sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Sobre a eterna (e chata) discussão parto normal X cesárea...

Sinceramente, essa discussão me cansa! Sim, acho sim que a mulher deve ter o direito de escolher e ponto. Mas sim, também acho que informação é fundamental.

Não devemos julgar as decisões alheias, acho que devemos julgar as nossas decisões. Refletir e mudar se acharmos necessário. Também acho que podemos expor nossas opiniões, podemos debater. Mas para debater é necessário que estejamos abertas a outros prismas, outras vertentes da mesma situação.

Eu fiz cesárea eletiva. Sou extremamente bem resolvida em relação a ela, foi uma escolha. Mas gosto de ler sobre tudo relacionado à maternidade e adoro ler relatos de nascimento (seja por qual via for). Alguns relatos de partos normais me encantam, outros me aterrorizam. Uma vez li um relato de uma mãe pariu no box do banheiro, de quatro. Parto humanizado? Do meu ponto de vista não. Mas isso é o MEU ponto de vista. O nascimento da Julia não foi um evento frio, sem emoção, muito pelo contrário. Estava cercada de pessoas queridas, brincamos o tempo todo e eu fui bastante esclarecida sobre os procedimentos que seriam adotados e todas as minhas dúvidas foram tiradas. Isso pra mim é humanização.

Imagem retirada de: bemquesequis.wordpress.com

Mas entendo que algumas pessoas possam se frustrar ao desejar o parto normal e não conseguirem (não estou entrando nos méritos dos motivos). Desejos frustrados são difíceis de engolir. E entendo e admiro a luta dessas pessoas para que outras não passem pelo mesmo. Mas, minha admiração para aí na maioria das vezes.

Isso porque o que costumo ver são pessoas amargas e que não admitem opiniões em contrário. Já vi mulheres dizendo que as mulheres não devem ter o direito de escolha. Isso pra mim é ditadura! Já vi apelarem pra tudo, até pra religião. Isso pra mim é falta de argumentos! Da mesma forma que considero que as mulheres devem ter o direito de escolha pelo parto normal (e isso foi o ponto mais batido pelas mulheres que veementemente criticaram a decisão do cremerj de proibir os partos domiciliares no Rio de Janeiro), considero que as mulheres devem ter o direito de escolha pela cesárea. É direito de escolha e escolha pressupõe duas ou mais opções.

Já vi gente criticar os médicos que querem ter suas vidas organizadas, com horários. E quem não quer? Imagine você ser convocada pelo seu chefe de madrugada pra uma reunião? Ou pra fazer um relatório? Você iria? Eu não! Sim, médico é gente como a gente! Médico tem família, tem compromissos, médico come, dorme. Médico tem direito à descanso!!!! Fico pensando, imagine uma médica que tem que atender a um parto normal e não consegue ir pegar o filho de 4 anos na escola??? Já pensaram a criança lá, chorando? Nem todo mundo tem outra pessoa pra ir pegar na escola (eu não tenho!). Medicina não é sacerdócio, sacerdócio é coisa de padre. E, pasmem, os padres também tem horários porque precisam descansar! Então, não coloquemos a culpa das cesáreas nos "médicos malvados que querem ter horário organizado", ok? Quer ter parto normal? Pois encare a possibilidade (grande possibilidade, eu diria) de ter com o plantonista, de ter com outra doula (ou com nenhuma), de não ser acompanhada por quem você conhece e confia. Quer apostar que metade da militantes (no mínimo) desisitem?

Mas, ainda quer ser militante do parto normal? Então colabore para a INFORMAÇÃO e deixe as mulheres escolherem e serem felizes com suas escolhas. Acredito sinceramente que a diminuição da taxa de cesáreas no Brasil é importante. Mesmo tendo ESCOLHIDO cesárea, não posso deixar de concordar que existe um excesso de cesáreas. Mas, para que a gente diminua esse índice, é preciso uma mudança cultural. Mudança profunda. E a base dessa mudança deve ser o acolhimento, a empatia e principalmente a informação. Críticas e julgamentos estão dispensados. Ditaduras estão dispensadas. Argumentos vazios e intolerância são dispensados. Informação e respeito ao direito de escolha são as melhores estratégias!
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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

A astúcia tem cachinhos no cabelo e me chama de mamãe!

Eu estava no meu quarto, trabalhando e Julia entra e diz, com o dedinho em riste: "mamãe, você não pode ir pra sala hora nenhuma, tá? Mesmo se você ouvir um barulhão!"

Claaaaaaaro que na hora eu pressenti que ela estava com planos de fazer algo que desaprovo. Quando ela quer fazer algo que não deve (como colocar o dedo no nariz) pede para eu olhar para o outro lado ou sai do meu campo de visão. 

Imagem retirada de: marcosliba.com.br

Perguntei a ela se ela ía fazer alguma coisa que eu já pedi pra não fazer. Ela respondeu que não com a cabeça, com a carinha mais desconfiada da face da Terra (tem como não achar linda?). Insisti (ô mãe chata!) e perguntei se ela iria me desobedecer. Ela respondeu com a cabeça que sim e eu fiquei morrendo de vontade de rir. Imaginei que ela quisesse pular no sofá, é um dos divertimentos prediletos dela e um dos mais proibidos (além da questão da educação, acho um perigo essa brincadeira). Mas segurei o riso e falei que quando eu falo que não pode uma coisa, não pode nem quando eu estou e muito menos quando eu não estou. Porque se não for assim eu não posso confiar nela. 

Alíás, esse é um ponto que ando vez por outra debatendo com ela. Nunca pensei que fosse tão difícil fazê-la entender que o comportamento tem que ser igual na minha presença e na minha ausência.

Outro dia eu estava conversando com ela sobre a música 'Ai se eu te pego'. Ela aprendeu com uma amiguinha da escola (a gente não escuta esse tipo de coisa em casa) e adora cantar. Eu expliquei a ela que essa música não é adequada pra ela, que é música de adulto além de ser feia. Não satisfeita, ela disse que acha a música bonita. Eu então argumentei que é uma questão de gosto, mas que de qualquer forma não quero que ela cante porque não é adequada para a idade dela. Ela então disse que a amiguinha X canta a música (ai meu Deus, as comparações). Cortei logo dizendo que o quê a X canta é problema da mãe dela. Mas que ela (Julia) é minha responsabilidade e que eu tenho o dever de educá-la e orientá-la.

Ela então, pra concluir o assunto, disse: "tá certo, mamãe, eu não canto mais essa música, só quando você não estiver comigo." É astuciosa ou não?
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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Dia dos Pais na Minha Casinha Feliz (2012)

O Dia dos Pais por aqui começou cedo: na quinta-feira foi a festinha na escola. Uma festinha rápida, às 07:30 da manhã na sala de aula e um café da manhã depois. A princípio foi um stress porque Claudio começa a trabalhar às 07:00 e nós soubemos da festa 3 dias antes, mas ele conseguiu reagendar algumas coisas e foi pra festinha. Não podia faltar, né?

Julia estava uma felicidade só. Chegou na escola de mãos dadas com o pai e um sorriso de ponta a ponta. Aliás, não sei quem estava mais feliz: ele ou ela. Eu fiquei de "penetra" dentro da sala de aula fotografando os milhares de sorrisos dos amores da minha vida.



O presente do papai nós tínhamos comprado na segunda-feira e eu pedi segredo à Julia. Eu sei que guardar segredo não é o ponto forte dela, mas ela estava indo muito bem até que, na quinta-feira à noite, quando o pai chegou em casa, ela não aguentou e pediu pra dar o presente: como recusar?

Peguei então o presente que estava guardado e Julia deu. Ele adorou!


No domingo almoçamos em casa com minha sogra e depois minhas cunhadas vieram pra cá. Foi um dia feliz, em família.

Para o Papai da Julia, desejo que ele continue presente, amoroso, brincalhão, moleque, disciplinador, exemplar. Que Deus o ilumine sempre nessa doce tarefa de ser pai! Para o meu pai, a saudade é imensa e não se aplaca com o tempo, mas sei que um dia vamos nos encontrar e vou poder dar o abraço que tanto desejo. Que Deus abençoe todos os pais!
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terça-feira, 7 de agosto de 2012

A primeira pergunta embaraçosa a gente não esquece - PARTE 2 (e espero que final)

Já falei aqui sobre a primeira pergunta embaraçosa da Julia e de como eu me saí da saia justa. Eu, mãe inocente, achava que estava tudo bem, assunto encerrado e tal.

Mas eis que um belo dia, uma amiga postou uma foto nossa grávida no facebook (estivemos grávidas na mesma época) e isso me deu saudades.... e por conta da saudade do meu barrigão e do orgulho enorme que eu tinha dele, resolvi postar algumas fotos também.

E aí que a Julia viu as fotos (vez por outra ela vê fotos no facebook) e perguntou: "mamãe, eu estava na sua barriga?". Eu tranquilamente (santa inocência!) respondi que sim. Ela então solta a bomba: "mamãe, eu quero ver a foto do papai colocando a sementinha na sua barriga..."

Oi??? Como assim??? Alguém pára o mundo que eu quero descer!!!!!! 

As imagens que provocaram a curiosidade!

Depois de alguns segundos de completa mudez, vácuo cerebral e pânico absoluto, eu respondi candidamente que não tinha essa foto. Ela perguntou porque e eu falei que não tinha. Pronto, ela se conformou. Simples assim!
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