segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

O Infantil 5!

Ao final do ano passado, relatei como foi estressante o Infantil 4. Julia com apenas 4 anos estava sendo cobrada por leitura e escrita pela professora, estava se desestimulando, eu estava estressada com tudo isso, cobrei muito dela quando não deveria... enfim, o infantil 4 foi uma tormenta aqui em casa.

No início desse ano, eu estava muito ansiosa e preocupada com os desafios do infantil 5. Sabia que ele era muito importante no processo de alfabetização (até porque aqui em Fortaleza, costuma-se adiantar matéria nas escolas). Quando conheci a nova professora, fiquei um pouco apreensiva: ela era nova na escola, bem nova em idade e parecia inexperiente. Com o passar dos dias, fui vendo quanta diferença entre a professora atual e a do ano passado! A atual, por mais que fosse inexperiente, era carinhosa com as crianças e a Julia, por ser uma criança muito carinhosa também, respondeu muito positivamente a esse clima em sala de aula.

A consequência disso foi que a leitura e a escrita deslancharam esse ano! Ela já chegava em casa pedindo pra fazer as tarefas, estava muito mais interessada! Ela concluiu o infantil 5 lendo e escrevendo com desenvoltura para a idade e não só palavras soltas, como frases formuladas por ela. Já está começando inclusive a escrever em letra cursiva, apesar de que a desenvoltura é em letra bastão. Aprendeu a fazer algumas continhas básicas de adição e subtração e faz algumas de cabeça (morro de orgulho!). A letrinha é linda!

Acho ainda que tenho que estimular mais a leitura dela. Ela tem preguiça de ler um livro inteiro, mas quando resolve ler, lê bem. Também tem preguiça para desenhar e pintar (igual a mim). Mas acho que ísso é questão de tempo até ela desenvolver melhor. A gente procura sempre incentivar e elogiar o esforço e a dedicação e ela fica muito satisfeita quando recebe esse feedback positivo. 

Agora ela está empolgadíssima porque vai para o 1o. ano! Diz a todo mundo que no final do próximo ano vai ser Doutora do ABC....... e eu já estou sonhando com a festinha, junto com as outras mães. Minha filha está crescendo muito rápido e eu fico orgulhosa, muito orgulhosa dela!


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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

A Chegada da Irmã - as facetas do ciúme

Julia esperou ansiosamente a chegada da irmã e curtiu cada momento da minha gravidez, mas sei que o impacto da chegada da irmã não está sendo fácil pra ela.

Ela é só amor com a irmã, dá beijo e abraço a toda hora, pede pra colocar no colo, quando acorda de manhã quer ver logo a irmã... graças à Deus não tivemos nenhum episódio de agressão. A ciumeira da Julia é toda pra cima da gente, pra cima de mim, principalmente.

Explico: se eu vou fazer o leite da Alice ela diz: "faz o meu primeiro?" Se eu vou arrumar as duas pra sairmos ela quer tomar banho primeiro. Em vários momentos, se estou com a Alice no colo, ela pede colo. O que eu faço? Atendo as demandas dela. Então várias e várias vezes estou com as duas no colo. Já andei por dentro de casa com as duas no colo (lembrando que a Julia já tem 5 anos e meio). Faço o leite dela primeiro, dou o banho dela primeiro. Pra Alice não faz diferença mas se pra Julia faz, porque não atender? 

Ela está carente, está se machucando com mais facilidade, o choro rola mais facilmente e a teimosia está no último grau. Eu não consigo que a Julia faça nada, absolutamente nada, da primeira vez que peço. Haja paciência! 

Mas ela é tão amorosa com a irmã, que tudo compensa! Outro dia chegamos nós 3 em casa e eu estava apertada para ir ao banheiro. Deixei a Alice no bebê conforto e avisei pra Julia onde ía. Alice começou a chorar e quando eu cheguei na sala ela já tinha parado porque a Julia estava segurando a mãozinha dela e cantando pra ela as músicas que canto pra elas dormirem. Me derreti! 

Mas uma vez a Julia teve um pensamento ruim em relação à irmã. Alice devia ter 1 mês e eu comentei alguma coisa do tipo: "não chegue perto da sua irmãzinha porque você está gripada pra ela não pegar senão ela vai ter que voltar pro hospital e a gente não quer isso, né?". Por poucos segundos eu vi que ela teve um pensamento e afastou, ela quase expressa verbalmente e eu ainda perguntei o que era mas ela disse que não era nada e balançou a cabeça como que para afastar o pensamento. Imagino que ela pensou que se a irmã voltasse para o hospital ela me teria só pra ela mas aí o amor falou mais alto e ela se arrependeu do pensamento. Nunca mais vi nada parecido no comportamento dela. Na escola, a professora me disse que ela não teve alteração de comportamento também, graças à Deus!

Mas ela já se queixou que eu só cuido da Alice. Pode uma facada dessas no coração da mãe? Pois é... mas expliquei pra ela que bebês demandam mais atenção porque não sabem fazer nada sozinhos e que ela, como é moça, já faz muita coisa sem precisar de ajuda. Falei também que quando ela era bebezinha, eu me dedicava a ela até mais do que me dedico a Alice, porque não tinha outra filha (e isso é a mais pura verdade!). Ela não se convenceu muito, eu fiquei até com medo que ela tivesse alguma regressão de comportamento, mas não teve.

Aí um dia, ela brincando com a Alice, veio se queixar pra mim: "mamãe, a Alice me beliscou". Fez beicinho e tudo. Eu então olhei pra Alice e soltei: "não, neném, não pode fazer isso com a irmãzinha, isso dói, machuca sua irmã.". Julia abriu o maior sorrisão e disse, bem emocionada: "mamãe, você me defendeu!" Nem achei que o que eu falei fosse surtir tanto efeito, mas surtiu! Foi bom, ela se sentiu amada e protegida.

Estou muito orgulhosa da forma como ela tem lidado com a chegada da irmã. Sem agressões, sem regressão de comportamento... acho que parte do crédito pode ser do reforço que sempre damos em relação ao nosso amor por ela e por sempre deixarmos que ela participe do dia a dia da irmã. Mas também tem o crédito dela, que sem dúvidas é uma criança meiga e amorosa e que recebeu a irmã de braços abertos.
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