segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Dezedez

Alice chegou na fase que amo: contar até 20 é um barato! Lembro que quando ouvi a Julia contar assim pela primeira vez, me dobrei de rir!

E lá vai ela, pulando e contanto: um, dois, três..... dez, onze, doze...... dezesseis, dezessete, dezoito, dezenove, DEZEDEZ!

E não parou por aí: dezeonze dezedoze, dezetreze.....

E cadê a coragem de ensinar o certo se o jeito dela é muito mais divertido?

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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

A Loura do Banheiro e as lembranças da minha infância

Julia está numa fase da infância em que eu consigo comparar com a minha infância. Lembro de muita coisa que me aconteceu quando eu tinha 7 pra 8 anos e adoro ver que algumas coisas ainda continuam do mesmo jeito!

Hoje ela chegou em casa contando que teve muito medo da Loura do Banheiro. Que criança dos anos 80 nunca temeu encontrar com essa figura? Ela me assombrou por muito tempo e continua assombrando a atual geração. Lembro que eu morria de medo de ir ao banheiro do ginásio esportivo do colégio, porque ele era o mais deserto. Sempre sentia um suspense, um frio na barriga e fazia tudo pra sair de lá o mais rápido possível.

Na minha época, a lenda da Loura do Banheiro contava que em cada cabine do banheiro você encontraria uma parte dela: na primeira as pernas e pés, depois as mãos, na terceira a cabeça e por último ela de corpo inteiro. Era aterrorizante! Hoje a lenda não é mais assim, tem uma história de chamar a Loura do Banheiro (nem pagando eu chamaria essa figura sinistra!) mas acho interessante ver que a assombração é a mesma!

Também vejo que algumas brincadeiras da minha época continuam atuais. Comprei um elástico grande pra ela e ensinei a pular (foi um caos porque mal passo da "terceira" agora). Conto como eram os patins da minha época e as quedas que levava tentando patinar. Aproveito pra compartilhar memórias com ela e viajo nas minhas lembranças, além de criar aquele clima de cumplicidade tão bom entre mãe e filha. E que bom que algumas coisas não mudam mesmo!

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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Mãe perfeita e filhas perfeitas - aqui em casa, não!

Fico boba com algumas "mães perfeitas" que vejo por aí......

Cada uma que sabe mais sobre tudo. Os filhos só comem comidas naturais e integrais, tem hora pra tudo, seguem uma rotina rígida de sono. Desde o útero são programados em relação à data do desfralde, não fazem uso de chupetas.... tanta perfeição que me pergunto se são humanas....

Ontem mesmo presenciei uma que chegou na academia onde a Julia faz dança, querendo matricular a filha dela (1 mês mais velha que a Alice). A recepcionista deu todas as informações e ela achou o horário um absurdo. A dança para essa turminha é as 17:00, duas vezes por semana (Alice em breve vai entrar e eu adorei o horário porque é compatível com o da Julia). A mulher então deu um pulo e foi até ríspida com a recepcionista. Disse que achava um absurdo esse horário porque iria atrapalhar a rotina da filha dela, que tinha horário pra tudo! "A minha filha janta as 18:00 em ponto e às 20:00 já está na cama. Ela tem 2 anos e não usa mais mamadeira e nem fralda e nunca usou chupeta. Você vai atrapalhar a rotina dela!"

Oi? Alguém está obrigando a filha dela a fazer dança? Se é um transtorno tão grande, porque não deixar a dança pra depois ou procurar outra academia? Precisa "arrotar" perfeição? Eu fico me perguntando se essa criança respira, se tem espaço pra ser feliz. Se tem de fato suas necessidades satisfeitas ou se o que é satisfeito é o ego da mãe perfeita. 

Aqui somos bem imperfeitos! Não que eu fique empanturrando as meninas de coisas não saudáveis, não que elas não tenham rotina, mas a rotina existe pra ser quebrada! E se tem uma coisa que eu aprendi com a maternidade, é que a gente tem que lidar com a imprevisibilidade e tem horas em que a gente precisa ser flexível mesmo ou então precisa mudar a rotina. Hoje pela manhã, por exemplo, eu acordei sem conseguir nem abrir os olhos, com uma crise braba de enxaqueca. Peguei um pacote de biscoito de leite que já estava aberto e no final e coloquei num depósito pra Julia levar para o lanche. Como achei que foi pouco, coloquei um restinho de um pacote de biscoito recheado que estava ao lado pra completar. Ela está na terceira semana de aula e essa foi a primeira vez em que levou biscoito industrializado pra escola. Eu adoro fazer biscoitos e bolos caseiros pra ela levar, mas não tinha dado tempo de fazer e nem eu tinha condições de preparar nada na hora, então os biscoitos me salvaram! E sim, eu compro isso porque é gostoso (eu adoro e as meninas também) e me quebra alguns bons galhos como o de hoje!

As meninas aqui dormem numa hora em que considero adequada. Entre oito e oito e meia da noite vão pra cama. Julia em geral dorme logo, Alice demora mais um pouco. Mas alguns dias vão pra cama mais tarde. Ontem mesmo, Julia chegou da dança e demorou a tomar banho. Enquanto isso, eu estava ajeitando o jantar delas. Alice ficou brincando na sala. Somente as 9 consegui colocá-las na cama.... Mas, sinceramente, a culpa não me consome! Faço o que é possível! E o melhor, vejo minhas filhas felizes, aprendendo a ter jogo de cintura e a enfrentarem desafios fora da rotina! Por que a vida tá longe de ser perfeitinha!
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Família Pig

- Alice, como é o nome da mamãe?
- Sylvia Pig

- Alice, como é o nome do papai?
- Claudio Pig

- Alice, como é o nome da irmã?
- Julia Pig

 - Alice, como é o seu nome?
- Alice

Espertinha, né?
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