segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Viajando sem as crianças...

Tivemos nossa primeira experiência de viajar sem as crianças... e foi maravilhosa!

Não vou mentir e dizer que não curti a viagem só pensando nelas porque eu curti pra caramba! Sim, em pensava nelas e sim, quando chegava no hotel, procurava logo falar com elas, mas isso não me impediu de curtir o passeio.

Fomos por 5 dias a Buenos Aires. Éramos 3 casais e todos deixamos os filhos em casa. Curtição total! Companhias maravilhosas, todos afinados, sem confusão, com o único objetivo de curtir. Porque vamos combinar que viajar com gente chata, cri-cri, que bota defeito em tudo é um porre! Mas quando se viaja com amigos animados, leves, que pensam e agem parecido com você é bom demais!

Os dias que antecederam a viagem foram os mais difíceis. Eu ficava ansiosa pensando em como seria, tinha medo da Alice adoecer, cansar. Deixei na porta do guarda roupa de cada uma as recomendações e orientações pra tudo: pra febre, pra dor de cabeça, pra dor de barriga, pra alergia, pra tosse, pra cansaço, pra se acordassem de madrugada.... Deixei orientação pra em que momento se preocupar e levar pro hospital, deixei carteira de plano de saúde, RG delas e dinheiro. Deixei etiquetas nas caixas dos remédios indicando a dose de cada uma e deixei super destacado os que a Alice não pode tomar (ela tem alergia medicamentosa). Deixei uma lista enorme de telefones de emergência (todo mundo que poderia ser acionado, inclusive amigas minhas) e com o telefone da pediatra grifado! E nossos telefones foram com o roaming internacional liberado porque, em caso de emergência, poderiam ligar pra gente.

Foram cinco dias e acho que esse é o tempo ideal da viagem: a saudade delas foi controlável e quem ficou com elas aguentou bem o trabalho. As meninas ficaram com a Cris que é meus braços e minhas pernas dentro de casa e que conhece bem a rotina delas. Minha cunhada também ficou aqui em casa, dando suporte. Achei importante elas ficarem no cantinho delas para alterar menos a rotina e ser mais fácil pra elas suportarem nossa ausência. Acordaram na hora habitual, foram para a escola do mesmo jeito, comeram e dormiram na mesma hora e no mesmo local. Rotina é importante pra todo ser humano e pra criança mais ainda, passa a sensação de segurança. No primeiro dia a Alice ficou me procurando em casa e na hora de dormir ficou me chamando. Mas a Cris com muito jeito conseguiu colocá-la pra dormir (ela já faz isso quando não estou em casa ou nas poucas noites em que saímos sem as meninas e ela fica pra dormir aqui).

O facetime era um grande aliado nosso. Assim que chegávamos no hotel, chamávamos logo pra ver as meninas. O sorriso delas era contagiante e ver que elas estavam bem nos deixava tranquilos. E sempre que tínhamos wi-fi na rua, mandávamos recadinhos pelo whatsapp pra ter notícias, gravávamos vídeos pra elas e elas pra gente! E viva a tecnologia do século XXI!!!!

Pra gente a viagem fez muito bem. Relaxar sem crianças por perto, em programas de adulto, sem preocupação se está na hora de comer, se vai chover, se está frio demais é bom vez por outra. Amo muito minhas filhas, cuido delas pessoalmente mas digo, sem medo de julgamentos, que "férias" de crianças são bem vindas, dão ânimo pra gente!

E o sorriso delas quando chegamos em casa, foi algo sem explicação de lindo, intenso, sincero! Eu tinha um certo receio em relação à Alice porque uma vez vi no aeroporto uma mãe chegando de viagem. Quando ela foi falar com seu filho (um bebê que devia ter a idade da Alice), a criança estranhou e virou as costas. Eu não estava preparada pra isso, não mesmo. Mas graças a Deus fomos recebidos com sorrisos, gritinhos, beijinhos e abraços apertados!

Eu estava com muita saudade delas. Saudade do cheiro, do beijo, do sorriso, do abraço. Saudade até de trocar fralda de cocô. Mas fui contaminada pelo vírus da viagem de adulto. Combinamos de fazer 1 por ano. Faz bem e a gente merece!
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Um comentário:

Myriam Scotti disse...

Que bacana!!! Aqui tb temos o mesmo costume. A saudade é imensa mas a gente aproveita muito e volta com as baterias recarregadas. Cada familia tem sua dinâmica e nem todas fazem esse tipo de programação. Mas, para mim e para meu marido é importante e nos faz muito bem! Que bom que aproveitou!! Bjs,bjs!!