quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Reencontros felizes

Sabe quando você tem uma irmã que não nasceu da barriga da sua mãe? Eu tenho uma, nasceu da barriga da minha tia. Minha prima Margaret, 4 meses mais velha que eu, presente na grande maioria das minhas boas lembranças da infância e adolescência.

Moramos em cidades diferentes quase a vida toda (com exceção de uns 3 anos já na vida adulta) mas sempre fomos muito ligadas, passávamos as férias juntas. 

Acontece que ela foi morar no Canadá já tem 6 anos. E há 6 anos não nos víamos. Lá ela teve o filho caçula dela (que está com 4 anos) e que eu ainda não conhecia pessoalmente. Mas esse ano ela veio passar as festas no Brasil. Nem acreditei! 

Foi bom demais revê-la, foi bom demais rever a família dela, conhecer o Otavio..... um lindo ele! Julia grudou logo na Carol (a filha dela de 14 anos), era a ídola dela! Alice e Otavio se entenderam super bem, apesar de não falarem a mesma língua.

Diante de tantos compromissos familiares, eles tiraram um tempo pra vir jantar aqui em casa um dia. E nesse dia pude ver que algumas coisas nunca mudam. Quando as crianças ficaram com sono, Marcelo (esposo dela que também é meu primo), foi pra casa com eles (beijo, Marcelo, você me deu um grande presente) e Claudio colocou minhas meninas pra dormir. Ficamos então conversando até as 3 da manhã. Aquelas conversas de abrir o peito, de olhar no olho e saber que você pode falar sem medo. Conversa regada a lágrimas e sorrisos, conversa sincera, como poucas. Conversa que não seria possível no turbilhão de encontros com a família toda.

Momentos como esse são raros, mas muito preciosos. Mas é preciso cultivá-los. Como diz a Margaret, é bom ter os primos por perto, no final das contas, eles que irão ao nosso funeral!
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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

"É mais fácil negociar com um terrorista!"

"É mais fácil negociar com um terrorista!" Claudio me falou dessa frase de um comediante americano sobre negociar com crianças de 2 - 3 anos e eu não poderia concordar mais.

Tem horas em que fico sem saber mais o que fazer, cansada física e mentalmente. E se perco a paciência me acabo de remorso....

Só pra ilustrar:

Alice, 2 anos e 5 meses. Faz algum tempo que não quer mais dormir após o almoço, embora esse soninho faça falta. 

Segunda-feira, entre outros compromissos, precisava fazer fotos 5x7 da Alice. Coloquei uma roupinha que ela gosta, laços nos cabelos e lá fomos nós pro shopping no fim da tarde. Ela chegou dormindo (como não dormiu depois do almoço, não resistiu ao balançado do carro), mas logo acordou com a movimentação e com minha narrativa de toda a decoração de Natal (ela ama e fica desejando Feliz Natal). 

Cheguei na loja de fotos e me pediram para tirar os laços do cabelo dela e os brincos, para as fotos ficarem no padrão exigido. Um escândalo (da Alice, obviamente). Saí da loja com ela, esperei que ela se acalmasse e voltei.

A moça observou que o cabelo dela talvez atrapalhasse e me pediu pra mudar o penteado. As ligas de silicone que prendiam o cabelo quebraram. Ela chorou (de novo!). Saímos outra vez da loja e o escândalo só aumentava. Procurei uma loja pra comprar novas ligas de cabelo (tive que passar R$1,00 no cartão, existe?) e fui refazer o penteado de forma que os cabelos não atrapalhassem. Novo escândalo.

Mais uma vez voltei à loja na tentativa de fazer as fotos. Uma outra pessoa nos atendeu e me aconselhou a mudar a roupa dela (o tal do padrão exigido). Saí da loja e fui em busca de uma blusa que atendesse a todos os padrões. Escolhi uma, peguei fila grande no caixa (com ela no colo) e na hora em que fui vestir ela não quis. Chorou, chorou... Vesti mesmo assim, por cima da que ela já estava usando. Esperei ela se acalmar, conversei, expliquei. Ela pediu chupeta, eu combinei que se ela batesse a foto, eu daria a chupeta.

Entrei mais uma vez na loja de fotos e perguntei a ela: "agora você vai deixar tirar a foto, né?" Recebi um belo "não" como resposta (quem mandou perguntar?).

Ao tentar sentá-la no banquinho pra fotos, ela se grudou em mim, como uma lagartixa na parede. Não largava por nada. O jeito foi eu sentar de lado, com ela no colo e fazer a foto assim..... Saiu ruim, o cabelinho dela saiu desarrumado, a carinha meio emburrada, mas quem vai pensar nisso a essa hora? O importante é que consegui fazer as fotos!

Não, não dava pra fazer em outro dia ou em outra hora. Tinha que ser naquele momento. Inclusive me atrasei e deixei alguns afazeres por conta dessa novela pra tirar essas fotos. Cheguei em casa muito mais tarde do que havia previsto. Exausta. Suada. Descabelada.

No dia seguinte, à tarde, outra novela: fomos à Polícia Federal. Escândalo pra entrar no carro. Se debateu tanto, que a fralda saiu do lugar. Mas como não percebi na hora, quando chegamos lá, tive a "grata supresa" de ver que ela estava toda molhada de xixi. Entrei no prédio quase chorando, peguei uma senha, conferiram os documentos e fui informada que o sistema estava fora do ar há mais de 2 horas e não tinha previsão de voltar. Comuniquei então que iria no shopping ao lado providenciar uma roupa limpa pra Alice. Ela foi a passos de tartaruga, se encantando com tudo na rua. Tive que fazer o maior teatro pra ela aceitar a roupa nova.

Quando voltamos, descobri que o sistema voltou assim que saí e que minha senha já havia sido chamada. Enquanto aguardava atendimento (a delegada, uma alma caridosa, entendeu o problema e me recolocou na fila), dei um pacotinho de biscoito a ela. Quando o atendimento acabou, enquanto eu me organizava guardando documentos e procurando logo a chave do carro na bolsa, o biscoito acabou. Por que, meu Deus????

O escândalo começou! De se jogar no chão (ó céus!). A vontade que eu tinha era de sair de perto, fazer de conta que não era comigo. A mão coçou pra uma palmadinha (imagina a cena: dou uma palmada e recebo voz de prisão!). Tentei contornar enquanto todas as pessoas do ambiente me olhavam. Beijinho no ombro pra quem lançou olhar de crítica. Quando ela se acalmou, não sei quem estava em pior estado: ela com o rosto marcado pelas lágrimas e pela secreção que escorria do nariz ou eu que estava suada, descabelada e com a roupa toda suja (porque as mãozinhas sujas de biscoito foram direto pra minha roupa).

Ultimamente, apesar de saber que essa fase passa, tenho a sensação que não vai passar nunca....

Bate a vontade de procurar onde é a fila pra negociar com terroristas. Juro que volto pra casa quando ela completar 4 anos!

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terça-feira, 8 de dezembro de 2015

"Ela está dormindo!"

Estou no carro com as meninas. Claudio entra, cumprimenta a Julia:

- Oi Julia!
- Oi papai!

 Cumprimenta, então, a Alice. Ela, de olhos fechados, responde:

- Ela está dormindo!
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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Privacidade

Sexta a noite. Entro no banheiro para tomar banho. Fecho a porta. 

Quando estou entrando no box, escuto uma voz me chamando. A porta do banheiro se abre e Julia pergunta se é pra lavar o cabelo (antes de entrar no banheiro, disse a ela que fosse tomar banho). Respondo, ela sai e fecha a porta.

Entro no chuveiro e mais uma vez escuto uma voz me chamando. A porta do banheiro é aberta novamente e dessa vez vejo o Claudio rindo e apontando, Alice estava fazendo alguma gracinha. Dou um sorriso sem entender direito o que estava acontecendo e ele fecha a porta do banheiro.

Continuo meu banho e outra vez escuto alguém me chamando. Julia abre novamente a porta do banheiro e me pede ajuda para tirar a blusa (sim, o pai estava na sala, mas o " mãe, me ajuda" já é automático). Paro meu banho, ajudo e volto pra debaixo do chuveiro. Ela sai do banheiro e deixa a porta aberta......

Quando já estou perto de terminar o banho, Claudio chega com Alice, anunciando que ela fez cocô. Peço a ele pra tirar a fralda e colocá-la no chuveiro comigo... 

Privacidade? Tem, mas tá faltando!
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sábado, 10 de outubro de 2015

O Poder Avassalador do Exemplo

Alice, desde os dois anos e dois meses, começou a usar as palavrinhas mágicas: por favor, obrigada, com licença.

Não, eu não ensinava ativamente, mas todos nós (Claudio, Julia e eu) ensinávamos dando o exemplo. 

Me maravilhei quando vi aquele pingo de gente dizendo "pu afor" a primeira vez! Claro que, agora que vejo que ela entendeu a importância, reforço ativamente o uso e também incentivo o uso de bom dia, boa tarde e boa noite.

Não, não é sempre que ela usa as palavrinhas, também não é sempre que ela responde qual é o nome dela. Ela ainda é um bebê. Mas esse hábito é construído aos pouquinhos mesmo e o exemplo é a melhor forma de incentivar. 

Muito orgulho do meu pingo de gente!
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quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Filhas diferentes, mães diferentes.

Minhas filhas são diferentes. São parecidas fisicamente mas mostram traços de personalidade diferentes.

Julia é uma criança extremamente dócil, amorosa e sociável. Sempre foi bastante extrovertida, nunca deu trabalho pra ficar na escola. Desde a primeira festinha na escola, nunca chorou no palco, ao contrário, dançava alegremente. Adora fazer novas amizades, tem uma facilidade incrível de se relacionar com crianças, adultos e idosos.

Alice não é uma criança dócil à primeira vista. É desconfiada, não tem o sorriso fácil da irmã. Observadora como ela só, não faz amizade rapidamente. Nas festinhas da escola, fica no palco parada, nem chora, nem dança. É extremamente grudada em mim, a ponto de me deixar exasperada às vezes. Mas não é uma criança insegura. Está super bem adaptada na escola, adora as professoras e os amigos e vibra na hora de ir pra lá. Entretanto, alguns dias, na hora que chega, tenho que me demorar dois minutinhos até ela se ambientar.

Julia é obediente. Claro que em alguns momentos desobedece, demora a fazer o que peço.... normal da idade. Alice me desafia o tempo todo. Faz o que eu acabei de dizer que não podia fazer, me olhando nos olhos e rindo. Sei que a idade tem relação com isso, mas a Julia na mesma idade não me desafiava dessa forma.

Eu sou uma mãe diferente pra cada uma delas. A diferença se explica não só pela personalidade de cada uma, mas pela minha experiência de vida também. 

Julia foi minha primeira filha, antes dela tive um aborto espontâneo depois de 1 ano tentando engravidar sem sucesso. Foi superprotegida em alguns aspectos. Foi tolhida no direito de correr e pular. Chegou a quase 7 anos sem saber dar cambalhota ou fazer estrelinha (está correndo atrás do prejuízo na ginástica artística). Nunca riscou uma parede em casa, nunca meteu um dedo na tomada.

Alice foi minha segunda filha. Engravidei no segundo mês de tentativas e, embora ela tenha sido prematura e tenha recebido alguns cuidados especiais no início, depois de um tempo ela passou a ter algumas experiências mais cedo que a Julia. Desde muito pequena começou a frequentar cinema, teatro, circo, museu. Aprendeu a dormir no barulho e a comer com carro/trem/avião em movimento. Nunca tomou banho com água fervida, e eu passei a não me estressar com chupeta que cai no chão foi cedo. Alice tem muito mais liberdade de correr e pular. Já tentou dar cambalhota no chão de cimento pra imitar a irmã e se machucou. Eu só faço rir. Não corro pra acudir assim que cai, espero ela me solicitar (isso raramente acontece). Sobe sozinha na cadeira de refeição (Julia nunca teve esse direito) e come sozinha, fazendo lambança (Julia até sabia comer sozinha, mas para evitar a lambança, eu dava na boca dela e ela aceitava). Já riscou parede, roupa de cama, toalha de mesa, livros da Julia. Tenta tirar todos os protetores de tomada, já tentou ligar o aparelho de aerosol na tomada.

Eu tenho menos paciência pra birra e menos energia pra brincar, estou 5 anos mais velha. Alice então começou a receber carão mais cedo. Em compensação, vejo uma luz no fim do túnel quando estamos numa crise de birra. Também já entendi que é importante ela aprender a brincar só, sem ter um adulto estimulando o tempo todo ou dizendo o que ela deve fazer. Comparo menos a Alice com os amiguinhos e fiquei bem menos ansiosa pra esperar ela começar a andar ou falar (ainda bem porque ela demorou pra caramba pra andar). Onde ando escuto elogios ao comportamento da Julia. Também escuto comentários de como a Alice é uma pimentinha.

Mas essas diferenças entre elas é que fazem a graça da história toda. Essas diferenças trazem o gostoso desafio diário de saber como lidar com cada uma. E me fazem ser duas mães ao mesmo tempo: a mãe da Julia e a mãe da Alice. Tem coisa melhor?





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sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Minha amiga tem câncer...

Minha amiga tem câncer. 

Isso foi um tapa na minha cara.

Saindo do hospital (tinha ido visitar minha tia que se recupera bem após o terceiro infarto), encontrei uma querida amiga dos tempos de colégio. Encontro com ela vez por outra, ela sempre sorridente e de bem com a vida. Mas quando dei de cara com ela, ela chorava ao telefone... Que aflição.... Esperei ela encerrar a ligação pra saber o que estava havendo e ela me disse que tinha descoberto um câncer metastático. Não sabia ainda nem a origem dele....

Uma moça da minha idade, chegando aos 40 anos, cheia de vida e de planos. Duas filhas pequenas (idades próximas às das minhas filhas). Uma pessoa batalhadora, que sempre espalhou boa energia, dessas pessoas que te cumprimentam com um abraço gostoso e um beijo estalado na bochecha....

Minha amiga tem câncer....

Será o mundo justo? Não é... ela tem duas filhas pra criar, pra acompanhar, pra dar amor, orientação, carão, pra dar colo quando tiverem o coração partido, pra vibrar com as vitórias e se emocionar com as conquistas....

Saindo do hospital, desabei em choro... fui pegar minhas meninas no colégio com a cara inchada e os olhos vermelhos. Dei um beijo mais demorado em cada uma, com medo que aquele momento me escapasse.....

Minha amiga tem câncer.... 

Amiga, rezo por você. Peço a Deus misericórdia por você e por suas meninas. Ele há de atender. Você é forte, batalhadora, positiva. Vai se cuidar e vai cuidar das suas meninas. A tempestade vai passar e vamos comemorar tudo! Fé e força, estou rezando por você.


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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Pérolas de Julia

Julia é uma figura engraçadíssima. Ela crê firmemente que tem poderes como super velocidade, congelamento de pessoas e essas coisas que se vê em filmes infantis. Além disso, ela tem plena convicção de que é uma ARTISTA.

Hoje, na tarefa de casa, veio o caderno de produção textual para ela fazer um texto falando sobre o ídolo dela.

Ela então vira pra mim e solta: "mãe, não é que eu sou uma artista?"

Eu confirmo, ela continua: "então, como é que eu posso fazer essa produção, se os artistas é que são os ídolos das pessoas?"

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quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Vocabulário

O que acho mais divertido nessa fase da Alice é o vocabulário. Ah, como me divirto com esse cisco de gente falando...

Adoro as palavrinhas ditas ao modo dela:

abelo - amarelo
caalo - cavalo
fubir - subir
Fofia - Sofia
cassôlo - cachorro
bapatinha - batatinha
bigo - umbigo
olhos - óculos
picoca - pipoca (eu falei assim até uns 7 anos)
aguir - abrir
bivo - livro
itola - escola
iteinha - estrelinha
lula - lua
passía - passear (ela usa a sílaba tônica no lugar errado e não fala o R do infinitivo)
babelo - cabelo
chuguica - canjica

e a que eu mais gosto.....
JAXULÉ - JACARÉ

Por sinal, pra deixar registrado também, uma das palavrinhas da Julia mais bonitinhas, que eu amava era chuniga (formiga).

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quinta-feira, 16 de julho de 2015

Aishe Shaian

- Como é o nome do papai?
- Cáudio

- Como é o nome da mamãe?
- Vinha

- Como é o nome da irmã?
- Buia

- Como é o seu nome?
- Aishe Shaian
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terça-feira, 14 de julho de 2015

A primeira visita da Fada do Dente

A Fada do Dente demorou, mas finalmente, no dia 24 de junho, fez sua primeira visita à Julia. 

Ela já estava impaciente, era a única da turma dela que ainda não tinha trocado nenhum dentinho. Isso era o suficiente pra tratarem ela como bebê..rsrsrsrs... e não tem coisa que deixe a Julia mais irritada do que ser tratada como bebê!

Então, um dia, notamos que o permanente estava nascendo por trás. Esperamos 1 mês e o dentinho não amoleceu, o jeito foi acionar a super tia Grace. Tia Grace é a dentista dela, foi minha professora de odontopediatria e é alguém em quem eu confio de olhos fechados. Julia sentou-se na cadeira com a maior empolgação e não deu nenhum trabalho, nem com a anestesia, nem com o uso do fórceps. 

Chegou em casa super feliz, com o dentinho cuidadosamente guardado numa caixinha em formato de dente que é um chaveirinho (tia Grace é cheia de caprichos) e foi logo mostrando a todo mundo.

A noite colocou o dentinho na mesinha de cabeceira (ela queria colocar embaixo do travesseiro mas eu fiquei com medo que perdesse o dente e eu obviamente queria guardar). No dia seguinte, viu toda feliz que a Fada do Dente havia deixado 20 reais pra ela (o "fado" na verdade, porque eu teria deixado no máximo 10 reais, mas o pai não se conteve).

Eu fiquei super orgulhosa dela. Se comportou como uma menina crescida, enfrentou o desafio e se saiu super bem. Agora vamos ver se ela vai me deixar tirar os outros em casa, já temos um na agulha, esperando.....
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terça-feira, 7 de julho de 2015

Alice faz 2!

Dia 28 de junho, Alice completou 2 anos! Depois do susto do nascimento antes do tempo e do período sofrido porém necessário de UTI NEO, o resto foi só alegria. E cansaço. E mais alegria. E preocupação. E mais alegria. E descobertas. E mais alegria....

Sim, os primeiros dois anos foram intensos, como devem ser. Ela está se desenvolvendo super bem, é pequena pra idade, tem peso de cisco, mas é sabida demais! Geniosa também. A fase dos terrribles twos chegou pra valer. Eu procuro ter paciência, mas tem hora que não dá (sou humana!). E ela testa, ah, como testa! Me olha de "rabo de olho" pra ver se estou sendo platéia. Eu fico me segurando pra não rir.

É mandona que só ela, atrevida até demais. Se mete nas brincadeiras da Julia, com as amigas da Julia, imita a Julia em tudo e ao mesmo tempo quer mandar nela. Já bateu na Julia várias e várias vezes. A Julia que é uma santa, tem paciência e não revida, às vezes chora sentida. Alice leva carão, ela se sente protegida, assunto resolvido. Mas se amam! Mexeu com a Julia? Arrumou confusão com Alice. Ela grita com e bate em quem se atrever a falar alto com a irmã dela. Eu me derreto com esse amor!

Para comemorar o aniversário, fiz um bolinho na escola. Quando ela entrou na sala que viu tudo arrumado e nos viu lá, ficou encantada. Entendeu que era pra ela, ficou super feliz. Recebeu abraços e beijos carinhosos dos amiguinhos e achou o máximo! Em casa fizemos um bolinho também, para os tios e a avó. Ela curtiu! Criança precisa de tão pouco pra ser feliz, né?

Alice, que você cresça com esse sorriso no rosto e com a bondade em seu coração. Seja sempre unida com sua irmã, ela é sua melhor amiga! Que Deus te abençoe sempre, minha filha. Te amo!
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quinta-feira, 28 de maio de 2015

Entre birras e gracinhas ela vai crescendo

Eita tempo impiedoso pra passar ligeiro! Alice, carinhosamente chamada de bebéia, está crescendo! Já já completa 2 anos..... parece que foi ontem todo o aperreio do nascimento....

E ao se aproximar o segundo aniverário, começa também a fase dos terrible twos.... e são terríveis mesmo! Birra e teimosia? Presente! Já chegaram por aqui.

Outro dia mesmo, ela, quando viu que estava sendo contrariada, delicadamente (não é boba!) deitou no chão, encostou o rostinho no granito frio e começou a chorar. Não descia uma lagrimazinha pra salvar a pátria! Como eu nem dei bola, ela parou, olhou pra cima, me viu, baixou o rostinho de novo e ligou a sirene num volume mais alto!

Mas não ligo mesmo! Birra aqui não tem vez.... Nunca teve com a Julia e hoje ela é um doce de menina!

Ao mesmo tempo em que Alice tem uns episódios de se jogar, faz mil gracinhas! Eu me derreto com as descobertas! E o vocabulário? Está crescendo a olhos vistos! E me parece que vai ser uma matraca, igual a irmã - ó céus!

Esperta como ela só, aprende as coisas no ar. Quando vejo, ela já está sabendo! Conhece todos os números de 1 a 10. mesmo fora de ordem. Conhece as cores (acho lindo quando ela fala "abelo" - amarelo). Conhece os animais e imita o som de cada um. Conhece também algumas letras do alfabeto. Não fico ensinando, mas quando vejo que ela se interessou e começou a aprender, eu incentivo. Mas também não fico empurrando conhecimento pra ela, teremos muito tempo pra isso no futuro.

Adora a escola, adora passear, adora a irmã. A Julia é o ídolo dela. Tudo o que a Julia faz ela quer fazer também e se a Julia sai de casa sem ela, é choro na certa.

Alice tem umas tiradas super engraçadas. Brinca de sério com o pai e fecha a cara mesmo, para logo em seguida cair na gargalhada. E quando não quer fazer alguma coisa? Finge que está dormindo! Outro dia chamei pra tomar banho. Ela correu pro sofá, deitou e fechou os olhos... Eu caí na gargalhada, óbvio!

Essa idade é muito gostosa, por conta das descobertas e do aprendizado intenso. Mas também é extremamente cansativa por causa das birras e da falta de juízo, a gente não pode desgrudar o olho 1 segundo. Acho que não terei saudades não....

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terça-feira, 26 de maio de 2015

Julia faz 7!

Julia completou 7 anos! Está uma moça, me surpreendo a cada dia com o desenvolvimento dela. Cada dia mais independente, observadora, questionadora, estudiosa.... me enche de orgulho!

Esse ano está cheia de responsabilidades com provas e trabalhos no colégio e está dando conta do recado direitinho, Claro que eu dou todo o suporte necessário, mas ela faz e bem a parte dela. E com as amigas é uma graça! Parecem umas comadrezinhas falando, eu morro de rir. São cheias de segredinhos. Esse ano não fizemos festa de aniversário, mas levei um bolo pra cantar os parabéns no colégio. Ela ficou tão feliz! Estar com os amigos é o programa favorito dela. No sábado (16) que foi o dia mesmo do aniversário, preparei uma surpresinha pra ela: chamei as 4 melhores amigas e levei para o cinema. Foram com ela: Letícia (a prima inseparável), Aninha (amiga da escola, da dança e do inglês). Bárbara (amiga da dança e da rua, a amiga-irmã como ela chama) e Sabrina (amiga da escola, da mesma sala, daqueles grudes difíceis de separar). Conheço bem as mães e as meninas (são umas lindas, super obedientes) e por isso tive coragem de fazer esse programa com elas. Na verdade, eu queria ter levado todas as meninas da sala dela, mas além de não caber no meu carro, é menina demais, responsabilidade demais, eu não daria conta....

Valorizo demais as amizades dela. Gosto de conhecer os pais, de me relacionar bem com as mães, trocar idéias, conhecer os valores. Gosto de ter as amigas dela por perto, fazer com que se sintam bem aqui em casa. Era assim na casa da minha mãe, eu não poderia agir diferente agora que estou no papel de mãe.

Julia também é de uma maturidade pra certas coisas que me impressiona. O Claudio é que diz que é fã dela. Tem a maior paciência com a irmã e o maior amor e cuidado com ela. Me ajuda mesmo. É dócil e amorosa com todos.

Aos 7 anos é vaidosa. Adora maquiagem, sapatos, bolsas.... Quando gosta de uma roupa minha, pergunta se posso dar pra ela, quando ela crescer..... adoro essa ingenuidade! Aliás, uma coisa que estou adorando nesses 7 anos é que, passada a fase do complexo de Édipo em que ela tinha verdadeira adoração pelo pai, ela está se identificando comigo. Coisas de meninas, programas de meninas.... ela adora! Ela ainda é louca pelo pai e eles tem lá seus programas e seus interesses em comum (cozinhar é um deles) mas temos uma identificação de alma feminina.

Filha, que você continue essa menina doce, essa princesinha linda por dentro e por fora! Que Papai do Cêu te abençoe sempre e te dê muitos motivos pra manter esse sorriso lindo no rosto. E quando as lágrimas quiserem aparecer, saiba que meu colo será sempre seu e juntas nós encontraremos o caminho do sorriso novamente! Te amo infinitamente!
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quinta-feira, 5 de março de 2015

Atravessando a rua

E ainda falando sobre autonomia, essa semana calhou de chegarmos no colégio e eu não conseguir parar na porta para a Julia descer. Estava cheio de carros e como não há área de desembarque, eu teria que ficar em fila dupla, atrapalhando o trânsito, coisa que odeio. Vi então que do outro lado da rua havia uma vaga. 

Não pensei duas vezes, parei o carro, ajudei a Julia a descer, entreguei a mochila e disse: "agora, filha, vai pra faixa de pedestre e atravessa com cuidado." E lá se foi ela, toda satisfeita. O rapaz que controla o trânsito na faixa, ao vê-la se aproximando, fez sinal para o carros passarem e ela atravessou, de cabeça erguida, orgulhosa da conquista e com um sorriso no rosto que dificilmente vou esquecer!

Eita, filha, você cresceu! E me mostra isso todo dia! A primeira coisa que você me pediu, quando fui te pegar no colégio, no final da manhã foi: "mãe, para todo dia do outro lado da rua agora?" Dá pra crescer mais devagar?

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

A autonomia que (não) damos a nossos filhos

Venho refletindo sobre a autonomia que dou à Julia...

Julia está crescendo e é maravilhoso e ao mesmo tempo doloroso acompanhar esse processo. É fantástico ver seu desenvolvimento e observar as mudanças através do tempo, ver aquela bebezinha se transformando em uma menina responsável e que tem uma percepção própria (por vezes fantasiosa - típico da idade) de mundo. Ao mesmo tempo, tenho aquela sensação de "onde está meu bebê?" e quero que ela não cresça nunca, que fique sempre debaixo da minha asa...

Mas ela adora crescer! É um Peter Pan às avessas, sempre foi! É da natureza dela conquistar autonomia. Foi dela a iniciativa pra tirar a chupeta, foi dela a iniciativa para o desfralde noturno... Antes mesmo que eu tivesse a coragem e a necessidade de deixá-la na porta do colégio e não mais entregá-la na mão da professora, ela já ansiava por esse "grito de liberdade".

E aí que a necessidade faz o homem (nesse caso, a mãe) e com o nascimento da Alice, eu tive que me adaptar e entender que a liberdade que a Julia queria era importante pra ela e cômodo pra mim. Sim, cômodo! Assumo, muito cômodo! Quer coisa melhor que saber que ela toma banho e se arruma sozinha de manhã enquanto eu me ocupo de arrumar a Alice pro colégio? E isso é só um exemplo, mas um exemplo que nos dá uns 20 minutos a mais de sono. É fantástico!!!!

Esse ano ela começou o inglês. É no colégio dela, mas no prédio em frente. Quando as aulas regulares dela terminam, duas moças do curso de inglês vêm até o prédio em que ela estuda e levam as crianças que fazem inglês para o outro prédio. Atravessam a rua na faixa, tem um rapaz que orienta o trânsito e pára os carros para essa travessia, tudo de forma bem segura. No primeiro dia, como era novidade pra ela, eu cheguei antes da hora da travessia. Orientei como ela deve proceder todos os dias e alertei que ela ficasse atenta e não se desgarrasse do grupo. A babá de uma amiguinha dela então, muito solícita, me falou que eu ficasse despreocupada que ela estaria todos os dias nesse momento e ficaria atenta também para não deixar a Julia se desgarrar. Obviamente fiquei feliz com esse cuidado, mas depois fiquei me perguntando que geração é essa que estamos criando que, aos 7 anos de idade, alguém tem que ficar de olho, de perto, orientando cada passo de forma personalizada. Que geração é essa que é incapaz de se cuidar minimamente? É a geração que não anda a pé, é a geração que não brinca na rua e é a geração que tem que ter alguém pajeando o tempo todo porque é incapaz de tomar decisões por conta própria. Vejo crianças da idade dela ou até maiores acompanhadas eternamente por babás. Vejo mães que saem com seus filhos maiores de 5 anos, acompanhadas por babás (às vezes uma por criança). Quando essa crianças terão oportunidade de crescer? Quando aprenderão a cuidar de si mesmas? Ou será que eu estou sendo irresponsável e dando à Julia mais autonomia do que a idade permite?

Ela já fica só na dança e, se a aula termina e eu não estou, fica tranquilamente me esperando. No colégio da mesma forma. A única recomendação que dou é que ela não pode sair com ninguém, mesmo conhecido. E ela obedece. Sei também que nesses locais existem profissionais responsáveis e atentos na portaria, o que me tranquiliza. 

Aos poucos vou dando autonomia, vou soltando. Filho é pro mundo e, esteja ele preparado ou não, uma hora terá que sair da barra da saia da mãe (ou da babá). Prefiro que as minhas estejam preparadas...
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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Porque a saudade está nas pequenas coisas...

Dia 19 fez 1 ano que minha mãe foi ao encontro do Pai. Eu já vinha me despedindo dela fazia muito tempo, a doença fez nossa despedida ser longa e dolorosa.

Mas não passa um só dia em que não pense nela, imaginando nas situações cotidianas, qual seria a atitude dela, qual seria o conselho dela. Quando vejo as meninas crescendo e descobrindo o mundo eu fico imaginando o quanto ela curtiria esses momentos. Com certeza ela seria uma avó super presente e babona, daquelas que estragam os netos. E seria o colo amoroso que as meninas buscariam quando eu estivesse sendo dura com elas.

E é nesses momentos que a saudade aperta. Quando quero um conselho, quando quero saber como foi a experiência de maternidade dela, quando quero saber como ela agiu comigo em relação a várias questões que vão aparecendo.... São coisas bobas, bem do dia a dia, como por exemplo "até que idade eu dormi com grade na cama?" (a Julia ainda dorme e me pergunto se não está na hora de tirar), "com que idade comecei a ir pra casa das amigas?".... "como ela sabia que eu estava madura o suficiente pra essas coisas?"

Mas eu não tenho a quem perguntar, eu não tenho com quem compartilhar (tenho as amigas, mas não é a mesma coisa). Eu não tenho todas as respostas, mas pra mim, minha mãe as tinha! Conscientemente eu sei que não, ninguém as tem, mas ela era a minha mãe e a minha mãe sabe tudo!

Ai como eu queria estar deitada no colo dela, ouvindo ela me contar a experiência dela.....


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