quarta-feira, 18 de maio de 2016

"Papai desmaiou"

Ontem a noite, depois que dei banho na Alice, deixei-a um pouco na minha cama com o Claudio enquanto me preparava pra dormir. Quando voltei ao quarto, encontrei Claudio dormindo e Alice acordada.

Ela então olhou pra mim e soltou: "mamãe, o papai desmaiou!" 

Não aguentei o riso... De onde ela tirou esse vocabulário? 
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segunda-feira, 16 de maio de 2016

Julia faz 8!

Meus Oito Anos
Oh ! que saudades que eu tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais !
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais !

Como são belos os dias
Do despontar da existência !
– Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é – lago sereno,
O céu – um manto azulado,
O mundo – um sonho dourado,
A vida – um hino d’amor !

Que auroras, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar !
O céu bordado d’estrelas,
A terra de aromas cheia,
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar !

Oh ! dias de minha infância !
Oh ! meu céu de primavera !
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã !
Em vez de mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha irmã !

Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
De camisa aberta ao peito,
– Pés descalços, braços nus –
Correndo pelas campinas
À roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis !

Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo,
Adormecia sorrindo,
E despertava a cantar !

Oh ! que saudades que eu tenho
Da aurora da minha vida
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais !
– Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais !

Casimiro de Abreu

Julia, hoje você completa 8 anos, como o menino da poesia. Você não tem a mesma liberdade que ele tinha de andar solta pelos campos, curtindo a natureza e se divertindo com os amigos, pois infelizmente os tempos são outros; mas você tem a inocência, a vivacidade, a doçura e a alegria de viver de uma linda menina aos 8 anos. Você já está bem crescida e entendendo muita coisa do mundo, mas ainda é aquela menininha que vem toda meiga me pedir colo. Ainda é aquela menininha que me abraça forte quando dorme na minha cama. Ainda é a minha princesa de contos de fadas e vive com a cabeça cheia de sonhos coloridos! Que você mantenha sempre essa capacidade de sonhar e de se encantar com o mundo e continue me ensinando as coisas do coração, como só você sabe fazer! Te amo muito, filha!
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segunda-feira, 9 de maio de 2016

A adolescente de menos de 3 anos

Essa é a Alice, minha adolescente de menos de 3 anos. Metida como ela só, outro dia, depois de levar um carão, saiu pisando duro do quarto, parou na porta do corredor, olhou pra trás, me encarou e, fazendo o gesto com a mãozinha, disse: "tô de olho".

Hoje, depois de levar outro carão, ficou bem zangada e saiu da sala. Enquanto eu limpava a sujeirada que ela fez, percebi que a casa estava muito silenciosa. Fui procurar e baixinha estava deitada na minha cama, toda aborrecida. Quando cheguei perto ela soltou: "Alice tá sozinha."

Imagina aos 15 anos....
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