terça-feira, 27 de dezembro de 2016

2016 - Um ano cheio de conquistas!

Não posso reclamar de 2016. No nosso núcleo familiar foi um ano bom. Obviamente foi um ano muito difícil para o país e para o mundo. Também foi um ano difícil (mas não sem esperança) para a família ao termos um diagnóstico de câncer da minha prima-irmã da minha idade. Mas para o meu núcleo familiar foi um ano bom.

Julia mudou de escola. No início do ano fiquei um pouco assustada com a dinâmica da nova escola mas logo a danadinha se adaptou super bem! Ela e uma das melhores amigas mudaram juntas de escola, foram para a mesma turma e, embora tenham mantido a amizade linda que existe entre elas, fizeram novas amizades também. Elas não se fecharam e não se tornaram dependentes uma da outra e se integraram perfeitamente à turma. Tiveram também uma boa ajuda da professora, tia Ju, que é uma pessoa de grande sensibilidade e que com muita tranquilidade conduziu a adaptação das meninas. A ela, minha eterna gratidão!

Na dança, a grande paixão da Julia, ela cresceu bastante e foi convidada a ter seu primeiro personagem em festivais. O musical desse ano foi Yabbadabbadoo, que contou a história dos Flinstones, e ela foi convidada pra ser a Pedrita. Eu fiquei tão feliz que chorei! Sei que a Julia vive a dança de maneira intensa e ver esse reconhecimento da dedicação dela é uma alegria enorme pra mim. Ela abraçou o desafio com muita garra e se dedicou bastante. Pra ela foi um aprendizado enorme pois passou a ensaiar de segunda a sábado e teve que se organizar melhor com o horário de estudo. Também teve que aprender a abrir mão de algumas horas de lazer para atingir seu objetivo. 

Alguém pode dizer que ela é apenas uma criança e que estou exigindo demais dela, mas garanto que não estou. Primeiro porque foi uma escolha dela. Ela poderia não ter aceito o papel, mas uma vez que aceitou, tem que ter compromisso pois é isso que faz dela uma pessoa responsável (e eu acredito que isso é coisa que se aprenda na infância). Depois, ela dança com tanto prazer, que mesmo abrindo mão de algumas horas de lazer, ela estava tendo lazer no compromisso. Eu particularmente, prefiro vê-la ensaiando do que na frente da tv e abrir mão de alguns passeios por causa dos ensaios foi muito mais positivo que negativo. Ela não ficou totalmente sem lazer e com organização e disciplina, até passar o dia brincando ao ar livre em um domingo véspera de prova foi possível! Se perguntar se ela faria tudo novamente, eu não tenho a menor dúvida que a resposta seria sim!

E ao final de tantos ensaios, ela brilhou no palco! Claudio e eu nos emocionamos e curtimos muito. E como se não bastasse tudo isso, ao final do ano letivo, Julia nos surpreendeu mais uma vez: recebemos da escola o convite para a cerimônia de entrega de medalhas de honra ao mérito e troféus. E lá fomos nós, cheios de alegria e orgulho da nossa bebéia! E não é que a danadinha foi primeiro lugar na turma dela? Orgulho demais da minha menina que já mostrou que é capaz de se superar! Antes que alguém questione, nunca exigimos nota da Julia. Queremos sim que ela aprenda. E damos todas as condições para isso. A nota é consequência disso (e sabemos que o 10 nem sempre significa aprendizado máximo). Ensinamos a ela a importância do estudo e da disciplina, ajudamos nas dificuldades e damos autonomia de acordo com a maturidade dela. Apoiamos e incentivamos mas não cobramos nota. Inclusive, quando na segunda etapa a professora veio conversar comigo e parabenizar pelos resultados da Julia, eu disse que nem esperava que ela tivesse notas tão altas no segundo semestre pois iria intensificar os ensaios para o festival....

E como tenho duas filhas, as alegrias foram em dobro. Alice também teve um ano fantástico! Cresceu e deixou de ser bebê. É agora uma menininha falante, engraçada (ela mesma diz que é divertida), metida (quer imitar a Julia em tudo e brinca com as amigas da Julia de igual pra igual) e muito esperta. Deixou as fraldas completamente (xixi e cocô, diurna e noturna), deixou a chupeta (esse semana ainda pediu, mas eu disse que ela está grande pra isso e o assunto morreu aí), aprendeu muitos conteúdos novos na escola com muita facilidade. Sabe muito mais coisa que eu quando tinha a idade dela. Desenvolveu a autonomia e passou a entrar e sair da escola sozinha (eu ficava do portão só observando), a comer de forma efetiva sozinha, a se calçar sozinha.... Não preciso nem ficar levando ao banheiro, quando ela tem vontade vai sozinha. 

Alice também começou a dançar e viveu seu primeiro festival com muita intensidade. Até o meio do ano, ela dava trabalho para ficar na aula, mas com a proximidade do festival começou a se interessar mais. Com muita frequência ela ía aos ensaios da Julia e acho que isso ajudou bastante (melhor coisa pra uma criança é ter um irmão!). E quando chegou o festival, ela dançou com bastante desenvoltura. Fez a coreografia todinha com a graça de uma criança de 3 anos e nos emocionou!

E agora que venha 2017 com seus desafios! E que Julia e Alice tenham um bom ano, com muito aprendizado e diversão! 
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quinta-feira, 24 de novembro de 2016

De que é feito um festival?

De uma ideia. Essa ideia cresce e vira um sonho. Primeiro sonhado por uma pessoa, depois sonhado por várias. 

Esse sonho vai crescendo e tomando forma. Vai virando música, coreografia, cenário, figurino. Primeiro na cabeça, depois no papel. Depois o sonho se transforma através de corpos que dançam. A primeira vez, desajeitados. Depois em sintonia consigo e com outros corpos que também dançam. E nessa metamorfose vão entrando ingredientes fundamentais: esforço, dedicação e disciplina. Também um pouco de sacrifício, pelas horas de lazer trocadas por horas de ensaio (mas aqueles corpos encontram lazer e prazer nas horas dançadas). 

E assim, dia após dia, repetição após repetição, a história sonhada vai tomando forma e criando vida. A personalidade dos personagens vai aparecendo em cada bailarina. O festival vai se tornando real em meio a amizades novas e antigas, em meio a risadas, em meio a lanches compartilhados. 

A ansiedade pela chegada dos figurinos toma conta: faltam poucos dias! O encantamento nos olhos de cada uma encanta também quem acompanha os bastidores. Novatas e veteranas, já não há diferença, são todas parte de uma só família.

Chega o tão esperado dia da estreia. Ansiedade? No último nível. Felicidade também! Nos bastidores, uma energia fantástica. Mãos que se ajudam e fazem o todo funcionar. É uma dica pra melhorar o coque, um grampo emprestado, uma mão que sobe o zíper, uma linha e agulha que salvam um figurino de última hora....

Apagam-se as luzes, abrem-se as cortinas e a mágica acontece! Corpos que dançam e encantam contam uma história. Naquele palco desafios estão sendo superados. Dor não existe, timidez também não. Ali elas estão inteiras, em completa entrega, estão fazendo o seu melhor. Não importa se têm 3 anos ou 20 anos, não importa se é a primeira ou a décima vez que sobem ao palco, a emoção é a energia que as move. E essa emoção transcende o palco e contagia a plateia. 

Ao fim, as cortinas se fecham ao som dos aplausos. A sensação de objetivo alcançado toma conta de todas. O sorriso ilumina os rostos. Mas é hora de recolher os figurinos e voltar pra casa. Carregam doces lembranças e um enorme aprendizado pra vida. Mas carregam também um pesar no peito... é a dor da despedida.... Aqueles personagens agora são passado e só estão vivos nas lembranças. É hora de elaborarem o "luto" por eles para depois aguardarem ansiosas os desafios do ano seguinte! E então viverem tudo outra vez!
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segunda-feira, 24 de outubro de 2016

A retirada da chupeta da Alice

Alice não queria saber de deixar a chupeta. Propus troca por brinquedo, falava que ela já era moça mas nada surtia efeito. Ela era super apegada à chupeta e isso estava me preocupando por conta dos efeitos na oclusão dela. Não me arrependo de ter dado, a chupeta me ajudou muito, mas já estava na hora de tirar.

Alice tinha uma mania de morder a chupeta. Mordia até rasgar e eu sempre comprava outras. Até que chegou um dia em que avisei que não tinha mais chupeta na loja e que se ela mordesse e estragasse, ficaria sem.

No dia 06/10, olhei a chupeta e ela havia mordido tanto que estava rasgada, quase soltando o pedaço. Eu então aproveitei! Depois do banho da noite, já na hora de dormir, mostrei pra ela a chupeta rasgada. Perguntei se ainda prestava pra alguma coisa e ela disse que não. Entreguei na mão dela e disse que ela jogasse no lixo.

Alice então baixou a cabeça e foi toda dramática jogar no lixo. Jogou e voltou para dormir. Claro que pediu a chupeta e eu devolvi a pergunta: "o que aconteceu com a sua chupeta?". Ela respondeu e se conformou.

A primeira noite foi tranquila. Na primeira semana tivemos algumas noites agitadas. Mas ela agora está dormindo bem. O maior efeito colateral foi a soneca depois do almoço. Já estava difícil com a chupeta, algumas vezes ela pulava a soneca e ficava enjoada no final da tarde. Sem a chupeta, então, está praticamente impossível. Ela não dorme e chega ao fim da tarde super enjoada. E muitas vezes dorme no carro, no trajeto pra dança ou pra natação. Um terror! 

Mas, mesmo assim, estamos no lucro. Nenhum grande escândalo pela retirada da chupeta. Nada de dedo na boca. Ela até conseguiu dormir na escola, longe de mim, na noite do pijama, apenas 1 semana depois de ter deixado a chupeta. Em relação à soneca, uma hora dela iria mesmo deixar de ocorrer. Alice só precisa aprender a aguentar até a hora do soninho da noite. E cada vez mais eu vejo que não tenho mais bebê em casa.... me deu até saudade do cheirinho de recém nascido....
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sexta-feira, 21 de outubro de 2016

A primeira noite fora de casa: noite do pijama na escola!

Alice passou sua primeira noite fora de casa. Aos 3 anos e 3 meses, participou da Noite do Pijama na escola. 

Quando eu recebi a circular informando que haveria noite do pijama, fiquei super feliz. Embora as meninas sejam muito apegadas comigo e eu com elas, gosto que elas sejam seguras e tenham autonomia e acho essa uma excelente oportunidade para trabalhar essas duas coisas. Comecei então a trabalhar a cabecinha da Alice pra isso, contando que ela ía pra escola à noite, ía brincar com os amiguinhos e ía dormir lá com eles.

Eu não tinha muita expectativa de que ela fosse dormir lá. Alice não dorme fácil, é mais grudada comigo que a Julia e fazia uma semana que tinha tirado a chupeta (não foi planejado, mas não podia perder a oportunidade). Com muita frequência ela adormece embalada no meu colo, na cadeira de balanço e na escola teria que deitar e dormir no seu colchãozinho. Mesmo sem muita expectativa, segui em frente com o plano de levá-la para a noite do pijama porque achei que a tentativa era válida e ela ía se divertir com as brincadeiras antes da hora de dormir.

Para minha surpresa, no dia da Noite do Pijama, ela estava super animada, só falava nisso. Arrumei a mochila dela e fomos para a escola. No caminho ela me perguntou se estávamos indo para a escola mesmo e começou a inventar uma música sobre a Noite do Pijama (só lamento não ter conseguido gravar). Chegou toda animada, numa excitação impressionante. Corria, abraçava os amigos, subia nos brinquedos do parquinho, fazia pose pra foto.... Na hora em que fui embora (fiquei até o último minuto possível, observando a alegria dela), ela nem me deu bola.... 

Saí de lá e fui aproveitar a noite com o Claudio (a Julia foi pra festa do pijama também, na casa da amiga - beijo, Naiana!). Celular o tempo todo na mão, imaginando que ía receber uma ligação da escola pra ir buscá-la.

Mas, pra minha surpresa, nada de ligação! Ela brincou muito e dormiu a noite toda. Acordou de manhã choramingando, mas logo parou (ela faz isso em casa, todos os dias). Quando fui pegá-la, não contive as lágrimas: era um misto de saudade e orgulho da minha pequena já tão independente. Ela amou a experiência, me contou toda animada o que fez por lá. Soube também pelas professoras que ela curtiu muito: dançou, desfilou e até se meteu nas atividades de crianças maiores! 

Agora, uma semana depois, ela ainda conta toda feliz o que fez lá e me pede quase todos os dias pra ir para outra festa do pijama na escola. Ponto para a autonomia e independência! E ponto para o nosso grude e o colo que ela tem sempre que quer. Ao contrário de tornar a Alice uma criança manhosa, fez dela uma criança segurança!
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segunda-feira, 19 de setembro de 2016

"Chatos!"

"Mamãe, sabe quanto é meninos + meninos? Chatos! Todos os meninos são chatos!"

Essa é a conclusão da Julia, do alto de seus 8 anos.....  Estou registrando aqui porque dou 4 anos (ou menos) pra ela mudar de opinião.

Não, não quero que ela comece a namorar com 12 anos de idade (ou menos). Mas, como dizia Luiz Gonzaga, "toda menina que enjoa da boneca é sinal de que o amor já chegou ao coração."

Ano passado ela teve um" paquerinha". Na verdade, um amiguinho de sala que também tinha um afeto por ela (Pedro Henrique, um fofo que tem uma mãe nota 10). Eles começaram a andar muito juntos e ele ligou algumas vezes aqui pra casa convidando a Julia pra brincar na casa dele (ela nunca foi). Claudio quase morre de ciúmes mas eu levei com naturalidade. Num passeio da escola, os dois foram juntos, de mãos dadas. Como não valorizei e nem proibi, a paquera acabou naturalmente e ela voltou pra esse estágio de detestar meninos,  que me faz rir pra caramba! 






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sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Com (pouco) açúcar, com (muito) afeto

Com pouco açúcar e com muito afeto, procuro fazer o lanche da Julia da escola (Alice tem o lanche da própria escola, não preciso mandar). Não, nem sempre é possível e muitas vezes Julia leva biscoito de leite industrializado. Mas, sempre que dá, eu faço. 

Bolos variados (sem cobertura) e biscoitos doces e salgados estão na lista. As vezes mando maçã (a única fruta que ela come, ó ceus!). Mando também pêta com iogurte. Tem dias que ela leva castanha de caju e queijo coalho..... Já não compro mais biscoito recheado e achocolatado não entra na lancheira. Salgadinhos industrializados nunca foram opção (não que elas não gostem, mas eu não compro). Como as meninas aqui não são fãs de suco, nem mando. A bebida é água mesmo... quer melhor?

Com a Julia, o desafio à criatividade é grande. Ela tem um paladar muito restrito, muito parecida comigo na idade dela. Sanduíche só come uma vez perdida e se for somente de queijo. E depende do pão. Pão de forma nem pensar. Patê, manteiga e requeijão estão fora da lista dela. Determinadas texturas ela não suporta. Nada com molho ela tolera. Mesmo bolo de chocolate com cobertura de chocolate, com muita frequência, ela deixa boa parte da cobertura (eu fico sempre de olho porque eu amo e passo pra dentro). Até bolo de cenoura ela me pede sem cobertura....

E por que eu tenho o cuidado de fazer bolo e biscoito se é muito mais prático comprar? Porque estamos procurando comer comida de verdade em casa. Estamos procurando reduzir os industrializados, nada radical demais, apenas cortando os excessos. Já ajuda. Mesmo o biscoito caseiro tendo açúcar, a quantidade é bem menor que no industrializado, além de não ter corantes e conservantes. E não, eu não acredito piamente nos rótulos que dizem o contrário. 

Além disso, fazer o lanche é uma forma de carinho. Elas ficam super felizes quando sabem que eu fiz. Adoram me ajudar também (atrapalham mais que ajudam, mas é uma farra). E quando a receita tem história então?

Ontem mesmo teve bolo com história. Carregado de lembranças (para mim) e de referências (para elas). Peguei o caderno de receitas da mamãe e fiz a receita intitulada BOLO MOLE (MAMÃE). 

Era a receita da minha avó Carminha, bisavó das meninas. Elas não a conheceram pessoalmente, mas tiveram a oportunidade de  ouvir falar um pouquinho dela. E puderam se deliciar com o carinho em forma de receita que ela deixou para minha mãe, que passou para mim.

O bolo ficou uma delícia! Não durou 24 horas! Como postei fotos no facebook, muita gente me pediu a receita. Segue então, com o nome modificado por mim:

BOLO MOLE DA BIVÓ CARMINHA

4 ovos
3 xícaras de açúcar
1 colher de sopa de manteiga
2 copos de leite
1 pires de queijo ralado ou côco (fiz com queijo coalho)
8 colheres de sopa de farinha de trigo

Bate-se tudo no liquidificar e leva-se ao forno pré aquecido em forma untada e enfarinhada.

Com certeza essa receita será repetida muitas vezes! Na próxima vou fazer com queijo e côco.

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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Cocô na calcinha

Outro dia, já habituada à falta de privacidade no banheiro que impera na minha vida, fui fazer xixi no banheiro das meninas, Com platéia, óbvio. 

Acontece que eu estava menstruada, coisa rara de acontecer por conta do Mirena (melhor coisa que inventaram!). E, como é raro, Alice nunca tinha visto. Ou pelo menos não lembrava....

Mas, bastou que eu baixasse a calcinha que os olhinhos observadores notaram algo marrom (era só uma borrinha no absorvente). Ela então apontou para minha calcinha e soltou:

- Mamãeeee você fez COCÔ na calcinhaaaa!!!!!!!!!!!!!!!

Bem alto, enfatizando bem as sílabas, me acusando mesmo!

E aí, como explicar pra uma criança de 3 anos o que é menstruação? Tentei, mas acho que ela continua achando que fiz nas calças....
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terça-feira, 23 de agosto de 2016

"Que merda, Manuella!"

Alice brincando com as amiguinhas depois da dança. Eu, perto dela, conversando com outras mães e observando a brincadeira das crianças. 

De repente, entram numa disputa por brinquedos e aquela voz tão doce, do alto dos seus 3 anos de idade, solta:

- Que merda, Manuella! 

Buraco pra me enterrar? Tinha não..... Todo mundo ouviu....  Fazer o quê? Claro que nessa idade, se ela disse isso, ela aprendeu em casa. E sim, a culpa, foi da mãe. Euzinha mesmo que tenho a boca suja! Que vez por outra solto "merda" na frente das meninas. Não me orgulho nem um pouco, mas é um hábito tão antigo que nem sei como controlar.   

Nesse momento, as mães perfeitas aqui, devem estar dizendo: "ah, mas você tem que mudar, você tem que dar o exemplo."

Que eu tenho que dar o exemplo eu sei. Mas na hora do saco cheio, soltar um sonoro " merda" ajuda a aliviar a tensão. Minha mãe não dizia um palavrão, achava horrível e me repreendida toda vida que eu falava um, não adiantou nada. Julia desde pequena escuta, mas não tem costume de falar (pelo menos não na minha frente). Sei que isso não é justificativa, por isso mesmo vou tentar aliviar minha boca...  

Mas prometer que não digo mais palavrão na frente delas, não prometo! Não sou perfeita e nem pretendo ser...  E também acho que vez por outras elas têm que soltar um "merda"  pela vida sim! 
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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

"Quase-pré-adolescente"

Eu já havia sido alertada por uma amiga, mas preferi achar que era exagero..... Ai a Julia chegou aos 8 anos e vi que a cabeça já começa a mudar nessa idade, sinalizando que grandes mudanças vêm por aí...

Julia ainda é uma doce criança. Meiga e carinhosa, adora colo. Mas em alguns momentos vem com cada resposta atravessada... Além disso, quer que eu dê satisfação de tudo que faço. Se atendo uma ligação, ela quer saber quem era e qual o assunto, se estou resolvendo alguma coisa no computador, ela quer saber o que é... Eu tenho procurado combater, mas também não posso tolher completamente pois discordar dos pais e desafiá-los faz parte do processo de crescimento e auto conhecimento. Mas tem horas em que só respirando fundo...

Outro dia, ela veio me falar do Estatuto da Criança e do Adolescente, toda cheia de si. Eu disse a ela que o estatuto que funciona aqui em casa é: "papai e mamãe mandam, Julia e Alice obedecem". Avisei que se ela não estivesse satisfeita, ela poderia reclamar. Se a justiça achasse que ela estava sendo maltratada aqui em casa, ela iria para um orfanato e que não seria legal como o das Chiquititas. Sim, usei de toda a minha "psicologia infantil". Me julguem. Não maltrato, não espanco, mas disciplino. 

Em relação às respostas atravessadas, ontem mesmo, depois de um dia cansativo, eu vinha conversando com o Claudio no carro. Havia feito várias coisas durante o dia, dentro e fora de casa. Comentei com o Claudio que não havia parado em casa, na verdade uma força de expressão, porque saí várias vezes de casa (e o tempo em que estive em casa, fiz várias coisas). Julia então se meteu na conversa:

- Engraçado que hoje a tarde alguém estudou Ciências comigo... quem foi? Era uma pessoa muito parecida com a mamãe.... Mamãe, se não era você que estava em casa estudando comigo, era quem? Eu acho que você parou em casa sim....

Respirei fundo e fiquei calada.... estava cansada demais para explicar e preferi não dar uma resposta ríspida... Acho que a Julia se encaixa bem na classificação que ela mesma criou: "quase-pré-adolescente". 

Fico pensando que se ela ainda nem entrou na adolescência e já está assim, quando entrar será que eu vou aguentar? Eu fui uma adolescente bem chatinha, confesso. No início da adolescência tinha resposta pra tudo, na ponta da língua.... será que vou morder essa minha língua comprida agora? Mamãe deve estar rolando de rir.....


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terça-feira, 26 de julho de 2016

Borei!

Alice, quando cansa de ser bebê (ela não faz muita questão de crescer), resolve fazer tudo sozinha e não quer ajuda pra nada. Ontem estava saindo com as duas e,  na hora de entrar no carro, Alice quis subir sozinha na cadeirinha. Do chão da garagem pra cadeirinha, claro: ela é atrevida. 

Eu tentei ajudar mas ela não deixou. Começou a demorar demais e eu, impaciente, soltei:

- 'Bora', Alice! 

Ela então terminou rapidamente de subir, sentou na cadeirinha, olhou pra mim e disse:

- Borei! 
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segunda-feira, 11 de julho de 2016

Alice, a astuciosa

Alice tem me surpreendido bastante com o vocabulário e a astúcia. Depois que completou 3 anos, o vocabulário dela deu um salto tremendo e ela tem usado e abusado de adjetivos e advérbios nas frases. Procura falar corretamente e quando eu corrijo alguma palavra, ela aprende logo (confesso que morro de pena porque nada mais fofinho que vocabulário de bebês).

Semana passada, estávamos no carro, indo para mais um passeio de férias e as duas conversavam comigo. Elas já sabem que quando estou dirigindo, em alguns momentos, quando preciso me concentrar pra não errar o caminho, por exemplo, peço pra ficarem caladinhas. Também sabem que detesto brigas no carro (naquele espaço fechado brigas me deixam doida!).

Julia então resolveu falar o que Alice tinha aprontado em casa mais cedo:

- Mamãe, sabia que a Alice estava fazendo bobeira em casa? Vou te contar o que ela fez: sabe aquele vaso amarelo....

Alice, imediatamente, interrompeu a Julia na maior autoridade:

- Buia, a mamãe tá dirigindo!


Como é que fica séria? Caí na gargalhada e mesmo a Julia me contando a "bobeira", eu não tinha mais moral pra brigar, estava desarmada!
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terça-feira, 28 de junho de 2016

Alice faz 3!

Menininha do meu coração
Eu só quero você
A três palmos do chão
Menininha não cresça mais não
Fique pequenininha na minha canção
Senhorinha levada
Batendo palminha
Fingindo assustada
Do bicho-papão

Menininha, que graça é você
Uma coisinha assim
Começando a viver
Fique assim, meu amor
Sem crescer
Porque o mundo é ruim, é ruim e você
Vai sofrer de repente
Uma desilusão
Porque a vida somente é
Seu bicho-papão

Fique assim, fique assim
Sempre assim
E se lembre de mim
Pelas coisas que eu dei
E também não se esqueça de mim
Quando você souber enfim 
De tudo o que eu amei.
                                                 Toquinho





Alice hoje completa 3 anos. Mal acredito que aquela coisinha tão pequenininha e prematura já estão tão grande e sabida! E geniosa......... ah, como é geniosa!

Personalidade forte, não é dada como a Julia, ao contrário, é super desconfiada. Mas quando gosta de alguém, é um dengo só. Adora abraço, beijo e colo! Adora tanto que me deixa exausta. E se eu não dou atenção, ela começa a roçar nas minhas pernas e pés (eu simplesmente detesto que peguem no meu pé)...

Minha menininha que gosta de ser bebê, que não tem pressa de crescer. Vive no mundo da imaginação e faz traquinagens que até Deus duvida. Veio pra me ensinar tanta coisa.... Começou me ensinando que eu não tenho controle de tudo, me ensinou também que o amor nunca se divide mas sempre se multiplica. Me ensina todo dia que eu estou longe de ser uma mãe perfeita e que a maternidade é um desafio maior que o que eu supunha. É tão parecida e tão diferente da Julia e igualmente amada!

Alice, você está na melhor fase da vida. Espero que você curta plenamente a sua infância. Se eu pudesse, te congelaria desse tamanho pra curtir todas as fofurices dessa idade pra sempre (tá, antes de congelar, eu tiraria a parte da birra, ok? Quando você for mãe, vai me entender) Te amo demais, filha! Que Deus te abençoe e te guarde sempre!

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terça-feira, 21 de junho de 2016

O desfralde da Alice

Iniciamos o desfralde da Alice e confesso que não foi nada fácil! Diferentemente da Julia, ela não passa o dia inteiro na escola, então muitos "acidentes" aconteceram em casa. Depois, acho a Alice mais imatura do que a Julia era nessa idade. Nâo sei se é impressão minha, mas já faz um tempo que tenho essa sensação. Além disso, a Julia sempre teve a necessidade de ser independente, de ter autonomia, sempre fez questão de crescer. Alice não tem a menor pressa de crescer! Ela até gosta de fazer algumas coisas sozinha, mas nada de extraordinário. Diferentemente da Julia, ela não tem a necessidade urgente de conquistar a autonomia.... e isso se refletiu no desfralde....

Em alguns momentos, Alice aceitava o troninho numa boa, em outros, não queria ouvir falar. E isso tudo acontecia praticamente junto! Um dia, por exemplo, enquanto eu almoçava, ela fez xixi na calcinha. Eu não me levantei pra limpar, preferi terminar de almoçar (me julguem!). Enquanto eu terminava meu almoço, ela foi em direção ao quarto dela. Pouco tempo depois voltou e anunciou: "mamãe, Alice fez cocô e se enxugou." Dei a última garfada e levantei pra ver. Ela havia tirado o short e a calcinha e feito cocô no troninho. Dá pra entender?

Algumas vezes ía feliz pro troninho, em outras, dava escândalo e se agarrava em mim. Chegava a correr e se esconder.... Mas sempre que ía e fazia alguma coisa, ganhava parabéns e ficava feliz! Mas algumas vezes ía e não fazia nada e 2 minutos depois de levantar, fazia na calcinha..... 

O processo também foi atrapalhado por alguns episódios como virose com diarréia (aí não deixava só de fralda). Também não tinha coragem de levá-la pra dança sem fraldas porque é demorado (a gente ainda fica esperando a Julia que tem duas aulas) e a roupa é trabalhosa pra tirar. No meio desse processo de desfralde eu também peguei uma virose forte e deixei Alice de fralda o fim de semana inteiro por falta de condições de limpar o chão.

Quis até me preocupar, mas resolvi que não ía esquentar minha cabeça. Resolvi deixar que aos poucos ela deixasse as fraldas.... e não é que de repente, deu o "click" do desfralde nela? Ela então começou a ir sozinha pro troninho fazer tanto xixi como cocô, começamos a sair com ela sem fraldas e tem dado certo desde então. Ainda espero acidentes, mas agora estou bem mais animada e vendo uma luz no fim do túnel!
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quarta-feira, 18 de maio de 2016

"Papai desmaiou"

Ontem a noite, depois que dei banho na Alice, deixei-a um pouco na minha cama com o Claudio enquanto me preparava pra dormir. Quando voltei ao quarto, encontrei Claudio dormindo e Alice acordada.

Ela então olhou pra mim e soltou: "mamãe, o papai desmaiou!" 

Não aguentei o riso... De onde ela tirou esse vocabulário? 
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segunda-feira, 16 de maio de 2016

Julia faz 8!

Meus Oito Anos
Oh ! que saudades que eu tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais !
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais !

Como são belos os dias
Do despontar da existência !
– Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é – lago sereno,
O céu – um manto azulado,
O mundo – um sonho dourado,
A vida – um hino d’amor !

Que auroras, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar !
O céu bordado d’estrelas,
A terra de aromas cheia,
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar !

Oh ! dias de minha infância !
Oh ! meu céu de primavera !
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã !
Em vez de mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha irmã !

Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
De camisa aberta ao peito,
– Pés descalços, braços nus –
Correndo pelas campinas
À roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis !

Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo,
Adormecia sorrindo,
E despertava a cantar !

Oh ! que saudades que eu tenho
Da aurora da minha vida
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais !
– Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais !

Casimiro de Abreu

Julia, hoje você completa 8 anos, como o menino da poesia. Você não tem a mesma liberdade que ele tinha de andar solta pelos campos, curtindo a natureza e se divertindo com os amigos, pois infelizmente os tempos são outros; mas você tem a inocência, a vivacidade, a doçura e a alegria de viver de uma linda menina aos 8 anos. Você já está bem crescida e entendendo muita coisa do mundo, mas ainda é aquela menininha que vem toda meiga me pedir colo. Ainda é aquela menininha que me abraça forte quando dorme na minha cama. Ainda é a minha princesa de contos de fadas e vive com a cabeça cheia de sonhos coloridos! Que você mantenha sempre essa capacidade de sonhar e de se encantar com o mundo e continue me ensinando as coisas do coração, como só você sabe fazer! Te amo muito, filha!
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segunda-feira, 9 de maio de 2016

A adolescente de menos de 3 anos

Essa é a Alice, minha adolescente de menos de 3 anos. Metida como ela só, outro dia, depois de levar um carão, saiu pisando duro do quarto, parou na porta do corredor, olhou pra trás, me encarou e, fazendo o gesto com a mãozinha, disse: "tô de olho".

Hoje, depois de levar outro carão, ficou bem zangada e saiu da sala. Enquanto eu limpava a sujeirada que ela fez, percebi que a casa estava muito silenciosa. Fui procurar e baixinha estava deitada na minha cama, toda aborrecida. Quando cheguei perto ela soltou: "Alice tá sozinha."

Imagina aos 15 anos....
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quarta-feira, 27 de abril de 2016

Fazendo 40!

Estou completando 40 anos, eita idade pra marcar! Quando eu era mais nova, até uns 20 e poucos anos, confesso, achava que uma mulher de 40 era uma velha..... hoje, com 40 anos, me sinto uma adolescente um pouco mais madura....rsrsrsrsrsrs

A verdade é que não está sendo difícil chegar aos 40, na verdade está sendo bem fácil. Vi a aproximação do 40 como a dos 20: cheia de expectatitvas boas! Na verdade, está sendo bem mais fácil encarar a chegada dos 40 do que foi encarar a dos 30! Será que estou em negação????

Muita coisa mudou dos 30 para os 40.... Aos 30 eu era casada mas ainda não tinha as meninas. Trabalhava alucinadamente 3 turnos. Fim de semana eu dormia até tarde e se não fizéssemos alguma festinha em casa, estávamos na rua! Aos 40 sou muito mais caseira, grande parte dos meus programas são infantis. Tá certo que muitas vezes me vejo cansada, querendo um pouco de liberdade, mas isso não significa que não adore minha  vida como ela é. Aos 40 recuperei minha auto estima ao perder os vários quilos que ganhei ao longo dos anos. Me dedico mais às meninas. Vejo algumas coisas por outro ângulo. Continuo com muito medo de morrer, mas o motivo é outro: antes era o medo do desconhecido, agora é o medo de deixar as meninas desamparadas. Aos 40 tenho um relacionamento sólido, de muita cumplicidade com o Claudio, de projeto de vida mesmo. Aos 40 já perdi algumas ilusões da juventude, mas tenho mais segurança pra me guiar.

E que venham mais 40! Com saúde e harmonia no lar! Com minha família ao meu redor, que não tem coisa melhor nesse mundo!


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quarta-feira, 20 de abril de 2016

Meios de transporte

Quer viajar? É só escolher o melhor meio de transporte:

- Vaião

- Onxo

- Bilisqueta


E eu morro de rir com esse vocabulário!
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segunda-feira, 18 de abril de 2016

Brigas.... por tudo e por nada!

As meninas são loucas uma pela outra. É um amor lindo de se ver. São companheiras, são cúmplices..... Julia é muito cuidadosa com a irmã, acha tudo dela lindo. Alice vira uma onça se alguém briga com a Julia (inclusive eu!). Mas, como quaisquer irmãs do mundo elas brigam! Brigam por tudo e brigam por nada!

Disputam brinquedo, tv, atenção, biscoito..... disputam lápis de cor, papel, livro... Disputam para me ajudar a fazer bolo... cada uma tem que colocar a mesma quantidade de ingredientes e segurar a batedeira pelo mesmo tempo (Alice nem consegue segurar só porque é pesada pra ela).... Outro dia estavam disputando quem, dentro do carro, podia ficar com a mão em cima da minha bolsa! Sim, é isso mesmo, a disputa era pra saber quem ficaria com a mão em cima da minha bolsa, que estava no banco de trás, no meio delas!

Semana passada, voltando da escola, a disputa foi pelo ar condicionado....

Alice: "Mamãe, estou com calor."

Eu aumentei a potência do vento; o ar condicionado já estava na temperatura mínima.

Julia: "Mamãe, eu estou com frio." 

Como já fazia algum tempo que tinha aumentado a potência do vento, imaginei que o carro já tivesse esfriado o suficiente e baixei a potência do vento.

Alice: "Mamãe, estou morrendo de calor."
Julia: "Mamãe, estou com frio."
Alice: "Mamãe, estou com calor."
Julia: "Mamãe, estou com frio."
Alice: "Mamãe, estou com calor."
Julia: "Mamãe, estou com frio."
Alice: "Mamãe, estou com calor."
Julia: "Mamãe, estou com frio."
Alice: "Mamãe, estou com calor."
(...)
Julia: "Mamãe, estou com frio."
Alice: "Mamãe, estou com calor."
Julia: "Mamãe, estou com frio."
Alice: "Mamãe, estou com calor."
(...)
Julia: "Mamãe, estou com frio."
Alice: "Mamãe, estou com calor."
Julia: "Mamãe, estou com frio."
Alice: "Mamãe, estou com calor."

E assim até chegar em casa!

Penso que nessas horas, minha mãe rola de rir, entre as nuvens do céu! É, mãe, estou sentindo na pele! E toda vez que chego em casa e as duas pulam em cima  de mim, com queixa uma da outra, me vejo repetindo sua frase, que tantas vezes ouvi e só agora compreendi: "me deixem pelo menos terminar de chegar em casa!" 
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segunda-feira, 28 de março de 2016

Minha pequena bailarina

Sempre quis ter uma filha e sempre sonhei em vê-la dançando. Sonho já estava realizado com a Julia, mas Deus foi tão bom comigo que me deu outra menininha sapeca e que também parece gostar de dançar! 

Alice foi gestada dentro da academia. Desde muito pequenininha, acompanhava os ensaios. Ano passado, ficava entrando nos ensaios do festival e sentando no colo das bailarinas pra assistir e quase me deixa doida porque queria subir no palco durante as apresentações. Esse ano chegou a vez dela! 

Com a matrícula autorizada, comprei as roupinhas pra ela. E quem disse que ela queria tirar depois de experimentar? No dia da primeira aula, nem dormiu à tarde. Acho que estava ansiosa demais. Chegou na academia se exibindo, mostrando a roupa e as sapatilhas pra todo mundo! E eu babando....

Fez a aula até direitinho, considerando a idade e o sono (quando terminou a aula, capotou no meu colo e só acordou no dia seguinte). Curtiu, repetiu os movimentos, uma graça. Eu cheguei a me emocionar vendo aquele pingo de gente na ponta do pé!

Vamos ver como vai se comportar nas próximas aulas. No final do ano tem festival, mas não jogo muitas expectativas. Sei que existe a possibilidade de na hora ela não dançar. Mas se não dançar, vai ser tudo bem, no ritmo dela. A dança é pra ser um prazer, não uma imposição. Se ela seguir os passos da irmã, vai dançar, mas elas não são iguais, né? Só tempo dirá, enquanto isso, vou curtindo cada aulinha da minha pequena bailarina!
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quinta-feira, 24 de março de 2016

Férias em família.... que canseira!

Viajamos por 10 dias em família, fomos levar Alice pra conhecer o Mickey. Ela é alucinada pelo Mickey e pela Minnie e pegamos uma promoção muito boa. E quem adorou foi a Julia, que já estava morrendo de saudades da Disney!

Antes da viagem, eu vinha falando pra Alice que quando ela entrasse no avião, tinha que sentar e colocar o cinto. Tinha medo que ela fizesse confusão e a gente tivesse que sair do avião. Assim que entramos no avião, ela sentou e colocou o cinto (praticamente a filha da super nanny de tão comportada!). Mas no segundo vôo, o caldo começou a entornar. Graças a Deus, com 2 horas de vôo, ela finalmente dormiu e só acordou quando chegamos!

A experiência em Orlando dessa vez foi um pouco diferente, Julia teve uma companhia muito especial que foi a Sabrina, uma das melhores amigas dela (a família toda é muito querida e ela tem um irmãozinho um pouco mais velho que Alice, companhia pra todas as idades), ficamos hospedados em uma casa: muito melhor que em hotel, principalmente pra quem vai com criança pequena, além de mais econômico.

A maratona de parques foi bem menor: com o dólar nas alturas (compramos a mais de 4 reais) não dava pra fazer tantos e, além disso, Alice ainda é muito pequena, não curtiria tanto assim. E quem vai com criança pequena não pode fazer o que quer, na hora que quer. 

E Alice deu trabalho! Não foi pouco, não vou mentir. Quando ela não estava se divertindo, ficava impaciente! Em alguns momentos tive que me separar do grupo todo. No Islands of Adventure, da Universal, eu passei o dia quase todo separada do resto do grupo porque o parque é ruim pra ela, tem poucas atrações pra altura dela.....

Mas o Magic Kingdom.... é o Magic Kingdom! Ah, como ela curtiu! A primeira coisa que fizemos foi encontrar o Mickey! Depois de 40 minutos de fila, quando o Mickey se aproximou, ela teve medo. Mas a Julia foi falar com o Mickey e eu também e o Mickey falou em Português conosco. Ela então se soltou e curtiu. Na saída fez coração pra ele! A fila toda se encantou com o gesto espontâneo dela!

E a diversão não parou por aí.... Ela abraçou a Minnie e a Margarida como velhas amigas! Curtiu o Pateta e o Pato Donald, adorou voar no tapete do Alladin, ficou amiga do Peter Pan, virou Minion, curtiu uma aventura com o Shrek, conheceu a Dora Aventureira (não tirava os olhos dela, encantada) e conta pra todo mundo que ajudou o ET a voltar pro planeta dele! 

Não preciso nem dizer o quanto a Julia curtiu... Ela foi a muitas atrações que não foi da vez passada por causa da altura. Curtiu muito os simuladores do Harry Potter (são muito legais mesmo) e as montanhas russas (ela curtia e eu gritava desesperada porque detesto montanha russa... só gostei mesmo da Mina dos 7 Anões). Mas a viagem pra ela dessa vez já foi outra, completamente diferente. Ela curtiu as princesas, mas já sabia que eram apenas personagens. Valeu muito a pena ter levado a Julia com 4 anos, porque o encantamento é outro! Espero levar a Alice com essa idade também, porque a cada idade é uma viagem diferente.

Na volta, passamos por Miami e levamos as meninas no Miami's Children Museum. Elas se divertiram tanto! Foi uma tarde muito gostosa! 

Quanto a compras.... não sei o que é isso... Com o dolar nas alturas e Alice com dois anos, não dava pra fazer compras..... Nos momentos em que tentei, cheguei a me questionar se deveria ter viajado mesmo com a Alice dessa idade. Mas, lembrando do sorriso e do encantamento dela, vejo que valeu à pena sim!

Duro foi voltar pra rotina...  até porque voltei super cansada...kkkkk...agora vamos planejar a próxima! Não vai ser logo, mas vai chegar o dia de voltarmos! Enquanto isso, ficamos com as lembranças boas dos sorrisos de encantamento delas!
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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Dezedez

Alice chegou na fase que amo: contar até 20 é um barato! Lembro que quando ouvi a Julia contar assim pela primeira vez, me dobrei de rir!

E lá vai ela, pulando e contanto: um, dois, três..... dez, onze, doze...... dezesseis, dezessete, dezoito, dezenove, DEZEDEZ!

E não parou por aí: dezeonze dezedoze, dezetreze.....

E cadê a coragem de ensinar o certo se o jeito dela é muito mais divertido?

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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

A Loura do Banheiro e as lembranças da minha infância

Julia está numa fase da infância em que eu consigo comparar com a minha infância. Lembro de muita coisa que me aconteceu quando eu tinha 7 pra 8 anos e adoro ver que algumas coisas ainda continuam do mesmo jeito!

Hoje ela chegou em casa contando que teve muito medo da Loura do Banheiro. Que criança dos anos 80 nunca temeu encontrar com essa figura? Ela me assombrou por muito tempo e continua assombrando a atual geração. Lembro que eu morria de medo de ir ao banheiro do ginásio esportivo do colégio, porque ele era o mais deserto. Sempre sentia um suspense, um frio na barriga e fazia tudo pra sair de lá o mais rápido possível.

Na minha época, a lenda da Loura do Banheiro contava que em cada cabine do banheiro você encontraria uma parte dela: na primeira as pernas e pés, depois as mãos, na terceira a cabeça e por último ela de corpo inteiro. Era aterrorizante! Hoje a lenda não é mais assim, tem uma história de chamar a Loura do Banheiro (nem pagando eu chamaria essa figura sinistra!) mas acho interessante ver que a assombração é a mesma!

Também vejo que algumas brincadeiras da minha época continuam atuais. Comprei um elástico grande pra ela e ensinei a pular (foi um caos porque mal passo da "terceira" agora). Conto como eram os patins da minha época e as quedas que levava tentando patinar. Aproveito pra compartilhar memórias com ela e viajo nas minhas lembranças, além de criar aquele clima de cumplicidade tão bom entre mãe e filha. E que bom que algumas coisas não mudam mesmo!

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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Mãe perfeita e filhas perfeitas - aqui em casa, não!

Fico boba com algumas "mães perfeitas" que vejo por aí......

Cada uma que sabe mais sobre tudo. Os filhos só comem comidas naturais e integrais, tem hora pra tudo, seguem uma rotina rígida de sono. Desde o útero são programados em relação à data do desfralde, não fazem uso de chupetas.... tanta perfeição que me pergunto se são humanas....

Ontem mesmo presenciei uma que chegou na academia onde a Julia faz dança, querendo matricular a filha dela (1 mês mais velha que a Alice). A recepcionista deu todas as informações e ela achou o horário um absurdo. A dança para essa turminha é as 17:00, duas vezes por semana (Alice em breve vai entrar e eu adorei o horário porque é compatível com o da Julia). A mulher então deu um pulo e foi até ríspida com a recepcionista. Disse que achava um absurdo esse horário porque iria atrapalhar a rotina da filha dela, que tinha horário pra tudo! "A minha filha janta as 18:00 em ponto e às 20:00 já está na cama. Ela tem 2 anos e não usa mais mamadeira e nem fralda e nunca usou chupeta. Você vai atrapalhar a rotina dela!"

Oi? Alguém está obrigando a filha dela a fazer dança? Se é um transtorno tão grande, porque não deixar a dança pra depois ou procurar outra academia? Precisa "arrotar" perfeição? Eu fico me perguntando se essa criança respira, se tem espaço pra ser feliz. Se tem de fato suas necessidades satisfeitas ou se o que é satisfeito é o ego da mãe perfeita. 

Aqui somos bem imperfeitos! Não que eu fique empanturrando as meninas de coisas não saudáveis, não que elas não tenham rotina, mas a rotina existe pra ser quebrada! E se tem uma coisa que eu aprendi com a maternidade, é que a gente tem que lidar com a imprevisibilidade e tem horas em que a gente precisa ser flexível mesmo ou então precisa mudar a rotina. Hoje pela manhã, por exemplo, eu acordei sem conseguir nem abrir os olhos, com uma crise braba de enxaqueca. Peguei um pacote de biscoito de leite que já estava aberto e no final e coloquei num depósito pra Julia levar para o lanche. Como achei que foi pouco, coloquei um restinho de um pacote de biscoito recheado que estava ao lado pra completar. Ela está na terceira semana de aula e essa foi a primeira vez em que levou biscoito industrializado pra escola. Eu adoro fazer biscoitos e bolos caseiros pra ela levar, mas não tinha dado tempo de fazer e nem eu tinha condições de preparar nada na hora, então os biscoitos me salvaram! E sim, eu compro isso porque é gostoso (eu adoro e as meninas também) e me quebra alguns bons galhos como o de hoje!

As meninas aqui dormem numa hora em que considero adequada. Entre oito e oito e meia da noite vão pra cama. Julia em geral dorme logo, Alice demora mais um pouco. Mas alguns dias vão pra cama mais tarde. Ontem mesmo, Julia chegou da dança e demorou a tomar banho. Enquanto isso, eu estava ajeitando o jantar delas. Alice ficou brincando na sala. Somente as 9 consegui colocá-las na cama.... Mas, sinceramente, a culpa não me consome! Faço o que é possível! E o melhor, vejo minhas filhas felizes, aprendendo a ter jogo de cintura e a enfrentarem desafios fora da rotina! Por que a vida tá longe de ser perfeitinha!
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Família Pig

- Alice, como é o nome da mamãe?
- Sylvia Pig

- Alice, como é o nome do papai?
- Claudio Pig

- Alice, como é o nome da irmã?
- Julia Pig

 - Alice, como é o seu nome?
- Alice

Espertinha, né?
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

O fim dos mitos da infância

Julia chegou ao mês de novembro de 2015 com 7 anos e meio e uma fé inabalável em Papai Noel. Acreditava piamente, até porque a avó (minha sogra) contou a ela que, quando criança, conseguiu ver a bota do Papai Noel quando ele ía saíndo da casa dela (sim, ela tem lembrança de ter visto mesmo, deve ter sonhado quando criança).

Até então íamos levando essa fantasia de infância. Entrávamos de cabeça, fazíamos mil malabarismos para ela não descobrir que o Papai Noel, o Coelhinho da Páscoa e a Fada do Dente éramos nós. O Papai Noel trazia sempre o presente que ela pedia na cartinha (já cheguei a comprar o presente com ela na loja comigo, mas consegui esconder e ela nunca desconfiou), o Coelhinho da Páscoa escondia ovinhos de chocolate pela casa (e às vezes até deixava pegadas - ai, minhas costas!) e o Fada do Dente deixava dinheiro pra ela em troca dos dentes.

Mas, Claudio presenciou uma conversa dela com minha sobrinha de 9 anos, que faz tempo que não acredita em Papai Noel, e ficou preocupado. Julia teimava com a prima que Papai Noel existia e jurou provar! A preocupação dele é que ela sofresse bullying, porque de fato ela acreditava com toda fé e não questionava. Além dos primos saberem que Papai Noel não existe, ela vai mudar de escola e não sabemos como será essa questão com os novos amigos. Sem contar que na dança ela tem bastante contato com meninas um pouco mais velhas, correndo o risco de ser motivo de chacota. Com a idade dela, eu já sabia que Papai Noel não existia. Ainda fiquei com um pouco de pena de desfazer a fantasia, mas prefiro desfazer a deixá-la ser vítima de bullying.

Ele então me pediu pra conversar com ela a respeito (sempre sobra pra mãe, né?) e eu fiquei procurando a oportunidade certa, porque não é fácil derrubar um mito desses. Então, um dia, assistindo Chiquititas com ela, encontrei a maneira de abordar o assunto. Comecei falando que orfanatos na vida real não são como aquele das Chiquititas. Falei um pouco de como é a realidade de crianças órfãs e dei a deixa: "são crianças que não ganham presente de aniversário, de Natal..."

Ela então deu um pulo e disse: "ah, mãe, de Natal elas ganham sim, Papai Noel dá presente a todas as crianças do mundo."

Eu então comecei a fazê-la raciocinar perguntando como ela achava que Papai Noel conseguia fabricar presentes para todas as crianças do mundo. Ela na lata respondeu que Papai Noel tinha muitos duendes pra ajudar. Mesmo assim questionei a quantidade de presentes que eles tinham que fazer e ela me garantiu que os duendes eram capazes. Eu então disse: "mas filha, imagina pra distribuir tudo isso! Imagine quantas crianças tem no mundo! Você acha mesmo que Papai Noel sozinho consegue entregar todos esses presentes em uma noite?" 

Ela pensou, pensou.....  e disse que não sabia.... Eu disse: "filha, são muitas crianças no mundo, você acha que uma só pessoa conseguiria mesmo?" Ela então me perguntou quem deixava o presente pra ela e eu perguntei o que ela achava........... ela parou, abriu um sorriso e disse: "já sei! Você e o papai!"

Comecei a rir e disse que ela estava certa! Papai Noel é na verdade papai e mamãe. Ela então ficou um pouco triste pois não poderia mais ganhar presente de Papai Noel, mas garanti que ela vai continuar ganhando, afinal, Alice ainda tem 2 anos e merece viver toda essa fantasia. Pedi a ela que não contasse à irmã (e nem aos amigos que ainda acreditam). No Natal então, as duas ganharam presente de Papai Noel e ficaram bem felizes. 

Mas até aí, só tínhamos falado em Papai Noel. Coelhinho da Páscoa e Fada do Dente tinham ficado fora da jogada. Os dias se passaram e dia 01 de janeiro ela assistiu ao filme A Origem do Guardiões. Um tempo depois, chegou pra mim e disse: "mãe, eu estava pensando..... Coelhinho da Páscoa e Fada do Dente também não existem né? São vocês, né?" Eu comecei a rir e disse: "exatamente! Inclusive tenho os seus dentes guardados!"

Ela então disse: "ah, agora entendi porque a Fada do Dente trazia dinheiro pra mim e brinquedo pra Sabrina...."

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terça-feira, 5 de janeiro de 2016

O Amor pela boneca - a sensibilidade da Julia

Julia é uma criança muito amorosa e muito sensível. Desde pequena sempre foi muito carinhosa com todos que a cercam, todas as professoras dela sempre destacaram como características dela a meiguice e a doçura.

Aos 2 anos e meio de idade, no Natal, Julia ganhou de presente a Bianca, uma bonequinha bebê, no tamanho perfeito pra uma criança. Ela se apaixonou pela boneca e nunca mais largou. Bianca é a filha dela e pra Bianca faço festa de aniversário. Bianca passeia conosco.

Uma vez Julia levou a Bianca pro colégio no dia do brinquedo. Uma amiga riu da Bianca porque a Bianca é negra.... Quando fui pegar a Julia ela estava num pranto inconsolável porque a amiguinha dela riu da Bianca (triste ver esse preconceito nas crianças, na época tinham 5 anos). 

Bianca tem status de gente aqui em casa. E ai de quem a considera somente uma boneca! Acontece que a Alice ainda não entende essa relação e faz a Bianca de gato e sapato. Pega pelos pés, joga no chão.... Quando a Julia presencia é um Deus nos acuda.

Outro dia Alice jogou a Bianca no chão. Julia imediatamente começou a chorar, um choro sentido. Eu peguei a Bianca como quem pega um bebê e fui "examinar" perto da Julia e disse: "filha, não chora, a Bianca não se machucou".

Ela olhou pra mim, com lágrimas escorrendo dos olhos e disse: "Mãe, tudo que a Bianca sente, eu sinto. Se machucar a Bianca, me machuca."

Eu dei um abraço nela e disse que estava tudo bem. Não vou menosprezar o sentimento dela. Isso que ela expressa é empatia e é um dos sentimentos que nos torna humanos. E no aprendizado das relações sociais, a brincadeira tem um papel fundamental. A criança aprende fantasiando, aprende brincando. Sim, minha filha, o que a Bianca sente, você sente e isso é muito bonito!

Quanto à Bianca, ela é minha neta, com muito orgulho. E jamais sairá daqui de casa. Vou guardá-la pra sempre com muito amor e carinho. Ela representa os mais puros sentimentos da infância da Julia. 


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