quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Reencontros felizes

Sabe quando você tem uma irmã que não nasceu da barriga da sua mãe? Eu tenho uma, nasceu da barriga da minha tia. Minha prima Margaret, 4 meses mais velha que eu, presente na grande maioria das minhas boas lembranças da infância e adolescência.

Moramos em cidades diferentes quase a vida toda (com exceção de uns 3 anos já na vida adulta) mas sempre fomos muito ligadas, passávamos as férias juntas. 

Acontece que ela foi morar no Canadá já tem 6 anos. E há 6 anos não nos víamos. Lá ela teve o filho caçula dela (que está com 4 anos) e que eu ainda não conhecia pessoalmente. Mas esse ano ela veio passar as festas no Brasil. Nem acreditei! 

Foi bom demais revê-la, foi bom demais rever a família dela, conhecer o Otavio..... um lindo ele! Julia grudou logo na Carol (a filha dela de 14 anos), era a ídola dela! Alice e Otavio se entenderam super bem, apesar de não falarem a mesma língua.

Diante de tantos compromissos familiares, eles tiraram um tempo pra vir jantar aqui em casa um dia. E nesse dia pude ver que algumas coisas nunca mudam. Quando as crianças ficaram com sono, Marcelo (esposo dela que também é meu primo), foi pra casa com eles (beijo, Marcelo, você me deu um grande presente) e Claudio colocou minhas meninas pra dormir. Ficamos então conversando até as 3 da manhã. Aquelas conversas de abrir o peito, de olhar no olho e saber que você pode falar sem medo. Conversa regada a lágrimas e sorrisos, conversa sincera, como poucas. Conversa que não seria possível no turbilhão de encontros com a família toda.

Momentos como esse são raros, mas muito preciosos. Mas é preciso cultivá-los. Como diz a Margaret, é bom ter os primos por perto, no final das contas, eles que irão ao nosso funeral!
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