sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Com (pouco) açúcar, com (muito) afeto

Com pouco açúcar e com muito afeto, procuro fazer o lanche da Julia da escola (Alice tem o lanche da própria escola, não preciso mandar). Não, nem sempre é possível e muitas vezes Julia leva biscoito de leite industrializado. Mas, sempre que dá, eu faço. 

Bolos variados (sem cobertura) e biscoitos doces e salgados estão na lista. As vezes mando maçã (a única fruta que ela come, ó ceus!). Mando também pêta com iogurte. Tem dias que ela leva castanha de caju e queijo coalho..... Já não compro mais biscoito recheado e achocolatado não entra na lancheira. Salgadinhos industrializados nunca foram opção (não que elas não gostem, mas eu não compro). Como as meninas aqui não são fãs de suco, nem mando. A bebida é água mesmo... quer melhor?

Com a Julia, o desafio à criatividade é grande. Ela tem um paladar muito restrito, muito parecida comigo na idade dela. Sanduíche só come uma vez perdida e se for somente de queijo. E depende do pão. Pão de forma nem pensar. Patê, manteiga e requeijão estão fora da lista dela. Determinadas texturas ela não suporta. Nada com molho ela tolera. Mesmo bolo de chocolate com cobertura de chocolate, com muita frequência, ela deixa boa parte da cobertura (eu fico sempre de olho porque eu amo e passo pra dentro). Até bolo de cenoura ela me pede sem cobertura....

E por que eu tenho o cuidado de fazer bolo e biscoito se é muito mais prático comprar? Porque estamos procurando comer comida de verdade em casa. Estamos procurando reduzir os industrializados, nada radical demais, apenas cortando os excessos. Já ajuda. Mesmo o biscoito caseiro tendo açúcar, a quantidade é bem menor que no industrializado, além de não ter corantes e conservantes. E não, eu não acredito piamente nos rótulos que dizem o contrário. 

Além disso, fazer o lanche é uma forma de carinho. Elas ficam super felizes quando sabem que eu fiz. Adoram me ajudar também (atrapalham mais que ajudam, mas é uma farra). E quando a receita tem história então?

Ontem mesmo teve bolo com história. Carregado de lembranças (para mim) e de referências (para elas). Peguei o caderno de receitas da mamãe e fiz a receita intitulada BOLO MOLE (MAMÃE). 

Era a receita da minha avó Carminha, bisavó das meninas. Elas não a conheceram pessoalmente, mas tiveram a oportunidade de  ouvir falar um pouquinho dela. E puderam se deliciar com o carinho em forma de receita que ela deixou para minha mãe, que passou para mim.

O bolo ficou uma delícia! Não durou 24 horas! Como postei fotos no facebook, muita gente me pediu a receita. Segue então, com o nome modificado por mim:

BOLO MOLE DA BIVÓ CARMINHA

4 ovos
3 xícaras de açúcar
1 colher de sopa de manteiga
2 copos de leite
1 pires de queijo ralado ou côco (fiz com queijo coalho)
8 colheres de sopa de farinha de trigo

Bate-se tudo no liquidificar e leva-se ao forno pré aquecido em forma untada e enfarinhada.

Com certeza essa receita será repetida muitas vezes! Na próxima vou fazer com queijo e côco.

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