quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

De volta, pra falar de orgulho

Andei bem sumida, além da correria de fim de ano, fiquei sem computador... Mas preciso registrar todo o meu orgulho: Julia foi Dra do ABC esse ano!
 
Pode não parecer muito pra nós, adultos, acostumados que somos com o ler e o escrever. Já nos é automático, quase como respirar. Mas para uma criança, é um mundo de possibilidades que se abre! Além das conexões neuronais, a criança passa a ficar inserida de fato em nosso mundo, já que tudo gira em torno da leitura e da escrita.
 
E não é um processo fácil, esse da alfabetização. Esse ano, graças à Deus, Julia teve uma professora maravilhosa. Tia Rárika tem toda a minha gratidão porque ensinou com amor, com o coração. E foi impressionante o desenvolvimento de toda a turma. Julia, particularmente, se empolgou bastante e se esforçou. E quando a tia Rárika disse que ela era a aluna de ouro, ela foi ao delírio!!!!
 
No colégio, tivemos uma cerimônia para o lançamento da primeira produção literária deles. Um livrinho com 3 historinhas escritas e ilustradas por cada criança. Receber o livrinho da Julia das mãos dela foi emocionante! Ela parecia uma princesa!!!! Depois da cerimônia no colégio, nos reunimos num buffet, onde as crianças dançaram a valsa entre elas e com os pais. Tudo feito com muito carinho, pensando na felicidade deles. E eram sorrisos tão lindos.... a festa foi dia 27 de novembro e ainda hoje Julia diz que amou a festa, que queria tudo de novo!!!
 
Julia, que esse amor pela leitura e pela escrita cresça cada vez mais. Que você descubra nos livros companheiros inseparáveis, que te levarão para onde você nem imagina. E que você vibre a cada nova história, sorria e chore com os personagens e fique feliz a cada final feliz!
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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Bodas de Estanho: os primeiros 10 anos do resto de nossas vidas!

Esse mês completamos 10 anos de casados. Dez anos!!!! Pra mim é uma data muito significativa e que merecia uma boa comemoração. E teve, claro! Não com festa, que não é nossa prioridade financeira no momento, mas com uma noite só nossa, que começou com um jantarzinho romântico e um presente surpresa que me emocionou, acima de tudo, pelo cuidado, pela lembrança, pelo amor envolvido (além de ser lindo, claro!).

Foi uma década maravilhosa, a melhor da minha vida! E como poderia ser diferente? Tenho o privilégio de ser casada com um homem que admiro, que respeito. Sou casada com um ser humano maravilhoso, com um pai presente, brincalhão e educador. Tenho ao meu lado meu namorado por quem sou apaixonada, tenho ao meu lado meu companheiro de batalha, tenho ao meu lado alguém que segura minha mão nos momentos mais difíceis. 

E nós tivemos momentos difíceis... quem não os tem? Alguns foram bem complicados. O ano de 2010 sem dúvida nenhuma foi o mais duro deles: Claudio em Ribeirão Preto e eu só com a Julia. Morávamos longe da família (na cidade vizinha, só encontrávamos com alguém nos fins de semana) e não contava com minha mãe, que já tinha Alzheimer. A gente se via por 3 a 4 dias a cada 2 meses, a grana era curta, a Julia muito pequena (quando ele viajou ela tinha 1 ano e 7 meses)... ainda hoje, quando ele viaja pra algum congresso, eu fico mal.... todo aquele sentimento de solidão de 2010 aflora...

O ano de 2005 trouxe o diagnóstico de Alzheimer da minha mãe. Foi doloroso ter o diagnóstico, embora eu já estivesse suspeitando. E ele ali, do meu lado, segurando minha mão e embarcando comigo nessa jornada de ser mãe da minha mãe.

O ano de 2007 trouxe minha primeira gravidez e com ela uma felicidade imensa, que logo se transformou em dor, quando perdi o bebê. Para os homens, não adianta negar, é mais fácil superar, pelo menos na superfície. Mas Claudio foi de uma paciência e de um carinho infinitos, que me ajudaram a superar no meu tempo.

O ano de 2013 trouxe o nascimento complicado da Alice. Das poucas coisas que me lembro quando eu estava na UTI, era o olhar cansado e preocupado dele, ao meu lado. E depois que tive alta, da infinita paciência dele comigo, chorosa e aflita, tumultuando ainda mais a cabeça dele que já estava aflita também.

Mas nós tivemos muitos, muitos momentos maravilhosos! Nascimento da Julia, alta da Alice da uti neo, a volta dele pra casa, depois de 1 ano longe, as primeiras descobertas das meninas, os dias de preguiça em família, sobremesas divididas em meio a risadinhas, as conquistas profissionais, os planos para o futuro... Foram tantos momentos mágicos! De pequenos a grandes, eles que nos fizeram chegar até aqui e eles que nos fazem continuar! Rindo de nós mesmos, nos apoiando, planejando o futuro, curtindo o que conquistamos e passando nossos valores às meninas, vamos seguindo e fazendo a alegria do nosso casamento ser construída diariamente!

Esses foram os primeiros 10 anos do resto de nossas vidas e seguimos sendo felizes para sempre!
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sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Alis e outros vocábulos

Alice, 1 ano e 3 meses.

Alice, fala papaí:
"Papai"

Alice, fala mamãe:
"Papai" (risadinhas).

Sim, ela sabe chamar mamãe quando quer. Olha pra mim com carinha pidona, fazendo biquinho e chama mamãe pra vir pro meu colo. Mas se eu pedir pra ela falar mamãe, aí ela solta "papai" e ri!

No vocabulário temos também:

"Alis" - Alice
"Buia" - Julia
"Tau" - Tchau
"Pé" - Pé
"Kis" - Cris
"Dá" - Dá
"Bubum" - Bumbum
"Aô" - Alô
"shfjdksd" - Vovoinha (para vovoinha ela faz um conjunto de sons que não sei reproduzir, mas são sempre os mesmos)
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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Viajando sem as crianças...

Tivemos nossa primeira experiência de viajar sem as crianças... e foi maravilhosa!

Não vou mentir e dizer que não curti a viagem só pensando nelas porque eu curti pra caramba! Sim, em pensava nelas e sim, quando chegava no hotel, procurava logo falar com elas, mas isso não me impediu de curtir o passeio.

Fomos por 5 dias a Buenos Aires. Éramos 3 casais e todos deixamos os filhos em casa. Curtição total! Companhias maravilhosas, todos afinados, sem confusão, com o único objetivo de curtir. Porque vamos combinar que viajar com gente chata, cri-cri, que bota defeito em tudo é um porre! Mas quando se viaja com amigos animados, leves, que pensam e agem parecido com você é bom demais!

Os dias que antecederam a viagem foram os mais difíceis. Eu ficava ansiosa pensando em como seria, tinha medo da Alice adoecer, cansar. Deixei na porta do guarda roupa de cada uma as recomendações e orientações pra tudo: pra febre, pra dor de cabeça, pra dor de barriga, pra alergia, pra tosse, pra cansaço, pra se acordassem de madrugada.... Deixei orientação pra em que momento se preocupar e levar pro hospital, deixei carteira de plano de saúde, RG delas e dinheiro. Deixei etiquetas nas caixas dos remédios indicando a dose de cada uma e deixei super destacado os que a Alice não pode tomar (ela tem alergia medicamentosa). Deixei uma lista enorme de telefones de emergência (todo mundo que poderia ser acionado, inclusive amigas minhas) e com o telefone da pediatra grifado! E nossos telefones foram com o roaming internacional liberado porque, em caso de emergência, poderiam ligar pra gente.

Foram cinco dias e acho que esse é o tempo ideal da viagem: a saudade delas foi controlável e quem ficou com elas aguentou bem o trabalho. As meninas ficaram com a Cris que é meus braços e minhas pernas dentro de casa e que conhece bem a rotina delas. Minha cunhada também ficou aqui em casa, dando suporte. Achei importante elas ficarem no cantinho delas para alterar menos a rotina e ser mais fácil pra elas suportarem nossa ausência. Acordaram na hora habitual, foram para a escola do mesmo jeito, comeram e dormiram na mesma hora e no mesmo local. Rotina é importante pra todo ser humano e pra criança mais ainda, passa a sensação de segurança. No primeiro dia a Alice ficou me procurando em casa e na hora de dormir ficou me chamando. Mas a Cris com muito jeito conseguiu colocá-la pra dormir (ela já faz isso quando não estou em casa ou nas poucas noites em que saímos sem as meninas e ela fica pra dormir aqui).

O facetime era um grande aliado nosso. Assim que chegávamos no hotel, chamávamos logo pra ver as meninas. O sorriso delas era contagiante e ver que elas estavam bem nos deixava tranquilos. E sempre que tínhamos wi-fi na rua, mandávamos recadinhos pelo whatsapp pra ter notícias, gravávamos vídeos pra elas e elas pra gente! E viva a tecnologia do século XXI!!!!

Pra gente a viagem fez muito bem. Relaxar sem crianças por perto, em programas de adulto, sem preocupação se está na hora de comer, se vai chover, se está frio demais é bom vez por outra. Amo muito minhas filhas, cuido delas pessoalmente mas digo, sem medo de julgamentos, que "férias" de crianças são bem vindas, dão ânimo pra gente!

E o sorriso delas quando chegamos em casa, foi algo sem explicação de lindo, intenso, sincero! Eu tinha um certo receio em relação à Alice porque uma vez vi no aeroporto uma mãe chegando de viagem. Quando ela foi falar com seu filho (um bebê que devia ter a idade da Alice), a criança estranhou e virou as costas. Eu não estava preparada pra isso, não mesmo. Mas graças a Deus fomos recebidos com sorrisos, gritinhos, beijinhos e abraços apertados!

Eu estava com muita saudade delas. Saudade do cheiro, do beijo, do sorriso, do abraço. Saudade até de trocar fralda de cocô. Mas fui contaminada pelo vírus da viagem de adulto. Combinamos de fazer 1 por ano. Faz bem e a gente merece!
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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Menininha sabida!

Julia está numa fase engraçadíssima, cheia de imaginação. Ela inventa histórias, músicas, brincadeiras...

Hoje ela estava brincando de senha. Fechou a porta do corredor e disse que só abriria pra quem adivinhasse a senha, que mudava a toda hora (por questões de segurança, óbvio!).

Para a gente adivinhar a senha, ela dava pistas. A primeira senha as pistas foram: "é doce" e "é marrom". Chocolate!!!

Essa foi fácil. Mas a segunda foi ainda mais fácil!

Ela deu as pistas: "está relacionado ao amor" e "é quem MANDA nessa casa". 

"Mamãe" era a resposta, óbvio!!!!

kkkkkkkkkkkkkkk desculpa aí, papai! Essa menininha é muuuuuito sabida!
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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

O fim do orkut (para a Julia, o registro de todo o amor)

Com o fim do orkut anunciado, resolvi dar uma passadinha lá e rever meu perfil. Me lembrei de comunidades que me faziam rir, de comunidades onde aprendi bastante, de comunidades onde encontrava apoio em momentos difíceis... Quando a Julia nasceu, o orkut era a bola da vez então o primeiro ano de vida dela está todo registrado lá (morro de pena porque muitos desse registros se perderão).

Antes de ter a Julia, sofri um aborto expontâneo, na minha primeira gravidez. Algo bastante comum mas que nem por isso deixa de ser extremamente doloroso. Naquele momento meu mundo caiu.... eu não via graça em nada e não entendia como podia ficar sem meu bebê. Eu tinha certeza que era um menino (o Vinícius) e, embora sempre tenha sonhado em ter uma filha, só via graça em coisas de menino. 

No orkut então achei duas comunidades que me ajudaram: "Sofri um Aborto Expontâneo" e "Nunca te vi, sempre te amei". Ali, mulheres de todo o Brasil relatavam suas histórias de abortos, a luta pra engravidar e a vitória em conseguir ter um filho (ou mais) no braços. Ali eu busquei forças, lia e relia os depoimentos, torcia por elas e por mim até que finalmente, engravidei novamente e a Julia nasceu.

No dia do nascimento dela, coloquei no meu perfil, exatamente como me sentia naquele momento:

"Uma pessoa em mutação. Estou deixando de ser apenas filha e passando a ser mãe. Vivendo intensamente esse momento único. Apavorada, em alguns momentos, como toda mãe de primeira viagem!

Julia nasce hoje, 16/05, às 07:00 na Gastroclínica".


E para o Claudio, nesse mesmo dia, escrevi um recadinho na forma de depoimento também:

"Meu amor, está chegando a hora em que nossa vida vai mudar completamente. Vamos deixar de ser um casal sem maiores responsabilidades, vamos deixar de ser apenas filhos e vamos nos tornar pais. A tarefa é dura e doce ao mesmo tempo, mas tenho certeza que lado a lado conseguiremos desempenhá-la bem. Nossa bonequinha é fruto do nosso amor portanto, tenho certeza que é linda, cheia de paz, e que vem para nos unir ainda mais.

Obrigada por ser esse marido tão maravilhoso. Tenho certeza que Julia não poderia ter pai melhor. Te amo muito e sei que sou muito amada e tenho muito orgulho por agora ter que dividir sua atenção com esse serzinho tão pequenino e tão esperado. Obrigada pela paciência e pelo apoio durante a gravidez. Sei que em muitos momentos não foi nada fácil para vc.

Queria só te dizer que é maravilhoso saber que agora somos 3!!!!!

Te amo mais que tudo"


Eu tinha que escrever mesmo pra ele, eu sou uma grávida muito chata, fico arranjando briga em toda esquina, só o santo do Claudio pra me aguentar!

E foi assim mesmo, em meio a tanta intensidade de emoções que a Julia veio ao mundo. E foi assim o primeiro ano de vida dela, onde aprendi demais. Aí eu conhecei a comunidade Mãe e Grávidas de Fortaleza. Ali fiz amizades, aprendi muito, troquei idéias, compartilhei experiências. Hoje no facebook há um movimento parecido, mas sinceramente, não chega aos pés da comunidade do orkut!

Quando a Julia completou 1 ano, escrevi no meu perfil um recadinho pra ela. Vou copiar aqui porque quero que ela leia um dia:

"JULIA, HÁ UM ANO VC CHEGOU PARA ILUMINAR MINHA VIDA. LOUVO À DEUS PELO PRIVILÉGIO DE SER SUA MÃE, DE ACOMPANHAR SEUS PASSOS, DE APRENDER COM VC A CADA DIA A SER UMA PESSOA MELHOR.

OBRIGADA, MINHA FILHA, POR FAZER MINHA VIDA MELHOR, MAIS FELIZ, MAIS COMPLETA, MAIS PLENA DE AMOR! SEU SORRISO É MEU TESOURO, SEU ABRAÇO É MEU CONFORTO E ACONCHEGO E SUA FELICIDADE É MEU MAIOR OBJETIVO.

QUE VC SEJA UMA MULHER HONRADA, DIGNA E REALIZADA E QUE DEUS TE ABENÇOE SEMPRE!

TE AMO MAIS QUE VC POSSA UM DIA IMAGINAR!!!!"

Fiquei saudosa demais.... me peguei vendo fotos da Julia bebê, os comentários carinhosos dos amigos.... e confesso que às vezes achava que estava vendo fotos da Alice! Sim, as duas são parecidas (pelo menos eu acho!).

É isso, o orkut vai chegando ao fim e os registros que estão nele se perderão... mas com certeza muita coisa boa ficou dessa nova forma de relação interpessoal. E quando as meninas estiverem na idade, certamente ouvirão falar do "dinossauro" das redes sociais e acharão graça porque mamãe e papai fizeram parte disso! E a Julia poderá ver por aqui (espero!) um pouquinho do que foi o nascimento dela pra gente!

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quarta-feira, 23 de julho de 2014

"Ah, mãe, mas aí foi justo..."

Julia sempre fala muito na vovó Ecilda. E parece que quando alguém pergunta por ela, o sentimento reaviva. Ela já me fez muitas perguntas difíceis, tipo "foi Jesus que fez o coração da vovó Ecilda parar de bater?" E vez por outra faz uma carinha triste e diz que está com saudades dela.

Ontem a gente vinha no carro e ela perguntou: "mãe, quantos anos a vovó Ecilda vai fazer?" Eu respondi que ela morreu com 77 anos. Ela então retrucou: "ah, mas ela era muito nova pra ir pro céu, as pessoas nessa idade não deveriam ir pro céu ainda..."

E logo em seguida veio com a pergunta: "mamãe, tem pessoas mais velhas que não foram pro céu ainda?" Eu disse que sim e dei um exemplo: "a vovó Eneyda (minha tia) vai fazer 80 anos no sábado e ainda não foi pro céu e a vovó Ecilda tinha uma prima, que foi pro céu com 103 anos!" Ela então soltou na mesma hora: "ah, mãe, mas aí foi justo! Ela já tinha muitos anos! Não é justo uma pessoa mais nova ir pro céu..."

É, ela ainda não engoliu o fato da vovó Ecilda ter ido pro céu....
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quinta-feira, 10 de julho de 2014

O aniversário da boneca - 2 anos!

Minha "neta" Bianca está "crescendo". Contei aqui sobre o aniversário dela. Suponho que tenha sido de 1 ano pois segunda feira passada tivemos outro aniversário dela e a Julia declarou que ela estava fazendo 2 aninhos.

Esse aniversário foi diferente do passado. A família não veio (não precisa me agradecer, família!), mas vieram 5 amiguinhas da Julia, cada qual com sua boneca. Passaram a tarde aqui brincando. Brincaram de polly, de escola, de "mãe e filha", dançaram, se fantasiaram, se maquiaram, desfilaram.... foi uma farra!

Eu queria reunir as amiguinhas dela da escola já fazia tempo, é um grupo muito bom. Não chamei os meninos porque aqui não temos espaço de lazer no prédio e ficar com meninos dentro de um apartamento onde só tem brinquedo de menina não deve ser uma boa idéia.

Julia estava ansiosa por essa tarde, ficava contando os dias (combinei com as mães com 5 dias de antecedência) e queria me ajudar a preparar tudo. Fiz uns brigadeiros, comprei um bolinho de chocolate (e velas, óbvio, não existe aniversário sem velas!), fiz pipoca, assei uns pães de queijo e estava pronta a festa! 

Na hora dos parabéns coloquei todas as meninas, inclusive minha Alice,  com suas bonecas ao redor da mesa e várias velinhas no bolo para que todas pudessem soprar. 

A tarde foi maravilhosa, elas adoraram e a felicidade da Julia era imensa! Eu fiquei moída depois, mas acho esses momentos com amigas tão preciosos, que nem me importo com meu cansaço. Ah, e tive minha grande recompensa: depois que as amigas foram embora ganhei milhões de beijos e de declarações de amor, além do título de "melhor mãe do mundo". Já estamos planejando a próxima!
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quinta-feira, 3 de julho de 2014

O Primeiro Aninho!

O tempo voou, voou sem piedade e minha Alice já está completando 1 aninho! Não vou dizer que o dia do nascimento dela foi um dos dias mais felizes da minha vida porque não foi mesmo. O dia do nascimento da Julia pode ser classificado como um dos dias mais felizes da minha vida. O dia do nascimento da Alice, ao contrário, foi o dia mais tenso e aflitivo da minha vida... Dia feliz foi o dia em que ela teve alta da utineo e veio pra casa!

Ela nasceu antes do tempo, ficou 19 longos dias na uti neonatal, eu passei muito mal após o parto mas tudo isso passou e estamos com uma bebê que é quase menininha já! É simpática, tem um sorriso "sem vergonha", muuuito danada, não pára um minuto! Escala o berço, fica em pé no carrinho, se vira e revira no banho. Ninguém segura esse bebê!!!!!!!!

Nesse primeiro ano de vida sofreu e me fez sofrer com viroses e cansaços. É dada a alergias. Mas tirando isso é um bebê saudável. Adora comer, não gosta de leite (só toma dormindo e olhe lá!).

Sentou com 6 meses mas só engatinhou com 11 meses. Na verdade, não é muito fã de engatinhar não! Procura logo um apoio pra ficar em pé e sai andando de lado feito caranguejo e desse jeito roda o berço ou o cercadinho todo. Adora escalar! Esses dias conseguiu se desvencilhar do cinto de segurança do carrinho e ficou em pé nele, virada pra trás, eu quase morro. 

Usa o dedinho indicador da mão direita pra explorar o mundo, com ele cutuca tudo que vê pela frente (e claro, leva tudo à boca). Detesta sapato, tira todos dos pés antes mesmo de sairmos de casa mas não se incomoda com os laços que coloco na cabeça dela.

Gulosinha que só ela, come bem, ao contrário da irmã. Se eu demorar a dar uma colherada ela grita reclamando! Adora dormir (obrigada, Deus!) e dorme a noite toda desde 3 meses e meio. Mas isso eu agora tenho que dizer que é geralmente porque ela anda num grude comigo e pelo menos 1 vez por semana inventa de acordar de madrugada e só fica no meu colo.... me acaba! Eu penso que ela está dormindo mas é só colocar no berço que ela começa a espernear, rindo quando me vê chegar perto.

No dia do aniversário dela, fizemos uma festinha em casa. Na verdade, foi um bolinho com a avó, os tios e os primos, só pra não "passar em branco", como o da irmã. O mais importante mesmo é vê-la crescer e se desenvolver com saúde!

Alice, te amamos demais! Você é luz em nossas vidas, sorriso em nossos rostos!
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sexta-feira, 25 de abril de 2014

Falando um pouquinho da minha caçulinha!

Contei do sufoco que foi o nascimento da Alice mas não falei mais dela aqui... que feio!

Alice está com quase 10 meses, uma delícia de bebê. Ainda é pequena e tem baixo peso pra idade (mas é fofinha!) mas está se desenvolvendo super bem! E come, viu? Bate cada prato....
Sapeca, simpática, sorridente.... vai com todo mundo (ou quase) e faz gracinhas de todo jeito! Já é alucinada pela avó (minha sogra) como a irmã. Esse fim de semana mesmo, estava no colo da avó e eu chamei porque ía dar o leite dela. Ela virou e se escondeu no ombro da avó, rindo, sem querer sair do colo doce e amoroso que só as avós tem (já disse que ela é sabida?).

Julia é louca por ela, nunca rolou ciúmes exagerados. Todo dia são beijos melados e abraços apertados além das gargalhadas! Tem coisa melhor na vida?


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quarta-feira, 23 de abril de 2014

Sobre a mãe que "enche o saco" e outros blá-blá-blás

Julia me falou que encho o saco dela! Sim, aos 5 anos (quase 6) ela me disse na lata que eu encho o saco dela. Eu não fiquei ofendida, ao contrário, dei uma boa gargalhada, bem satisfeita! Segue o diálogo:

- Mãe, se eu fosse você eu não encheria meu saco....
- (Gargalhada) e eu encho seu saco, filha?
- Enche mãe... por exemplo, se eu fosse mãe, eu ensinaria minha filha que não pode roer unha, mas não ficaria com blá-blá-blá.... deixaria minha filha fazer o que ela quisesse.
- Então se sua filha não quisesse almoçar e só tomar sorvete você deixaria? 
- Ah, mãe, você não está entendendo nada....

Tá, eu entendi o recado. Ela acha que pego muito no pé dela. E eu pego! Pego mesmo! Falo quando bota a mão na boca, quando rói unha, quando não quer comer, quando está com preguiça de fazer tarefa.... e sim, como toda criança, ela tem vontade de fazer só que dá na telha... quem nunca?

E essa foi a razão da minha gargalhada: fiquei satisfeita porque sei que estou no caminho certo. Acho que mãe não pode ser muito amiguinha dos filhos. Tem que haver respeito, noção de autoridade e principalmente a mãe (e o pai) tem que educar! Ser chata mesmo, faz parte! Depois ela me agradece!
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sexta-feira, 21 de março de 2014

Pra tudo ela tem uma resposta!

Julia é uma matraca: fala, fala, fala que cansa a gente! E pra tudo tem uma resposta! Eu fico impressionada também com o vocabulário e adooro ouvir as pérolas dela.

Hoje, saindo com as duas, enquanto eu abria o carro, Julia tentava beijar a Alice que estava no meu colo. Acontece que pra ela conseguir, ela puxa as pernas e braços da irmã, se eu não segurar bem, a Alice cai do meu braço.

Eu então pedi pra ela ter cuidado, que a Alice era só um bebê. Ela então me sai com a resposta, na lata: "e eu sou só uma criança frágil!"

Onde ela aprendeu a palavra "frágil" pra mim é um completo mistério!

Depois, já no carro, ela me pediu para colocar o "ar condicionado no 4". Coloquei e perguntei porque ela queria e ela falou que é porque era o mais forte. Perguntei como ela sabia que era o mais forte e ela respondeu: "porque é o mais ventoso".
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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Filha, porque você anda tão linda?

Outro dia meus olhos de mãe apaixonada me fizeram perguntar à Julia: "filha, porque você anda tão linda?"

Ela prontamente respondeu: "ah, mãe, é porque eu ando usando assim umas belezuras tipo maquiagem, gel no cabelo, colares, pulseiras...."

Em tempo: ela usa essas "belezuras" em casa, brincando. Não gosto de criança saindo maquiada pra todo canto. Mas em casa........ ah, em casa ela usa e abusa! Não me importo, acho que faz parte do desenvolvimento e do descobrimento dela como menina que um dia será mulher.
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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Obrigada, mãe!


Obrigada mãe, por seu amor incondicional.
Obrigada mãe, por sua paciência infinita.
Obrigada mãe, por sua disciplina na hora certa.
Obrigada mãe, por estabelecer limites.
Obrigada mãe, pelo colo quando precisamos.
Obrigada mãe, pela vitamina trazida na cama todos os dias de manhã.
Obrigada mãe, por nos ceder sua cama de madrugada quando acordávamos assustados.
Obrigada, mãe, por incentivar nossos estudos.
Obrigada mãe, pelos valores que você nos passou.
Obrigada mãe, pelas noites acordadas nos esperando chegar em casa.
Obrigada mãe, por ter disposição de receber todos os nossos amigos de braços abertos e guloseimas na mesa, mesmo que a casa ficasse uma bagunça.
Obrigada mãe, por entender nossas limitações e nos ajudar a superá-las.
Obrigada mãe, por nos proporcionar um lar de verdade, mesmo na ausência do nosso pai.
Obrigada mãe, por nos ensinar a ser fortes diante da vida.


Minha mãe foi ao encontro do Pai na noite do dia 19 de janeiro. Descansou, se libertou de uma doença horrorosa que aprisionava seu espírito lindo e puro em um corpo já sem vida e em uma mente vazia. Sei que ela agora está no céu, reencontrando com meu pai e que lá de cima eles vão continuar nos abençoando. Aqui ficamos com a saudade de quem começamos a nos despedir há muito tempo, um pouquinho a cada dia...

Espero sinceramente que a cura para o Alzheimer seja descoberta em breve, para que outras famílias não passem por essa dor de se despedir em vida de seus entes queridos e de vê-los aprisionados assim a uma vida que não é vida.

Mãe, a gente ainda vai se reencontrar e aí não haverá mais dor, só alegria. Te amo!
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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Inflacionando o mercado!

Semana passada, uma noite já bem tarde, as duas princesas ainda acordadas e eu ocupada escaldando mamadeira e fazendo infusão de eucalipto e alfavaca pra elas (as duas estavam gripadas). Elas estavam na sala, Julia vendo tv e Alice no carrinho, choramingando vez por outra. Minha cabeça quase estourando (não gosto de deixar bebê chorando mas não podia ficar com ela enquanto mexia em água fervente) e aí tive a brilhante idéia: "Julia, cuida da Alice, não deixa ela chorar que eu te dou 1 real"

Julia ficou distraindo a irmã que ficou caladinha, bem "cuidada" enquanto eu terminava com as panelas na cozinha sem pirar! No dia seguinte, a primeira coisa que a Julia fez foi cobrar o dinheiro dela, muito justo! 

Aí no domingo à noite, fui trocar os lençóis do berço da Alice e a coloquei na cama da Julia (com grade) e a Julia, que estava no quarto, rapidamente se prontificou a ficar com a irmã. As duas ficaram na cama, Alice quietinha, brincando com a Julia.

Quando terminei, peguei a Alice para dar os remédios do refluxo e tirar a fralda para dar um banho e enquanto fazia isso a Julia solta:

- Mãe, agora tu me dá 10 reais porque a Alice ficou bem quietinha e não chorou!!!!!

Sabe arrependimento? Pois é, minha filha é muito mais esperta do que eu pensava! 

Em tempo: eu não dei os 10 reais, aliás, não dei nem 1 real. Expliquei pra ela que essas coisas tinham que ser combinadas previamente.
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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Mãe sem prestígio

Ontem assim que terminamos de almoçar, me sentei numa poltrona da sala pra dar um leitinho pra Alice. Claudio começou a tirar a mesa e a Julia estava doida pra brincar com ele:

- Pai, vamos brincar!

- Vamos sim, Julia, deixa só eu terminar de tirar a mesa.

- Não precisa, pai. Deixa aí que a mamãe tira depois.

Aos 5 anos de idade, a paixão da vida dela é o pai. A parte chata a mãe faz (tipo acordar de madrugada se ela tem pesadelo - ela nunca chama o pai!). Ô mãe sem prestígio essa....
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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Argumentos...

Julia me pediu biscoito para lanchar. Eu coloquei numa cumbuquinha para ela comer e avisei que estava na mesa, porque ela estava distraída vendo filme. 

Acontece que eu me distraí trabalhando e nem vi que ela esqueceu de comer o biscoito. Depois de umas duas horas, ela percebeu que o biscoito ainda estava esperando por ela na mesa. Tomou um susto e, com medo de levar um carão, soltou: "ainda bem que eu não comi logo o biscoito porque ele ficou mole. Biscoito mole é muito bom, é gostoso, não faz nenhum barulho pra incomodar os vizinhos..."

Eu posso com esses argumentos?
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