segunda-feira, 25 de março de 2013

Porque a gente aprende com ela!!!!

Sexta à noite, saímos nós 3 (4) pra comer uma pizza. Já no carro perguntamos à Julia sobre o dia dela e na mesa estávamos conversando sobre assuntos variados, quando a Julia solta: "hoje na escola nós fizemos a tarefa da drosófila."

Claudio e eu nos entreolhamos e eu perguntei: "ela falou o que mesmo? Drosófila???"

Claudio só acenou que sim com a cabeça, com aquela cara de quem não está acreditando e ao mesmo tempo querendo saber exatamente o que é drosófila, lembrando que um dia já ouvimos essa palavra por aí. Perguntei a ela o que era drosófila e ela respondeu prontamente: "é o bichinho da banana."

Imediatamente fomos ao google (santa tecnologia de smartphones) pesquisar e não é que a baixinha tinha razão?

Drosophila é um género formado por um grande número de espécies de pequenas moscas. Atualmente existem cerca de duas mil espécies descritas no gênero.
Durante muito tempo as drosófilas foram conhecidas como moscas-das-frutas, entretanto essa nomenclatura já não é mais utilizada por referir-se mais apropriadamente às moscas da família Tephritidae, que causam prejuízo aos fruticultores. As drosófilas se alimentam de leveduras em frutos já caídos em início de decomposição, e portanto não causam prejuízo. Algumas espécies se alimentam em outros substratos como cactáceas, também em início de decomposição, e guano de morcego, entre outros.
Dentre todas as espécies do gênero, a mais conhecida é a Drosophila melanogaster. Esta espécie foi usada como modelo em pesquisas que contribuíram para o desenvolvimento de importantes conceitos de Genética. (Fonte: Wikipédia)

Imagem retirada de: aaprocleaning.com


Ahá! Sabia que já tinha ouvido esse nome! Das velhas aulas de genética do segundo grau....

Vivendo e aprendendo (com os filhos é ainda melhor!).
 
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quinta-feira, 14 de março de 2013

Pérolas.... de novo!

Julia chegou da escola e eu pedi que ela tirasse os tênis e guardasse no lugar correto e colocasse as meias e a farda pra lavar. Depois de um tempo fui verificar se ela tinha feito como pedi e os tênis estavam no meio do quarto. Falei novamente: "Julia, vai guardar esses tênis que já pedi a você."

Ela então olhou pra mim, colocou as mãos na cintura e soltou: "mamãe, você está achando que eu sou uma empregada?"

Fiquei boquiaberta com o comentário. Primeiro que não fazemos esse tipo de comentário aqui e segundo que nem temos empregada doméstica pra passar o dia guardando tudo em seus lugares. Como não deixo passar esse tipo de comentário, rebati logo: "não, você não é empregada, você é minha filha, mora aqui em casa e como todos que moram aqui, tem que colaborar com a arrumação da casa."

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Outro dia fui chegando na escola com a Julia e uma amiguinha ía chegando na mesma hora. A mãe dessa amiguinha se despediu da filha no portão porque ía deixar a filha menor do outro lado. Julia vendo a amiguinha caminhar para o local da acolhida sozinha, soltou pra mim: "mãe, me deixa no portão!" Mas não foi um pedido infantil, foi entredentes, falando baixinho, tipo adolescente quando não quer andar com os pais no shopping..... fiquei arrasada....

Ah, mas mesmo ela pedindo, eu não deixo. Acho ela ainda muito pequena para eu simplesmente soltar no portão da escola. Além disso, faço absoluta questão de entregá-la na mão da professora (e receber ao final da aula da mão dela também). Inclusive uma vez chegamos um pouco mais tarde e uma coordenadora queria que eu deixasse a Julia na rampa para subir sozinha pra sala de aula (a sala dela é no primeiro andar) e eu me recusei, disse que subiria e só deixaria com a professora dela. Depois conversei com a coordenadora dela e deixei muito claro que só entrego a Julia na mão da professora. Faço isso não pra ser chata, mas para manter um hábito que dá segurança à Julia e também pra evitar problemas como uma amiga que o filho foi "perdido" dentro da escola onde estuda.... Se eu sempre entregar na mão da professora, a responsabilidade dela e da escola é maior do que seu eu simplesmente soltar uma criança que nem tem 05 anos ainda no meio de uma escola grande, né?

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Julia a caminho da escola, conversando sobre a irmã (fazendo mil planos de como vai cuidar). De repente ela solta: "mamãe, eu vou cuidar da Alice melhor que você e o papai."

E eu sou besta de rebater???

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O poder da propaganda: eu estava conversando com o Claudio dizendo que precisava comprar toalhas de banho pra a Julia porque as dela estavam manchadas, feias mesmo. Ela então, do alto dos seus 4 anos, com toda a sabedoria que lhe é peculiar, entra na conversa e diz: "mamãe, tem um negócio ótimo pra manchas. É um produto que você compra. Ele é rosa e a tampa é rosa também, eu vi no Discovery Kids."

Na mesma hora minha ficha e meu queixo caíram. Ponto para o Vanish!

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segunda-feira, 11 de março de 2013

Um pequeno conto sobre o atendimento hospitalar no Brasil

Era uma vez uma moça que tinha uma mãe idosa que, devido à demência avançada, já não sabia se comunicar e também não entendia mais o mundo ao seu redor.

Um dia, a senhora idosa (vamos chamá-la de D. Maria) parou de urinar e a filha, suspeitando de infecção urinária, resolveu levá-la ao hospital. Lá chegando, D. Maria ficou na emergência, sendo atendida rapidamente porque o médico da família interviu para que o atendimento fosse rápido. 

Dentre os exames que o médico da emergência solicitou, havia um rx de tórax. Entre o pedido do rx e virem buscar D. Maria para fazer, passou-se 1 hora. A informação que davam no hospital é que estava demorando por causa de outros pacientes que estavam no setor de radiologia antes, esperando atendimento, mas a filha de D. Maria sabia que não havia pacientes esperando pois já era de noite (quando o movimento diminui) e ela tinha ido ao setor de radiologia levar a solicitação do médico assim que o exame foi solicitado e viu que não tinha paciente nenhum e as recepcionistas estavam conversando amenidades.

Enfim D. Maria foi levada para fazer o rx. Os outros exames (sangue e urina) já haviam sido colhidos e todos aguardavam os resultados para fechar o diagnóstico e decidir pela internação. Passaram-se 3 horas, passaram-se 4 horas desde que D. Maria deu entrada no hospital e nada dos resultados dos exames chegarem. A enfermeira cobrava do laboratório e ninguém vinha entregar os resultados. Enquanto isso, D. Maria não podia ser medicada. Até que 6 horas depois de D. Maria ter dado entrada no hospital, o médico da família voltou para ver como as coisas estavam, a pedido da filha de D. Maria. Quando ele chegou e perguntou pelos exames, rapidamente liberaram os resultados dos mesmos que já estavam prontos há muito tempo. O médico da emergência optou por interná-la.

Uma enfermeira muito solícita então sentou-se com a filha de D. Maria para fazer uma anamnese para a internação de D. Maria. A filha então informou sobre o estado de saúde geral de D. Maria, cirurgias que já havia feito e das capacidades de executar tarefas diárias. Informou que D. Maria não falava mais, que não compreendia na maior parte do tempo o que estava ocorrendo a sua volta, que usava fraldas geriátricas, não andava, mas que era capaz de deglutir, tendo uma alimentação principalmente líquida e pastosa (mastigava somente "por esporte" um biscoitinho ou uma rapadura - sempre fora louca por doces e não era diabética).

D. Maria foi então finalmente internada. Aliás "internada" pois não havia leitos disponíveis no hospital e ela permaneceu onde estava, na emergência. O médico da família ainda procurou vaga em outros 4 hospitais da região, mas não havia vaga em nenhum deles. A pessoa que ficou acompanhando D. Maria naquela noite, passou a noite inteira sentada em uma cadeira no corredor. Não havia condições de deixá-la sozinha, seria desumano demais.

No dia seguinte, a acompanhante de D. Maria teve direito ao café da manhã no hospital, afinal ela era acompanhante de uma paciente internada (apesar de estar "internada" na emergência). Mas o café da manhã de D. Maria não veio e quando a acompanhante foi perguntar ao pessoal da enfermagem pelo café da manhã da paciente, ouviu a seguinte resposta: "e ela come?"

A acompanhante ficou de queixo caído, ninguém havia se dado ao trabalho de ler o prontuário da paciente. Muito menos de observar se a paciente estava com sonda gástrica para alimentação. Se não tivesse um acompanhante com D. Maria, a senhora de mais de 70 anos que tinha um organismo já fragilizado e que estava se tratando de uma infecção severa, teria passado fome dentro do hospital. Quando o café da manhã chegou, não veio de acordo com as informações fornecidas pela filha de D. Maria. Veio café com leite e torradas pra uma senhora que não era capaz de comer com as próprias mãos e que tinha alimentação predominantemente líquida ou pastosa.

Mais tarde, o médico da família passou novamente no hospital e com seu prestígio conseguiu que o primeiro leito liberado no dia (paciente de alta) fosse destinado à D. Maria. Entre o momento em que a família foi informada que o leito estava liberado e já arrumado para a paciente e o momento em que a paciente chegou ao leito, passou-se 1 hora de espera. O porquê dessa demora é um mistério....

Imediatamente antes de sair da emergência, D. Maria teve sua pressão medida por 3 vezes (era difícil medir pois ela não coopera, não entende o que está se passando e não estica mais os braços pois está com as articulações todas rígidas). Nas 3 vezes o valor foi o mesmo, 12x8. Assim que D. Maria chegou ao leito, a auxiliar de enfermagem do posto veio novamente medir a pressão de D. Maria. A filha então pediu que não fosse medida pois estava normal, anotada no prontuário e havia sido informado verbalmente para ela (a filha presenciou). A auxiliar achou ruim pois era o protocolo. Protocolos existem mesmo, mas também tem que existir humanização no atendimento, né? A filha então conversou com a enfermeira e se responsabilizou por não medirem a pressão de D. Maria naquele momento. 

Isso era um sábado de manhã. D. Maria havia sido avaliada e medicada pelo médico da emergência na sexta feira à noite. Passou-se o fim de semana inteiro sem que nenhum médico fosse avaliá-la. A prescrição feita na emergência foi simplesmente repetida e somente na segunda-feira à noite o médico responsável foi vê-la. Questionado sobre o porque de não ter ido vê-la no fim de semana, o médico informou que o posto de enfermagem estava ciente que ele não iria ao hospital no fim de semana e orientado a passar todos os pacientes para o outro médico que estaria no fim de semana. Na segunda-feira mesmo, a filha foi questionar no posto de enfermagem, porque a fisioterapeuta havia passado no leito de D. Maria e dito que voltava já pra fazer a sessão nela e não havia voltado. Ela precisa fazer fisioterapia por causa de toda a rigidez das articulações que tem. A auxiliar de enfermagem então, disse que a fisioterapeuta passaria em instantes. Após mais de meia hora, a filha de D. Maria foi novamente solicitar a fisioterapeuta e recebeu a resposta de que não havia fisioterapia solicitada para ela. A filha então questionou porque a fisioterapeuta foi até o leito ver a paciente e recebeu como resposta: "foi um engano..." Ainda bem que não foi uma auxiliar de enfermagem com uma medicação para outro paciente que se enganou, né?

Enquanto D. Maria estava internada, apareceu um edema em sua coxa, próximo ao quadril. A acompanhante de D. Maria suspeitou que fosse causado por uma fratura ou luxação pois ao passarem a sonda para colher a urina dela na emergência, abriram as pernas dela mais que o limite que era feito em casa. A filha de D. Maria então pediu novamente a intervenção do médico da família que pediu a um colega traumatologista, que estava de plantão na emergência do mesmo hospital, que solicitasse um rx. O rx foi feito e o médico da família passou no hospital para avaliar. Graças à Deus estava tudo bem. Mas o médico assistente, ao procurar o rx no prontuário para avaliar também (afinal cabia a ele definir a alta de D. Maria), não conseguiu localizar o exame e teve que ligar para o médico da família para saber o que o rx havia evidenciado.

Depois de 1 semana, o médico achou que já era hora de dar alta para D. Maria. Mas para concluir que ela podia ir pra casa, solicitou novamente exames de sangue e urina para avaliar se a infecção havia cedido. Vieram ao leito colher o exame de sangue logo após a solicitação do médico, mas pediram que a acompanhante mais tarde lembrasse que ainda faltava o exame de urina e cobrasse que alguém viesse colher. Existe isso??? Enfim D. Maria teve alta. Foi uma semana de tensão em que as acompanhantes de D. Maria não podiam relaxar nem por um instante, atentas a tudo que estava sendo feito com ela para que não ocorressem outros "enganos". Graças à Deus, o final dessa história foi feliz. D. Maria está em casa, curada da infecção.

Imagem retirada de: http://www.marxismo.org.br


Com certeza essa é uma triste realidade vivida por muitas pessoas que passam pelo sistema hospitalar brasileiro, tanto em grandes como em pequenas cidades. Claro que o  "conto" infelizmente não é um obra de ficção. O que admira é que não foi em nossos hospitais públicos sucateados. O acontecido, pasmem, foi em um dos melhores hospitais particulares da cidade. Nem pagando caro (convênio médico de primeira linha) têm-se um atendimento digno e eficiente. Lamentável...

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terça-feira, 5 de março de 2013

"Ele é meu namorado!"

Sábado à noite e Julia e a amiga Larissa estavam brincando, enquanto nós, pais, conversávamos. De repente as duas começaram a se estranhar. O motivo da discórdia: Heitor.

Heitor é um aluno novato da turma delas da escola. Entrou esse ano e já "conquistou os corações das coleguinhas." As duas estavam discutindo sobre quem seria a namorada do Heitor e a gente só ouvia "ele é meu namorado!" e em seguida "não, ele é meu namorado!"

Eu não valorizo essa história de namoradinho (até já comentei sobre o assunto aqui). Criança não tem idade pra namorar e ponto. Claro que em algum momento as crianças falam sobre isso, é natural elas reproduzirem o universo dos adultos. Mas uma coisa é uma brincadeira infantil esporádica e outra coisa é valorizar o assunto e antecipar questões que surgiriam somente mais tarde, adultizando precocemente o mundo infantil.

Imagem retirada de: http://www.trash80s.com.br


Tenho uma amiga com um filho da idade da Julia (4 anos) e o menino tem uma "namorada". Na verdade, a menina namora com ele, mas ele já cansou de ser o "namorado" dela. Ainda assim, vez por outra chegam no email da mãe dele (que não dá corda pra história) bilhetinho e desenhos feitos por ela com a ajuda da mãe que além de ajudar na elaboração dos "recadinhos do coração" ainda se encarrega de enviar para o email da mãe dele. Inclusive comentou que a filha chega a suspirar por ele, vendo televisão. Existe isso????

Eu particularmente acho um absurdo. Crianças dessa idade deveriam estar brincando e jamais suspirando por alguém. Podem até dizer que tem namorado mas o assunto é pra parar por aí. Mãe e pai dando força para os "namoros" de criança é algo inimaginável pra mim. Primeiro amor no meu entendimento é lá pros 12, 13 anos, quando os hormônios começam a aflorar e o sexo oposto começa a ficar interessante. E namoro mesmo, no que depender de mim, é coisa que só vai acontecer ainda mais tarde. Ok, pra alguns pode ser mais cedo, mas não na pré-escola, né?

Voltando à disputa entre Julia e Larissa, eu perguntei logo pra Julia: "e criança namora?" Ela respondeu que não e eu disse que então não tinha porque brigar. Mas a mãe da Larissa se saiu ainda melhor: propôs que o Heitor fosse o paquera das duas. A princípio pode parecer um contra-senso eu falar que criança não pode namorar e dizer que gostei da idéia do paquera, mas vou me explicar. Ao dizer que era o paquera, abriu a possibilidade de ser das duas. Além disso, tirou qualquer sombra de proibição, que poderia atiçar ainda mais a curiosidade para o assunto.

Eu então perguntei à Julia se ela sabia o que era paquera. Como ela não sabia eu expliquei: "paquera é o amiguinho da escola que você acha bonito e legal. Você pode achar o Heitor bonito e legal e a Larissa também." Discussão encerrada, assunto resolvido!
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sexta-feira, 1 de março de 2013

A segunda pergunta embaraçosa a gente também não esquece...

E agora, com a minha gravidez e o grande interesse da Julia no assunto, o tema "de onde vem os bebês" tem sido recorrente aqui em casa.

Julia sabe que o papai colocou a sementinha na barriga da mamãe e ela nasceu e que agora o papai colocou novamente e a Alice vai nascer. Até aí tudo bem, foi o que explicamos pra ela. Mas um dia a ficha dela caiu e ela perguntou: "papai, como foi que você colocou a sementinha na barriga da mamãe?"

Nesse momento, eu que estava na pia, de costas, agradeci a Deus por ter um monte de louça pra lavar, assim eu podia rir à vontade enquanto Claudio procurava uma resposta....

Mas ele se saiu super bem: falou pra ela que papai e mamãe se amam muito e namoram e aí nesse momento o papai coloca a sementinha na barriga da mamãe. Ela se deu por satisfeita e ele pôde respirar aliviado.

Ele sim, eu não! Mas naquele momento eu ainda não sabia disso. Aí que semana passada estávamos só nós duas no meio de um engarrafamento daqueles, eu super estressada e Julia pergunta: "mamãe, como foi que o papai colocou a sementinha na sua barriga?"

A inocente aqui achou que seria mais fácil que roubar doce de criança! Mandei a mesma resposta do Claudio, achando que estava abafando e ela, não satisfeita, insistiu: "sim, mamãe mas como é mesmo que ele coloca?"

Imagem retirada de: http://www.temmais.com


Pânico, mudez e gagueira antes que eu conseguisse responder exatamente a mesma coisa de antes, enfatizando que nesse momento o papai coloca a sementinha na barriga da mamãe. Ela não perguntou mais, não faço a menor idéia de como ela "desenhou" a cena. Mas até agora, pensando friamente, não sei como poderia ter respondido. Porque sinceramente acho que é informação demais pra idade dela (4 anos) fazer qualquer menção mais explícita ao ato sexual. Ela não tem a menor idéia que pênis e vagina servem para outra coisa além de fazer xixi. Claro que ela já descobriu que são zonas de prazer, porque como toda criança dessa idade ela já se tocou (e se toca vez por outra). Mas dai a associar isso a erotismo e ao ato sexual, vai uma distância muito grande. 

Mas pelo que pude perceber não vou poder adiar essa explicação por muito tempo. Se alguém tiver uma sugestão de como explicar melhor pra uma criança tão pequena eu agradeço de coração!
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