segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

O Infantil 5!

Ao final do ano passado, relatei como foi estressante o Infantil 4. Julia com apenas 4 anos estava sendo cobrada por leitura e escrita pela professora, estava se desestimulando, eu estava estressada com tudo isso, cobrei muito dela quando não deveria... enfim, o infantil 4 foi uma tormenta aqui em casa.

No início desse ano, eu estava muito ansiosa e preocupada com os desafios do infantil 5. Sabia que ele era muito importante no processo de alfabetização (até porque aqui em Fortaleza, costuma-se adiantar matéria nas escolas). Quando conheci a nova professora, fiquei um pouco apreensiva: ela era nova na escola, bem nova em idade e parecia inexperiente. Com o passar dos dias, fui vendo quanta diferença entre a professora atual e a do ano passado! A atual, por mais que fosse inexperiente, era carinhosa com as crianças e a Julia, por ser uma criança muito carinhosa também, respondeu muito positivamente a esse clima em sala de aula.

A consequência disso foi que a leitura e a escrita deslancharam esse ano! Ela já chegava em casa pedindo pra fazer as tarefas, estava muito mais interessada! Ela concluiu o infantil 5 lendo e escrevendo com desenvoltura para a idade e não só palavras soltas, como frases formuladas por ela. Já está começando inclusive a escrever em letra cursiva, apesar de que a desenvoltura é em letra bastão. Aprendeu a fazer algumas continhas básicas de adição e subtração e faz algumas de cabeça (morro de orgulho!). A letrinha é linda!

Acho ainda que tenho que estimular mais a leitura dela. Ela tem preguiça de ler um livro inteiro, mas quando resolve ler, lê bem. Também tem preguiça para desenhar e pintar (igual a mim). Mas acho que ísso é questão de tempo até ela desenvolver melhor. A gente procura sempre incentivar e elogiar o esforço e a dedicação e ela fica muito satisfeita quando recebe esse feedback positivo. 

Agora ela está empolgadíssima porque vai para o 1o. ano! Diz a todo mundo que no final do próximo ano vai ser Doutora do ABC....... e eu já estou sonhando com a festinha, junto com as outras mães. Minha filha está crescendo muito rápido e eu fico orgulhosa, muito orgulhosa dela!


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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

A Chegada da Irmã - as facetas do ciúme

Julia esperou ansiosamente a chegada da irmã e curtiu cada momento da minha gravidez, mas sei que o impacto da chegada da irmã não está sendo fácil pra ela.

Ela é só amor com a irmã, dá beijo e abraço a toda hora, pede pra colocar no colo, quando acorda de manhã quer ver logo a irmã... graças à Deus não tivemos nenhum episódio de agressão. A ciumeira da Julia é toda pra cima da gente, pra cima de mim, principalmente.

Explico: se eu vou fazer o leite da Alice ela diz: "faz o meu primeiro?" Se eu vou arrumar as duas pra sairmos ela quer tomar banho primeiro. Em vários momentos, se estou com a Alice no colo, ela pede colo. O que eu faço? Atendo as demandas dela. Então várias e várias vezes estou com as duas no colo. Já andei por dentro de casa com as duas no colo (lembrando que a Julia já tem 5 anos e meio). Faço o leite dela primeiro, dou o banho dela primeiro. Pra Alice não faz diferença mas se pra Julia faz, porque não atender? 

Ela está carente, está se machucando com mais facilidade, o choro rola mais facilmente e a teimosia está no último grau. Eu não consigo que a Julia faça nada, absolutamente nada, da primeira vez que peço. Haja paciência! 

Mas ela é tão amorosa com a irmã, que tudo compensa! Outro dia chegamos nós 3 em casa e eu estava apertada para ir ao banheiro. Deixei a Alice no bebê conforto e avisei pra Julia onde ía. Alice começou a chorar e quando eu cheguei na sala ela já tinha parado porque a Julia estava segurando a mãozinha dela e cantando pra ela as músicas que canto pra elas dormirem. Me derreti! 

Mas uma vez a Julia teve um pensamento ruim em relação à irmã. Alice devia ter 1 mês e eu comentei alguma coisa do tipo: "não chegue perto da sua irmãzinha porque você está gripada pra ela não pegar senão ela vai ter que voltar pro hospital e a gente não quer isso, né?". Por poucos segundos eu vi que ela teve um pensamento e afastou, ela quase expressa verbalmente e eu ainda perguntei o que era mas ela disse que não era nada e balançou a cabeça como que para afastar o pensamento. Imagino que ela pensou que se a irmã voltasse para o hospital ela me teria só pra ela mas aí o amor falou mais alto e ela se arrependeu do pensamento. Nunca mais vi nada parecido no comportamento dela. Na escola, a professora me disse que ela não teve alteração de comportamento também, graças à Deus!

Mas ela já se queixou que eu só cuido da Alice. Pode uma facada dessas no coração da mãe? Pois é... mas expliquei pra ela que bebês demandam mais atenção porque não sabem fazer nada sozinhos e que ela, como é moça, já faz muita coisa sem precisar de ajuda. Falei também que quando ela era bebezinha, eu me dedicava a ela até mais do que me dedico a Alice, porque não tinha outra filha (e isso é a mais pura verdade!). Ela não se convenceu muito, eu fiquei até com medo que ela tivesse alguma regressão de comportamento, mas não teve.

Aí um dia, ela brincando com a Alice, veio se queixar pra mim: "mamãe, a Alice me beliscou". Fez beicinho e tudo. Eu então olhei pra Alice e soltei: "não, neném, não pode fazer isso com a irmãzinha, isso dói, machuca sua irmã.". Julia abriu o maior sorrisão e disse, bem emocionada: "mamãe, você me defendeu!" Nem achei que o que eu falei fosse surtir tanto efeito, mas surtiu! Foi bom, ela se sentiu amada e protegida.

Estou muito orgulhosa da forma como ela tem lidado com a chegada da irmã. Sem agressões, sem regressão de comportamento... acho que parte do crédito pode ser do reforço que sempre damos em relação ao nosso amor por ela e por sempre deixarmos que ela participe do dia a dia da irmã. Mas também tem o crédito dela, que sem dúvidas é uma criança meiga e amorosa e que recebeu a irmã de braços abertos.
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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Os primeiros 3 meses

Os três primeiros meses foram intensos. Poucas horas de sono, muitos afazeres e muita felicidade também. Alice teve alta da utineo e eu recebi a recomendação de alimentá-la a cada 3 horas, fosse dia ou fosse noite e mesmo que ela estivesse dormindo. Sim, eu acordava a Alice de madrugada para alimentá-la. A Julia começou a dormir a noite toda com pouco mais de 45 dias de nascida e toda vez que eu acordava a Alice eu pensava: estou dando um tiro no pé!

Mas mesmo dormindo pouco, valeu muito à pena. Minha fofolete está crescendo bem (ainda é pequena pra idade cronológica) e se desenvolvendo maravilhosamente bem! Graças a Deus!!!! Mas eu virei um zumbi. Meu celular tinha todos os alarmes necessários programados (a cada 3 horas) e como ela tem refluxo, eu ficava pelo menos 1 hora acordada em cada horário desses até poder colocá-la no berço com segurança. E de dia nem sempre (quase nunca) conseguia dormir pois tinha que acompanhar a Julia e também tinha as obrigações da casa (pagar conta, fazer supermercado, acompanhar a reforma que ainda não terminou...). Eu dormia uma média de 3 horas por noite (passei uma semana dormindo 1 hora e meia apenas) e muitas vezes o máximo que conseguia era meia hora de cochilo por dia (e às vezes nem isso). Entrei num ritmo alucinante, ficava pilhada mesmo e quando chegava o fim de semana, com o Claudio em casa, eu tirava umas horinhas pra dormir durante o dia, apagava mesmo.

Foram 3 meses sem sonhar, a não ser quando eu acordava atordoada achando que o alarme tinha tocado e levantava pra fazer o leite da Alice e descobria que ainda não era hora. Acredito que eu estivesse sonhando com o despertador e isso ocorria geralmente por volta de 2 horas da manhã..... alguém merece???

Por umas duas vezes também ignorei o alarme. Simplesmente não escutei e acordei cerca de 1 hora depois com a Alice gemendo de fome... Mas fora esses incidentes, eu era caxias em relação ao horário da alimentação dela. E como valeu à pena! Foram momentos difíceis, lidar com sono é um desafio muito grande mas eu procurava pensar: "é uma fase, vai passar!"

Um grande aliado meu foi o sling. Eu tinha muito medo de derrubar a Alice durante a noite então, enquanto tinha que ficar com ela em pé no colo por conta do refluxo, colocava no sling. Os meus são wrap e ela ficava numa posição excelente e não despertava pois tinha contato com meu corpo e ouvia meu coração batendo, tudo que um bebê gosta. Eu ficava tranquila que ela não cairia e tirava cochilos sentada na cadeira de balanço.

Mas enfim os 3 primeiros meses se passaram e nossas noites já estão bem melhores. Não preciso mais acordá-la de madrugada, mas tenho o cuidado de dar o último leite por volta de meia noite para que ela não passe muito tempo sem se alimentar. Agora estamos numa fase super gostosa em que ela interage, dá gargalhadas, acompanha a gente com o olhar..... Não pode ver a Julia que fica excitadíssima! Estamos muito felizes, o susto ficou pra trás!


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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

O Ciclo Interrompido

Eu tenho dificuldade de lidar com as coisas quando elas não saem como planejei. Eu gosto de ter controle sobre o que acontece e gosto de sonhar como vai ser o resultado. O nascimento prematuro da Alice foi um acontecimento que fugiu ao meu controle e que me tirou dos eixos.

Eu sonhava com o dia do nascimento dela e queria que fosse tão especial quanto foi o da Julia. Porque do nascimento da Julia só guardo boas lembranças: família e amigos na maternidade, a emoção do Claudio na hora do nascimento, as brincadeiras na hora da anestesia, a felicidade de ter minha pequena nos braços... Para o nascimento da Alice eu esperava emoção e felicidade semelhantes, com o "plus" de ver a Julia conhecendo a irmã que foi tão esperada por ela a gestação inteira. Ficava imaginando como iria ser o encontro das duas, a Julia querendo "se apossar" da irmã...

Apesar de ter plena consciência de que a Alice nasceu na hora certa, de que se a gestação fosse adiante nós duas poderíamos ter muitas complicações, eu não me conformo com a interrupção da gravidez assim tão cedo. Não, eu não sou defensora do parto normal, eu provavelmente nem iria esperar entrar em trabalho de parto, mas nascimento às 33 semanas foi demais pra mim. Não curti a barriga até o fim, não encerrei o ciclo. Logo eu que adorava estar grávida!

Essa é uma dor que ainda vou carregar por muito tempo. Quando eu penso que está diminuindo, eu vejo uma barrigona de 38 semanas..... ah, como eu queria!!!!!! Se eu já sentia saudades de estar grávida depois que a Julia nasceu, imagina agora...... queria ter chegado pelo menos às 39 semanas...

Para completar, chegamos a pensar no terceiro filho, mas meu obstetra contra-indicou veementemente. Ele disse que os riscos seriam altos demais. Fiquei bem mexida com isso. Antes da Alice nascer eu não cogitava mais um filho mas, depois que ela nasceu, a vontade foi surgindo e eu fiquei bem frustrada em saber que não poderia ter outro. Porque uma coisa é eu decidir não ter e outra coisa é eu não ter por não poder...... dói e dói lá dentro. Mas vou aos poucos elaborando tudo isso e não deixo de curtir minhas meninas por causa dessa dor!
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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Mãe de UTINEO

Uma das experiências mais difíceis e confusas da minha vida foi ser mãe de UTINEO. Essa foi uma experiência que com certeza deixou marcas e que eu nunca vou esquecer.

A primeira vez que entrei na UTINEO eu estava passando muito mal. Vi a Alice por poucos minutos, toquei seu corpinho magro pelos buraquinhos da encubadora e tive que sair de lá pois fiquei me sentindo ainda pior.

Nos dias seguintes, eu entrava e mal conseguia respirar, achava o ar quente e sentia como se eu não conseguisse puxar o ar através da máscara, logo eu que trabalhei de máscara durante muitos anos! Eu olhava para a Alice tão indefesa ali dentro da encubadora e queria tirá-la de lá, levar comigo, dar colo. Mas tudo que eu ouvia era: quanto menos manipulada ela for, melhor pra ela. E acho que o fato de não poder ficar com ela no colo, me fazia sentir como se não fosse minha filha... era um misto de sentimentos opostos. Quem me ajudou bastante nesse período foi a pediatra das meninas. Ela é um amor de pessoa e dá plantão na UTINEO onde a Alice estava. Além de ter feito a sala de parto e estar acompanhando a Alice de perto, ela ainda sentava comigo para conversar como mãe, como um ombro amigo, como alguém que já tinha passado por essa experiência (ela teve duas filhas prematuras, entendia perfeitamente como eu me sentia).

E eu me sentia tão estranha e confusa, que não perguntava nem o peso dela como estava. Eu sabia que ela só teria alta com no mínimo 1,800kg mas eu não sabia nem se ela já tinha parado de perder peso e o quanto tinha perdido. Quando eu chegava em casa, só fazia chorar e várias e várias vezes a Julia (uma criança iluminada, com certeza) me consolou dizendo que sabia que a irmã estava bem e que viria logo para casa, que eu não deveria me preocupar. 

Os dias foram se passando e eu não me sentia parte daquele ambiente. Tudo era estranho e assustador. Eu entrava, passava uns minutos e saía, até porque ela ficava o tempo todo dentro da encubadora, eu sentia que não tinha o que fazer ali. Até que quando ela estava com 07 dias de nascida, conversando com uma amiga, mãe de uma amiguinha da Julia da escola, ela me disse que eu ficasse o máximo de tempo que eu pudesse dentro da UTINEO para que eu fosse me habituando à rotina da Alice e fosse me sentindo mãe dela. Esse foi o melhor conselho que eu poderia ter recebido naquele momento e ainda, para me ajudar, levou a Julia para passar o dia na casa dela.



Nesse dia, passei a tarde inteira na UTINEO. Cheguei, peguei uma cadeira de balanço e me sentei ao lado da encubadora. Fiquei observando a Alice, fazendo carinho, cantando as canções de ninar que canto para a Julia e que ela ouviu durante toda a gravidez. Observei troca de fralda, higienização do umbigo, a alimentação dela... e aí que numa determinada troca de fraldas, a auxiliar de enfermagem que estava responsável por ela naquele dia, deixou a Alice no meu colo por uns minutos. Foi um dos momentos mais felizes da minha vida! Ela era tão pequeninha que era até difícil segurar, mas eu estava tão feliz, não parava de sorrir. Nesse dia, ao contrário dos outros, eu não cheguei em casa chorando, eu cheguei em casa sorrindo. Pela primeira vez pude sentir que eu tinha duas filhas e o olhar dela pra mim, aqueles olhinhos me encarando, foi a imagem que embalou meu sono durante as noites seguintes até a alta dela. Daí por diante, o ambiente da UTINEO foi ficando menos assustador e fomos desenvolvendo o vínculo mãe-bebê. Eu comecei a passar mais tempo lá, comecei a entender as rotinas, os monitores. Comecei a conhecer melhor as pessoas que cuidavam da minha pequena fofolete e meu sentimento que era de levá-la pra casa de qualquer maneira, mudou para levá-la pra casa o mais rápido possível, mas com a segurança de que ela estaria bem.


Com o passar dos dias, minha rotina ficou ainda mais pesada: eu tinha, durante o dia, que ir ao hospital de 3 em 3 horas para a alimentação dela. Ela estava em dieta de transição (parte via oral e parte via sonda) e eu fazia questão de estar presente para oferecer a dieta. Ela estava tomando pregomin na chuquinha (depois falo sobre a amamentação, esse meu calo) mas eu fazia questão de dar. Enquanto isso, não podia negligenciar a Julia que estava de férias. E viva a colônia de férias que me permitia ficar tranquila durante as tardes me dedicando à Alice! Foi um período muito cansativo, meu corpo doía à noite, mas vendo o progresso da Alice eu ficava feliz. Eu também comecei a entender que a situação dela era muito boa. Ela ficou para ganhar peso na UTINEO e graças à Deus não teve nenhuma intercorrência. Mesmo tendo nascido tão pequena, o desenvolvimento dela foi muito bom, não desenvolveu nenhuma infecção, não tinha perda de saturação, nada que pudesse comprometer e ganhou peso dentro do esperado e isso me animava muito.

Até que depois de 19 longos dias, Alice finalmente teve alta! Esse dia ficou marcado com um dos dias mais felizes da minha vida, com certeza. Foi um misto de felicidade a apreensão, afinal de contas dali pra frente era comigo, aquele serzinho não teria mais o suporte de monitores, olhos treinados e mãos eficientes que sabem o que fazem. Teria apenas o amor de mãe que procurava fazer o melhor, embora com medo. Mas estamos nos saindo bem. Alice está com 1 mês e 19 dias de vida, está cada dia mais "gordinha" e mais esperta. Impressionante o desenvolvimento dela. Mas jamais vou me esquecer dos dias de UTINEO onde medo e esperança se misturam dentro do coração da gente.
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terça-feira, 23 de julho de 2013

O Nascimento da Alice - relato do parto

Já contei aqui que foi de repente. Mas para contar como foi o nascimento da Alice, preciso voltar a quando descobri a gravidez. Nós estávamos na Disney, segundo dia de viagem, quando percebi que minha menstruação estava atrasada. Fiz o teste de farmácia e deu positivo. Juntamente com a alegria da descoberta que mais um bebê estava a caminho, ficamos também apreensivos: eu já tinha tido um aborto espontâneo antes da gravidez da Julia, era hipertensa e não teria como ir ao médico nas próximas duas semanas.

Minhas primeiras providências foram suspender o remédio da hipertensão que eu usava, pois não era indicado para gestantes (e minha pressão estava bem comportada), e pedir à minha cunhada que marcasse uma consulta com meu obstetra. Como era dezembro e ele sempre tira uns dias de férias no fim do ano, eu já estava prevendo que não seria fácil conseguir vaga e disse a ela que se fosse preciso poderia marcar particular. Ela marcou para a terça feira antes do Natal (nós chegamos na sexta anterior à noite). No dia da consulta a secretária dele ligou e disse que ele não atenderia naquele dia pois teve um problema e pediu que eu fosse no dia seguinte no mesmo horário. No dia seguinte, a secretária me ligou novamente e informou que uma paciente entrou em trabalho de parto e ele cancelou todas as consultas... e viajaria na madrugada seguinte, portanto minha consulta ficaria para janeiro. Pirei, né?

Fui atrás de indicações de outros médicos e consegui marcar com um muito conhecido aqui e que foi muito bem indicado por duas amigas que fizeram mais de um pré-natal com ele. Fui para a consulta ainda antes do Natal e confesso que minha empatia não foi imediata (e nem a do Claudio) mas como ele foi muito bem recomendado, decidi ficar com ele mesmo. Além disso, meu antigo obstetra é uma pessoa carismática então eu achava que estava comparando demais os dois e estava sendo injusta com o novo.

O tempo foi passando e a empatia não aumentava. Eu não curtia o meu pré-natal da mesma forma que curti o da Julia mas só me dei conta disso depois. A gravidez da Alice foi completamente diferente da gravidez da Julia: eu me sentia mais cansada, tinha enjoado muito mas, em compensação, tinha engordado menos e minha pressão (que foi minha grande preocupação desde o início) estava bem controlada com medicamento. 

Na consulta de 31 semanas (7 meses), minha pressão estava 11x7 e o médico afirmou que estava tudo bem, que o cansaço era coisa do fim de gravidez mesmo e que "se sua pressão não subiu até agora, não sobe mais não". Fiquei intrigada porque ele não pediu ultrassom para avaliar o crescimento da Alice. Quando cheguei em casa, fui pegar a pasta do pré-natal da Julia e comparar e vi que a diferença de acompanhamento entre os dois estava absurda. Claudio chegou em casa e me encontrou aos prantos, com medo que alguma coisa estivesse errada com a Alice. Conversou comigo, me acalmou e decidimos voltar ao meu antigo obstetra. Consegui marcar consulta para a semana seguinte (ele deixou de atender convênios nesse meio tempo então foi bem mais fácil conseguir).

Com 32 semanas de gestação então, cheguei no meu antigo obstetra. Ele analisou os exames que eu tinha, viu meu histórico anterior e perguntou logo da minha pressão. Eu toda feliz disse que estava ótima e quando ele mediu, a surpresa: minha pressão estava 17x11. Eu não acreditava! Eu não estava sentindo nada que não estivesse sentindo desde o começo da gravidez, nem dor de cabeça. Ele fez um ultrassom no consultório que acusou que Alice estava no percentil 10 de peso para a idade gestacional. Eu fiquei em choque. Não conseguia nem chorar, um monte de coisas passando na minha cabeça, inclusive a culpa de não ter mudado de obstetra depois da primeira consulta com o outro. 

O médico então disse que iria fazer meu acompanhamento de perto, duas vezes por semana. Fui para casa com a recomendação de ficar acompanhando a pressão e com a dosagem do remédio dobrada. A consulta foi numa quinta-feira e no domingo tivemos que acioná-lo pois minha pressão estava 18x11 e eu não sentia absolutamente nenhum mal estar. Ele então nos orientou a ir para a maternidade para me internar. Lá ele prescreveu vários medicamentos para baixar a pressão e também o corticóide para amadurecer os pulmões da Alice. Chegou a considerar fazer o parto na segunda-feira a noite até porque eu estava com muita dor de cabeça. Mas resolveu observar mais um pouco já que eu falei que a dor era típica de enxaqueca (e eu tinha suspendido a cafeína de uma vez quando fui internada e também não conseguia dormir no hospital). Na terça-feira minha pressão baixou mais um pouco e eu pude ter alta, mas em repouso absoluto e com mais medicação para controlar a pressão. 

Minha alegria de estar em casa e levar a gestação a termo durou 1 dia e meio: na madrugada de quarta para quinta-feira a pressão voltou a subir e ficou alta o dia inteiro até chegar a 19x11. Meu médico orientou que eu fosse internada novamente ainda aquela noite. Não havia vaga na maternidade que eu queria (onde a Julia nasceu e onde eu estivera internada) então fomos para outra. Conseguimos o último apartamento (graças a Deus) e ele marcou o parto para o dia seguinte às 06:00 da manhã. Eu nunca passei uma noite tão terrível na minha vida. A pressão ficou alta a noite toda, foram pegar um acesso venoso para a medicação justo na veia que havia sido usada na internação anterior e que estava com uma flebite, então eu urrava de dor quando tentavam injetar alguma coisa e quase não conseguem pegar outra veia. Acho que devido ao stress ainda tive umas contrações dolorosas. Comecei a ter dor de cabeça, daquelas insuportáveis e passei a noite inteira olhando para o relógio para ver se chegava a hora do parto para meu sofrimento acabar. 

O parto em si foi relativamente tranquilo (pelo menos até onde eu sei), de fato meu obstetra é muito competente. Claudio estava muito nervoso, mal conseguiu fotografar, mas Alice nasceu super bem, chorando forte, com APGAR 9/10. Eu fiquei em choque quando a pediatra a trouxe para mim. Era muito pequena, meu Deus! Nasceu com 1,655kg e 44 cm. Ela foi para a UTINEO e eu para o apartamento depois que a cirurgia terminou. 

Conhecendo minha princesinha e chocada com o tamanho dela!

O dia foi passando e nem a dor de cabeça cedia (apesar dos medicamentos para dor que eu estava tomando) e nem a pressão baixava. Eu estava ansiosa para ver a Alice e tinha medo que o Claudio estivesse escondendo algo de mim. O anestesista tinha me dito que eu poderia levantar às 16:00 e quando chegou a hora eu insisti para ir até a UTINEO. As auxiliares de enfermagem não queriam que eu fosse porque minha pressão ainda estava alta. Eu ainda me sentia muito mal mas disse que iria nem que fosse me arrastando. Me levaram numa cadeira de rodas e eu pude ver e tocar na minha fofolete pelas portinhas da encubadora. Como era doloroso não poder pegar meu bebê no colo... Mas todos me garantiam que ela estava muito bem, que precisava ficar para ganhar peso.

Quando voltei da UTINEO meu mal estar aumentou e minha pressão chegou a 20x12. Me levaram para a UTI imediatamente. Eu não dava conta de muita coisa ao meu redor mas percebia a preocupação nos olhos do Claudio. Ele conseguiu um amigo cardiologista para acompanhar meu caso e eu nunca me vi tão cercada de médicos... No dia seguinte minha pressão baixou um pouco e pude voltar para o apartamento na hora do almoço. Ainda fiquei mais 3 dias no hospital. Alice ficou 19 dias. Graças à Deus e à intervenção precisa dos médicos nós duas estamos vivas e bem. Meu caso foi pré-eclâmpsia, mas a proteinúria só apareceu alguns dias após o parto. Na verdade, a pré-eclâmpsia pode se manifestar até 40 dias após o parto. Depois de uns 10 dias a pressão começou a baixar e a dosagem dos medicamentos já foi diminuída. 

De tudo isso eu tiro a lição que "instinto materno" não falha. Se eu não tivesse ficado cismada com o pré-natal e não tivesse feito a comparação, poderia ter morrido (e a Alice também) porque minha pressão ficou muito alta sem que eu nada sentisse. Na verdade, o tal do "instinto materno" era Deus sussurrando ao meu ouvido que eu deveria mudar de médico. E pra mim isso foi um milagre na minha vida.
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terça-feira, 16 de julho de 2013

Você chegou de repente...

... e já veio me ensinando que eu não tenho controle de tudo. Você chegou de repente e veio me mostrar que é forte e que eu também preciso ser forte.

Nossa Alice nasceu às 06:50 do dia 28 de junho de 2013, às 33 semanas e 5 dias de gestação. Em meio ao caos de uma obra não finalizada em casa. Não pude nem lavar as roupinhas, não pude arrumar o quartinho, não pude fazer a mala da maternidade.... Mas ela chegou linda e forte, dispensou ajuda pra respirar, a danadinha.



Estamos muito felizes com a chegada dessa princesinha, nossa pequena fofolete! Alice, você veio tornar nossos dias ainda mais coloridos, te amo muito, filha!
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quinta-feira, 16 de maio de 2013

Cadê o bebê que estava aqui? Agora tem 5 anos!

É chavão, mas o tempo passa rápido demais pra pai e mãe. Minha bebê, aquela que era um pacotinho indefeso, toda enroladinha na manta, que só dormia e comia, cresceu. E rápido. Rápido demais pro meu gosto...

Julia hoje está completando 5 anos e me é impossível não voltar no tempo nos dias que antecedem o aniversário dela e me lembrar dos últimos dias antes de seu nascimento. Da ansiedade, do cansaço, da felicidade... tanto sentimento bom misturado! Coloco ela no colo pela manhã, sonolenta, e tenho a sensação de ter meu bebê nos braços, até ela protestar e dizer que não é mais bebê. Observo seu sono e acho que ela está enorme (embora seja a menor da turma dela). Fico boba de como está sabida, inteligente, cheia de argumentos! Explica tudo detalhadamente, quer entender da vida e do mundo que a cerca.

Imagem retirada de: http://ofantsticomundodeesdras.blogspot.com.br

Conversa bastante, fala pelos cotovelos, na verdade. Requer atenção, se acha uma artista: canta, dança, atua! Adora palco e palmas (até pra comer). Dá um trabalho enorme pra comer, é teimosa, desobediente e ao mesmo tempo um doce de criança, que não me dá grandes trabalhos e é super companheira. 

É boa aluna, interessada, todo dia chega em casa com uma novidade da escola. Me surpreende com sua capacidade de trazer pra vida real o que vê na teoria na escola.

É alucinada pelo pai, brinca de casar com ele, olhando pra mim com arzinho de superioridade, como quem está tomando meu príncipe. Adora se aconchegar com a gente, é chameguenta, beijoqueira (beijosa, como ela diz), brava, valente, meiga, ciumenta, vaidosa, moleca...

Julia, você é uma criança encantadora! Mamãe tem muito orgulho de você, pelo que você é porque muito disso é mérito exclusivamente seu! Que Papai do Céu te abençoe sempre e que você siga no caminho do bem! Cresça, ganhe asas, seja feliz e lembre-se sempre que meu colo é seu, a toda hora, em qualquer momento! Te amo!
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segunda-feira, 6 de maio de 2013

"Mamãe botou um ovo"

Já falei aqui, aqui, aqui e aqui dos questionamentos da Julia sobre de onde vem os bebês e que isso se intensificou com minha gravidez. Depois de vários momentos de pânico com as perguntas e de ficar me sentindo sem saída em alguns momentos, resolvi pesquisar indicações de livros que ajudassem os pobres pais nesses momentos. E aí me deparei com o "Mamãe botou um ovo!" de Babette Cole. Vi inúmeras recomendações e comprei o livro pra ler com a Julia.

Confesso que ao ver pela primeira vez, me assustei um pouco. O livro é claro como água, mas sem a maldade que está na cabeça dos adultos. Mostrei para o Claudio que também ficou assustado e querendo se acovardar (e ele me deve uma porque na verdade eu que li com ela e expliquei e ele ficou só vendo de camarote). 

Enfim, peguei o livro e chamei da Julia pra ler. Disse pra ela que era um livro que explicava direitinho como os bebês são feitos e que queria ler com ela porque ela tinha me perguntado várias vezes. No começo da leitura ela achou engraçadíssimo, porque os personagens têm umas teorias bizarras sobre a origem de meninos e meninas. Como ela já sabia da história da sementinha, ficou achando tudo muito engraçado e fazendo aquela carinha de "eles não sabem de nada!"

Mas quando chegou a parte onde fala como o papai coloca a sementinha na barriga da mamãe, o interesse aumentou. Eu li com calma e notei que ela não estava entendendo bem o que era o pênis (o livro não usa esse termo, mas aproveitei para introduzir a palavra no vocabulário dela). Eu então disse que também servia para o papai fazer xixi e aí na hora ela ligou "o nome à pessoa". A carinha dela de quem estava entendendo foi ótima!

Da anatomia feminina, acho que ela não captou exatamente o que é o "buraquinho" até porque ela nunca viu o dela (nunca usou um espelhinho, né? ainda não tem idade para esse nível de curiosidade) e como ela não perguntou, achei melhor não entrar em maiores detalhes. Já tinha informação demais na cabecinha dela e também fiquei com medo dela resolver dar uma "aula" para os amigos na escola. Já pensou ela mostrando na escola onde era o buraquinho? Gosto nem de pensar..... Enfim, minha intuição materna me cochichou que eu não deveria esticar demais a explicação, já que ela não perguntou. Responder só até onde vai a curiosidade da criança, sempre!



Durante os dias seguintes, ela ainda manuseou o livro algumas vezes e me pediu para ler novamente. Deixei o livro ao alcance dela propositadamente para que ela manipule quando quiser e possa ter outros questionamentos e me perguntar. Vamos ver o que mais de curiosidade vai despertar!

Quanto ao livro recomendo demais! É uma excelente ajuda para os pais que ficam em pânico na hora em que os filhos querem saber como o papai coloca a sementinha na barriga da mamãe!
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quinta-feira, 2 de maio de 2013

Viu?

Claudio estava com dor no pescoço e nas costas e me pediu pra fazer uma massagem nele (corajoso...). Comecei a fazer e a Julia ao lado observando. Ele então começou a gemer porque eu estava acertando nos pontos doloridos mesmo e a Julia ficou impressionada, perguntando se estava machucando.

Mesmo o pai dizendo que estava tudo bem, ela insistia em me pedir pra deixá-la fazer a massagem, dizia que queria me ensinar. Eu então deixei (senão ela não me deixaria me paz). Ela colocou as mãozinhas no ombro do pai e começou a "massagear" com cuidado. Perguntou para o pai se estava tudo bem e ele, obviamente, respondeu que sim.

Ela então olhou pra mim e disse: "tá vendo, mãe? Não precisa fazer força, é só fazer assim... viu?"

Eu aguento????
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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Preguiça de educar...

Se tem uma coisa que me deixa indignada é mãe e/ou pai com preguiça de educar! Educar é não só obrigação, como um ato de amor pelo filho, para que ele possa se adaptar à vida em sociedade e aprender que o mundo não gira em torno de seu umbigo sem precisar levar muita pancada da vida.

Às vezes me questiono se não estou deixando passar algumas coisas que não deveria deixar ou se não estou sendo dura demais com a Julia. Mas aí, conversando com o pai de uma amiga dela, ele disse uma coisa muito interessante que me fez refletir (e me fez perceber que provavelmente estou acertando). Ele falou que nossos filhos vão fazer sim coisas que não devem, vão transgredir nossas regras e que às vezes nós vamos sim fazer vista grossa (claro que dependendo de que regras estão transgredindo). Isso é até bom para o desenvolvimento deles. E é mesmo! Porque na hora em que transgridem e assumem as consequências disso, os filhos crescem! Agora cabe aos pais ficar de olho, orientar sempre que preciso e "selecionar" as situações para fazer vista grossa.

Mas, certas "vistas grossas" eu não tolero, fico indignada mesmo. Essa semana, por exemplo, Julia, foi para o ballet levando bolinha de sabão. Ela ama bolinha de sabão! Chegamos lá um pouco mais cedo e ela começou a brincar. Outras crianças que chegaram em seguida quiseram brincar também e Julia emprestou a bolinha de sabão pra elas de bom grado, sem que eu precisasse intervir. Uma dessas crianças era uma menininha de uns 2 anos que se apossou da bolinha de sabão e não deixava mais ninguém brincar, nem devolvia pra Julia. Até aí tudo bem, é um comportamento normal para uma criança de 2 anos. O problema é que a Julia queria mesmo brincar e começou a pedir pra menininha. Pediu uma vez, pediu duas e eu de longe observando. A mãe da menina disse: "minha filha, devolva, a bolinha de sabão, é dela" e baixou a cabeça mexendo no iphone. 

A menininha simplesmente ignorou o que a mãe falou (ainda totalmente compreensível pela idade da criança) e a Julia continuou pedindo. Olhei pra mãe da criança e ela, apesar de estar há apenas dois passos de distâncias das duas meninas, continuava "concentrada" no iphone. Julia olhou pra mim pedindo socorro e eu disse: "Julia, peça que ela lhe devolve." Julia pediu e a menina não devolveu. Julia olhou novamente pra mim e toda a cena anterior se repetiu algumas vezes e a cada vez eu falava mais alto (na esperança da mãe tomar alguma atitude) pra Julia pedir que a menina devolveria e a menina não devolvia e a mãe continuava fazendo de conta que não estava percebendo nada que acontecia ao lado dela. A Julia poderia facilmente ter tomado a bolinha de sabão da mão da menininha já que é bem maior que ela. Se fosse uma criança agressiva, com certeza teria batido nela, mas isso não é do feitio dela (nem é a orientação que recebe em casa).

Eu então me levantei e fui até a menina. Me abaixei e falei: "dá pra tia a bolinha de sabão que eu vou guardar porque a aula já vai começar" e tirei da mão dela. Errei, deveria ter dito "dá aqui pra tia a bolinha de sabão que a dona quer brincar com ela também", mas fiquei com medo da menininha aprontar um escândalo e se a mãe viesse falar alguma coisa, provavelmente eu não controlaria a língua. Acabei guardando mesmo a bolinha de sabão porque as aulas estavam começando. Passei o resto da tarde muito chateada, acho que de certa forma me acovardei e que deveria ter sido pelo menos irônica com a mãe, que perdeu uma ótima oportunidade de orientar a filha. 

Mas de fato educar dá trabalho e não é pra qualquer um. Me lembro de uma vez que Julia estava nos bastidores do festival, aguardando pra fazer maquiagem e uma amiguinha que estava com ela, começou a bater a cabeça da Julia num armário. Eu falei alto pras duas ouvirem que parassem com a brincadeira que aquilo iria machucar. A menina continuou e eu falei novamente. Na terceira vez, chamei a Julia pra vir ficar ao meu lado esperando sua vez na maquiagem. A mãe da menina, que estava ao meu lado, olhou boquiaberta pra mim quando viu a Julia vindo ficar comigo e soltou a pérola: "nossa, ela te obedece, né?" Eu disse: "claro, ela sabe que quando eu falo é pra obedecer, afinal eu sou a mãe dela." Essa aí passou um atestado de total incompetência para educar, né?

Lamento muito por minhas filhas que vão ter que conviver durante a vida com pessoas mal educadas, arrogantes e egocêntricas, vítimas da preguiça dos pais em educar. No que depender de mim, minhas meninas não serão assim, aprenderão dentro de casa que para se viver em sociedade é necessário saber dividir e saber ceder porque afinal o mundo não gira ao redor do umbigo de ninguém. Eu só ainda não consegui decidir como orientá-las a se defenderem de pessoas que não tiveram a mesma oportunidade em casa, mas uma coisa eu tenho como certa: não vou deixar que elas sejam "feitas de besta".


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sexta-feira, 12 de abril de 2013

Responda somente até onde vai a curiosidade da criança!

Não tem coisa mais certa! Ontem eu estava lavando louça, enfileirando os copos cheios de espuma de detergente na beira da pia e lá vem Julia de novo com o assunto da sementinha:

- Mamãe, eu não vi o papai colocar a sementinha na tua barriga...
- Julia, mas ninguém viu, só o papai e a mamãe.
- Mas eu queria ver, mamãe!
- Mas meu amor, esse é um momento só do papai e da mamãe, não é pra ninguém ver...
- Mas eu queria mamãe...
- Julia, nem a vovoinha, nem a tia Naná, nem o tio Lu, ninguém viu... por isso você também não viu, é um momento só do papai e da mamãe (já começando a ficar nervosa por dentro)
- Mas eu queria ver como é....
- Meu amor, quando você crescer e casar com um príncipe bem bonito e bem bacana como seu pai, aí você vai ver quando ele colocar a sementinha na sua barriga.
- Ô mãe...... mas eu queria ver (fazendo biquinho para meu desespero que já estava imaginando ter que explicar mais coisa do que eu estava preparada para)
- Julinha, não dava pra você ver, esse era um momento muito íntimo da mamãe e do papai....
- Mamãe, tá escorrendo espuma da pia! 

E foi pra sala brincar...
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terça-feira, 9 de abril de 2013

E o ciúme já chegou por aqui

Sim, já faz algum tempo que o ciúme já chegou por aqui. De forma leve, algumas vezes quase imperceptível, ele vem se mostrando e me dando uma pista de como vai ser depois que a Alice nascer.

Logo quando descobrimos a gravidez, Julia começou a faze xixi na cama todas as noites além de estar com o sono agitado, me fazendo levantar várias vezes durante a noite. Não me restava nada a não ser ter paciência pra esperar o impacto da notícia passar e o xixi de todas as noites acabar. Depois de 1 mês mais ou menos, superamos essa fase, amém!

Ao mesmo tempo, Julia começou a ficar também mais sensível. Ainda está. Não se pode falar nada com ela, chamar atenção por nada, que ela cai no choro mais sentido do mundo. E quando o pai sai pra trabalhar no fim de semana? O drama é infinito... e haja paciência!

Agora Alice começou a ganhar alguns presentinhos. Esse fim de semana ganhou de amigos queridos um conjuntinho lindo e sapatinhos. Julia assim que viu perguntou de quem era e mesmo sabendo que era da irmã, quis ver se cabia nela. Mais de uma vez pra ter certeza! Tentou calçar o sapatinho (ó céus, vai alargar o sapatinho!), mediu por fora com o pé dela, tentou, tentou e eu tive que intervir argumentando que era o único sapatinho que a Alice tem e que como o pé dela é muito maior, se ela insistisse em calçar, ía estragar o sapatinho da irmã...




Mas o mais engraçado é a reação dela em relação a outras crianças comigo. Ela nunca foi de ter ciúmes. As amigas podiam me beijar, sentar no meu colo que ela não se importava muito. Mas agora, qualquer amiga que se aproxime de mim parece que gera um sinal de alerta. Quando vou deixá-la ou pegá-la na escola, por exemplo, se ganho um beijo de alguma amiga dela, ela me puxa e me dá um beijo, como se estive demarcando território, como quem diz "a mãe é minha, viu?"

E de fato deve ser difícil pra ela esse momento. Um dia estávamos aqui em casa e enquanto ela brincava, eu estava fazendo unhas e assistindo novela. Depois de um tempo, ela sentou na frente da tv e começou a assistir a novela também. Eu então pedi pra ela ir brincar na varanda (onde eu poderia vê-la) mas onde ela não iria ficar vendo a tv. Ela não quis ir. Eu insisti e ela pegou a boneca, a bolsinha que estava usando na brincadeira, armou um bico e as lágrimas começaram a escorrer pelo rostinho dela. Parei tudo que estava fazendo e a chamei para meu colo. Depois de muita conversa, perguntei se ela tinha medo que quando a Alice nascesse eu deixasse de gostar dela. Ela disse que sim (facada no meu coração) e eu fui então conversar muito com ela e explicar que meu amor por ela jamais vai acabar. E desde então tenho tido o cuidado de reforçar essa idéia sempre que surge a oportunidade. Não quero minha menina sofrendo, fantasiando coisas que não existem pelo simples medo do desconhecido. A chegada da irmã tem que ser um momento de alegria pra todo mundo, principalmente pra ela! 

Eu estou imaginando que quando a Alice nascer, Julia vai regredir um pouco, ficar mais dengosa. Acho que vai ser louca pela irmã, de ter ciúme quando alguém chegar perto, de defender a e cuidar da irmã, mas acho que vai me dar trabalho, exigir mais minha presença e minha atenção. Não vai ser fácil pra mim, mas acho que dou conta. Só o tempo dirá se estou certa...


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segunda-feira, 25 de março de 2013

Porque a gente aprende com ela!!!!

Sexta à noite, saímos nós 3 (4) pra comer uma pizza. Já no carro perguntamos à Julia sobre o dia dela e na mesa estávamos conversando sobre assuntos variados, quando a Julia solta: "hoje na escola nós fizemos a tarefa da drosófila."

Claudio e eu nos entreolhamos e eu perguntei: "ela falou o que mesmo? Drosófila???"

Claudio só acenou que sim com a cabeça, com aquela cara de quem não está acreditando e ao mesmo tempo querendo saber exatamente o que é drosófila, lembrando que um dia já ouvimos essa palavra por aí. Perguntei a ela o que era drosófila e ela respondeu prontamente: "é o bichinho da banana."

Imediatamente fomos ao google (santa tecnologia de smartphones) pesquisar e não é que a baixinha tinha razão?

Drosophila é um género formado por um grande número de espécies de pequenas moscas. Atualmente existem cerca de duas mil espécies descritas no gênero.
Durante muito tempo as drosófilas foram conhecidas como moscas-das-frutas, entretanto essa nomenclatura já não é mais utilizada por referir-se mais apropriadamente às moscas da família Tephritidae, que causam prejuízo aos fruticultores. As drosófilas se alimentam de leveduras em frutos já caídos em início de decomposição, e portanto não causam prejuízo. Algumas espécies se alimentam em outros substratos como cactáceas, também em início de decomposição, e guano de morcego, entre outros.
Dentre todas as espécies do gênero, a mais conhecida é a Drosophila melanogaster. Esta espécie foi usada como modelo em pesquisas que contribuíram para o desenvolvimento de importantes conceitos de Genética. (Fonte: Wikipédia)

Imagem retirada de: aaprocleaning.com


Ahá! Sabia que já tinha ouvido esse nome! Das velhas aulas de genética do segundo grau....

Vivendo e aprendendo (com os filhos é ainda melhor!).
 
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quinta-feira, 14 de março de 2013

Pérolas.... de novo!

Julia chegou da escola e eu pedi que ela tirasse os tênis e guardasse no lugar correto e colocasse as meias e a farda pra lavar. Depois de um tempo fui verificar se ela tinha feito como pedi e os tênis estavam no meio do quarto. Falei novamente: "Julia, vai guardar esses tênis que já pedi a você."

Ela então olhou pra mim, colocou as mãos na cintura e soltou: "mamãe, você está achando que eu sou uma empregada?"

Fiquei boquiaberta com o comentário. Primeiro que não fazemos esse tipo de comentário aqui e segundo que nem temos empregada doméstica pra passar o dia guardando tudo em seus lugares. Como não deixo passar esse tipo de comentário, rebati logo: "não, você não é empregada, você é minha filha, mora aqui em casa e como todos que moram aqui, tem que colaborar com a arrumação da casa."

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Outro dia fui chegando na escola com a Julia e uma amiguinha ía chegando na mesma hora. A mãe dessa amiguinha se despediu da filha no portão porque ía deixar a filha menor do outro lado. Julia vendo a amiguinha caminhar para o local da acolhida sozinha, soltou pra mim: "mãe, me deixa no portão!" Mas não foi um pedido infantil, foi entredentes, falando baixinho, tipo adolescente quando não quer andar com os pais no shopping..... fiquei arrasada....

Ah, mas mesmo ela pedindo, eu não deixo. Acho ela ainda muito pequena para eu simplesmente soltar no portão da escola. Além disso, faço absoluta questão de entregá-la na mão da professora (e receber ao final da aula da mão dela também). Inclusive uma vez chegamos um pouco mais tarde e uma coordenadora queria que eu deixasse a Julia na rampa para subir sozinha pra sala de aula (a sala dela é no primeiro andar) e eu me recusei, disse que subiria e só deixaria com a professora dela. Depois conversei com a coordenadora dela e deixei muito claro que só entrego a Julia na mão da professora. Faço isso não pra ser chata, mas para manter um hábito que dá segurança à Julia e também pra evitar problemas como uma amiga que o filho foi "perdido" dentro da escola onde estuda.... Se eu sempre entregar na mão da professora, a responsabilidade dela e da escola é maior do que seu eu simplesmente soltar uma criança que nem tem 05 anos ainda no meio de uma escola grande, né?

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Julia a caminho da escola, conversando sobre a irmã (fazendo mil planos de como vai cuidar). De repente ela solta: "mamãe, eu vou cuidar da Alice melhor que você e o papai."

E eu sou besta de rebater???

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O poder da propaganda: eu estava conversando com o Claudio dizendo que precisava comprar toalhas de banho pra a Julia porque as dela estavam manchadas, feias mesmo. Ela então, do alto dos seus 4 anos, com toda a sabedoria que lhe é peculiar, entra na conversa e diz: "mamãe, tem um negócio ótimo pra manchas. É um produto que você compra. Ele é rosa e a tampa é rosa também, eu vi no Discovery Kids."

Na mesma hora minha ficha e meu queixo caíram. Ponto para o Vanish!

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segunda-feira, 11 de março de 2013

Um pequeno conto sobre o atendimento hospitalar no Brasil

Era uma vez uma moça que tinha uma mãe idosa que, devido à demência avançada, já não sabia se comunicar e também não entendia mais o mundo ao seu redor.

Um dia, a senhora idosa (vamos chamá-la de D. Maria) parou de urinar e a filha, suspeitando de infecção urinária, resolveu levá-la ao hospital. Lá chegando, D. Maria ficou na emergência, sendo atendida rapidamente porque o médico da família interviu para que o atendimento fosse rápido. 

Dentre os exames que o médico da emergência solicitou, havia um rx de tórax. Entre o pedido do rx e virem buscar D. Maria para fazer, passou-se 1 hora. A informação que davam no hospital é que estava demorando por causa de outros pacientes que estavam no setor de radiologia antes, esperando atendimento, mas a filha de D. Maria sabia que não havia pacientes esperando pois já era de noite (quando o movimento diminui) e ela tinha ido ao setor de radiologia levar a solicitação do médico assim que o exame foi solicitado e viu que não tinha paciente nenhum e as recepcionistas estavam conversando amenidades.

Enfim D. Maria foi levada para fazer o rx. Os outros exames (sangue e urina) já haviam sido colhidos e todos aguardavam os resultados para fechar o diagnóstico e decidir pela internação. Passaram-se 3 horas, passaram-se 4 horas desde que D. Maria deu entrada no hospital e nada dos resultados dos exames chegarem. A enfermeira cobrava do laboratório e ninguém vinha entregar os resultados. Enquanto isso, D. Maria não podia ser medicada. Até que 6 horas depois de D. Maria ter dado entrada no hospital, o médico da família voltou para ver como as coisas estavam, a pedido da filha de D. Maria. Quando ele chegou e perguntou pelos exames, rapidamente liberaram os resultados dos mesmos que já estavam prontos há muito tempo. O médico da emergência optou por interná-la.

Uma enfermeira muito solícita então sentou-se com a filha de D. Maria para fazer uma anamnese para a internação de D. Maria. A filha então informou sobre o estado de saúde geral de D. Maria, cirurgias que já havia feito e das capacidades de executar tarefas diárias. Informou que D. Maria não falava mais, que não compreendia na maior parte do tempo o que estava ocorrendo a sua volta, que usava fraldas geriátricas, não andava, mas que era capaz de deglutir, tendo uma alimentação principalmente líquida e pastosa (mastigava somente "por esporte" um biscoitinho ou uma rapadura - sempre fora louca por doces e não era diabética).

D. Maria foi então finalmente internada. Aliás "internada" pois não havia leitos disponíveis no hospital e ela permaneceu onde estava, na emergência. O médico da família ainda procurou vaga em outros 4 hospitais da região, mas não havia vaga em nenhum deles. A pessoa que ficou acompanhando D. Maria naquela noite, passou a noite inteira sentada em uma cadeira no corredor. Não havia condições de deixá-la sozinha, seria desumano demais.

No dia seguinte, a acompanhante de D. Maria teve direito ao café da manhã no hospital, afinal ela era acompanhante de uma paciente internada (apesar de estar "internada" na emergência). Mas o café da manhã de D. Maria não veio e quando a acompanhante foi perguntar ao pessoal da enfermagem pelo café da manhã da paciente, ouviu a seguinte resposta: "e ela come?"

A acompanhante ficou de queixo caído, ninguém havia se dado ao trabalho de ler o prontuário da paciente. Muito menos de observar se a paciente estava com sonda gástrica para alimentação. Se não tivesse um acompanhante com D. Maria, a senhora de mais de 70 anos que tinha um organismo já fragilizado e que estava se tratando de uma infecção severa, teria passado fome dentro do hospital. Quando o café da manhã chegou, não veio de acordo com as informações fornecidas pela filha de D. Maria. Veio café com leite e torradas pra uma senhora que não era capaz de comer com as próprias mãos e que tinha alimentação predominantemente líquida ou pastosa.

Mais tarde, o médico da família passou novamente no hospital e com seu prestígio conseguiu que o primeiro leito liberado no dia (paciente de alta) fosse destinado à D. Maria. Entre o momento em que a família foi informada que o leito estava liberado e já arrumado para a paciente e o momento em que a paciente chegou ao leito, passou-se 1 hora de espera. O porquê dessa demora é um mistério....

Imediatamente antes de sair da emergência, D. Maria teve sua pressão medida por 3 vezes (era difícil medir pois ela não coopera, não entende o que está se passando e não estica mais os braços pois está com as articulações todas rígidas). Nas 3 vezes o valor foi o mesmo, 12x8. Assim que D. Maria chegou ao leito, a auxiliar de enfermagem do posto veio novamente medir a pressão de D. Maria. A filha então pediu que não fosse medida pois estava normal, anotada no prontuário e havia sido informado verbalmente para ela (a filha presenciou). A auxiliar achou ruim pois era o protocolo. Protocolos existem mesmo, mas também tem que existir humanização no atendimento, né? A filha então conversou com a enfermeira e se responsabilizou por não medirem a pressão de D. Maria naquele momento. 

Isso era um sábado de manhã. D. Maria havia sido avaliada e medicada pelo médico da emergência na sexta feira à noite. Passou-se o fim de semana inteiro sem que nenhum médico fosse avaliá-la. A prescrição feita na emergência foi simplesmente repetida e somente na segunda-feira à noite o médico responsável foi vê-la. Questionado sobre o porque de não ter ido vê-la no fim de semana, o médico informou que o posto de enfermagem estava ciente que ele não iria ao hospital no fim de semana e orientado a passar todos os pacientes para o outro médico que estaria no fim de semana. Na segunda-feira mesmo, a filha foi questionar no posto de enfermagem, porque a fisioterapeuta havia passado no leito de D. Maria e dito que voltava já pra fazer a sessão nela e não havia voltado. Ela precisa fazer fisioterapia por causa de toda a rigidez das articulações que tem. A auxiliar de enfermagem então, disse que a fisioterapeuta passaria em instantes. Após mais de meia hora, a filha de D. Maria foi novamente solicitar a fisioterapeuta e recebeu a resposta de que não havia fisioterapia solicitada para ela. A filha então questionou porque a fisioterapeuta foi até o leito ver a paciente e recebeu como resposta: "foi um engano..." Ainda bem que não foi uma auxiliar de enfermagem com uma medicação para outro paciente que se enganou, né?

Enquanto D. Maria estava internada, apareceu um edema em sua coxa, próximo ao quadril. A acompanhante de D. Maria suspeitou que fosse causado por uma fratura ou luxação pois ao passarem a sonda para colher a urina dela na emergência, abriram as pernas dela mais que o limite que era feito em casa. A filha de D. Maria então pediu novamente a intervenção do médico da família que pediu a um colega traumatologista, que estava de plantão na emergência do mesmo hospital, que solicitasse um rx. O rx foi feito e o médico da família passou no hospital para avaliar. Graças à Deus estava tudo bem. Mas o médico assistente, ao procurar o rx no prontuário para avaliar também (afinal cabia a ele definir a alta de D. Maria), não conseguiu localizar o exame e teve que ligar para o médico da família para saber o que o rx havia evidenciado.

Depois de 1 semana, o médico achou que já era hora de dar alta para D. Maria. Mas para concluir que ela podia ir pra casa, solicitou novamente exames de sangue e urina para avaliar se a infecção havia cedido. Vieram ao leito colher o exame de sangue logo após a solicitação do médico, mas pediram que a acompanhante mais tarde lembrasse que ainda faltava o exame de urina e cobrasse que alguém viesse colher. Existe isso??? Enfim D. Maria teve alta. Foi uma semana de tensão em que as acompanhantes de D. Maria não podiam relaxar nem por um instante, atentas a tudo que estava sendo feito com ela para que não ocorressem outros "enganos". Graças à Deus, o final dessa história foi feliz. D. Maria está em casa, curada da infecção.

Imagem retirada de: http://www.marxismo.org.br


Com certeza essa é uma triste realidade vivida por muitas pessoas que passam pelo sistema hospitalar brasileiro, tanto em grandes como em pequenas cidades. Claro que o  "conto" infelizmente não é um obra de ficção. O que admira é que não foi em nossos hospitais públicos sucateados. O acontecido, pasmem, foi em um dos melhores hospitais particulares da cidade. Nem pagando caro (convênio médico de primeira linha) têm-se um atendimento digno e eficiente. Lamentável...

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terça-feira, 5 de março de 2013

"Ele é meu namorado!"

Sábado à noite e Julia e a amiga Larissa estavam brincando, enquanto nós, pais, conversávamos. De repente as duas começaram a se estranhar. O motivo da discórdia: Heitor.

Heitor é um aluno novato da turma delas da escola. Entrou esse ano e já "conquistou os corações das coleguinhas." As duas estavam discutindo sobre quem seria a namorada do Heitor e a gente só ouvia "ele é meu namorado!" e em seguida "não, ele é meu namorado!"

Eu não valorizo essa história de namoradinho (até já comentei sobre o assunto aqui). Criança não tem idade pra namorar e ponto. Claro que em algum momento as crianças falam sobre isso, é natural elas reproduzirem o universo dos adultos. Mas uma coisa é uma brincadeira infantil esporádica e outra coisa é valorizar o assunto e antecipar questões que surgiriam somente mais tarde, adultizando precocemente o mundo infantil.

Imagem retirada de: http://www.trash80s.com.br


Tenho uma amiga com um filho da idade da Julia (4 anos) e o menino tem uma "namorada". Na verdade, a menina namora com ele, mas ele já cansou de ser o "namorado" dela. Ainda assim, vez por outra chegam no email da mãe dele (que não dá corda pra história) bilhetinho e desenhos feitos por ela com a ajuda da mãe que além de ajudar na elaboração dos "recadinhos do coração" ainda se encarrega de enviar para o email da mãe dele. Inclusive comentou que a filha chega a suspirar por ele, vendo televisão. Existe isso????

Eu particularmente acho um absurdo. Crianças dessa idade deveriam estar brincando e jamais suspirando por alguém. Podem até dizer que tem namorado mas o assunto é pra parar por aí. Mãe e pai dando força para os "namoros" de criança é algo inimaginável pra mim. Primeiro amor no meu entendimento é lá pros 12, 13 anos, quando os hormônios começam a aflorar e o sexo oposto começa a ficar interessante. E namoro mesmo, no que depender de mim, é coisa que só vai acontecer ainda mais tarde. Ok, pra alguns pode ser mais cedo, mas não na pré-escola, né?

Voltando à disputa entre Julia e Larissa, eu perguntei logo pra Julia: "e criança namora?" Ela respondeu que não e eu disse que então não tinha porque brigar. Mas a mãe da Larissa se saiu ainda melhor: propôs que o Heitor fosse o paquera das duas. A princípio pode parecer um contra-senso eu falar que criança não pode namorar e dizer que gostei da idéia do paquera, mas vou me explicar. Ao dizer que era o paquera, abriu a possibilidade de ser das duas. Além disso, tirou qualquer sombra de proibição, que poderia atiçar ainda mais a curiosidade para o assunto.

Eu então perguntei à Julia se ela sabia o que era paquera. Como ela não sabia eu expliquei: "paquera é o amiguinho da escola que você acha bonito e legal. Você pode achar o Heitor bonito e legal e a Larissa também." Discussão encerrada, assunto resolvido!
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sexta-feira, 1 de março de 2013

A segunda pergunta embaraçosa a gente também não esquece...

E agora, com a minha gravidez e o grande interesse da Julia no assunto, o tema "de onde vem os bebês" tem sido recorrente aqui em casa.

Julia sabe que o papai colocou a sementinha na barriga da mamãe e ela nasceu e que agora o papai colocou novamente e a Alice vai nascer. Até aí tudo bem, foi o que explicamos pra ela. Mas um dia a ficha dela caiu e ela perguntou: "papai, como foi que você colocou a sementinha na barriga da mamãe?"

Nesse momento, eu que estava na pia, de costas, agradeci a Deus por ter um monte de louça pra lavar, assim eu podia rir à vontade enquanto Claudio procurava uma resposta....

Mas ele se saiu super bem: falou pra ela que papai e mamãe se amam muito e namoram e aí nesse momento o papai coloca a sementinha na barriga da mamãe. Ela se deu por satisfeita e ele pôde respirar aliviado.

Ele sim, eu não! Mas naquele momento eu ainda não sabia disso. Aí que semana passada estávamos só nós duas no meio de um engarrafamento daqueles, eu super estressada e Julia pergunta: "mamãe, como foi que o papai colocou a sementinha na sua barriga?"

A inocente aqui achou que seria mais fácil que roubar doce de criança! Mandei a mesma resposta do Claudio, achando que estava abafando e ela, não satisfeita, insistiu: "sim, mamãe mas como é mesmo que ele coloca?"

Imagem retirada de: http://www.temmais.com


Pânico, mudez e gagueira antes que eu conseguisse responder exatamente a mesma coisa de antes, enfatizando que nesse momento o papai coloca a sementinha na barriga da mamãe. Ela não perguntou mais, não faço a menor idéia de como ela "desenhou" a cena. Mas até agora, pensando friamente, não sei como poderia ter respondido. Porque sinceramente acho que é informação demais pra idade dela (4 anos) fazer qualquer menção mais explícita ao ato sexual. Ela não tem a menor idéia que pênis e vagina servem para outra coisa além de fazer xixi. Claro que ela já descobriu que são zonas de prazer, porque como toda criança dessa idade ela já se tocou (e se toca vez por outra). Mas dai a associar isso a erotismo e ao ato sexual, vai uma distância muito grande. 

Mas pelo que pude perceber não vou poder adiar essa explicação por muito tempo. Se alguém tiver uma sugestão de como explicar melhor pra uma criança tão pequena eu agradeço de coração!
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Sobre crianças violentas - o reflexo da falta de atitude dos pais

Criança que é criança desobdece, faz birra, mata a gente de vergonha com falta de educação em momentos impróprios, briga, arruma confusão com amiguinhos por nada. Sim, são comportamentos normais e até esperados dependendo da faixa etária e sim, minha filha faz tudo isso. Mas existem algumas coisa inaceitáveis, alguns limites que considero intransponíveis e acho que cabe aos pais deixá-los bem definidos pra criança.

Acontece que nem sempre é isso que acontece e depois que a Julia nasceu e eu comecei a conviver mais em ambientes com crianças, pude ver que aqueles absurdos que vemos em programas como Super Nanny e SOS Babá, de crianças se esmurrando pra machucar mesmo ou batendo nos pais não são histórias de ficção criadas para dar audiência (eu juro que sempre achei que fosse tudo armação). 

Quando estávamos no Hollywood Studios, na fila para tirar foto e pegar autógrafo com os personagens, vi uma família americana com 3 filhos. Uma menina mais velha e um casal menor. Os dois menores só faltaram se matar na fila e a mais velha procurava se afastar pra não sobrar pra ela (mas ela ainda levou uns sopapos do irmãozinho). Era tanto murro e puxão de cabelo entre as crianças menores que meu queixo caiu. Os pais? Conversavam traquilamente como se nada estivesse acontecendo! Tenho certeza que, apesar de ter feito meus comentários para o Claudio em português, os pais entenderam, porque sei que minha cara de espanto e horror não negavam (e eu também não fiz a menor questão de disfarçar) que pra mim aquilo era inconcebível, mas eles não tomavam uma atitude! 

Eu não conseguiria ver minha filha trocando tapas e puxões de cabelo sem falar nada. Aliás, acho que ela nem tenta porque sabe que eu não admito. Ela brinca e briga muito com os primos, mas nada nesse nível que presenciei. Briga de criança é normal. Não acho normal é criança brigar pra machucar a outra, deliberadamente.

Imagem retirada de: http://sitededicas.ne10.uol.com.br/ed_integral_criancas_os_habitos1.htm


Pior ainda talvez seja a criança que chega pra arrumar confusão com outra que nem conhece e que está quieta no seu canto. Normalmente se considera "o rei"ou "a rainha" do pedaço e isso é pra mascarar alguma frustração. Nem sei se pode ser considerado bullying, já que a vítima não se repete (estou falando de crianças desconhecidas) mas o fato é que a violência gratuita está presente.

Esse fim de semana, presenciei isso com a Julia. Estávamos numa praia aqui perto, num hotel. Tinha um mini parque aquático e eu estava com a Julia brincando. Ela então se afastou um pouco de mim e foi pra perto de um menino que deveria ter mais ou menos a idade dela, sendo que dava 3 dela em força e largura (o menino era "uma tora" de gordo!). O menino então começou a jogar água na direção dela. Eu fiquei onde estava, calada, observando a cena. Primeiro porque não ficou claro num primeiro momento que ele estava fazendo isso propositadamente e segundo que eu não gosto de intervir de cara, a não ser em caso de perigo iminente (empurrando num escorregador, por exemplo) pois acho que a Julia tem que aprender a se defender.

Julia saiu de perto do menino e veio brincar comigo novamente e eu não fiz nenhum comentário a respeito. Depois de um tempo ela quis ir novamente pra perto de onde o menino estava (na verdade, ele estava perto de um cogumelo que soltava água (o cogumelo era enorme, cabiam umas 10 a 15 crianças embaixo e só tinha o menino). O menino então foi pra frente dela pra barrar a passagem e novamente jogou água nela. Nesse momento eu dei um grito: "êpa! O que é isso? Não faça isso com ela porque ela não está fazendo nada com você!" O menino me olhou espantado (me perguntei se alguma vez na vida já chamaram a atenção dele) e se virou frustrado. O irmão mais velho dele estava perto, boiando de barriga para baixo e ele, pra descontar a frustração de não poder jogar água na Julia, deu um senhor murro nas costas do irmão. Assim, de graça.

A partir daí eu não desgrudei os olhos da Julia, não ía facilitar porque fiquei com medo do menino aproveitar um momento de distração minha pra fazer alguma coisa com ela. Ele ainda ficou rondando onde estávamos, sempre olhando pra mim até que viu o irmão sair da piscina e saiu também. Por onde o irmão saiu? Por cima da cerquinha que isola as piscinas. Não, ele não passou pelo portão que seria o mais óbvio e civilizado, ele passou por cima da cerquinha. 

Pra mim ficou claro que esses meninos eram criados feito batatas. Dei uma olhada ao redor e não vi nenhum adulto que parecesse estar minimamente responsável pelos dois. Aí depois de um tempo, Claudio viu os pais deles passando em direção à praia, cada qual com uma latinha de cerveja na mão (Claudio lembrou deles do jantar da noite anterior, estavam numa mesa próxima à nossa). Não avisaram nem aos filhos onde estariam caso eles precisassem e deixaram uma criança de aproximadamente 5 anos sem a supervisão de um adulto e sem bóia ou colete e com livre acesso a uma piscina que era profunda demais para ele (a piscina adulta chegava a 1,50m de profundidade, segundo o aviso na entrada das piscinas).

Deu foi pena do pequeno agressor. Pena porque essa agressividade com certeza é fruto de uma frustração por falta de cuidado, de atenção. Criança precisa ser cuidada, amada, supervisionada. Dá trabalho? Muito! Mas é preciso. Pra quem não está disposto, melhor nem ter filhos! Depois no futuro, a gente vê os frutos da negligência de quem deveria amar, cuidar e orientar.
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Curtindo a gravidez!

E daí que a Julia está super empolgada com a minha gravidez. Depois que descobrimos que é outra menina (fiz a sexagem fetal), ela ficou ainda mais feliz, acho que pensa que pode brincar de boneca com a irmã. Faz mil planos de que vai cuidar dela sozinha (sim, ela me exclui): vai dar leite, dar banho, colocar pra fazer xixi (ó céus, colocar um bebê pra fazer xixi no sanitário!!!!) e já quer decidir os temas dos aniversários da irmã. Isso sem contar que ela decidiu o nome. 

Na verdade, ela tinha escolhido por conta própria e sem nenhuma influência nossa que se fosse menino seria Artur (igual ao primo) e se fosse menina seria Alice. Como nós não iríamos colocar o mesmo nome do primo, combinamos com ela que se fosse menino a gente escolheria e se fosse menina ela escolheria. Mas o combinado só foi possível porque a gente já sabia que ela tinha escolhido Alice, eu não ía arriscar de ter uma filha chamada Pocahontas, né?

Bom, nome escolhido, ela em tudo inclui a irmã. A noite, antes de dormir, pede pro Papai do Céu abençoar a Alice, na escola quando precisa desenhar a família inclui a irmã nos desenhos e agora está "fazendo uma lista" do que a gente precisa comprar pra Alice. Por exemplo, se ela está se calçando, constata que só tem sapato "grande" e dá a ordem: "precisamos comprar sapatos de bebê."

Imagem retirada de: http://www.elo7.com.br/quadrinho-maternidade-irmas-kokeshis/dp/108897


Tirando o fato que ela se considera praticamente a mãe da Alice, ela curte demais. Beija a minha barriga e conversa com ela a toda hora, se admira do tamanho da minha barriga, pergunta de que tamanho a irmã está, reclama que está demorando demais pra ela nascer.......... vamos ver quando nascer e elas estiverem disputando espaço, né?
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Tiramos a mamadeira!

Julia sempre foi uma criança muito decidida. Assim foi quando largou a chupeta e quando desfraldou à noite. Mas a mamadeira estava dificílimo de tirar. Ela não tinha a menor vontade de deixar mesmo....

Em uma consulta de rotina com a pediatra, ela me sugeriu aproveitar a viagem à Disney para tirar a mamadeira. Eu então aproveitei: avisei a ela que não levaríamos as mamadeiras na viagem porque ela já era uma moça e não poderia usar mamamdeira na Disney e lá ela ficou tomando leite no copo, com ajuda de um canudo. Na loja da Disney em Downtown Disney eu achei um copo lindo das Princesas, com um canudo todo enrolado e mostrei a ela. 

Imagem retirada de: nomeupeeassim.blogspot.com


Ela ficou louca pelo copo e eu aproveitei e falei que iríamos comprar pra substituir a mamadeira. Julia topou na hora! E ao voltarmos ao Brasil, ela nunca mais usou mamadeiras! Usa o copo pra tomar o leite sem reclamar. O canudo que vem com o copo rapidinho ficou feio, porque é difícil lavar por dentro, sempre fica um resíduo de leite. Eu então comprei um saco de canudos descartáveis que cabem certinho no furinho da tampa por onde o canudo original passsava e problema resolvido!

Dessa vez eu tive que dar uma forcinha, mas mesmo assim, só consegui porque ela decidiu junto. Ah, as mamadeiras eu não joguei fora, estão ainda na cozinha porque ela quer guardar para o bebê (ó céus!), mas mesmo vendo, ela não pede!
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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Hollywood Studios

Hollywood Studios foi um dos parques que mais gostei. Atrações relacionadas aos filmes da Disney são sempre uma boa pedida e na grande maioria eu pude ir apesar da gravidez.

A atração do Toy Store é maravilhosa e divertida, mas a fila é gigantesca! Quando chegamos ao parque, fomos logo pegar o fastpass pra ela e o horário já era para o fim da tarde. Mas pegamos mesmo assim e compensou porque a espera chegava a 100 minutos na fila e com fastpass fomos rapidinho. Quando se tem um fastpass pra uma atração, só se pode pegar outro quando o horário do primeiro fastpass começa a valer, mas no Hollywood Studios a única atração que sentimos necessidade de usá-lo foi no Toy Store então compensou demais.

Imagem retirada de: www.disneymania.com.br

Lá tem também um show da Ariel muito bem feito e o musical da Bela e a Fera que é maravilhoso! Tem ainda atrações como o Hollywood Tower que é o famoso elevador do hotel que cai. Julia, por incrível que pareça, amou e foi mais de uma vez. Aliás, ela ama montanha russa e tudo que envolva frio na barriga. Engraçado é vê-la descrevendo o "elevador".

Além disso, ainda tem o Fantasmic que é o melhor show de fogos e efeitos especiais que já vi. O Fantasmic acontece numa arena enorme e o acesso é permitido 90 minutos antes do show. Aconselho a quem não quer se molhar (lá faz frio) a chegar cedo pra sentar mais atrás. O show é um encanto, difícil descrever. Pra mim supera a parada e o show de fogos do Magic Kingdom e além disso a gente ainda tem o conforto de assistir sentados. Gostamos tanto do Hollywood Studios que fomos duas vezes. Valeu à pena!!!!
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

A Tragédia em Santa Maria e a intolerância e o preconceito reinantes no Brasil

A tragédia em Santa Maria na madrugada desse domingo com certeza tocou todo o país. Não consigo imaginar a dor desses pais e o desespero desses jovens no momento do incêndio. É tudo muito chocante.

Sabemos que foi uma tragédia anunciada, sabemos que nenhuma punição ou indenização vai acabar com a dor das famílias. Fico impressionada com a irresponsabilidade de se burlar leis e fazer show pirotécnico onde não se deve, de se deixar funcionar uma casa noturna com alvará vencido, de se trancar saída de emergência com medo de alguém sair sem pagar.....

Mas, além desse horror todo, ainda me deparo com intolerância e preconceito por parte de pessoas que talvez não tenham a dimensão da dor alheia e sejam incapazes de se colocar no lugar do outro e respeitar os sentimentos alheios. Em redes sociais e sites de notícias, comentários do tipo "churrasco gaúcho" mostram uma insensibilidade inacreditável. Por outro lado, pessoas que estão perto do acontecido e que deveriam procurar ajudar, lançam comentários preconceituosos como: "(...)Se fosse no AMAZONAS, no PIAUÍ, na BAHIA, no CEARÁ, onde não há vida inteligente tudo bem... mas no Rio Grande e logo na cidade do meu falecido pai é de cortar o coração. ESTOU DE LUTO (...)". Há também comentários culpando as vítimas por estarem em um local de "prostituição e drogas" e lamentando porque os que morreram "não conheceram a Deus". 

Imagem retirada de: http://wwwterrordonordeste.blogspot.com.br/

Sinceramente me espanta e me choca esse tipo de comentário. Preconceito nessa hora pra que meu Deus? Somos todos HUMANOS, com sentimentos e dores e limitações também. Independentemente de onde nascemos, de como vivemos, de que fé professamos, somos pessoas capazes, supõe-se, de sentir empatia, de nos colocarmos no lugar do outro e de nos solidarizarmos com o sofrimento dos nossos semelhantes. 

Infelizmente, no meio de tanta tragédia, ainda afloram sentimentos de preconceito e intolerância. Será que nem em meio a tanta tristeza as pessoas conseguem entender que somos todos iguais? Lamentável a tragédia, lamentável o preconceito, lamentável a intolerância....
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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Legoland

Esse é um parque muito legal, pra ir no primeiro dia. Explico: ele é o mais distante de Orlando, então no primeiro dia a gente ainda topa uma distância maior. Depois, ele é um parque menor, então é um bom aquecimento para o que está por vir.



Legoland me pareceu um parque ainda desconhecido da maioria dos brasileiros. Ouvimos pouquíssimas pessoas falando em português por lá, ao contrário dos outros parques onde ouvíamos português com quase a mesma frequência que inglês. É um parque que encanta as crianças por suas atrações e principalmente pelas esculturas incríveis feitas de lego!



Existe inclusive um mini mundo, com réplicas dos principais pontos turísticos de várias cidades do mundo, tudo feito de lego!

Ao fundo a Casa Branca feita de lego, na frente está a família Obama e no telhado, Papai Noel chegou de trenó e foi abordado pelo Serviço Secreto.

Dica: nunca deixe suas crianças irem sozinhas com o pai nas montanhas russas!


Julia curtiu demais, vive falando que quer voltar ao mundo do lego!
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