, muito companherismo, muitas "barras" superadas juntos, muita risada também, uma filha linda e a construção de uma vida a dois maravilhosa mesmo com seus altos e baixos (que todo mundo tem). A gente se ama, a gente briga, a gente faz as pazes, a gente chora junto, a gente ri um do outro, a gente implica um com o outro. Com ele eu posso ser eu mesma, sem máscaras e sem frescuras e ele comigo também. Ele me conhece da forma mais profunda que qualquer outra pessoa jamais conheceu. Sabe ler meus pensamentos, sabe ver nos meus olhos os meus sentimentos. Ele é minha fortaleza e eu sou a fortaleza dele e nos braços dele tenho meu porto seguro. Somos pessoas comuns vivendo um conto de fadas. Sim, contos de fadas podem ser reais, depende somente da gente.

Meu príncipe (é assim que a Julia fala: "o papai é o príncipe da mamãe"), te amo muito e a cada dia mais. Todos os minutos e segundos desses 10 anos valeram à pena. Com certeza foram os 10 melhores anos da minha vida até agora. Vamos comemorar mais 10 vezes 10 anos juntos, nos amando sempre!


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segunda-feira, 16 de julho de 2012

"Acidentes acontecem..."

Eu estava apressada, Claudio me esperando e Julia demorando pra tudo: pra tomar banho, pra se vestir, pra se calçar...

Claudio odeia esperar e nesse dia ele nem podia, senão iria se atrasar para o trabalho. Então, depois de muito chamar, adular, implorar pra ela se apressar, eu falei [mode mãe dramática on]: "Julia, vamos rápido, o papai tá esperando. Se a gente demorar o papai vai brigar comigo. Você quer que o papai brigue com a mamãe?"

Ela nem se abalou, respondeu que não e prontamente achou a solução: "Mamãe, é só você dizer assim: não foi minha culpa, foi um acidente e acidentes acontecem..."

Imagem retirada de:
blogdalicca.blogspot.com
 Eu aguento essa criaturinha???
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sexta-feira, 13 de julho de 2012

O que eu vou ser quando crescer?

Julia e Letícia (prima da Julia, 5 anos e 10 meses) conversando:

Letícia: "Quando eu crescer eu quero ser veterinária."
Julia: "E eu quero ser surfista e patinadora."
Letícia: "Mas só pode ser uma coisa, Julia." (oi?)
Julia: "Então eu quero ser surfista mesmo."

Imagem retirada de: trujillopatriciocinema.blogspot.com
Devo começar a me preocupar?
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quarta-feira, 11 de julho de 2012

Um pedacinho do paraíso.

Fim de semana passado fomos visitar um pedacinho do paraíso: a praia de Canoa Quebrada. Tá, não somos propriamente fãs de praia, passamos anos sem pisar na areia e Julia não enche uma mão se contar nos dedos as vezes em que foi à praia, apesar de morarmos na Terra da Luz. Mas é que não gostamos de sol forte, de calor, de muvuca...

Enfim, esse fim de semana, a convite de um casal de amigos muito queridos - Humberto e Josy - fomos a esse pedaço do paraíso. Claudio e eu já conhecíamos Canoa Quebrada, dos tempos de solteiros, quando ainda não nos conhecíamos e fazíamos farras, mas fazia mais de 10 anos que não íamos lá. Dessa vez voltamos com uma proposta diferente, pois fomos com a Julia, e Humberto e Josy foram com a filha de 7 anos, a Juliana. Ficamos no apartamento que os pais da Josy tem lá, em Porto Canoa, pertinho do vilarejo. De frente para o mar, dormíamos com o barulho das ondas. 

Vista da janela do nosso quarto

Julia curtiu demais a praia e também a piscina do condomínio. Brincou muito com a Juliana e com a Jade, cachorrinha dela. Nós também curtimos porque a praia era D-E-S-E-R-T-A! Do jeito que eu gosto, sem barracas, sem ambulantes, sem bolinha de frescobol e sem muvuca. A piscina do condomínio também foi exclusividade nossa o fim de semana inteiro. Mordomia total!


Fazendo o reconhecimento do mar

Totalmente à vontade na praia!
Ê vidão!!!
O único problema é que a mamãe aqui não é mesmo chegada em praia e na hora em que terminei de passar o protetor solar na Julia, me deu um estalo pra olhar a data de validade. Descobri que ele estava vencido há 1 ano! Pedi ao Claudio pra ir comprar outro e desci para a praia com a Julia. O protetor solar vencido funcionou para a Julia mas, como não passei, fiquei "esturricada"... ahahahahahahah!

Precisa comentar???

Mas o que me surpreendeu mesmo foi quando fomos ao vilarejo de Canoa Quebrada no sábado à noite. Nos meus tempos de solteira, o vilarejo à noite fervilhava. Muitos hippies misturados aos turistas. A rua principal - Broadway, ó que chic! - era de terra batida e tinha vários barzinhos, cada um tocando um rítmo diferente: tinha o Bar do Reggae, o Bar do Forró... 

Hoje em dia, a noite de Canoa Quebrada continua fervilhando, mas o lugar está completamente mudado! Eu fiquei de queixo caído quando vi que agora a Broadway é uma charmosa rua de paralelepípedos, cheia de restaurantes, cafés, bares e lojinhas charmosas. A rua é somente de pedestres e no meio ficam artesãos de forma organizada. Tudo muito, mas muito bonito mesmo. Comemos uma pizza deliciosa e depois tomamos um sorvete perfeito! Julia escolheu o de banana caramelada e Claudio o de pistache. Eu escolhi ovo maltine (adooooro) mas confesso que me arrependi, deveria ter ido de pistache!


Levei um susto quando vi o vilarejo tão cheio de charme!
 
O Bar no Meio e o Bar do Reggae aí em cima são "do meu tempo"
 
 
No domingo, na volta pra casa, paramos num restaurante em Fortim, na margem do rio Jaguaribe. Comemos um camarão delicioso e as crianças se encantaram com as centenas de siris na lama da beira do rio. Uma vista linda e um local que vale à pena ser visitado.

Vista linda da margem do Rio Jaguaribe

Julia curtindo os siris de todo tamanho

Ô jeito bom de terminar o fim de semana!
O fim de semana foi maravilhoso tanto pelos companheiros como pelo local. Com certeza voltaremos à Canoa: ir à praia nesse pedacinho do paraíso não é nenhum sacrifício!
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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Mais pérolas!

Julia continua mais falante do que nunca. Essa verborragia dela parece não ter fim. Eu fico só me divertindo com as pérolas que ela costuma falar.

Imagem retirada de:
pt.wikipedia.org

Outro dia eu estava em casa no meu quarto e já tinha pedido pra ela vir ficar comigo, mas ela estava demorando. Até que finalmente ela entrou no meu quarto, uma bolsa pendurada no ombro e outra na mão, como se fosse uma maleta. Olhou pra mim e soltou: "desculpe o atraso, mamãe, eu estava procurando minha bolsa".

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Estávamos em casa na agradável companhia dos amigos Cassandra e Marcos e o filho deles, Guilherme (2 anos). Antes da chegada deles, eu falei pra Julia que o Guilherme viria e que ele era pequeno e perguntei se ela ajudaria a cuidar dele. Ela então começou a se achar importante, "gente grande". Os dois estavam na cabaninha da Emília brincando quando escutamos Julia dizer: "quem é o menino mais lindo dessa casa?" Do mesmo jeito que fazemos com ela.

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Eu estava em casa, ocupada com meus afazares, quando a minha pequena "Pasquale" entra e diz: "mamãe, desculpe interrompê-la..." Eu posso com isso??? Orgulho grande da minha falante!

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Estávamos na casa da minha sogra e, na hora de virmos embora, Julia foi se despedir do primo Artur mas ele não quis falar com ela. No carro, a caminho de casa, ela soltou: "mamãe, eu estou com o coração bem pequenininho porque o Artur não quis falar comigo!"

Em outro momento, íamos chegando em casa e ela me perguntou se o pai estava em casa. Eu falei que não, que ele ía passar a noite fora porque estava de plantão. O pai tinha saído pro plantão quando nós não estávamos em casa e então ela soltou: "mamãe, o papai deve estar com o coração bem pequenininho porque não me viu." Ô bichinha convencida!
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segunda-feira, 2 de julho de 2012

A Vaca Amarela e a Qualidade de Vida

Alguém se lembra da parlenda da Vaca Amarela? Ela é a atual responsável pela minha qualidade de vida dentro do carro. Explico: Julia vive em crises de verborragia, principalmente dentro do carro. E se Claudio e eu estivermos querendo conversar, a verborragia chega no nível máximo! Aí, um dia, ela estava falando sem parar e eu, que não aguentava mais, propus a brincadeira:

Vaca Amarela
Pulou a janela
Quem falar primeiro
Come o côco dela

Óbvio que ela amou a novidade! E agora, quando está em "crise de verborragia", eu apelo pra minha velha conhecida Vaca Amarela. Dá até pra meditar, de tanto silêncio!

Imagem retirada de: ogritodoinimigo.com

Só espero que ela não chegue na escola ensinando pras amigas. Já pensaram eu ser apontada como a mãe que ensina a filha a falar "cocô"? Vou morrer de vergonha... mas pela minha qualidade de vida, vale à pena o risco!
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sexta-feira, 29 de junho de 2012

De Volta para o Futuro!

Atenção: se você é uma pessoa séria demais, não gosta de uma brincadeira vez por outra e não gosta de fantasiar como criança, não siga adiante! Vá ler um jornal ou um blog sobre política e economia porque agora eu quero me divertir!

Então que vocês devem ter visto no Facebook o besteirol da semana:

Imagem adaptada do Facebook

Esse é o painel da Máquina do Tempo que o Dr. Emmett Brown inventou e que levou Marty McFly em muitas aventuras no passado e no presente na trilogia De Volta Para o Futuro. O painel está mostrando a data no futuro para a qual Marty McFly viajou no segundo filme. Sim, foi quarta-feira passada.  

O engraçado, é que o futuro do filme é muito diferente do futuro real (que é a nossa realidade). Algumas coisas ainda estão distantes pra gente e outras ficaram ultrapasadas. Mas, aproveitando o gancho, fiquei pensando o que eu mais gostaria de ter do futuro que está no filme e não existe no futuro real.

Em primeiro lugar, diria primeiríssimo, eu queria uma cozinha automatizada daquelas, que você aperta um botão e a comida fica pronta, sem grandes trabalhos. Isso porque eu não cozinho nada, então assim não precisaria almoçar fora todo dia.

Outra coisa legal é a porta da casa se abrir com sua digital. Eu uso a chave de casa no chaveiro da chave do carro, mas quando eu saio com o Claudio, às vezes fico sem chave e preciso pegar a dele se preciso voltar em casa e ele não. Fora que eu sou campeã em perder as chaves dentro da bolsa, né? Mesmo com um chaveiro enooooooooooorme!

Queria também uma justiça mais ágil. Lembram que o Beef e sua gangue foram condenados de forma quase instantânea quando caíram dentro do prédio do tribunal com seus skates voadores? Ajudaria muito a diminuir a impunidade (mas não precisaria acabar com os advogados, né? Eles não são a causa da lentidão da justiça!).

Seria legal também ter carros voadores. No filme o trânsito não fica melhor, o Dr. Brown até comenta que o trânsito na aerovia estava péssimo. Mas a grande diferença é as pessoas poderem andar com mais tranquilidade nas ruas, sem disputar espaço com carros em alta velocidade.

Agora, falando de projeções futurísticas, as coisas que mais desejo vêm do desenho dos Jetsons: a empregada Robô e o carro que vira uma maleta, porque, vou te contar, estacionar nessa cidade está sendo uma proeza cada vez maior! E vocês, o que desejariam do futuro?
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