quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Sobre crianças violentas - o reflexo da falta de atitude dos pais

Criança que é criança desobdece, faz birra, mata a gente de vergonha com falta de educação em momentos impróprios, briga, arruma confusão com amiguinhos por nada. Sim, são comportamentos normais e até esperados dependendo da faixa etária e sim, minha filha faz tudo isso. Mas existem algumas coisa inaceitáveis, alguns limites que considero intransponíveis e acho que cabe aos pais deixá-los bem definidos pra criança.

Acontece que nem sempre é isso que acontece e depois que a Julia nasceu e eu comecei a conviver mais em ambientes com crianças, pude ver que aqueles absurdos que vemos em programas como Super Nanny e SOS Babá, de crianças se esmurrando pra machucar mesmo ou batendo nos pais não são histórias de ficção criadas para dar audiência (eu juro que sempre achei que fosse tudo armação). 

Quando estávamos no Hollywood Studios, na fila para tirar foto e pegar autógrafo com os personagens, vi uma família americana com 3 filhos. Uma menina mais velha e um casal menor. Os dois menores só faltaram se matar na fila e a mais velha procurava se afastar pra não sobrar pra ela (mas ela ainda levou uns sopapos do irmãozinho). Era tanto murro e puxão de cabelo entre as crianças menores que meu queixo caiu. Os pais? Conversavam traquilamente como se nada estivesse acontecendo! Tenho certeza que, apesar de ter feito meus comentários para o Claudio em português, os pais entenderam, porque sei que minha cara de espanto e horror não negavam (e eu também não fiz a menor questão de disfarçar) que pra mim aquilo era inconcebível, mas eles não tomavam uma atitude! 

Eu não conseguiria ver minha filha trocando tapas e puxões de cabelo sem falar nada. Aliás, acho que ela nem tenta porque sabe que eu não admito. Ela brinca e briga muito com os primos, mas nada nesse nível que presenciei. Briga de criança é normal. Não acho normal é criança brigar pra machucar a outra, deliberadamente.

Imagem retirada de: http://sitededicas.ne10.uol.com.br/ed_integral_criancas_os_habitos1.htm


Pior ainda talvez seja a criança que chega pra arrumar confusão com outra que nem conhece e que está quieta no seu canto. Normalmente se considera "o rei"ou "a rainha" do pedaço e isso é pra mascarar alguma frustração. Nem sei se pode ser considerado bullying, já que a vítima não se repete (estou falando de crianças desconhecidas) mas o fato é que a violência gratuita está presente.

Esse fim de semana, presenciei isso com a Julia. Estávamos numa praia aqui perto, num hotel. Tinha um mini parque aquático e eu estava com a Julia brincando. Ela então se afastou um pouco de mim e foi pra perto de um menino que deveria ter mais ou menos a idade dela, sendo que dava 3 dela em força e largura (o menino era "uma tora" de gordo!). O menino então começou a jogar água na direção dela. Eu fiquei onde estava, calada, observando a cena. Primeiro porque não ficou claro num primeiro momento que ele estava fazendo isso propositadamente e segundo que eu não gosto de intervir de cara, a não ser em caso de perigo iminente (empurrando num escorregador, por exemplo) pois acho que a Julia tem que aprender a se defender.

Julia saiu de perto do menino e veio brincar comigo novamente e eu não fiz nenhum comentário a respeito. Depois de um tempo ela quis ir novamente pra perto de onde o menino estava (na verdade, ele estava perto de um cogumelo que soltava água (o cogumelo era enorme, cabiam umas 10 a 15 crianças embaixo e só tinha o menino). O menino então foi pra frente dela pra barrar a passagem e novamente jogou água nela. Nesse momento eu dei um grito: "êpa! O que é isso? Não faça isso com ela porque ela não está fazendo nada com você!" O menino me olhou espantado (me perguntei se alguma vez na vida já chamaram a atenção dele) e se virou frustrado. O irmão mais velho dele estava perto, boiando de barriga para baixo e ele, pra descontar a frustração de não poder jogar água na Julia, deu um senhor murro nas costas do irmão. Assim, de graça.

A partir daí eu não desgrudei os olhos da Julia, não ía facilitar porque fiquei com medo do menino aproveitar um momento de distração minha pra fazer alguma coisa com ela. Ele ainda ficou rondando onde estávamos, sempre olhando pra mim até que viu o irmão sair da piscina e saiu também. Por onde o irmão saiu? Por cima da cerquinha que isola as piscinas. Não, ele não passou pelo portão que seria o mais óbvio e civilizado, ele passou por cima da cerquinha. 

Pra mim ficou claro que esses meninos eram criados feito batatas. Dei uma olhada ao redor e não vi nenhum adulto que parecesse estar minimamente responsável pelos dois. Aí depois de um tempo, Claudio viu os pais deles passando em direção à praia, cada qual com uma latinha de cerveja na mão (Claudio lembrou deles do jantar da noite anterior, estavam numa mesa próxima à nossa). Não avisaram nem aos filhos onde estariam caso eles precisassem e deixaram uma criança de aproximadamente 5 anos sem a supervisão de um adulto e sem bóia ou colete e com livre acesso a uma piscina que era profunda demais para ele (a piscina adulta chegava a 1,50m de profundidade, segundo o aviso na entrada das piscinas).

Deu foi pena do pequeno agressor. Pena porque essa agressividade com certeza é fruto de uma frustração por falta de cuidado, de atenção. Criança precisa ser cuidada, amada, supervisionada. Dá trabalho? Muito! Mas é preciso. Pra quem não está disposto, melhor nem ter filhos! Depois no futuro, a gente vê os frutos da negligência de quem deveria amar, cuidar e orientar.
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Curtindo a gravidez!

E daí que a Julia está super empolgada com a minha gravidez. Depois que descobrimos que é outra menina (fiz a sexagem fetal), ela ficou ainda mais feliz, acho que pensa que pode brincar de boneca com a irmã. Faz mil planos de que vai cuidar dela sozinha (sim, ela me exclui): vai dar leite, dar banho, colocar pra fazer xixi (ó céus, colocar um bebê pra fazer xixi no sanitário!!!!) e já quer decidir os temas dos aniversários da irmã. Isso sem contar que ela decidiu o nome. 

Na verdade, ela tinha escolhido por conta própria e sem nenhuma influência nossa que se fosse menino seria Artur (igual ao primo) e se fosse menina seria Alice. Como nós não iríamos colocar o mesmo nome do primo, combinamos com ela que se fosse menino a gente escolheria e se fosse menina ela escolheria. Mas o combinado só foi possível porque a gente já sabia que ela tinha escolhido Alice, eu não ía arriscar de ter uma filha chamada Pocahontas, né?

Bom, nome escolhido, ela em tudo inclui a irmã. A noite, antes de dormir, pede pro Papai do Céu abençoar a Alice, na escola quando precisa desenhar a família inclui a irmã nos desenhos e agora está "fazendo uma lista" do que a gente precisa comprar pra Alice. Por exemplo, se ela está se calçando, constata que só tem sapato "grande" e dá a ordem: "precisamos comprar sapatos de bebê."

Imagem retirada de: http://www.elo7.com.br/quadrinho-maternidade-irmas-kokeshis/dp/108897


Tirando o fato que ela se considera praticamente a mãe da Alice, ela curte demais. Beija a minha barriga e conversa com ela a toda hora, se admira do tamanho da minha barriga, pergunta de que tamanho a irmã está, reclama que está demorando demais pra ela nascer.......... vamos ver quando nascer e elas estiverem disputando espaço, né?
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Tiramos a mamadeira!

Julia sempre foi uma criança muito decidida. Assim foi quando largou a chupeta e quando desfraldou à noite. Mas a mamadeira estava dificílimo de tirar. Ela não tinha a menor vontade de deixar mesmo....

Em uma consulta de rotina com a pediatra, ela me sugeriu aproveitar a viagem à Disney para tirar a mamadeira. Eu então aproveitei: avisei a ela que não levaríamos as mamadeiras na viagem porque ela já era uma moça e não poderia usar mamamdeira na Disney e lá ela ficou tomando leite no copo, com ajuda de um canudo. Na loja da Disney em Downtown Disney eu achei um copo lindo das Princesas, com um canudo todo enrolado e mostrei a ela. 

Imagem retirada de: nomeupeeassim.blogspot.com


Ela ficou louca pelo copo e eu aproveitei e falei que iríamos comprar pra substituir a mamadeira. Julia topou na hora! E ao voltarmos ao Brasil, ela nunca mais usou mamadeiras! Usa o copo pra tomar o leite sem reclamar. O canudo que vem com o copo rapidinho ficou feio, porque é difícil lavar por dentro, sempre fica um resíduo de leite. Eu então comprei um saco de canudos descartáveis que cabem certinho no furinho da tampa por onde o canudo original passsava e problema resolvido!

Dessa vez eu tive que dar uma forcinha, mas mesmo assim, só consegui porque ela decidiu junto. Ah, as mamadeiras eu não joguei fora, estão ainda na cozinha porque ela quer guardar para o bebê (ó céus!), mas mesmo vendo, ela não pede!
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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Hollywood Studios

Hollywood Studios foi um dos parques que mais gostei. Atrações relacionadas aos filmes da Disney são sempre uma boa pedida e na grande maioria eu pude ir apesar da gravidez.

A atração do Toy Store é maravilhosa e divertida, mas a fila é gigantesca! Quando chegamos ao parque, fomos logo pegar o fastpass pra ela e o horário já era para o fim da tarde. Mas pegamos mesmo assim e compensou porque a espera chegava a 100 minutos na fila e com fastpass fomos rapidinho. Quando se tem um fastpass pra uma atração, só se pode pegar outro quando o horário do primeiro fastpass começa a valer, mas no Hollywood Studios a única atração que sentimos necessidade de usá-lo foi no Toy Store então compensou demais.

Imagem retirada de: www.disneymania.com.br

Lá tem também um show da Ariel muito bem feito e o musical da Bela e a Fera que é maravilhoso! Tem ainda atrações como o Hollywood Tower que é o famoso elevador do hotel que cai. Julia, por incrível que pareça, amou e foi mais de uma vez. Aliás, ela ama montanha russa e tudo que envolva frio na barriga. Engraçado é vê-la descrevendo o "elevador".

Além disso, ainda tem o Fantasmic que é o melhor show de fogos e efeitos especiais que já vi. O Fantasmic acontece numa arena enorme e o acesso é permitido 90 minutos antes do show. Aconselho a quem não quer se molhar (lá faz frio) a chegar cedo pra sentar mais atrás. O show é um encanto, difícil descrever. Pra mim supera a parada e o show de fogos do Magic Kingdom e além disso a gente ainda tem o conforto de assistir sentados. Gostamos tanto do Hollywood Studios que fomos duas vezes. Valeu à pena!!!!
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