sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Porque a saudade está nas pequenas coisas...

Dia 19 fez 1 ano que minha mãe foi ao encontro do Pai. Eu já vinha me despedindo dela fazia muito tempo, a doença fez nossa despedida ser longa e dolorosa.

Mas não passa um só dia em que não pense nela, imaginando nas situações cotidianas, qual seria a atitude dela, qual seria o conselho dela. Quando vejo as meninas crescendo e descobrindo o mundo eu fico imaginando o quanto ela curtiria esses momentos. Com certeza ela seria uma avó super presente e babona, daquelas que estragam os netos. E seria o colo amoroso que as meninas buscariam quando eu estivesse sendo dura com elas.

E é nesses momentos que a saudade aperta. Quando quero um conselho, quando quero saber como foi a experiência de maternidade dela, quando quero saber como ela agiu comigo em relação a várias questões que vão aparecendo.... São coisas bobas, bem do dia a dia, como por exemplo "até que idade eu dormi com grade na cama?" (a Julia ainda dorme e me pergunto se não está na hora de tirar), "com que idade comecei a ir pra casa das amigas?".... "como ela sabia que eu estava madura o suficiente pra essas coisas?"

Mas eu não tenho a quem perguntar, eu não tenho com quem compartilhar (tenho as amigas, mas não é a mesma coisa). Eu não tenho todas as respostas, mas pra mim, minha mãe as tinha! Conscientemente eu sei que não, ninguém as tem, mas ela era a minha mãe e a minha mãe sabe tudo!

Ai como eu queria estar deitada no colo dela, ouvindo ela me contar a experiência dela.....


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