segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

O Rebolation

Julia desde pequena escuta muita música. No quarto dela tinha um cd da Bia Bedran que quase furou de tanto escutarmos quando ela era bebê. No meu carro tem outro e quando estou com ela dificilmente escuto outra coisa. Quando acontece de escutarmos outras músicas que não sejam infantis, normalmente são MPB ou um forrozinho antigo (olha o sangue cearense aí!) mas jamais escutamos axés, pagodes, funks e afins até porque não fazem nosso estilo.

Mas eis que um dia desses fomos a um aniversário de criança e o animador infantil (oi?) fez um concurso de dança. Eu nem estava prestando atenção, mas quando olho para o palco, lá está Julia rebolando ao som de Rebolation!!!! 

Imagem retirada de: saci.org.br


Onde essa menina aprendeu isso, meu Deus??? A gente cria com tanto cuidado, querendo passar valores, inclusive musicais, e um belo dia vê a filha dançando o Rebolation...... ô decepção....

Mas o pior de toda a história é ver que os adultos em redor pouco se importam. Acham até bonitinho ver os pequenos dançando "feito gente grande". E aí? Como fica a questão da adultização precoce? Não, ela não faz isso com o menor indício de sensualidade. Ainda. Mas rebolar ao som desse tipo de música é só o primeiro passo. Depois das músicas, vem as roupas, os sapatos, o comportamento de adulto nas crianças. E a infância fica onde mesmo?
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8 comentários:

Sarah disse...

Outro dia fui chegando no quarto do filhote e ele estava cantarolando: "Delicia, delicia, assim você me mata!"
E eu ainda nem conhecia essa musica, muito menos sabia da existência de Michel Teló! kkkkkkkkkkkkkkk
Na minha cabeça ele só escutava Balão Magico, Xuxa e etc...
Mas......... rsrsrs
Beijos!
Sarah

Ich, Hausfrau disse...

Com certeza as crianças cantam e dançam essas músicas sem intenção alguma... mas os adultos deveriam prestar mais atenção a esse tipo de coisa, como vc faz na sua casa. Colocar uma música dessa numa festa infantil foi de muito mal gosto. bjo
Ich, Hausfrau
www.ich-hausfrau.com.br

Cristina disse...

Silvinha, será que eu tô errada? Mas eu penso diferente. Nós vivemos bombardeadas com esse tipo de "informação" por todos os lados, é muito difícil manter nossos filhos imunes a esse tipo de cultura, eu diria quase impossível mesmo. Até no horário infantil a TV não respeita e sempre está lá de uma forma anomima em comerciais, musicas ect... e o pior que contagia porque o rítimo, a dança empolga até (principalmente) os mais pequenos. Mas que na verdade, eles não estão vendo "maldade" nenhuma nisso, nós é que vemos. Como minha flor já tem 8 anos e já podemos conversar com ela sobre isso, procuro trazer sempre a informação, converso claramente com ela sobre tudo, logico que de acordo com o que ela consegue enterder. Procuro não censurar aquilo que parece impossivel, pois ia perder feio para a Rede Globo. Então como estamos expostos a melhor arma é a INFORMAÇÂO, cabeças bem orientadas, dificilmente se deixam levar por essas "onds de globalização", pois cedo aprendem a fazer um censo crítico sobre tudo. A mimha adora dançar, cantar as vezes ele me vem com uma interpretação de um Michael Buble, mas outras aparece com um tal de Michel Telo.... e notei que quanto mais ela me via como censura, mas gostava. Então estou jogando por outro lado que vem dando super certo rsrsrsr.
bjo

Cristina disse...

Silvinha, será que eu tô errada? Mas eu penso diferente. Nós vivemos bombardeadas com esse tipo de "informação" por todos os lados, é muito difícil manter nossos filhos imunes a esse tipo de cultura, eu diria quase impossível mesmo. Até no horário infantil a TV não respeita e sempre está lá de uma forma anomima em comerciais, musicas ect... e o pior que contagia porque o rítimo, a dança empolga até (principalmente) os mais pequenos. Mas que na verdade, eles não estão vendo "maldade" nenhuma nisso, nós é que vemos. Como minha flor já tem 8 anos e já podemos conversar com ela sobre isso, procuro trazer sempre a informação, converso claramente com ela sobre tudo, logico que de acordo com o que ela consegue enterder. Procuro não censurar aquilo que parece impossivel, pois ia perder feio para a Rede Globo. Então como estamos expostos a melhor arma é a INFORMAÇÂO, cabeças bem orientadas, dificilmente se deixam levar por essas "onds de globalização", pois cedo aprendem a fazer um censo crítico sobre tudo. A mimha adora dançar, cantar as vezes ele me vem com uma interpretação de um Michael Buble, mas outras aparece com um tal de Michel Telo.... e notei que quanto mais ela me via como censura, mas gostava. Então estou jogando por outro lado que vem dando super certo rsrsrsr.
bjo

Cristina disse...

Silvinha, será que eu tô errada? Mas eu penso diferente. Nós vivemos bombardeadas com esse tipo de "informação" por todos os lados, é muito difícil manter nossos filhos imunes a esse tipo de cultura, eu diria quase impossível mesmo. Até no horário infantil a TV não respeita e sempre está lá de uma forma anomima em comerciais, musicas ect... e o pior que contagia porque o rítimo, a dança empolga até (principalmente) os mais pequenos. Mas que na verdade, eles não estão vendo "maldade" nenhuma nisso, nós é que vemos. Como minha flor já tem 8 anos e já podemos conversar com ela sobre isso, procuro trazer sempre a informação, converso claramente com ela sobre tudo, logico que de acordo com o que ela consegue enterder. Procuro não censurar aquilo que parece impossivel, pois ia perder feio para a Rede Globo. Então como estamos expostos a melhor arma é a INFORMAÇÂO, cabeças bem orientadas, dificilmente se deixam levar por essas "onds de globalização", pois cedo aprendem a fazer um censo crítico sobre tudo. A mimha adora dançar, cantar as vezes ele me vem com uma interpretação de um Michael Buble, mas outras aparece com um tal de Michel Telo.... e notei que quanto mais ela me via como censura, mas gostava. Então estou jogando por outro lado que vem dando super certo rsrsrsr.
bjo

Cristina disse...

Silvinha, será que eu tô errada? Mas eu penso diferente. Nós vivemos bombardeadas com esse tipo de "informação" por todos os lados, é muito difícil manter nossos filhos imunes a esse tipo de cultura, eu diria quase impossível mesmo. Até no horário infantil a TV não respeita e sempre está lá de uma forma anomima em comerciais, musicas ect... e o pior que contagia porque o rítimo, a dança empolga até (principalmente) os mais pequenos. Mas que na verdade, eles não estão vendo "maldade" nenhuma nisso, nós é que vemos. Como minha flor já tem 8 anos e já podemos conversar com ela sobre isso, procuro trazer sempre a informação, converso claramente com ela sobre tudo, logico que de acordo com o que ela consegue enterder. Procuro não censurar aquilo que parece impossivel, pois ia perder feio para a Rede Globo. Então como estamos expostos a melhor arma é a INFORMAÇÂO, cabeças bem orientadas, dificilmente se deixam levar por essas "onds de globalização", pois cedo aprendem a fazer um censo crítico sobre tudo. A mimha adora dançar, cantar as vezes ele me vem com uma interpretação de um Michael Buble, mas outras aparece com um tal de Michel Telo.... e notei que quanto mais ela me via como censura, mas gostava. Então estou jogando por outro lado que vem dando super certo rsrsrsr.
bjo

Cristiane disse...

Sabe o que é o melhor? A inocência deles, a música contagia e eles entram na dança. O Bruno conheceu "aí se eu te pego" e eu nem sabia que música era essa!!!! Difícil querida!! cris

Syl - Minha Casinha Feliz disse...

Meninas, de fato não sei onde aprendem... e é porque a Julia não tem babá e não assiste tv aberta...

Kiki (Cristina), concordo em gênero, número e grau com vc que proibir é pior. Eu não valorizei o episódio pra ela nem de forma positiva nem de forma negativa, mas me preocupo com a banalização disso na sociedade. Mas acho que devemos fazer nossa parte, orientar, dar acesso a coisas boas (em todos os campos), dar exemplo e esperar que eles tomem as decisões deles!

Beijos