quarta-feira, 28 de novembro de 2012

A Cartinha para o Papai Noel

Eu já sabia o que a Julia queria ganhar de Papai Noel: um patinete. Ela queria, eu não! Primeiro que ela tem uma bicicleta que ganhou no Natal passado e anda pouco (pra andar precisamos levar para a pracinha) e segundo que eu tenho medo de patinete na idade dela, medo dela se machucar, e terceiro porque acho um negócio muito do sem futuro.

Mas sempre, sempre que eu perguntava, ela dizia que queria um patinete. Aí ela assistiu o filme da Barbie a Princesa e a Popstar e adorou e, naturalmente, depois de ser bombardeada por comerciais em canais infantis, começou a pedir as bonecas do filme (são duas: a princesa e a popstar). Eu então comecei a dizer que achava que ela deveria pedir as bonecas ao Papai Noel. Depois de dizer algumas vezes em ocasiões bem distintas, na segunda-feira, enquanto almoçávamos, eu disse a ela que já era tempo de fazer a cartinha para o Papai Noel pedindo o presente.

Ela mais uma vez disse que queria o patinete mas eu disse que ano passado o Papai Noel já havia dado um presente grande (bicicleta) e que era melhor ela pedir um pequeno pra dar chance do Papai Noel trazer um presente grande pra outra criança senão não caberia no trenó. Na verdade, a minha insistência nas bonecas é porque estamos indo para os EUA essa semana e lá cada boneca custa U$26,90 (aqui eu vi por R$120,00) então queria aproveitar a oportunidade. Mas a Julia, que não é besta, disse que queria a boneca da princesa, a boneca da popstar, a carruagem e o castelo. Me lasquei, né? Mas já disse a ela que peça os outros ítens à avó e aos tios.

Voltando à cartinha, no fim da tarde fomos escrevê-la. Primeiro disse a ela que escrevesse do jeito que ela achasse certo. Eu só ditei o texto. E saiu assim:

Papai Noel, eu queria ganhar a Barbie a Princesa e a Popstar. Julia



Depois, eu escrevi o mesmo texto, da forma correta, em outra página e pedi pra ela ler. Ela leu e depois em uma nova página, reescreveu a cartinha, sem olhar meu modelo. Dessa vez eu ajudei em algumas palavras, destacando as sílabas na hora de falar. E saiu assim:



Achei tão bonitinho! E acho que está bom. O importante é melhorar sempre, né? Sem cobranças!
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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

O Infantil 4!

O Infantil 4 foi um verdadeiro desafio aqui em casa, não só pra Julia, mas principalmente pra mim. Ela mudou de escola e tivemos que nos adaptar às diferenças entre o que estávamos acostumadas e as regras da nova escola.

De cara já digo que algumas regras da nova escola eu não concordo (como a rigidez no horário de entrada - vi acontecer com criança de 02 anos) mas acho que a partir do momento que eu optei por colocar minha filha lá, tenho que seguir as regras. Posso (e devo) questioná-las, mas tenho que seguí-las.

Em seguida, senti diferença no acesso à professora. Não sei definir bem se isso foi um problema específico da professora dela ou é generalizado em toda a escola até porque essa avaliação do acesso à professora é subjetivo (uma mãe que quase não precise ou não queira ter acesso, não vai se queixar nunca). Sei que a professora dela, embora no início do ano tenha me dado a impressão de ser muito querida pelos ex-alunos, também me passou a sensação de ser um pouco mais rígida que o quê eu espero de uma professora de educação infantil.

O ano começou e Julia recebia elogios em geral e a professora me sinalizou a questão do comportamento dela quando contrariada (a bichinha é valente). Esse é um calo que já trago desde o Infantil 2 e que venho trabalhando (parece que agora está dando resultado). Mas nesse segundo semestre, a professora começou a me sinalizar que a Julia precisava trabalhar mais a leitura e a escrita. Sim, A LEITURA E A ESCRITA! E sim, ELA SÓ TEM 4 ANOS! Eu cheguei a perguntar mais de uma vez à professora se ela tinha nível pra passar para o Infantil 5, tamanha cobrança que senti.

O nível dela é o seguinte: nas atividades de escrita espontânea, ela muitas vezes coloca no meio das palavras letras que não pertencem a palavra. Algumas vezes faz letras espelhadas (mas se perguntar se está certa, ela corrige na hora). No geral, escreve mais ou menos certinho (troca algumas letrinhas, nada mais natural). A leitura está começando a se desenvolver, mas segundo a professora, tem criança lendo com fluência na sala dela.


Eu fui me sentindo péssima com isso tudo, com essa cobrança. Porque sou eu quem acompanha todas as tarefas da Julia. Se algo não estava bem, era sinal que eu não estava sabendo conduzir. E isso foi me estressando e eu fui (ó céus, como eu fui burra!) cobrando mais da Julia e, consequentemente, estressando-a. Sim, porque, eu estou longe de ser uma pessoa zen, eu sou toda trabalhada no stress e na agonia. E quanto mais eu cobrava, mais ela se estressava e mais dificuldade tinha. Aí eu me estressava ainda mais e depois ainda me cobria de culpa. Inferno, né?

E aí que as férias foram chegando e as tarefas de casa acabaram (na última semana não tivemos mais tarefas) e eu vi que a leitura e a escrita foram fluindo mais naturalmente, sem pressões. Por coincidência, ainda tive uma longa conversa com mães de duas amiguinhas dela que me relataram algum tipo de problema semelhante. E eu fui concluindo que provavelmente a atitude da professora tinha muita relação com isso. Primeiro que comparar uma criança com outra não se faz, né? O correto é comparar a criança com ela mesma, pra ver seu desenvolvimento. Depois que numa mesma sala, temos crianças com quase 1 ano de diferença de idade (na sala dela temos um caso de 11 meses de diferença) e nessa idade isso é muito relevante.

Na festinha de encerramento do ano letivo, todas as turmas fizeram exposição dos projetos trabalhados em sala e olhando os trabalhos dos amiguinhos da sala dela e de outras salas, pude ver que o nível é mais ou menos o mesmo. E fui concluindo que essa pressão toda é desnecessária, só prejudica ao invés de ajudar.

Julia agora, quando quer, pega seus livrinhos (de frases curtas, bem adequados para as primeiras leituras) e lê. Eu fico observando, ajudo quando ela precisa e acho que o resultado final é muito positivo. E esse fim de semana, vi minha sobrinha lendo. Ela é 1 ano e 9 meses mais velha que a Julia e acabou de concluir o Infantil 5 em uma escola top da cidade. O nível de dificuldade que ela tem é semelhante. Ela lê um pouco mais fluente, mas tem 1 ano a mais de aprendizado.

Minha conclusão no atual momento é que vou ficar de olho. A professora vai mudar e quero observar melhor pra separar o que era cobrança exagerada da professora e o que era cobrança exagerada da escola. Ficar de olho e acompanhar a Julia de perto, acho que é a melhor opção. E estar aberta a possibilidade de mudanças, caso as coisas não saiam a contento! Agora é esperar pelo Infantil 5!
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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A Lenda, a emoção, a mãe coruja e a filha também!

O título desse post parece o samba do crioulo doido, eu sei. Mas me explico: ele é sobre o festival de dança da Julia.

Não foi um festival qualquer, foi um musical, A Lenda, baseado na história da Pocahontas. E foi lindo, foi emocionante, foi estupendo!!!!!!

Mas pra falar do musical, tenho que voltar um pouco no tempo, pra abordar todos os aspectos que me fazem ficar hoje com saudades e já esperando ansiosamente pelo próximo. E aí começamos em fevereiro desse ano, quando fui matricular a Julia no ballet: ano passado ela fazia na escola mas como mudou de escola esse ano, tive que procurar outro local pra ela fazer.

Então, perto de casa, encontrei o Núcleo de Dança Xênia Skeff e lá matriculei a Julia na turminha de iniciação à dança e no baby sapateado. Eu só não imaginava que seria tão bom! Nós fomos muito bem recebidas e acolhidas e tanto ela como eu fomos formando amizades, apesar da minha timidez. Eu ainda me animei e entrei no jazz e no sapateado. Quando as nossas aulas terminavam, nós sempre ficávamos pelo menos mais uma hora, ela brincando e eu conversando. E eu comecei a observar que as alunas lá se sentiam muito bem, eram de fato uma família. E comecei a observar que as maiores (ou "as grandes", como a Julia costuma chamar) também se interessam pelas pequenas e vibram com elas. Julia começou a fazer amizade com meninas de todas as idades e isso não era exclusividade dela, mas acontecia com todas as pequenas. 

A Xênia é um caso a parte. Tem um amor enorme pelo que faz, se dedica de corpo e alma. Ela conhece cada aluna, cada mãe, cada pai, cada irmão. Conhece até o Artur, primo da Julia, pelo nome. Inacreditável, né? E olha que o Artur não é o único primo que não faz parte do núcleo que ela conhece! É uma pessoa carismática e que cativa a todos. E mães e alunas vestem mesmo a camisa do núcleo e tem orgulho de fazer parte!

Então, agora no segundo semestre, começaram os ensaios. E com a proximidade da data do festival eles foram se intensificando, foram além dos horários das aulas, chegaram até a fins de semana e feriados. E eu adorei!!!! Ver todas ensaiando ía dando uma expectativa muito boa e ía me fazendo sentir ainda mais parte de tudo aquilo. Foi cansativo (principalmente pra quem dançou, né?) mas foi gratificante!


No primeiro dia, fiquei com a Julia nos bastidores. Primeiro que era o primeiro grande espetáculo dela (a mostra de dança do ano passado foi muito mais simples, nem se compara) e segundo que ela tinha que trocar de roupa rapidamente e eu precisava ajudar. Sim, trocar de roupa, porque apesar de só ter 4 anos, ela dançou dois números! Deu pra sentir o orgulho????

Nos bastidores tivemos um telão pra assistir, mas não é a mesma coisa de estar na platéia, né? Então considero que nem vi nada no primeiro dia (até porque eu não conseguia identificar ninguém pelo telão). Mas no segundo dia, duas grandes amigas que fiz dançando e mães de amigas da Julia me tranquilizaram pois estariam com duas funcionárias delas nos bastidores que poderiam fazer a troca de roupa da Julia. Como dizia minha mãe, "quem tem amigo não morre pagão." Eu fui então cheia de espectativa pra platéia para assistir e me emocionei muito! O espetáculo foi super bem produzido e as bailarinas se esmeraram! Deram um show mesmo. Não foi só a minha não, foram todas. E quem acompanhou os ensaios e viu as dificuldades sendo superadas ficou maravilhado com o desempenho delas.

Em relação à Julia, não preciso nem dizer que ela arrasou, né? Era lontra e coruja e fez bem direitinho. Claudio e eu inclusive ficamos impressionados porque na coreografia das corujas, o sapato dela desamarrou e ela continuou dançando. Nas aulas de sapateado, quando o sapato desamarra ela fica com raiva, só quer os cadarços muito apertados. Mas no palco ela deu um show, não deixando de dançar apesar do imprevisto dos cadarços. Compromisso com o que faz é também algo que ela está aprendendo com a dança!

Agora estamos com saudades do Musical! Ficaram muitas coisas boas entre ensinamentos e amizades. E em 2013, se Deus quiser, estaremos mais uma vez participando do Musical da família Xênia Skeff!
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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Bienal Internacional do Livro do Ceará

O feriado de 15 de novembro foi super animado na Minha Casinha Feliz. Começamos o dia bem cedinho, no ensaio para o Festival de Dança da Julia que já vai ser na próxima semana. Ela ensaiou bastante essas últimas semanas, aliás, todos os que vão participar, e confesso que hoje no ensaio me emocionei vendo o quão bonito vai ficar e como o esforço de todas valeu à pena.

Depois do ensaio, fomos dar uma voltinha na Bienal do Livro. Acho que todos os moradores de Fortaleza sabem do evento que está acontecendo no Centro de Eventos. E o evento está enorme!

Imagem retirada de: http://www.bienaldolivro.ce.gov.br

Infelizmente, o estacionamento do Centro de Eventos precisa ser melhor organizado, o trânsito lá dentro estava confuso e viam-se muitos carros mal estacionados. Como nós, motoristas cearenses, somos mal educados, ouvi vários avisos pelo sistema de som do Centro de Eventos pedindo para motoristas retirarem seus carros que estavam atrapalhando a saída de outros. Acredito que quando fizerem a pintura de chão demarcando as vagas, esse problema será amenizado. Depois de muita paciência dentro do carro, conseguimos uma vaga e estacionamos. Mas como o ensaio tinha terminado já por volta de 1:30 da tarde e ainda demoramos no almoço (até decidirmos o que almoçar e onde, foi uma eternidade), chegamos tarde à Bienal. A programação infantil estava quase terminando. Aconselho a quem for com criança chegar cedo porque a programação infantil é variada e super interessante para os pequenos.

Passeamos então na feira, a procura de livros infantis. Sinto que Julia está precisando aumentar sua coleção de livrinhos e queremos estimular o interesse pela leitura nela. Na feira, vi muitos livros das princesas (Julia já tem aos montes) e muitos livros com histórias protagonizadas por personagens de desenhos animados como Dora, a aventureira e Meu Amigãozão. Além de livros da Polly, da Barbie, dos Carros, do Toy Story.... tudo muito comercial, com mensagens às vezes duvidosas. Alguns inclusive eram livros publicados em Portugal, com uma linguagem que não faz parte da realidade das nossas crianças. Eu já estava decepcionada com a feira até que encontrei o que procurava. Tudo bem, talvez eu não tenha encontrado antes por não ter procurado direito, mas vamos combinar, procurar com criança no meio daquela multidão (tinha momentos em que eu nem conseguia andar) não era propriamente uma coisa fácil. Mas conseguimos comprar alguns livrinhos pra ela de frases curtas e temas adequados, bons para que ela leia sozinha. Para quem pretende procurar livros, aconselho não fazê-lo com criança por perto (deixa com o pai em outra atividade ou mesmo fazendo um lanche). A conclusão do passeio é que a Bienal é um programa que continua valendo à pena, tomara que no fim de semana a gente consiga ir novamente!
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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Preconceito e Discriminação

Eu não acompanho novelas atuais (só as antigas pelo Viva, quando dá), mas não fico imune às propagandas e aos comentários em todo canto então acabo sabendo mais ou menos o que se passa nas tramas (e acabo assistindo a última semana e entendendo a novela inteirinha). Salve Jorge eu também não acompanho mas sempre vejo comentários por aí.

Aí essa semana o Vídeo Show mostrou a cena em que a mãe do Theo (que é feito pelo Rodrigo Lombardi) e a mãe da Morena se conhecem. Elas estão conversando e a mãe do rapaz, após contar que o marido também era militar como o filho, pergunta o que o pai da futura nora fazia. A mãe dela então rasga e diz que ele era um traste e que não sabe o que ele faz da vida hoje, se está preso, se morreu e tal....

Obviamente a mãe do galã faz uma cara meio de espanto, meio de crítica....... agora atire a primeira pedra aquela mãe que não faria! Porque, vamos combinar, você cria seu filho com todo amor e carinho, com todo o sacrifício que a tarefa exige e vê que ele vai se casar com uma moça que ele mal conhece e que tem uma família desestruturada, que o pai era um criminoso, que a mãe dela foi mãe solteira na adolescência e ela também. Você receberia a notícia fazendo festa??? Eu não! Quem quiser me chame de preconceituosa e aguarde pra morder a língua no futuro mas eu penso assim mesmo. #prontofalei

Vou me explicar melhor, começando pela palavra preconceito: ao pé da letra o preconceito é o conceito que a gente faz da pessoa, baseado em nossas experiências prévias, antes de ter dados suficientes (conhecer) pra avaliar com clareza e imparcialidade. E isso todo mundo faz! É instintivo, é até um mecanismo de autodefesa. Ou vai me dizer que se você vem numa rua deserta à noite e em sua direção vem um rapaz mal encarado você não muda de calçada? Pois isso é o preconceito: com suas vivências prévias, você assume que existe um alto risco de ser assaltada por um rapaz mal encarado numa rua deserta à noite.

Mas precisamos diferenciar o preconceito da discriminação. Essa sim é muito, muito ruim. A discriminação é quando a gente não tem respeito ou empatia por alguém e considera essa pessoa inferior por ser diferente da gente em algum aspecto. Aí pode ser pela opção sexual diferente, pela raça diferente, pela religião diferente, porque a pessoa é gorda, porque a pessoa é magra......... ihhhhhhh, tem discriminação demais no mundo!

Mas como os dois conceitos (preconceito e discrimação) se confundem, eu vivia dizendo que eu jamais seria "preconceituosa" como a mãe do galã da novela. E dizia isso exatamente porque minha mãe tinha esse tipo de pensamento e eu achava o fim (oh, adolescência!). Foi a Julia nascer e eu me vi com os mesmos pensamentos da minha mãe, até conversei sobre isso com o Claudio.

Não estou dizendo que a moça (ou qualquer pessoa real que viva a mesma situação) não presta porque nasceu nessa família desestruturada. Não estou dizendo que ela não presta porque foi mãe solteira e muito menos que ela não presta porque o pai é um marginal ou porque ela mora na favela. Apenas estou dizendo que a reação da mãe do noivo foi muito natural e que eu teria a mesmíssima reação. Teria porque a gente quer poupar os filhos de problemas, de desilusões e porque a gente sabe que uma pessoa que não cresceu num ambiente saudável do ponto de vista afetivo tem tudo para ter problemas. Ah, mas pais casados não necessariamente fornecem um ambitente afetivamente saudável para os filhos. Sim, é verdade. Mas o fato dos pais serem casados (mas casados de corpo e alma, com respeito, amor, enfim, o pacote todinho de um casamento equilibrado), terem trabalhos/empregos/carreiras tradicionais, ou melhor dizendo, legais, são alguns indícios de uma família estruturada. Por outro lado, uma pessoa que cresceu na condição que a personagem da novela "cresceu" tem maiores probabilidades de ter problemas emocionais mais à frente. Embora (e eu faço questão de frisar pra não ser mal interpretada), uma mãe solteira possa perfeitamente prover um ambiente muito mais equilibrado do ponto de vista emocional que muitos pais casados. É apenas uma questão de se analisar as probabilidades (avaliar com base nas experiências prévias).

Imagem retirada de:
pauloliberalesso.wordpress.com

No fundo, no fundo, acho que o que vale mesmo é conhecer a pessoa de perto, sabe? Pra não ter discriminação. Porque preconceito sempre existe (e nem sempre é ruim), mas se a gente der uma chance de conhecer a pessoa, fica mais fácil acolher e não discriminar e se aproximar mais ou se afastar por questões de afinidades e não de discriminação. Mas fazer de conta que a situação da novela é normal e que a mãe do galã é que é a errada porque teve uma reação preconceituosa é politicamente correto demais pro meu gosto, ou melhor, é hipocrisia demais pro meu gosto! E eu continuo com meus preconceitos, mas sempre combatendo minhas discriminações e abominando a hipocrisia do politicamente correto!
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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

A Magia do Natal está chegando!

Sim, estamos em novembro e o Natal está na porta........ tá, nem tão na porta assim, mas pelo menos no portão, admitamos! O fato é que montamos nossa árvore de Natal esse fim de semana. Talvez cedo demais mas, do meu ponto de vista, na data que seria possível. No final de novembro vamos viajar, então, até a viagem, vou estar feito doida aprontando tudo que falta para a viagem e ajeitando tudo que tenho que deixar organizado por aqui: contas pagas e a pagar, orientações para as cuidadoras da mamãe, despensa minimamente abastecida para quando voltarmos, já que vou praticamente direto do aeroporto para o trabalho... Além disso, agora em novembro, teremos ainda o Festival de Dança da Julia antes da viagem (ela vai dançar em dois números - orgulho no último!). E vamos chegar de volta faltando 10 dias para o Natal. Então ou a gente montava esse fim de semana ou iríamos ficar mais um ano sem árvore de Natal.

E eu amo árvores de Natal! Fico hipnotizada com aquelas luzinhas e bolinhas. Quando eu era criança, da idade da Julia, tínhamos árvore de Natal em casa mas era bem sem gracinha do ponto de vista de uma criança. Depois, quando mudamos pra Fortaleza, minha mãe não armava mais árvore pois mal terminava novembro a gente viajava e só voltava no fim de janeiro. Mas aí eu tinha a árvore da casa da minha tia em Minas pra curtir (e era sempre linda!). Depois, quando começamos a passar o Natal aqui, minha mãe ainda demorou a se render aos meus apelos por uma árvore até 1993, quando ela finalmente resolveu comprar uma. Eu já estava uma coroa, mas curti demais. Quando casei (2004) minha mãe nos deu a árvore (a mesma comprada em 1993) e nós usamos essa árvore até a Julia nascer (2008). Depois que ela nasceu, eu não usei mais coitada porque, vamos combinar, né, ela já estava devendo ao subsolo fazia tempoooo.

E aí que não compramos mais árvore: grana curta, criança pequena pronta pra derrubar a árvore ou colocar todos os enfeites na boca.... ela ía curtindo as dos shoppings. Ano passado quis comprar, mas estávamos de mudança então achei melhor adiar. Aí esse ano Claudio e eu nos empolgamos juntos e empolgamos a Julia também!

Compramos uma árvore enorme (2,10m) e um mooooonte de enfeite e montamos a árvore à 8 mãos (Claudio, Julia, Artur e eu). Claudio e eu montando e as duas crianças atrapalhando ajudando. 

Ah, mas o resultado final só mostro no Natal!!!!

O resultado ficou legal. Não é uma árvore linda, chic, mas é uma árvore que vai fazer os olhinhos da Julia brilharem no Natal e que vai tornar nossa Noite Feliz e Mágica!
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